{"id":19848,"date":"2025-05-12T18:58:32","date_gmt":"2025-05-12T21:58:32","guid":{"rendered":"https:\/\/mussicom.com\/thom-yorke-lanca-disco-eletronico-minimalista-assustadoramente-bom\/"},"modified":"2025-05-12T18:58:32","modified_gmt":"2025-05-12T21:58:32","slug":"thom-yorke-lanca-disco-eletronico-minimalista-assustadoramente-bom","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/thom-yorke-lanca-disco-eletronico-minimalista-assustadoramente-bom\/","title":{"rendered":"Thom Yorke lan\u00e7a disco eletr\u00f4nico minimalista assustadoramente bom"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p><strong>Thom Yorke<\/strong> tem discretamente vivido uma fase criativamente intensa no \u00faltimo ano. Em 2024, seu projeto paralelo <strong>The Smile<\/strong> \u2014 com o guitarrista do <strong>Radiohead<\/strong>, <strong>Jonny Greenwood<\/strong>, e o baterista de jazz <strong>Tom Skinner<\/strong> \u2014 lan\u00e7ou dois \u00e1lbuns deslumbrantes de art-rock intricado, <em><strong>Wall of Eyes<\/strong><\/em> e <em><strong>Cutouts<\/strong><\/em>.<\/p>\n<p>Ele tamb\u00e9m encerrou recentemente uma breve turn\u00ea solo, apresentando vers\u00f5es expansivas e envolventes de m\u00fasicas de toda a sua carreira. Agora, retorna com um novo e cativante desvio criativo: uma colabora\u00e7\u00e3o com o produtor <strong>Mark Pritchard<\/strong>, veterano da cena eletr\u00f4nica experimental brit\u00e2nica.<\/p>\n<p>Pritchard j\u00e1 havia contribu\u00eddo com uma remixagem vertiginosa de <strong>\u201cBloom\u201d<\/strong> para <em><strong>TKOL RMX 1234567<\/strong><\/em> (2011), \u00e1lbum de remixes de <em><strong>The King of Limbs<\/strong><\/em>, do Radiohead, e colaborou com Yorke na faixa <strong>\u201cBeautiful People\u201d<\/strong>, lan\u00e7ada em 2016. Este novo projeto come\u00e7ou ainda nos dias sombrios de 2020, com os dois artistas trocando can\u00e7\u00f5es \u00e0 dist\u00e2ncia \u2014 Yorke adicionou vocais que s\u00e3o assombrosamente opacos e inquietantes, mesmo para seus padr\u00f5es j\u00e1 et\u00e9reos.<\/p>\n<p>O \u00e1lbum, que est\u00e1 sendo lan\u00e7ado junto com um filme do artista visual <strong>Jonathan Zawada<\/strong>, representa uma esp\u00e9cie de fechamento de ciclo para Yorke. Trata-se de sua estreia no ic\u00f4nico selo de techno Warp, casa de nomes como <strong>Aphex Twin<\/strong> e <strong>Autechre<\/strong>, cujas inova\u00e7\u00f5es no universo glitch foram uma grande influ\u00eancia para o Radiohead na era <em><strong>Kid A<\/strong><\/em> (2000) e <em><strong>Amnesiac<\/strong><\/em> (2001). Este \u00e9 quase certamente o primeiro disco da Warp a trazer um dos maiores vocalistas de todos os tempos como protagonista, e Pritchard sabiamente mant\u00e9m suas faixas limpas e variadas, oferecendo a Yorke espa\u00e7o de sobra para explorar sua expressividade.<\/p>\n<figure class=\"image\"><figcaption>Thom Yorke em 2024 &#8211; Foto: Naomi Rahim \/ WireImage<\/figcaption><\/figure>\n<p>Em <strong>\u201cBugging Out Again\u201d<\/strong>, seu falsete de anjo do apocalipse paira sobre uma abstra\u00e7\u00e3o de teclados viscosa que soa como a trilha sonora de um filme de terror de <strong>John Carpenter<\/strong>, ouvida de um corredor distante, uma nova abordagem para o caracter\u00edstico terror emp\u00e1tico de Yorke. Em <strong>\u201cIce Shelf\u201d<\/strong>, talvez o momento mais perturbador, sua voz \u00e9 distorcida em um lamento rob\u00f3tico sobre uma ambienta\u00e7\u00e3o de ru\u00eddo cinzento e batidas subterr\u00e2neas, mas ainda assim permanece estranhamente cativante.<\/p>\n<p><strong>\u201cThe White Cliffs\u201d<\/strong> desliza por um minimalismo invernal, enquanto <strong>\u201cThe Conversation is Missing Your Voice\u201d<\/strong> soa como um negativo fotogr\u00e1fico de um hit de R&amp;B, com Yorke cantando de forma comovente sobre batidas de palmas. Pritchard gosta de usar equipamentos vintage, e v\u00e1rias dessas faixas evocam o synth pop dos anos 80 e videogames da \u00e9poca \u2014 como o ritmo 8-bit de <strong>\u201cGangsters\u201d<\/strong>, o pesadelo eletro-g\u00f3tico de <strong>\u201cBack in the Game\u201d<\/strong> e <strong>\u201cA Fake in a Faker\u2019s World\u201d<\/strong>, uma viagem sonora entre drones de sintetizador e efeitos eletr\u00f4nicos brincalh\u00f5es.<\/p>\n<p>Apesar do tom geralmente g\u00e9lido e atormentado do \u00e1lbum, apenas alguns momentos escorregam para algo excessivamente \u00e1spero ou toscamente indulgente \u2014 sinta-se \u00e0 vontade para pular <strong>\u201cHappy Days\u201d<\/strong>, que avan\u00e7a feito uma marcha f\u00fanebre enlouquecida, enquanto Yorke repete a frase <em>\u201cHappy days \/ Death and taxes\u201d<\/em> (Dias felizes \/ Morte e impostos). Ok, tamb\u00e9m nos cansamos de reprises de <em><strong>Happy Days<\/strong><\/em>, mas n\u00e3o \u00e9 pra tanto.<\/p>\n<p>Paradoxalmente, a faixa com o t\u00edtulo que parece uma par\u00f3dia de com\u00e9dia de esquetes de uma m\u00fasica de disco solo sombrio do Thom Yorke \u2014 <strong>\u201cThe Men Who Dance In Stags Heads\u201d<\/strong> \u2014 acaba sendo um momento verdadeiramente transcendental. \u00c9 a can\u00e7\u00e3o de sonoridade mais org\u00e2nica do \u00e1lbum, um belo tributo a <strong>\u201cAll Tomorrow\u2019s Parties\u201d<\/strong>, do <strong>Velvet Underground<\/strong>, com Yorke recitando em tom firme e suave, como se <strong>Lou Reed<\/strong> estivesse cantando uma can\u00e7\u00e3o de ninar. Ele murmura sobre forcas e o sol se apagando, mas soa como se estivesse saudando o amanhecer de um domingo. Um desvio de rota que leva a novas epifanias.<\/p>\n<p><strong>+++ LEIA MAIS: A banda de rock que ganhou cover sombrio de Billie Eilish<br \/>+++ LEIA MAIS: Nada de Beatles ou Led: a melhor banda de rock segundo Jack Black<br \/>+++ LEIA MAIS: As surpreendentes bandas de rock que inspiraram Lady Gaga em novo \u00e1lbum<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<p><br \/>\n<br \/>Fonte: <a href=\"https:\/\/rollingstone.com.br\/musica\/thom-yorke-lanca-disco-eletronico-minimalista-assustadoramente-bom\/\">rollingstone.com.br<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Thom Yorke tem discretamente vivido uma fase criativamente intensa no \u00faltimo ano. Em 2024, seu projeto paralelo The Smile \u2014 com o guitarrista do Radiohead, Jonny Greenwood, e o baterista de jazz Tom Skinner \u2014 lan\u00e7ou dois \u00e1lbuns deslumbrantes de art-rock intricado, Wall of Eyes e Cutouts. 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