{"id":19537,"date":"2025-05-11T07:54:44","date_gmt":"2025-05-11T10:54:44","guid":{"rendered":"https:\/\/mussicom.com\/exclusivo-lider-da-oposicao-em-angola-denuncia-perseguicao-do-governo\/"},"modified":"2025-05-11T07:54:44","modified_gmt":"2025-05-11T10:54:44","slug":"exclusivo-lider-da-oposicao-em-angola-denuncia-perseguicao-do-governo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/exclusivo-lider-da-oposicao-em-angola-denuncia-perseguicao-do-governo\/","title":{"rendered":"EXCLUSIVO: l\u00edder da oposi\u00e7\u00e3o em Angola denuncia persegui\u00e7\u00e3o do governo"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div id=\"hd80s9wa1h892edh8192\">\n<p>Em julho de 2024, o l\u00edder da oposi\u00e7\u00e3o em Angola, o deputado Adalberto Costa J\u00fanior (ACJ), foi impedido pela Unidade de Seguran\u00e7a Presidencial de entregar um documento com den\u00fancias ao Tribunal Supremo.<\/p>\n<p><strong>+ Leia mais not\u00edcias de Mundo em Oeste<\/strong><\/p>\n<p>O documento, intitulado <em>Declara\u00e7\u00e3o sobre a degrada\u00e7\u00e3o do pa\u00eds<\/em>, acusava o governo de viola\u00e7\u00f5es dos direitos humanos e de ser respons\u00e1vel pela crise econ\u00f4mica. <\/p>\n<blockquote class=\"instagram-media\" data-instgrm-captioned=\"\" data-instgrm-permalink=\"https:\/\/www.instagram.com\/p\/DEo6wKht24M\/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading\" data-instgrm-version=\"14\" style=\" background:#FFF; border:0; border-radius:3px; box-shadow:0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width:540px; min-width:326px; padding:0; width:99.375%; width:-webkit-calc(100% - 2px); width:calc(100% - 2px);\"\/>\n<p>ACJ e outros opositores foram bloqueados por um forte aparato policial. Eles insistiram e, de maneira simb\u00f3lica, conseguiram entregar ao Protocolo da Presid\u00eancia, controlado pelo governo, por meio de uma janela com grades.<\/p>\n<p>\u201cPersistem, em Angola, m\u00faltiplas viola\u00e7\u00f5es dos princ\u00edpios democr\u00e1ticos, resultado direto do n\u00e3o cumprimento, por parte do Estado, da separa\u00e7\u00e3o de poderes\u201d, afirma ACJ, presidente da <strong>Uni\u00e3o Nacional para a Independ\u00eancia Total de Angola (Unita)<\/strong> a <strong>Oeste<\/strong>. <\/p>\n<p>\u201cO regime mant\u00e9m um forte aparato de censura, persegue opositores, restringe o direito constitucional \u00e0 manifesta\u00e7\u00e3o e chega a recorrer \u00e0 viol\u00eancia letal contra cidad\u00e3os que participam de atos de contesta\u00e7\u00e3o p\u00fablica \u2014 atitudes absolutamente incompat\u00edveis com um Estado de Direito.\u201d<\/p>\n<p>ACJ afirma ser alvo constante de persegui\u00e7\u00e3o por parte das estruturas do Estado. A situa\u00e7\u00e3o evidenciou o clima de amea\u00e7a que, segundo os opositores, prevalece no pa\u00eds neste momento. <\/p>\n<p>Desde que o Movimento Popular de Liberta\u00e7\u00e3o de Angola (MPLA) assumiu o poder, com apoio da comunista Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica, em 1975, logo em seguida \u00e0 independ\u00eancia, a fragmenta\u00e7\u00e3o pol\u00edtica \u00e9 uma realidade. O grupo completa, em 2025, 50 anos no poder.<\/p>\n<p>Nos primeiros anos, as diverg\u00eancias se manifestaram no campo de batalha. Entre 1975 e 2002, houve uma guerra civil. Em 2002, Angola encerrou oficialmente este que foi um dos mais longos e sangrentos conflitos <strong>da \u00c1frica<\/strong>, com a morte de Jonas Savimbi, l\u00edder da Unita, durante um confronto com as for\u00e7as do governo. <\/p>\n<p>Em abril daquele ano, foi assinado um cessar-fogo e teve in\u00edcio uma nova fase, que, no entanto, n\u00e3o foi suficiente para tornar o pa\u00eds uma democracia verdadeira. Em fun\u00e7\u00e3o de um governo, que segundo a oposi\u00e7\u00e3o, mant\u00e9m pr\u00e1ticas autorit\u00e1rias.<\/p>\n<p>Seguidor de Savimbi, ACJ descreve o atual ambiente pol\u00edtico como uma verdadeira ditadura de esquerda. <\/p>\n<p>\u201cA persegui\u00e7\u00e3o pol\u00edtica em Angola continua a ser um instrumento do poder para silenciar a oposi\u00e7\u00e3o\u201d, afirma o opositor. Ele lista os seguintes t\u00f3picos que, segundo ele, comprovam isso.<\/p>\n<ul>\n<li>Como l\u00edder da oposi\u00e7\u00e3o, nunca foi entrevistado pela Televis\u00e3o P\u00fablica de Angola (TPA), R\u00e1dio Nacional ou Jornal de Angola, apesar de ser deputado e l\u00edder da Unita.<\/li>\n<li>Atos da Unita, como com\u00edcios e confer\u00eancias, s\u00e3o censurados pela m\u00eddia estatal<\/li>\n<li>Foi falsamente acusado de terrorismo e pedofilia, com cobertura manipulada nos telejornais<\/li>\n<li>Judici\u00e1rio atua como bra\u00e7o do regime, sem independ\u00eancia e com viola\u00e7\u00f5es de liberdades<\/li>\n<li>Fundos da Unita foram confiscados ilegalmente e seguem retidos em processos fict\u00edcios<\/li>\n<li>Seus documentos pessoais foram divulgados e manipulados por servi\u00e7os de seguran\u00e7a<\/li>\n<li>Sofreu campanhas difamat\u00f3rias da m\u00eddia estatal antes e depois de assumir a lideran\u00e7a da Unita<\/li>\n<li>O Tribunal Supremo anulou ilegalmente sua elei\u00e7\u00e3o na Unita e nomeou outro presidente; ele enfrentou a decis\u00e3o, realizou novo congresso e foi reeleito com maioria ainda ampla<\/li>\n<\/ul>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">L\u00edder em Angola quer se aproximar do PL no Brasil<\/h2>\n<p>O cerco policial aos l\u00edderes da oposi\u00e7\u00e3o foi mais um exemplo. Dois anos antes, \u00e0 frente da Unita, ACJ obteve mais de 44% dos votos nas elei\u00e7\u00f5es de 2022, mas foi derrotado por Jo\u00e3o Louren\u00e7o (MPLA), presidente desde 2017. O resultado foi contestado devido a den\u00fancias de fraude e falta de transpar\u00eancia.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 comum o entendimento de que a Unita e o seu candidato venceram as elei\u00e7\u00f5es presidenciais de 2022\u201d, afirma ACJ. <\/p>\n<p>\u201cEste entendimento \u00e9 compartilhado por milh\u00f5es de angolanos que se dedicam \u00e0 luta por uma nova Angola. Encerrada a apura\u00e7\u00e3o, decidimos que protestar nas ruas contra o resultado apresentado n\u00e3o seria a melhor estrat\u00e9gia. Foi a escolha mais sensata, poupando muitas vidas.\u201d<\/p>\n<p><strong>Leia mais: \u201cAngola permanece nas m\u00e3os da esquerda depois de quase 50 anos\u201d<\/strong><\/p>\n<p>Para as pr\u00f3ximas elei\u00e7\u00f5es, em 2027, ACJ, nascido no munic\u00edpio de Chinjenje, em 1962, j\u00e1 se prepara para superar as resist\u00eancias. Ele, no entanto, mant\u00e9m o mesmo objetivo que o fez entrar para a Unita.<\/p>\n<p>\u201cPouco antes de completar 13, decidi me juntar \u00e0 Unita\u201d conta o deputado. \u201cO ambiente familiar foi determinante, mas tamb\u00e9m o fato de ter conhecido pessoalmente o Dr. Jonas Savimbi. Passei a acompanhar de perto os conflitos militares e as persegui\u00e7\u00f5es promovidas pelo regime do MPLA, incluindo fuzilamentos p\u00fablicos.\u201d<\/p>\n<p>Naquele momento, uma for\u00e7a de resist\u00eancia era fundamental.<\/p>\n<p>\u201cA Unita resistiu \u00e0 ocupa\u00e7\u00e3o russo-cubana em Angola e contribuiu para a independ\u00eancia da Nam\u00edbia\u201d, lembra o deputado. \u201cEssa luta foi essencial para for\u00e7ar acordos de paz e abrir caminho, ainda que limitado, para a democracia em Angola. Mas continuamos a enfrentar obst\u00e1culos para que o pa\u00eds seja, de fato, um Estado Democr\u00e1tico de Direito.\u201d<\/p>\n<p>Segundo ele, os conceitos de \u201cdireita\u201d e de \u201cesquerda\u201d n\u00e3o seguem na \u00c1frica a mesma l\u00f3gica ou aplica\u00e7\u00e3o que se observa nos contextos ocidentais. <\/p>\n<p>\u201cA realidade africana \u00e9 marcada por prioridades distintas e desafios complexos, como a conviv\u00eancia de diferentes povos, culturas, l\u00ednguas e hist\u00f3rias dentro de um mesmo territ\u00f3rio nacional\u201d, diz o l\u00edder opositor angolano. \u201cElementos como a pobreza extrema, a viola\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica dos direitos humanos e a nega\u00e7\u00e3o da cidadania s\u00e3o quest\u00f5es urgentes que, muitas vezes, colocam os debates ideol\u00f3gicos em segundo plano.\u201d<\/p>\n<p>ACJ, no entanto, diz reconhecer na direita tradicional valores e propostas que se alinham a muitas das necessidades urgentes dos povos africanos.<\/p>\n<p><strong>Leia mais: \u201cLula elogia a \u2018comportada\u2019 imprensa angolana\u201d<\/strong><\/p>\n<p>\u201cIncluo a\u00ed a promo\u00e7\u00e3o da competitividade e valoriza\u00e7\u00e3o da iniciativa privada, em contraste com o modelo de Estado centralizador que predomina em Angola e que, ao concentrar decis\u00f5es, estrangula o mercado, o compromisso com a seguran\u00e7a das pessoas e das comunidades, a preocupa\u00e7\u00e3o com o controle da imigra\u00e7\u00e3o e a defesa dos valores culturais, hist\u00f3ricos e religiosos das na\u00e7\u00f5es.\u201d<\/p>\n<p>Esta vis\u00e3o o faz buscar se aproximar de alas liberais no Brasil.<\/p>\n<p>\u201cDurante uma visita ao Brasil, tive a oportunidade de conversar com o povo que tinha boa opini\u00e3o sobre o ent\u00e3o presidente Jair Bolsonaro, do Partido Liberal (PL)\u201d, conta ACJ. <\/p>\n<p>\u201cIsto ia totalmente contra o que era passado por boa parte da imprensa brasileira. Um fato marcante durante o governo Bolsonaro \u00e9 que n\u00e3o houve a tradicional aproxima\u00e7\u00e3o junto ao MPLA. E mesmo n\u00f3s n\u00e3o tivemos a oportunidade de nos aproximarmos dos partidos brasileiros, mas esperamos faz\u00ea-lo, incluindo o PL.\u201d<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><script async src=\"\/\/www.instagram.com\/embed.js\"><\/script><br \/>\n<br \/><br \/>\n<br \/>Fonte: <a href=\"https:\/\/revistaoeste.com\/mundo\/exclusivo-lider-da-oposicao-em-angola-denuncia-perseguicao-do-governo\/\">Revista Oeste<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em julho de 2024, o l\u00edder da oposi\u00e7\u00e3o em Angola, o deputado Adalberto Costa J\u00fanior (ACJ), foi impedido pela Unidade de Seguran\u00e7a Presidencial de entregar um documento com den\u00fancias ao Tribunal Supremo. + Leia mais not\u00edcias de Mundo em Oeste O documento, intitulado Declara\u00e7\u00e3o sobre a degrada\u00e7\u00e3o do pa\u00eds, acusava o governo de viola\u00e7\u00f5es dos [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":19538,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_seopress_robots_primary_cat":"","_seopress_titles_title":"","_seopress_titles_desc":"","_seopress_robots_index":"","footnotes":""},"categories":[48],"tags":[],"class_list":["post-19537","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-internacional"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19537","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=19537"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19537\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media\/19538"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=19537"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=19537"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=19537"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}