{"id":18786,"date":"2025-05-08T06:10:03","date_gmt":"2025-05-08T09:10:03","guid":{"rendered":"https:\/\/mussicom.com\/50-musicas-terriveis-presentes-em-albuns-incriveis-segundo-rolling-stone\/"},"modified":"2025-05-08T06:10:03","modified_gmt":"2025-05-08T09:10:03","slug":"50-musicas-terriveis-presentes-em-albuns-incriveis-segundo-rolling-stone","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/50-musicas-terriveis-presentes-em-albuns-incriveis-segundo-rolling-stone\/","title":{"rendered":"50 m\u00fasicas terr\u00edveis presentes em \u00e1lbuns incr\u00edveis, segundo Rolling Stone"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>Sempre tem uma. \u00c9 aquela \u00fanica m\u00fasica em um disco excelente que \u00e9 t\u00e3o ruim, mas t\u00e3o ruim, que quase parece uma piada de mau gosto. Elas existem por diversos motivos. \u00c0s vezes, o vocalista principal se sentiu na obriga\u00e7\u00e3o de dar uma m\u00fasica para o baterista no lado B, s\u00f3 para manter a harmonia da banda. Outras vezes, eles simplesmente tomaram uma quantidade absurda de drogas, e a ideia de deixar um cachorro uivar por 134 segundos ou bater uma cruz de metal nas cordas da guitarra por um minuto e meio pareceu genial. Em outras ocasi\u00f5es, estavam desesperados por um refr\u00e3o chiclete e acabaram roubando um de um comercial de Corn Flakes \u2014 e enfiando essa porcaria no mesmo \u00e1lbum dos <strong>Beatles<\/strong> que tem \u201c<strong>A Day in the Life<\/strong>\u201d.<\/p>\n<p>A gente vasculhou a hist\u00f3ria da m\u00fasica e selecionou 50 m\u00fasicas terr\u00edveis que mancham discos que, de resto, s\u00e3o perfeitos. \u00c9 bem prov\u00e1vel que muitos de voc\u00eas discordem de algumas (ou de muitas) dessas escolhas. Talvez porque voc\u00eas ouviram esses \u00e1lbuns tantas vezes que \u00e9 dif\u00edcil imagin\u00e1-los de outra forma. Mas ser\u00e1 que <em><strong>Goodbye Yellow Brick Road<\/strong><\/em> precisa realmente de \u201c<strong>Jamaica Jerk Off<\/strong>\u201d? <em><strong>Synchronicity<\/strong><\/em> se beneficia mesmo de uma can\u00e7\u00e3o na qual <strong>Andy Summers<\/strong> delira sobre a m\u00e3e controladora? E <strong>Phil Collins<\/strong> realmente achou que seria uma boa cantar \u201c<strong>Illegal Alien<\/strong>\u201d com um sotaque espanhol for\u00e7ado?<\/p>\n<p>Vale dizer que essas escolhas n\u00e3o foram f\u00e1ceis. O <em><strong>White Album<\/strong><\/em>, dos <strong>Beatles<\/strong>, gerou dilemas particularmente dif\u00edceis, com faixas polarizadoras como \u201c<strong>Rocky Raccoon<\/strong>\u201d, \u201c<strong>Good Night<\/strong>\u201d, \u201c<strong>Revolution 9<\/strong>\u201d e \u201c<strong>Ob-La-Di, Ob-La-Da<\/strong>\u201d. Nenhuma dessas entrou na nossa lista \u2014 e temos certeza de que muita gente vai discordar da nossa decis\u00e3o. Da mesma forma, n\u00e3o conseguimos concordar com a ideia de que \u201c<strong>Treefingers<\/strong>\u201d estraga <em><strong>Kid A<\/strong><\/em>, do <strong>Radiohead<\/strong>, nem achamos que \u201c<strong>La La Love You<\/strong>\u201d deveria ser cortada de <em><strong>Doolittle<\/strong><\/em>, do <strong>Pixies<\/strong>. Gostamos das duas.<\/p>\n<p>A lista est\u00e1 organizada da \u201cmenos pior\u201d at\u00e9 a absolutamente pior, segundo a <em><strong>Rolling Stone<\/strong><\/em>. Se voc\u00ea discordar de alguma coisa \u2014 ou de tudo \u2014, v\u00e1 at\u00e9 as redes sociais e destrua a gente. A gente aguenta.<\/p>\n<h2>50) &#8220;Maxwell\u2019s Silver Hammer&#8221;, Abbey Road (1969)<\/h2>\n<p><strong>Banda: The Beatles<\/strong><\/p>\n<p>A ideia de uma m\u00fasica boba, com cara de cantiga infantil, sobre um estudante perturbado chamado Maxwell Edison que mata colegas de escola, uma professora e um juiz com um martelo de prata j\u00e1 \u00e9 bem absurda. Mais absurdo ainda \u00e9 a maior banda de todos os tempos ter trabalhado nessa faixa por v\u00e1rios meses \u2014 e depois inclu\u00ed-la em sua obra final, quando poderiam ter escolhido qualquer uma das incr\u00edveis composi\u00e7\u00f5es de George Harrison que ficaram fora, como \u201cAll Things Must Pass\u201d. Mas, por algum motivo, Paul McCartney estava determinado a colocar \u201cMaxwell\u2019s Silver Hammer\u201d no Abbey Road.<\/p>\n<p>\u201cEssa \u00e9 do Paul,\u201d disse John Lennon \u00e0 Playboy em 1980. \u201cEu odeio. Porque tudo o que eu lembro \u00e9 da grava\u00e7\u00e3o \u2014 ele fez a gente repetir aquilo umas cem milh\u00f5es de vezes. Ele fez de tudo para transformar aquilo num single, e nunca foi, e nunca poderia ter sido\u2026 A gente gastou mais dinheiro nessa m\u00fasica do que em qualquer outra do \u00e1lbum inteiro.\u201d<\/p>\n<h2>49) &#8220;Ballad in Plain D&#8221;, Another Side of Bob Dylan (1964)<\/h2>\n<p><strong>Artista: Bob Dylan<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 preciso muito para que Bob Dylan admita que cometeu um erro. Mas lan\u00e7ar uma faixa dolorosamente pessoal sobre o fim de seu relacionamento com Suze Rotolo \u2014 e seus conflitos com a irm\u00e3 dela, Carla \u2014 no \u00e1lbum Another Side of Bob Dylan, de 1964, foi um erro t\u00e3o gritante que ele acabou confessando duas d\u00e9cadas depois. \u201cEu olho para tr\u00e1s e digo: \u2018Eu devia ser um tremendo idiota por escrever aquilo\u2019\u201d, disse ele em 1985. \u201cOlho para aquela m\u00fasica em particular e penso: de todas as que escrevi, talvez eu pudesse ter deixado essa de lado.\u201d<\/p>\n<p>Para piorar, a can\u00e7\u00e3o tem oito minutos de dura\u00e7\u00e3o e est\u00e1 cheia de versos constrangedores, como \u201c<em>For her parasite sister, I had no respect \/ Bound by her boredom, her pride to protect<\/em>\u201d (\u201cPor sua irm\u00e3 parasita, eu n\u00e3o tinha respeito \/ Presa ao seu t\u00e9dio, ao orgulho que queria proteger\u201d). Ao que tudo indica, ele percebeu o erro bem r\u00e1pido, j\u00e1 que nunca a tocou ao vivo. Ainda assim, a faixa est\u00e1 l\u00e1, registrada para sempre em Another Side of Bob Dylan, ao lado de cl\u00e1ssicos como \u201cMy Back Pages\u201d e \u201cChimes of Freedom\u201d, quando deveria ter permanecido apenas como uma p\u00e1gina amarga de seu caderno de letras \u2014 que ningu\u00e9m jamais teria lido.<\/p>\n<h2>48) &#8220;Hit the Plane Down&#8221;, Crooked Rain, Crooked Rain (1994)<\/h2>\n<p><strong>Banda: Pavement<\/strong><\/p>\n<p>Scott Kannberg (tamb\u00e9m conhecido como Spiral Stairs) \u00e9 um guitarrista brilhante e uma pe\u00e7a fundamental do Pavement desde a forma\u00e7\u00e3o da banda, em 1989. Mas quando chegou a hora de gravar Crooked Rain, Crooked Rain, em 1994, o l\u00edder Stephen Malkmus j\u00e1 tinha 11 m\u00fasicas quase perfeitas que definiriam o legado da banda por d\u00e9cadas. E Kannberg apareceu com \u201cHit the Plane Down\u201d, uma faixa estranha e carregada no baixo, em que ele repete \u201cHit the plane down\u201d com uma voz distorcida, v\u00e1rias e v\u00e1rias vezes.<\/p>\n<p>Num ato de tremenda generosidade, Malkmus arranjou um espa\u00e7o para a m\u00fasica perto do fim do disco. Ele deveria ter esperado at\u00e9 Kannberg entregar um material mais forte \u2014 o que ele acabaria fazendo em Wowee Zowee, com faixas como \u201cKennel District\u201d e \u201cWestern Homes\u201d. Essas m\u00fasicas, inclusive, entraram no setlist das \u00faltimas turn\u00eas de reuni\u00e3o da banda. \u201cHit the Plane Down\u201d n\u00e3o foi tocada nenhuma vez.<\/p>\n<h2>47) &#8220;Silver&#8221;, Doolittle (1989)<\/h2>\n<p><strong>Banda: Pixies<\/strong><\/p>\n<p>\u201cLa La Love You\u201d costuma ser apontada como a pior m\u00fasica de Doolittle, j\u00e1 que n\u00e3o passa do baterista David Lovering cantando \u201cI love you\u201d e \u201c<em>All I\u2019m sayin\u2019, pretty baby \/ La la love you, don\u2019t mean maybe<\/em>\u201d com um pano de fundo de guitarra surf. Mas h\u00e1 um charme infantil e iluminado na faixa que faz com que ela funcione. O mesmo n\u00e3o pode ser dito de \u201cSilver\u201d, a pen\u00faltima m\u00fasica do \u00e1lbum \u2014 arrastada, coescrita por Black Francis e Kim Deal. \u201c\u00c9 definitivamente uma abstra\u00e7\u00e3o\u201d, disse Francis. \u201cPelo menos, essa \u00e9 a minha interpreta\u00e7\u00e3o. Acho que a ideia era criar um clima.\u201d<\/p>\n<p>E o que ela cria \u00e9 um clima melanc\u00f3lico que puxa para baixo a segunda metade de um disco que, de resto, \u00e9 perfeito. Mais uma vez, o bom senso do p\u00fablico do Spotify se mostrou certeiro: \u201cSilver\u201d \u00e9 a faixa menos ouvida do \u00e1lbum.<\/p>\n<h2>46) &#8220;Anything Goes&#8221;, Appetite For Destruction (1987)<\/h2>\n<p><strong>Banda: Guns N\u2019 Roses<\/strong><\/p>\n<p>Appetite for Destruction foi t\u00e3o absurdamente bem-sucedido que nenhuma das decis\u00f5es cabe\u00e7as-duras, autocomplacentes e autodestrutivas que o Guns N\u2019 Roses tomou nos anos seguintes conseguiu diminuir seu legado. S\u00f3 com a for\u00e7a dessas m\u00fasicas, a banda poderia fazer turn\u00eas para sempre com qualquer forma\u00e7\u00e3o que Axl Rose conseguisse reunir. Mas nem toda faixa est\u00e1 no mesmo n\u00edvel de \u201cSweet Child O\u2019 Mine\u201d, \u201cRocket Queen\u201d, \u201cWelcome to the Jungle\u201d e \u201cParadise City\u201d.<\/p>\n<p>A \u00fanica verdadeira bomba, no entanto, \u00e9 \u201cAnything Goes\u201d, que remonta \u00e0 antiga banda de Rose e Izzy Stradlin, Hollywood Rose. O verso \u201c<em>My way, your way, anything goes tonight<\/em>\u201d \u00e9 repetido at\u00e9 cansar, enquanto Slash abusa do efeito talk-box na guitarra. Na tentativa desesperada de renovar o setlist j\u00e1 gasto, a banda ressuscitou a faixa nos shows de 2023 \u2014 mas ela n\u00e3o ficou melhor do que era em 1987.<\/p>\n<h2>45) &#8220;It Ain\u2019t Easy&#8221;, The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders From Mars (1972)<\/h2>\n<p><strong>Artista: David Bowie<\/strong><\/p>\n<p>A narrativa central de The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders From Mars nem sempre \u00e9 f\u00e1cil de acompanhar, mas gira em torno de uma estrela do rock chamada Ziggy Stardust que d\u00e1 esperan\u00e7a e inspira\u00e7\u00e3o a um planeta prestes a deixar de existir em apenas cinco anos. No entanto, essa narrativa solta \u00e9 completamente interrompida j\u00e1 na quinta faixa, com uma releitura glam da obscura can\u00e7\u00e3o folk de 1970 \u201cIt Ain\u2019t Easy\u201d, de Ron Davies. Bowie gravou essa m\u00fasica muito antes das outras faixas de Ziggy, ela n\u00e3o tem qualquer liga\u00e7\u00e3o com a hist\u00f3ria, \u00e9 a \u00fanica do \u00e1lbum que n\u00e3o foi escrita por ele \u2014 e simplesmente n\u00e3o pertence ali. O pr\u00f3prio Bowie parece ter reconhecido isso, j\u00e1 que nunca a tocou ao vivo durante a turn\u00ea do Ziggy ou em qualquer outro momento.<\/p>\n<h2>44) &#8220;Don\u2019t Stop&#8221;, The Stone Roses (1989)<\/h2>\n<p><strong>Banda: The Stone Roses<\/strong><\/p>\n<p>Se esta fosse uma lista dos melhores \u00e1lbuns de estreia da hist\u00f3ria, o disco hom\u00f4nimo do Stone Roses, de 1989, estaria muito bem posicionado. Mas talvez ele ficasse ainda mais alto se \u201cDon\u2019t Stop\u201d tivesse sido cortada da tracklist final. Como muitos f\u00e3s perceberam quando o \u00e1lbum foi lan\u00e7ado, a faixa nada mais \u00e9 do que a anterior, \u201cWaterfall\u201d, tocada ao contr\u00e1rio, com nova letra e instrumenta\u00e7\u00e3o adicional. \u00c9 uma experi\u00eancia sonora esperta, que funcionaria melhor como um lado B ou uma faixa escondida. Mas est\u00e1 ali como a quarta m\u00fasica do disco \u2014 e \u00e9 literalmente a terceira ao contr\u00e1rio. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que tem menos reprodu\u00e7\u00f5es no Spotify do que qualquer outra do \u00e1lbum. A gra\u00e7a da brincadeira passa r\u00e1pido, e tudo que voc\u00ea quer \u00e9 pular direto para \u201cBye Bye Bad Man\u201d.<\/p>\n<h2>43) &#8220;The Playboy Mansion&#8221;, Pop (1997)<\/h2>\n<p><strong>Banda: U2<\/strong><\/p>\n<p>Quando U2 lan\u00e7ou Pop, em 1997, f\u00e3s e cr\u00edticos n\u00e3o ficaram muito impressionados com a tentativa da banda de incorporar elementos pesados de m\u00fasica eletr\u00f4nica ao seu som. Mas o tempo foi extremamente generoso com o legado de Pop, que hoje \u00e9 visto como um experimento ousado que gerou m\u00fasicas incr\u00edveis como \u201cMofo\u201d, \u201cPlease\u201d, \u201cDiscotheque\u201d e \u201cStaring at the Sun\u201d. Ainda assim, os cr\u00edticos da \u00e9poca tinham raz\u00e3o ao apontar \u201cThe Playboy Mansion\u201d como uma faixa particularmente ruim, presa para sempre no \u00e2mbar de 1997 gra\u00e7as a letras infelizes como: \u201c<em>If Coke is a mystery \/ Michael Jackson \u2014 history<\/em>\u201d e \u201c<em>If O.J. is more than a drink \/ And a Big Mac bigger than you think \/ And perfume is an Obsession \/ And talk shows \u2014 confession<\/em>.\u201d<\/p>\n<p>\u201cEssas refer\u00eancias contempor\u00e2neas jogam contra a m\u00fasica\u201d, disse Bono em 2006. \u201cPiadas sobre Michael Jackson e O.J. Simpson simplesmente n\u00e3o t\u00eam mais gra\u00e7a. A letra original era muito mais emocional. N\u00e3o tenho certeza se a melhor vers\u00e3o foi a que acabou no \u00e1lbum.\u201d (\u201cMiami\u201d \u00e9 outra grande derrapada em Pop, mas n\u00e3o chega aos n\u00edveis constrangedores de \u201cThe Playboy Mansion\u201d. A gente ama todas as outras m\u00fasicas do disco, at\u00e9 mesmo \u201cDo You Feel Loved.\u201d)<\/p>\n<h2>42) &#8220;Horse Latitudes&#8221;, Strange Days (1967)<\/h2>\n<p><strong>Banda: The Doors<\/strong><\/p>\n<p>Segundo Jim Morrison \u2014 e, a essa altura, n\u00e3o tem como contestar \u2014, ele escreveu esse poema perturbador sobre um navio que joga um monte de cavalos na \u00e1gua quando ainda era crian\u00e7a. No disco Strange Days, de 1967, do The Doors, ele recita a obra de forma fren\u00e9tica enquanto seus companheiros de banda batem cocos e garrafas de refrigerante e aceleram uma fita para simular o som do vento. A \u201cm\u00fasica\u201d grava na sua mente a imagem horr\u00edvel de cavalos se afogando \u2014 e n\u00e3o h\u00e1 absolutamente nenhum motivo para ouvi-la mais de uma vez. S\u00e3o condensados, em 95 segundos intermin\u00e1veis, todos os aspectos que os cr\u00edticos odiavam nos Doors.<\/p>\n<h2>41) &#8220;Illegal Alien&#8221;, Genesis (1983)<\/h2>\n<p><strong>Banda: Genesis<\/strong><\/p>\n<p>Os anos 1980 foram uma \u00e9poca na qual o Culture Club podia incluir um j\u00fari com maquiagem de blackface no v\u00eddeo de &#8220;Do You Really Want to Hurt Me&#8221;, o Guns N\u2019 Roses podia usar a palavra com &#8220;n&#8221; em uma m\u00fasica, e o Genesis podia fazer um v\u00eddeo em que se vestiam como mexicanos em um desenho animado do Speedy Gonz\u00e1lez \u2014 e as gravadoras e a MTV simplesmente aceitavam. O v\u00eddeo do Genesis ao qual nos referimos \u00e9 \u201cIllegal Alien\u201d, do seu LP hom\u00f4nimo de 1983, que tamb\u00e9m contou com as faixas \u201cMama,\u201d \u201cThat\u2019s All\u201d e \u201cHome By the Sea\u201d.<\/p>\n<p>Mesmo sem o v\u00eddeo, \u201cIllegal Alien\u201d \u00e9 uma m\u00fasica dolorosamente horr\u00edvel, onde Phil Collins canta com um sotaque espanhol caricatural e repete a frase \u201c<em>It\u2019s no fun being an illegal alien<\/em>\u201d cerca de 650 vezes. N\u00e3o podemos culpar a coca\u00edna por isso. Todos estavam com a cabe\u00e7a bem clara quando escreveram essa m\u00fasica terr\u00edvel, a gravaram, a inclu\u00edram no \u00e1lbum, lan\u00e7aram como single, filmaram um v\u00eddeo e a tocaram ao vivo na Mama Tour. Imaginamos que gostariam de voltar no tempo e apagar todos os vest\u00edgios de \u201cIllegal Alien\u201d hoje, mas isso n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel. Ela viver\u00e1 para sempre na inf\u00e2mia.<\/p>\n<h2>40) &#8220;Mother Earth&#8221;, Ragged Glory (1990)<\/h2>\n<p><strong>Artistas: Neil Young &amp; Crazy Horse<\/strong><\/p>\n<p>Ap\u00f3s uma d\u00e9cada s\u00f3lida em que a maioria das pessoas na ind\u00fastria musical o descartou como um hippie ultrapassado, Neil Young voltou \u00e0 vida com o estrondoso \u201cRockin\u2019 in the Free World\u201d em 1989. Ele ent\u00e3o se reconectou com o Crazy Horse para gravar o impressionante Ragged Glory. \u201cCountry Home,\u201d \u201cOver and Over,\u201d \u201cFuckin\u2019 Up\u201d e \u201cLove and Only Love\u201d est\u00e3o entre seus maiores trabalhos da d\u00e9cada de 1970.<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 um \u00fanico momento fraco at\u00e9 que o Crazy Horse saia de cena no final e Young se sente para entregar a piegas balada ambiental \u201cMother Earth.\u201d \u201cRespect Mother Earth,\u201d ele lamenta. \u201c<em>And her giving ways\/Or trade away\/Our children\u2019s days<\/em>.\u201d \u00c9 dif\u00edcil discordar da mensagem da m\u00fasica, mas ela n\u00e3o se encaixa bem no \u00e1lbum. Quando ele tocou Ragged Glory na \u00edntegra em uma festa privada de anivers\u00e1rio no final de 2023 para o CEO da Canada Goose, Dani Reiss, ele pulou \u201cMother Earth.\u201d Foi uma escolha s\u00e1bia.<\/p>\n<h2>39) &#8220;Treat People With Kindness&#8221;, Fine Line (2019)<\/h2>\n<p><strong>Artista: Harry Styles<\/strong><\/p>\n<p>Vamos come\u00e7ar dizendo que sempre \u00e9 uma boa ideia tratar as pessoas com gentileza. Se voc\u00ea tiver que viver sua vida com um c\u00f3digo b\u00e1sico, talvez esse devesse ser ele. Mas isso n\u00e3o significa que queremos um hino a\u00e7ucarado, com toques de gospel e cara de musical da Broadway, em que Harry Styles repete esse mantra simplista repetidamente em seu \u00e1lbum Fine Line, de 2019. \u201c[\u2018Treat People With Kindness\u2019] \u00e9 uma quimera horr\u00edvel de Jesus Christ Superstar e \u2018Free Ride\u2019, do Edgar Winter Group,\u201d escreveu Jeremy D. Larson, da Pitchfork, na resenha do \u00e1lbum, \u201cque confunde palmas com felicidade.\u201d Styles tamb\u00e9m confundiu \u201cTreat People With Kindness\u201d com uma boa m\u00fasica. E, por alguma raz\u00e3o inexplic\u00e1vel, ela virou presen\u00e7a constante em seus shows, tendo sido tocada ao vivo 174 vezes.<\/p>\n<h2>38) &#8220;Little Child&#8221;, With the Beatles (1964)<\/h2>\n<p><strong>Banda: The Beatles<\/strong><\/p>\n<p>Os Beatles mantinham uma agenda t\u00e3o maluca no fim de 1963, quando a Beatlemania explodiu na Inglaterra, que mal tiveram tempo para gravar material para With the Beatles. Se tivessem tido um pouco mais de tempo, teriam percebido que \u201cLittle Child\u201d era a defini\u00e7\u00e3o de m\u00fasica tapa-buraco e nunca deveria ter entrado no \u00e1lbum. Paul McCartney e John Lennon escreveram a faixa para Ringo cantar, mas acabaram dando a ele \u201cI Wanna Be Your Man\u201d como sua m\u00fasica \u201cde cota\u201d no disco.<\/p>\n<p>\u201c\u2018Little Child\u2019 foi um trabalho por encomenda,\u201d McCartney contou ao escritor Barry Myles. \u201cAlgumas m\u00fasicas eram inspiradas, e voc\u00ea simplesmente seguia o fluxo. Outras eram do tipo: \u2018Certo, temos duas horas, precisamos de uma m\u00fasica para o Ringo no \u00e1lbum.\u2019\u201d S\u00f3 depois que pararam de fazer turn\u00eas, em 1966, conseguiram dedicar tempo suficiente a cada disco para garantir que nenhuma m\u00fasica \u201cpor encomenda\u201d acabasse inclu\u00edda.<\/p>\n<h2>37) &#8220;The Last Time&#8221;, Red (2012)<\/h2>\n<p><strong>Artistas: Taylor Swift feat. Gary Lightbody<\/strong><\/p>\n<p>Red ocupa um lugar especial no cora\u00e7\u00e3o dos Swifties ao redor do mundo. \u201cI Knew You Were Trouble\u201d, \u201c22\u201d, \u201cWe Are Never Getting Back Together\u201d e, especialmente, \u201cAll Too Well\u201d costumam figurar no topo das listas das melhores m\u00fasicas que Taylor j\u00e1 escreveu, e at\u00e9 faixas menos conhecidas como \u201cStay, Stay, Stay\u201d, \u201cTreacherous\u201d e \u201cThe Lucky One\u201d s\u00e3o reverenciadas.<\/p>\n<p>Mas h\u00e1 uma exce\u00e7\u00e3o bem not\u00e1vel: \u201cThe Last Time\u201d, um dueto com Gary Lightbody, do Snow Patrol. \u00c9 uma power ballad que retrata o amargo fim de um relacionamento, como muitas faixas de Red, mas as vozes dos dois n\u00e3o combinam bem, e a can\u00e7\u00e3o soa simplesmente como uma m\u00fasica ruim do Snow Patrol com participa\u00e7\u00e3o de Taylor Swift. Inexplicavelmente, foi lan\u00e7ada como o \u00faltimo single do \u00e1lbum, mas sequer entrou na Billboard Hot 100. Taylor e Lightbody regravaram a faixa em 2021 para a vers\u00e3o Taylor\u2019s Version de Red, mas pouco fizeram para melhor\u00e1-la.<\/p>\n<h2>36) &#8220;How to Skin a Cat&#8221;, New Day Rising (1985)<\/h2>\n<p><strong>Banda: H\u00fcsker D\u00fc<\/strong><\/p>\n<p>Em 1875, um artigo publicado pela Associated Press falava sobre um suposto rancho de gatos e ratos que produzia peles de gato a custo zero, alimentando gatos com ratos, esfolando os gatos e dando seus restos para os ratos. Era pura fic\u00e7\u00e3o, mas de alguma forma essa hist\u00f3ria circula como lenda urbana h\u00e1 150 anos. O trio de Minneapolis H\u00fcsker D\u00fc encontrou o texto original de 1875 e o transformou em uma faixa falada no cl\u00e1ssico do indie rock New Day Rising, de 1985. A inten\u00e7\u00e3o era ser uma faixa de humor inteligente, mas a gra\u00e7a acaba em cerca de 30 segundos. Quatro d\u00e9cadas depois, \u00e9 o tipo de m\u00fasica que voc\u00ea pula antes mesmo de come\u00e7ar.<\/p>\n<h2>35) &#8220;The Murder Mystery&#8221;, The Velvet Underground (1969)<\/h2>\n<p><strong>Banda: The Velvet Underground<\/strong><\/p>\n<p>Os motivos de Lou Reed para expulsar John Cale do Velvet Underground nunca foram totalmente explicados, mas um dos principais claramente foi o desejo de afastar o grupo de suas ra\u00edzes vanguardistas e aproxim\u00e1-lo de algo que se parecesse mais com m\u00fasica mainstream \u2014 especialmente ap\u00f3s o fracasso comercial de White Light\/White Heat.<\/p>\n<p>O primeiro \u00e1lbum ap\u00f3s a sa\u00edda de Cale foi The Velvet Underground, de 1969, e faixas como \u201cPale Blue Eyes\u201d, \u201cCandy Says\u201d e \u201cSome Kinda Love\u201d mostram uma dire\u00e7\u00e3o claramente mais acess\u00edvel. A \u00fanica exce\u00e7\u00e3o \u00e9 \u201cThe Murder Mystery\u201d \u2014 e que exce\u00e7\u00e3o. A faixa falada de nove minutos \u00e9 uma cacofonia praticamente inaud\u00edvel, em que os quatro integrantes da banda recitam versos de poemas simultaneamente, acompanhados por um \u00f3rg\u00e3o. Se Cale ainda estivesse por perto, talvez conseguisse transformar isso em algo minimamente decente. Sem ele, \u00e9 apenas um desastre constrangedor.<\/p>\n<h2>34) &#8220;Red Angel Dragnet&#8221;, Combat Rock (1982)<\/h2>\n<p><strong>Banda: The Clash<\/strong><\/p>\n<p>The Clash passou bastante tempo em Nova York durante as grava\u00e7\u00f5es de Combat Rock, absorvendo as vibra\u00e7\u00f5es criativas da cena art\u00edstica do centro da cidade e do movimento hip hop em crescimento por toda parte. Isso resultou em triunfos como \u201cGhetto Defendant\u201d, \u201cOverpowered by Funk\u201d e \u201cStraight to Hell\u201d. Mas tamb\u00e9m inspirou o baixista Paul Simonon e o colaborador de longa data da banda, Kosmo Vinyl, a se juntarem para a profundamente equivocada \u201cRed Angel Dragnet\u201d.<\/p>\n<p>A m\u00fasica foi inspirada na morte do Frank Melvin, morto por um policial \u2014 o que, para eles, simbolizava a decad\u00eancia da cidade. A ideia da m\u00fasica at\u00e9 funciona em teoria, mas a execu\u00e7\u00e3o \u2014 que envolveu Vinyl recitando falas do filme Taxi Driver (\u201cAqui est\u00e1 um homem que n\u00e3o aguentaria mais \/ Um homem que se levantou contra a esc\u00f3ria, a sujeira\u201d) \u2014 n\u00e3o funcionou em nenhum n\u00edvel. \u00c9 apenas aquela m\u00fasica entediante e sem melodia que todo mundo pula depois de \u201cRock the Casbah\u201d para chegar logo em \u201cStraight to Hell\u201d.<\/p>\n<h2>33) &#8220;Drunk and Hot Girls&#8221;, Graduation (2007)<\/h2>\n<p><strong>Artista: Kanye West<\/strong><\/p>\n<p>Independentemente do que se pense sobre Kanye West como pessoa hoje em dia, \u00e9 imposs\u00edvel negar a genialidade de sua fase inicial. Seu terceiro \u00e1lbum, Graduation, \u00e9 uma das maiores conquistas de sua carreira, gra\u00e7as a faixas como \u201cStronger\u201d, \u201cChampion\u201d, \u201cGood Morning\u201d, \u201cCan\u2019t Tell Me Nothing\u201d \u2014 e basicamente todas as m\u00fasicas do disco.<\/p>\n<p>A \u00fanica exce\u00e7\u00e3o \u00e9 \u201cDrunk and Hot Girls\u201d, uma colabora\u00e7\u00e3o surpreendentemente inepta com Mos Def, em que West reclama das mulheres b\u00eabadas que encontra em baladas pela cidade. \u201cPare de dan\u00e7ar com sua amiga e venha dan\u00e7ar comigo\u201d, ele canta. \u201cPare de falar do seu namorado, j\u00e1 que ele n\u00e3o sou eu \/ Pare de estourar minha conta, porque essas bebidas n\u00e3o s\u00e3o de gra\u00e7a \/ Voc\u00ea \u00e9 uma garota b\u00eabada e gostosa.\u201d \u00c9 uma faixa sem vida, entediante, que rebaixa o n\u00edvel do \u00e1lbum inteiro.<\/p>\n<h2>32) &#8220;Joey&#8221;, Desire (1976)<\/h2>\n<p><strong>Artista: Bob Dylan<\/strong><\/p>\n<p>Se conseguirmos, vamos tentar deixar de lado o fato de que Joey Gallo foi um mafioso cruel que assassinou v\u00e1rias pessoas e foi justamente preso por uma d\u00e9cada. Vamos tentar ignorar o fato de que Bob Dylan e o coautor Jacques Levy tomaram a decis\u00e3o absurda de transform\u00e1-lo em her\u00f3i em Desire, retratando-o como uma esp\u00e9cie de mistura entre Andy Dufresne, Jean Valjean e Jesus Cristo. \u201cE algum dia, se Deus estiver no c\u00e9u cuidando da Sua cria\u00e7\u00e3o\u201d, escreveram Dylan e Levy, \u201ceu sei que os homens que o mataram v\u00e3o receber o que merecem.\u201d Mas tudo isso \u00e9 secund\u00e1rio diante do fato de que \u201cJoey\u201d \u00e9 um supl\u00edcio de 11 minutos em um \u00e1lbum que, fora isso, \u00e9 excelente.<\/p>\n<p>Em uma entrevista de 2009 a Bill Flanagan, Dylan tentou jogar a culpa pelas letras malucas e sem base hist\u00f3rica em Levy. \u201cJacques Levy escreveu as palavras\u201d, disse ele. \u201cJacques tinha uma mente teatral, ele escreveu muitas pe\u00e7as. Ent\u00e3o a m\u00fasica talvez fosse um tipo de teatro da mente. Eu s\u00f3 cantei.\u201d Em outras palavras: \u201cN\u00e3o me culpe por essa m\u00fasica maluca que eu coescrevi, aprovei, inclu\u00ed no meu \u00e1lbum e toquei ao vivo quase 70 vezes. Culpe o cara que j\u00e1 morreu.\u201d<\/p>\n<h2>31) &#8220;Cans and Brahms&#8221;, Fragile (1971)<\/h2>\n<p><strong>Banda: Yes<\/strong><\/p>\n<p>A gente entende por que o Yes optou por incluir interl\u00fadios instrumentais em Fragile, entre \u00e9picos como \u201cRoundabout\u201d, \u201cSouth Side of the Sky\u201d, \u201cLong Distance Runaround\u201d e \u201cHeart of the Sunrise\u201d. Eles funcionam como um tipo de \u201climpa-palato\u201d, preparando o ouvinte para o pr\u00f3ximo banquete prog. E muitos deles funcionam muito bem, incluindo a faixa de viol\u00e3o ac\u00fastico de Steve Howe, \u201cMood for a Day\u201d, e a jam de 37 segundos \u201cFive Per Cent of Nothing\u201d.<\/p>\n<p>Mas \u201cCans and Brahms\u201d, de Rick Wakeman \u2014 uma adapta\u00e7\u00e3o do terceiro movimento da Sinfonia n\u00ba 4 em Mi Menor, de Johannes Brahms \u2014 \u00e9 outra hist\u00f3ria. Ela aparece cedo demais no disco, logo ap\u00f3s a faixa de abertura, \u201cRoundabout\u201d, e n\u00e3o faz nada al\u00e9m de demonstrar a habilidade t\u00e9cnica de Wakeman, o novo tecladista. Ele \u00e9 de fato um talento imenso que elevou muito o n\u00edvel da banda, mas ningu\u00e9m precisava ouvi-lo tocando Brahms. Yes parece ter aprendido a li\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que o \u00e1lbum seguinte, Close to the Edge, traz apenas tr\u00eas \u00e9picos progressivos e nada mais.<\/p>\n<h2>30) &#8220;The Battle of Epping Forest&#8221;, Selling England By the Pound (1973)<\/h2>\n<p><strong>Banda: Genesis<\/strong><\/p>\n<p>Os f\u00e3s do Genesis t\u00eam dividido opini\u00f5es sobre \u201cThe Battle of Epping Forest\u201d desde que a faixa de 12 minutos apareceu no ic\u00f4nico \u00e1lbum de 1973, Selling England by the Pound. Alguns adoram a complexidade da m\u00fasica prog-rock sobre duas gangues do Leste de Londres batalhando em uma floresta ao norte da cidade, e todas as vozes malucas de personagens que Peter Gabriel utiliza enquanto narra a hist\u00f3ria. Outros acham a m\u00fasica desajeitada, excessivamente longa e irritante no extremo, quando Gabriel pula de um personagem para outro em velocidade vertiginosa. N\u00f3s nos colocamos firmemente no segundo grupo, e estamos em boa companhia.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 tipo, 300 palavras por linha,\u201d disse Phil Collins d\u00e9cadas depois. \u201cN\u00e3o havia espa\u00e7o. Todo o ar tinha sido sugado dali. Se soub\u00e9ssemos, ter\u00edamos afinado isso\u2026 Naqueles dias, n\u00e3o volt\u00e1vamos para regravar as coisas.\u201d Gabriel concordou: \u201cPassei muito tempo criando os personagens. Fui bem relutante em editar t\u00e3o severamente quanto deveria. Acabou ficando longo demais.\u201d Existem elementos da m\u00fasica que funcionam, mas ela simplesmente n\u00e3o consegue se comparar \u00e0 majestade de \u201cFirth of Fifth,\u201d \u201cThe Cinema Show\u201d e \u201cDancing With the Moonlight Knight.\u201d<\/p>\n<h2>29) &#8220;Such a Woman&#8221;, Harvest Moon (1992)<\/h2>\n<p><strong>Artista: Neil Young<\/strong><\/p>\n<p>Depois de passar boa parte dos anos 1980 em conflito com sua gravadora e afastando antigos f\u00e3s com experimenta\u00e7\u00f5es de g\u00eanero como Trans, Old Ways e Everybody\u2019s Rockin\u2019, Neil Young ressurgiu com for\u00e7a em 1989 com Freedom e, em 1990, com Ragged Glory. Ele manteve o ritmo em 1992 com Harvest Moon, no qual se reuniu com o grupo de apoio de Harvest, os Stray Gators, duas d\u00e9cadas depois. \u00c9 um \u00e1lbum deslumbrante em que ele presta homenagem \u00e0 esposa, Pegi Young, e reflete sobre a vida aos quarenta e tantos anos, chegando a pedir desculpas por seus erros em \u201cOne of These Days\u201d.<\/p>\n<p>Mas ele comete um grande deslize na constrangedora balada ao piano \u201cSuch a Woman\u201d, em que canta sobre seu amor eterno por Pegi com o apoio de uma se\u00e7\u00e3o de cordas. \u201cNingu\u00e9m mais pode me matar como voc\u00ea\u201d, canta. \u201cNingu\u00e9m mais pode me preencher como voc\u00ea.\u201d Nada na m\u00fasica funciona, e ele nunca mais a tocou ao vivo desde 1992.<\/p>\n<h2>28) &#8220;Take Up Thy Stethoscope and Walk&#8221;, The Piper At the Gates of Dawn (1967)<\/h2>\n<p><strong>Banda: Pink Floyd<\/strong><\/p>\n<p>Nos primeiros dias do Pink Floyd, o guitarrista Syd Barrett era o g\u00eanio residente da banda e o principal compositor. E apesar de tudo o que veio depois, Roger Waters era apenas o baixista. O \u00e1lbum de estreia de 1967, The Piper at the Gates of Dawn, est\u00e1 repleto de cl\u00e1ssicos escritos por Barrett, como \u201cAstronomy Domine,\u201d \u201cBike,\u201d \u201cThe Gnome\u201d e \u201cLucifer Sam.\u201d Mas Barrett deu a Waters a chance de contribuir com uma \u00fanica m\u00fasica, \u201cTake Up Thy Stethoscope and Walk,\u201d e o resultado foi simplesmente atroz.<\/p>\n<p>A melodia irritante repete \u201cDoctor, doctor!\u201d sem parar enquanto despeja frases sem sentido como \u201cGold is lead \/ Choke on bread\u201d a uma velocidade alucinante e psicod\u00e9lica. A m\u00fasica dura apenas tr\u00eas minutos, mas parece durar 10 vezes mais. S\u00f3 por essa m\u00fasica, ningu\u00e9m teria adivinhado que seu autor tomaria conta da banda nos anos 70 e a transformaria em um dos maiores nomes do rock. As pessoas provavelmente pensariam que ele estava prestes a ter um colapso nervoso completo.<\/p>\n<h2>27) &#8220;Rainy Day Women # 12 &amp; 35&#8221;, Blonde On Blonde (1966)<\/h2>\n<p><strong>Artista: Bob Dylan<\/strong><\/p>\n<p>Esta provavelmente ser\u00e1 uma escolha controversa, j\u00e1 que \u201cRainy Day Women #12 &amp; 35\u201d n\u00e3o foi apenas o single mais bem-sucedido de Blonde on Blonde, mas tamb\u00e9m um dos maiores sucessos da carreira de Bob Dylan. Mas \u00e9 uma m\u00fasica quase de entretenimento, constru\u00edda em torno de um trocadilho fraco sobre drogas (apedrejado no sentido b\u00edblico versus apedrejado no sentido de estar drogado), que d\u00e1 in\u00edcio a uma das maiores cole\u00e7\u00f5es de m\u00fasicas j\u00e1 gravadas.<\/p>\n<p>As vers\u00f5es variam sobre se os m\u00fasicos no est\u00fadio de Nashville estavam b\u00eabados e\/ou drogados quando gravaram a m\u00fasica em uma \u00fanica tomada nas primeiras horas da manh\u00e3 de 10 de mar\u00e7o de 1966, mas eles definitivamente parecem um pouco fora de si, especialmente quando Dylan come\u00e7a a rir durante o primeiro verso. Isso poderia ter sido um lado B interessante, mas n\u00e3o o come\u00e7o de uma jornada que leva a \u201cVisions of Johanna,\u201d \u201cJust Like a Woman,\u201d e \u201cSad Eyed Lady of the Lowlands.\u201d<\/p>\n<h2>26) &#8220;Dear Jessie&#8221;, Like A Prayer (1989)<\/h2>\n<p><strong>Artista: Madonna<\/strong><\/p>\n<p>Uma grande parte dos f\u00e3s mais fervorosos de Madonna acredita que ela atingiu seu auge criativo com Like a Prayer, de 1989. A faixa-t\u00edtulo \u00e9 claramente uma das maiores realiza\u00e7\u00f5es de sua longa carreira, mas \u00e9 seguida no \u00e1lbum por \u201cExpress Yourself,\u201d \u201cCherish,\u201d \u201cLove Song,\u201d e joias menos conhecidas como \u201cSpanish Eyes\u201d e \u201cPromise to Try.\u201d Mas ent\u00e3o vem \u201cDear Jessie,\u201d uma can\u00e7\u00e3o de ninar que o compositor-produtor Patrick Leonard escreveu para sua filha. \u201c<em>If the land of make believe \/ Is inside your heart, it will never leave<\/em>,\u201d Madonna canta. \u201c<em>There\u2019s a golden gate where the fairies all wait \/ And dancing moons, for you<\/em>.\u201d Essas palavras s\u00e3o acompanhadas por cordas e sintetizadores de maneira profundamente desconcertante. \u00c9 simplesmente uma m\u00fasica terr\u00edvel em todos os aspectos que, de alguma forma, foi lan\u00e7ada como single. Desnecess\u00e1rio dizer, foi um fracasso colossal.<\/p>\n<h2>25) &#8220;Squeeze Box&#8221;, The Who by Numbers (1975)<\/h2>\n<p><strong>Banda: The Who<\/strong><\/p>\n<p>The Who by Numbers \u00e9 uma jornada sombria pela mente de Pete Townshend enquanto ele luta contra o bloqueio criativo, alcoolismo, solid\u00e3o, conflitos internos na banda e uma sensa\u00e7\u00e3o persistente de que seus melhores dias ficaram para tr\u00e1s. Mas, ap\u00f3s tr\u00eas m\u00fasicas, a banda deixa tudo isso de lado para uma can\u00e7\u00e3o agressivamente boba que compara o \u00f3rg\u00e3o sexual de uma mulher a um acorde\u00e3o. \u201c<em>She goes in and out and in and out<\/em>,\u201d Roger Daltrey canta. \u201c<em>And in and out and in and out \/ She\u2019s playing all night \/ And the music\u2019s all right \/ Mama\u2019s got a squeeze box \/ Daddy never sleeps at night<\/em>.\u201d<\/p>\n<p>Sabemos que essa ser\u00e1 uma escolha controversa, j\u00e1 que \u201cSqueeze Box\u201d foi um sucesso em todo o planeta, e a \u00fanica m\u00fasica do The Who by Numbers que os f\u00e3s n\u00e3o t\u00e3o fan\u00e1ticos reconhecer\u00e3o. Mas permanecemos firmemente ao lado disso. The Who by Numbers \u00e9 um \u00e1lbum criminalmente subestimado que ocupa um lugar de destaque na lista dos melhores trabalhos do The Who. S\u00f3 \u00e9 manchado por essa m\u00fasica est\u00fapida, est\u00fapida. (\u00c9 t\u00e3o boba que o Poison costuma toc\u00e1-la. Encerramos nosso caso.)<\/p>\n<h2>24) &#8220;E-Mail My Heart&#8221;, \u2026 Baby One More Time (2000)<\/h2>\n<p><strong>Artista: Britney Spears<\/strong><\/p>\n<p>O \u00e1lbum de estreia de Britney Spears, \u2026 Baby One More Time, de 1998, \u00e9 uma jornada pela mente de uma adolescente de cora\u00e7\u00e3o partido, imaginada por uma pequena equipe de compositores e produtores homens, em grande parte vindos da Su\u00e9cia. Ele transformou Spears em uma superestrela global praticamente da noite para o dia, gra\u00e7as a sucessos como \u201c&#8230; Baby One More Time\u201d, \u201c(You Drive Me) Crazy\u201d e \u201cFrom the Bottom of a Broken Heart.\u201d<\/p>\n<p>Esta \u00faltima foi escrita por Eric Foster White, que tamb\u00e9m comp\u00f4s \u201cE-Mail My Heart.\u201d \u00c9 outra balada melosa sobre uma jovem mulher esperando ao lado de seu computador e modem dial-up pelo seu namorado responder a um e-mail. \u201c<em>And all I do is check the screen \/ To see if you\u2019re OK,\u201d Spears canta. \u201cYou don\u2019t answer when I phone \/ Guess you wanna be left alone \/ So I\u2019m sending you my heart, my soul \/ And this is what I\u2019ll say<\/em>.\u201d Vamos ignorar o fato de que a maioria das meninas adolescentes estava no AOL em 1999 e n\u00e3o escrevendo e-mails, e focar no fato de que essa \u00e9 uma m\u00fasica dolorosamente piegas.<\/p>\n<h2>23) &#8220;What\u2019s Become of the Baby&#8221;, Aoxomoxoa (1968)<\/h2>\n<p><strong>Banda: The Grateful Dead<\/strong><\/p>\n<p>Quando Jerry Garcia olhou para \u201cWhat\u2019s Become of the Baby\u201d em uma entrevista de 1991 com Blair Jackson, ele tinha uma pergunta: \u201cPor que diabos todo mundo me deixou fazer isso?\u201d A resposta \u00e9 que era 1968, todo mundo estava completamente chapado, e uma faixa psicod\u00e9lica e esparsa onde Garcia canta de forma incoerente por oito minutos parecia uma boa ideia.<\/p>\n<p>\u201cOriginalmente era barroca,\u201d disse Garcia. \u201cEu tinha essa melodia trabalhada que tinha esse contraponto e um ritmo legal. O arranjo original que eu trabalhei era realmente como uma daquelas formas de can\u00e7\u00e3o da New York Pro Musica. Eu s\u00f3 queria torn\u00e1-la muito mais estranha do que isso, e eu n\u00e3o sabia como fazer isso\u2026 \u00c9 uma pena, porque \u00e9 uma letra incr\u00edvel e eu sinto que joguei a m\u00fasica fora de alguma forma.\u201d<\/p>\n<h2>22) &#8220;Rude Awakening #2&#8221;, Pendulum (1970)<\/h2>\n<p><strong>Banda: Creedence Clearwater Revival<\/strong><\/p>\n<p>As melhores m\u00fasicas do Creedence s\u00e3o explos\u00f5es de genialidade de dois minutos e meio, sem um grama de gordura. Elas surgiram no auge da psicodelia, mas a m\u00fasica deles era a ant\u00edtese desse movimento indulgente de quase todas as maneiras. Mas o Creedence se afastou bastante da f\u00f3rmula no final de 1970 com \u201cRude Awakening #2\u201d, a \u00faltima faixa de seu pen\u00faltimo disco, onde j\u00e1 mostram sinais de desgaste. (A presen\u00e7a de \u201cHave You Ever Seen the Rain\u201d e \u201cHey Tonight\u201d ainda torna este disco \u00f3timo aos nossos olhos.) \u201cRude Awakening #2\u201d \u00e9 uma instrumental imersa na psicodelia que se arrasta por intermin\u00e1veis seis minutos e 22 segundos. Se essa foi a tentativa deles de serem abra\u00e7ados pelos &#8220;cool kids&#8221;, falhou miseravelmente. Infelizmente, tamb\u00e9m marcou o fim do tempo do guitarrista Tom Fogerty na banda.<\/p>\n<h2>21) &#8220;There\u2019s a World&#8221;, Neil Young (1972)<\/h2>\n<p><strong>Artista: Neil Young<\/strong><\/p>\n<p>No in\u00edcio de 1971, Neil Young foi para a Inglaterra para se apresentar na BBC e fazer um show no Royal Festival Hall de Londres. No final da viagem, ele tomou a profundamente infeliz decis\u00e3o de entrar em um est\u00fadio com a London Symphony Orchestra e gravar duas novas m\u00fasicas destinadas ao \u00e1lbum Harvest: \u201cA Man Needs a Maid\u201d e \u201cThere\u2019s a World.\u201d Ambas eram m\u00fasicas esparsas que funcionavam bem no piano, mas sofreram consideravelmente devido aos arranjos sinf\u00f4nicos exagerados e desnecess\u00e1rios. A faixa que mais sofreu foi \u201cThere\u2019s a World.\u201d \u00c9 uma mancha no Harvest, e o fato de que Young n\u00e3o tenha tocado ela novamente ao vivo at\u00e9 2017 sugere que ele provavelmente sabe que a estragou.<\/p>\n<h2>20) &#8220;The Lady in My Life&#8221;, Thriller (1982)<\/h2>\n<p><strong>Artista: Michael Jackson<\/strong><\/p>\n<p>Se Michael Jackson tivesse terminado Thriller com a faixa oito em vez da faixa nove, ele teria criado uma das obras mais impec\u00e1veis da hist\u00f3ria da m\u00fasica. Mas, por raz\u00f5es dif\u00edceis de entender, ele colocou \u201cThe Lady in My Life\u201d no final. E n\u00e3o foi um processo f\u00e1cil. \u201cQuincy n\u00e3o estava satisfeito com o meu trabalho nessa m\u00fasica, mesmo depois de literalmente dezenas de tentativas,\u201d Jackson disse. \u201cFinalmente, ele me chamou de lado no final de uma sess\u00e3o e me disse que queria que eu implorasse. Foi isso o que ele disse \u2014 ele queria que eu voltasse para o est\u00fadio e literalmente implorasse por isso. Ent\u00e3o, eu voltei e pedi para apagarem as luzes do est\u00fadio e fecharem a cortina entre o est\u00fadio e a sala de controle, para que eu n\u00e3o ficasse autoconsciente.\u201d Ele fez uma interpreta\u00e7\u00e3o vocal forte, mas ela serve a uma m\u00fasica que n\u00e3o tem raz\u00e3o para estar no mesmo \u00e1lbum de \u201cBillie Jean,\u201d \u201cBeat It,\u201d \u201cHuman Nature,\u201d \u201cThriller,\u201d e \u201cWanna Be Startin\u2019 Something.\u201d<\/p>\n<h2>19) &#8220;Run for Your Life&#8221;, Rubber Soul (1965)<\/h2>\n<p><strong>Banda: The Beatles<\/strong><\/p>\n<p>Os Beatles levaram um m\u00eas inteiro para gravar Rubber Soul no outono de 1965. O objetivo era finalmente dedicar tempo suficiente a um \u00fanico \u00e1lbum para que n\u00e3o precisassem preencher o tempo de execu\u00e7\u00e3o com covers ou faixas filler. Eles mantiveram essa promessa at\u00e9 a \u00faltima faixa, \u201cRun for Your Life,\u201d onde inclu\u00edram uma m\u00fasica que John Lennon fez de forma improvisada, sem muito pensamento. \u201cFoi uma m\u00fasica que eu fiz de improviso,\u201d ele disse \u00e0 Rolling Stone em 1970. \u201cFoi inspirada \u2014 essa \u00e9 uma conex\u00e3o muito vaga \u2014 na m\u00fasica de [Elvis Presley] \u2018Baby, Let\u2019s Play House\u2019. Tinha uma linha nela \u2014 eu costumava gostar de linhas espec\u00edficas de m\u00fasicas \u2014 \u2018Eu prefiro te ver morta, menininha, do que estar com outro homem\u2019 \u2014 ent\u00e3o eu escrevi em torno disso, mas n\u00e3o achei que fosse t\u00e3o importante.\u201d Muitos f\u00e3s dos Beatles acham que \u00e9 uma das m\u00fasicas mais fracas de Lennon-McCartney em todo o cat\u00e1logo dos Beatles.<\/p>\n<h2>18) &#8220;The Angel&#8221;, Greetings From Asbury Park (1973)<\/h2>\n<p><strong>Artista: Bruce Springsteen<\/strong><\/p>\n<p>Bruce Springsteen assinou com a Columbia Records como artista solo em 1972, e o lend\u00e1rio respons\u00e1vel pelo A&amp;R, John Hammond, o via como um cantor e compositor sens\u00edvel, no mesmo estilo de James Taylor, Cat Stevens, Carole King e outros astros da \u00e9poca. Mas Springsteen tinha muito mais interesse em gravar can\u00e7\u00f5es de rock como \u201cIt\u2019s Hard to Be a Saint In the City\u201d e \u201cGrowin\u2019 Up\u201d com a primeira forma\u00e7\u00e3o da E Street Band. Isso significava que seu \u00e1lbum de estreia, Greetings From Asbury Park, era um compromisso que oscilava entre faixas ac\u00fasticas e rockers da E Street.<\/p>\n<p>As duas m\u00fasicas mais fracas do \u00e1lbum, sem d\u00favida, s\u00e3o \u201cMary Queen of Arkansas\u201d e \u201cThe Angel.\u201d Mas h\u00e1 uma centelha rom\u00e2ntica em \u201cMary Queen of Arkansas\u201d que impede a m\u00fasica de cair totalmente no fracasso. N\u00e3o podemos oferecer esse tipo de elogio para \u201cThe Angel.\u201d \u00c9 uma balada de piano melosa sobre um motociclista, com letras que fazem a gente revirar os olhos, como \u201cWieldin\u2019 love as a lethal weapon\/On his way to hubcap heaven.\u201d As \u00fanicas duas apresenta\u00e7\u00f5es ao vivo desde 1973 aconteceram no Royal Albert Hall de Londres em 1996 e na HSBC Arena de Buffalo, Nova York, em 2009, quando Springsteen tocou Greetings inteiro. As chances de ele fazer isso novamente s\u00e3o muito baixas. Agora est\u00e1 no c\u00e9u dos cap\u00f4s.<\/p>\n<h2>17) &#8220;Bad Blood&#8221;, 1989 (2014)<\/h2>\n<p><strong>Artista: Taylor Swift<\/strong><\/p>\n<p>Em sua mat\u00e9ria de capa da Rolling Stone em 2014, Taylor Swift revelou que tinha uma grande rixa com uma colega popstar que tentou \u201csabotar uma turn\u00ea inteira em arenas\u201d ao roubar alguns de seus dan\u00e7arinos. \u201cDurante anos, eu nunca soube se \u00e9ramos amigas ou n\u00e3o\u201d, disse ela. \u201cEla vinha falar comigo em premia\u00e7\u00f5es, dizia alguma coisa e ia embora, e eu ficava pensando: \u2018Somos amigas ou ela acabou de me dar o insulto mais cruel da minha vida?\u2019\u201d (Demorou cerca de 16 segundos para os detetives da internet descobrirem que ela estava falando sobre Katy Perry.) Isso inspirou \u201cBad Blood\u201d, na qual Swift ataca sua inimiga (\u201cVoc\u00ea pede desculpas s\u00f3 de fachada\u201d), mas a m\u00fasica \u00e9 fraca e repetitiva.<\/p>\n<p>Quando Swift e Perry fizeram as pazes, tudo isso pareceu ainda mais bobo. Por outro lado, isso levou a um momento glorioso na Eras Tour, quando Perry se filmou cantando a m\u00fasica em um est\u00e1dio em Sydney. Talvez isso seja um sinal de que est\u00e1 na hora de aposentar \u201cBad Blood\u201d de vez.<\/p>\n<h2>16) &#8220;Paint a Vulgar Picture&#8221;, Strangeways, Here We Come (1987)<\/h2>\n<p><strong>Banda: The Smiths<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 verdade que praticamente n\u00e3o existe uma m\u00fasica ruim dos Smiths, mas eles chegaram bem perto disso com \u201cPaint a Vulgar Picture\u201d, do \u00e1lbum final da banda, Strangeways, Here We Come. (Um grupo vocal de f\u00e3s considerou o disco uma grande decep\u00e7\u00e3o depois de The Queen Is Dead, mas quase qualquer \u00e1lbum pareceria menor ap\u00f3s aquela conquista impressionante.) \u201cPaint a Vulgar Picture\u201d \u00e9 um ataque contra as gravadoras que lucram com as mortes prematuras de jovens estrelas. \u201cNa reuni\u00e3o da gravadora\u201d, canta Morrissey, \u201cem suas m\u00e3os, finalmente!\/Uma estrela morta\/Mas eles n\u00e3o podem te manchar aos meus olhos.\u201d<\/p>\n<p>A cr\u00edtica se arrasta por cinco minutos e meio, sem nunca chegar perto dos pontos altos de \u201cGirlfriend in a Coma\u201d, \u201cDeath of a Disco Dancer\u201d, \u201cLast Night I Dreamt That Somebody Loved Me\u201d ou qualquer outra faixa do disco. Morrissey n\u00e3o estava errado em se sentir desconfort\u00e1vel com a forma como as gravadoras lucravam com as mortes de Ian Curtis, Marc Bolan e outros artistas tr\u00e1gicos. Mas isso deveria ter permanecido como um desabafo em seu di\u00e1rio \u2014 n\u00e3o precisava virar m\u00fasica.<\/p>\n<h2>15) &#8220;The Continuing Story of Bungalow Bill&#8221;, The White Album (1968)<\/h2>\n<p><strong>Banda: The Beatles<\/strong><\/p>\n<p>John Lennon tinha boas inten\u00e7\u00f5es quando escreveu \u201cThe Continuing Story of Bungalow Bill\u201d para zombar de um jovem americano rico que ca\u00e7ava tigres enquanto estava no retiro de medita\u00e7\u00e3o do Maharishi, na \u00cdndia. Mas a m\u00fasica \u00e9 uma cantiga infantil simplista que repete o verso \u201cHey, Bungalow Bill\/What did you kill, Bungalow Bill?\u201d repetidamente, com gritos de Yoko Ono. Pode ser levemente divertida na primeira vez que se ouve, mas rapidamente se torna extremamente irritante. H\u00e1 outros momentos fracos no White Album, como \u201cWild Honey Pie\u201d, \u201cRocky Raccoon\u201d e \u201cGood Night\u201d \u2014 sem falar na colagem sonora \u201cRevolution 9\u201d \u2014, mas \u201cThe Continuing Story of Bungalow Bill\u201d \u00e9 aquela que nos faz apertar o bot\u00e3o de pular mais r\u00e1pido.<\/p>\n<h2>14) &#8220;Lily, Rosemary, and the Jack of Hearts&#8221;, Blood On the Tracks (1975)<\/h2>\n<p><strong>Artista: Bob Dylan<\/strong><\/p>\n<p>Apesar de Bob Dylan ter negado repetidamente ao longo dos anos, as m\u00fasicas de Blood on the Tracks refletem a dor que ele sentiu durante a separa\u00e7\u00e3o de sua primeira esposa, Sara Lownds. \u00c9 por isso que tantas pessoas se conectaram a faixas como \u201cShelter From the Storm\u201d, \u201cIf You See Her, Say Hello\u201d e \u201cSimple Twist of Fate\u201d ao longo do tempo. Mas, no meio do \u00e1lbum, a narrativa \u00e9 interrompida por nove intermin\u00e1veis minutos de \u201cLily, Rosemary, and the Jack of Hearts\u201d. Trata-se de uma saga no estilo faroeste sobre o Jack of Hearts, Lily, Rosemary, Big Jim e o Juiz Carrasco \u2014 praticamente imposs\u00edvel de acompanhar.<\/p>\n<p>Muitos ouvintes simplesmente pulam a faixa. (A vers\u00e3o mais enxuta lan\u00e7ada em The Bootleg Series Vol. 14: More Blood, More Tracks, de 2018, \u00e9 muito superior.) A \u00fanica vez que Dylan tentou tocar a m\u00fasica ao vivo foi no show final da Rolling Thunder Revue, em 1976, mas nenhuma grava\u00e7\u00e3o sobreviveu. Provavelmente, isso foi para melhor. (Ainda \u00e9 f\u00e1cil argumentar que Blood on the Tracks \u00e9 o melhor \u00e1lbum de Dylan, mas seria ainda melhor se ele tivesse inclu\u00eddo \u201cUp to Me\u201d e deixado \u201cLily, Rosemary, and the Jack of Hearts\u201d de fora.)<\/p>\n<h2>13) &#8220;Factory&#8221;, Darkness On the Edge of Town (1978)<\/h2>\n<p><strong>Artista: Bruce Springsteen<\/strong><\/p>\n<p>Se pedissem para uma intelig\u00eancia artificial compor uma m\u00fasica de Bruce Springsteen, provavelmente ela criaria algo muito parecido com \u201cFactory\u201d. Como o t\u00edtulo sugere, a faixa fala sobre a dor e a indignidade de trabalhar em uma f\u00e1brica, inspirada nas dificuldades enfrentadas por seu pai. \u201cDe manh\u00e3 cedo, a sirene da f\u00e1brica toca\u201d, canta Springsteen. \u201cO homem se levanta da cama e veste suas roupas\/O homem pega sua marmita e sai na luz da manh\u00e3.\u201d<\/p>\n<p>A m\u00fasica foi inicialmente concebida como \u201cCome On (Let\u2019s Go Tonight)\u201d, com uma letra muito melhor, mas Springsteen decidiu seguir por outro caminho durante as sess\u00f5es de Darkness on the Edge of Town. Para ser justo, \u201cFactory\u201d est\u00e1 longe de ser um vexame completo. Mas ainda \u00e9, de longe, a pior m\u00fasica de um \u00e1lbum que, no restante, \u00e9 impec\u00e1vel. Para piorar, ele deixou de fora faixas incr\u00edveis como \u201cBecause the Night\u201d, \u201cFire\u201d e \u201cThe Promise\u201d, mas abriu espa\u00e7o para \u201cFactory\u201d. Foi uma decis\u00e3o infeliz. E parece que o pr\u00f3prio Springsteen tem consci\u00eancia disso \u2014 ele tocou a m\u00fasica ao vivo apenas uma vez na \u00faltima d\u00e9cada.<\/p>\n<h2>12) &#8220;Try and Love Again&#8221;, Hotel California (1976)<\/h2>\n<p><strong>Banda: The Eagles<\/strong><\/p>\n<p>Randy Meisner era um homem de muitos talentos. Um baixista talentoso, sua voz incrivelmente delicada foi parte essencial da harmonia que deu aos Eagles um som t\u00e3o distinto. Seus vocais em \u201cTake It to the Limit\u201d s\u00e3o simplesmente magn\u00edficos, e todas as tentativas de cantar essa m\u00fasica sem ele fracassaram. Mas ele simplesmente n\u00e3o conseguia competir como compositor em uma banda com Don Henley, Glenn Frey e Joe Walsh. E esses caras estavam em seu auge criativo na \u00e9poca de Hotel California.<\/p>\n<p>Esse foi o \u00faltimo \u00e1lbum de Meisner com o grupo, e eles inclu\u00edram sua faixa country-rock \u201cTry and Love Again\u201d no segundo lado. \u00c9 a \u00fanica m\u00fasica fraca de um \u00e1lbum que, no restante, \u00e9 perfeito. Vince Gill fez o melhor que p\u00f4de quando os Eagles remanescentes tocaram Hotel California na \u00edntegra h\u00e1 cerca de cinco anos, mas a faixa virou uma pausa para o banheiro entre \u201cPretty Maids All in a Row\u201d e \u201cThe Last Resort\u201d.<\/p>\n<h2>11) &#8220;Florida&#8221;, Homegrown (2020)<\/h2>\n<p><strong>Artista: Neil Young<\/strong><\/p>\n<p>Quando Neil Young finalmente lan\u00e7ou Homegrown em 2020, ap\u00f3s um atraso de 46 anos, os f\u00e3s ficaram cheios de perguntas: por que ele guardou por tanto tempo uma cole\u00e7\u00e3o de m\u00fasicas t\u00e3o brilhante? Como um disco t\u00e3o intenso e pessoal teria sido recebido pelo p\u00fablico em 1974? E o que, afinal, est\u00e1 acontecendo com a faixa \u201cFlorida\u201d? Essa \u00faltima pergunta se refere a uma faixa falada e bizarra, na qual um Neil Young claramente chapado conta uma hist\u00f3ria confusa sobre presenciar um asa-delta desgovernado matar um casal no ch\u00e3o, deixando um beb\u00ea \u00f3rf\u00e3o ao lado dos corpos.<\/p>\n<p>O \u00fanico acompanhamento musical s\u00e3o sons de Young e do guitarrista Ben Keith esfregando as cordas de um piano e as bordas de ta\u00e7as de vinho. Trata-se de uma hist\u00f3ria simb\u00f3lica sobre o fim de seu relacionamento com a atriz Carrie Snodgress e as quest\u00f5es de cust\u00f3dia envolvendo o filho deles, Zeke. Tamb\u00e9m \u00e9 o sonho mencionado nos versos de abertura da faixa seguinte, \u201cKansas\u201d. Mas isso n\u00e3o significa que seja agrad\u00e1vel de ouvir. N\u00e3o h\u00e1 absolutamente nenhuma raz\u00e3o para escut\u00e1-la mais de uma vez.<\/p>\n<h2>10) &#8220;We Will Fall&#8221;, The Stooges (1969)<\/h2>\n<p><strong>Banda: The Stooges<\/strong><\/p>\n<p>Os Stooges praticamente inventaram o punk rock em seu \u00e1lbum de estreia de 1969, com faixas como \u201cI Wanna Be Your Dog\u201d, \u201cNo Fun\u201d e \u201c1969\u201d, que se tornaram cl\u00e1ssicos do g\u00eanero. Mas, logo na terceira faixa do disco, eles saem completamente do rumo com a longa \u201cWe Will Fall\u201d, de dez minutos. Baseada na viola de John Cale (que tamb\u00e9m assina a produ\u00e7\u00e3o) e em um canto mon\u00e1stico do baixista Dave Alexander, a m\u00fasica soa mais como uma jam descartada do Velvet Underground do que algo t\u00edpico dos Stooges.<\/p>\n<p>\u201cSempre tem uma m\u00fasica em cada um dos meus \u00e1lbuns que faz as pessoas dizerem: \u2018Quando ele erra, ele erra feio. Isso aqui \u00e9 absolutamente intrag\u00e1vel, pretensioso pra caralho, cof cof\u2019\u201d, disse Iggy Pop anos depois. \u201cEssa era a do meu primeiro \u00e1lbum.\u201d Para a maioria dos f\u00e3s dos Stooges, \u00e9 apenas a faixa que vem depois de \u201cI Wanna Be Your Dog\u201d e que voc\u00ea pula para chegar a \u201cNo Fun.\u201d Quando a banda se reuniu nos anos 2000, eles tocaram Fun House e Raw Power na \u00edntegra em alguns shows. Mas nunca tocaram o primeiro disco inteiro \u2014 o que significaria apresentar \u201cWe Will Fall\u201d ao vivo \u2014 e isso simplesmente nunca ia acontecer.<\/p>\n<h2>9) &#8220;Good Morning Good Morning&#8221;, Sgt. Pepper\u2019s Lonely Hearts Club Band (1967)<\/h2>\n<p><strong>Banda: The Beatles<\/strong><\/p>\n<p>Se algu\u00e9m acha que \u201cGood Morning Good Morning\u201d n\u00e3o \u00e9 o ponto mais baixo de Sgt. Pepper\u2019s Lonely Hearts Club Band, deveria ouvir o pr\u00f3prio John Lennon. \u201c\u00c9 descart\u00e1vel, um peda\u00e7o de lixo, sempre achei\u201d, disse ele a David Sheff em 1980. \u201c\u2018Good morning, good morning\u2019 veio de um comercial de cereais da Kellogg\u2019s. Eu sempre deixava a TV ligada, bem baixinha, enquanto escrevia, e essa frase passou, ent\u00e3o escrevi a m\u00fasica.\u201d<\/p>\n<p>Lennon de fato tirou o gancho de um comercial famoso da Kellogg\u2019s. Ele at\u00e9 transformou aquilo em algo levemente mais profundo, mas ainda \u00e9 claramente uma m\u00fasica feita \u00e0s pressas, sem muita considera\u00e7\u00e3o. George Martin morreu arrependido de n\u00e3o ter inclu\u00eddo \u201cStrawberry Fields Forever\u201d em Sgt. Pepper, j\u00e1 que a faixa havia sido lan\u00e7ada previamente como single. Se eles simplesmente tivessem descartado \u201cGood Morning, Good Morning\u201d para abrir espa\u00e7o, o \u00e1lbum seria bem mais forte. (E se voc\u00ea ama essa m\u00fasica, \u00e9 prov\u00e1vel que seja porque j\u00e1 a ouviu um milh\u00e3o de vezes e n\u00e3o consegue imaginar Sgt. Pepper sem ela. Tente ouvi-la isoladamente e veja o que acha.)<\/p>\n<h2>8) &#8220;Silas Stingy&#8221;, The Who Sell Out (1967)<\/h2>\n<p><strong>Banda: The Who<\/strong><\/p>\n<p>Pete Townshend concebeu o LP The Who Sell Out, de 1967, como uma transmiss\u00e3o imagin\u00e1ria de uma r\u00e1dio pirata, completa com comerciais falsos de bicos assados e desodorantes. \u00c9 um conceito inteligente que funciona na maior parte do tempo, mas nem todas as m\u00fasicas est\u00e3o \u00e0 altura de faixas como \u201cTattoo\u201d, \u201cI Can See for Miles\u201d, \u201cArmenia in the Sky\u201d e \u201cI Can\u2019t Reach Out\u201d. O ponto mais baixo, sem d\u00favida, \u00e9 \u201cSilas Stingy\u201d, escrita pelo baixista John Entwistle. \u00c9 basicamente uma cantiga de ninar sobre um velho extremamente p\u00e3o-duro que guarda todo seu dinheiro em uma caixa preta.<\/p>\n<p>Metade da m\u00fasica \u00e9 apenas a repeti\u00e7\u00e3o de \u201cMoney, money, money bags\/There goes mingy Stingy.\u201d \u00c9 irritante na primeira vez que voc\u00ea ouve, e insuport\u00e1vel na d\u00e9cima. N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 a pior m\u00fasica de The Who Sell Out, mas uma das piores que o Who j\u00e1 lan\u00e7ou. E isso inclui fiascos dos anos 1980 embalados por coca\u00edna, como \u201cDid You Steal My Money?\u201d<\/p>\n<h2>7) &#8220;Student Demonstration Time&#8221;, Surf&#8217;s Up (1971)<\/h2>\n<p><strong>Banda: The Beach Boys<\/strong><\/p>\n<p>O Mike Love de hoje \u00e9 um orgulhoso republicano que passou a v\u00e9spera de Ano Novo com Donald Trump em Mar-a-Lago. O Mike Love de 1971 era consideravelmente menos inclinado politicamente, mas estava ansioso para entrar na onda anti-guerra e encontrar uma forma de manter os Beach Boys relevantes na era de Kent State e do Weather Underground. Foi por isso que ele pegou a m\u00fasica de 1954 de Leiber e Stoller, \u201cRiot in Cell Block Number 9,\u201d e a transformou em \u201cStudent Demonstration Time,\u201d no Surf\u2019s Up, escrevendo letras sobre o ativismo estudantil em resposta a Richard Nixon e \u00e0 Guerra do Vietn\u00e3.<\/p>\n<p>\u201cOs Estados Unidos ficaram chocados em 4 de maio de 1970\/Quando o com\u00edcio virou um motim na Universidade de Kent State,\u201d ele escreveu. \u201cDisseram que os estudantes assustaram a Guarda\/Embora as tropas estivessem completamente uniformizadas\/Quatro m\u00e1rtires ganharam um novo grau\/O bacharel em balas.\u201d Isso parece uma esp\u00e9cie de par\u00f3dia, mas essas s\u00e3o as letras reais. Mesmo 54 anos depois, \u00e9 dif\u00edcil ouvir a m\u00fasica sem sentir vergonha. E ela prejudica um \u00e1lbum verdadeiramente excelente dos Beach Boys.<\/p>\n<h2>6) &#8220;Voices of Old People&#8221;, Bookends (1968)<\/h2>\n<p><strong>Artistas: Simon &amp; Garfunkel<\/strong><\/p>\n<p>Durante a cria\u00e7\u00e3o de seu ambicioso \u00e1lbum de 1968, Bookends, Art Garfunkel visitou o United Home for Aged Hebrews em New Rochelle, Nova York, e o California Home for the Aged em Reseda. A ideia era criar uma colagem sonora com idosos falando sobre suas vidas, o que levaria \u00e0 m\u00fasica \u201cOld Friends,\u201d uma can\u00e7\u00e3o comovente que Paul Simon escreveu, na qual ele imaginava os dois compartilhando \u201cum banco de pra\u00e7a em sil\u00eancio\u201d aos 70 anos. O resultado foi dolorosamente depressivo: dois minutos e nove segundos de residentes de lares de idosos compartilhando coisas como \u201cDeus me perdoe, mas um idoso sem dinheiro \u00e9 pat\u00e9tico,\u201d e \u201cEu n\u00e3o poderia ficar mais jovem, tenho que ser um homem velho.\u201d<\/p>\n<p>A m\u00fasica faz o \u00e1lbum parar abruptamente e lembra cada ouvinte da inevitabilidade da morte. Com o passar dos anos, e a probabilidade de qualquer uma dessas pessoas ainda estar viva indo a zero, a faixa se tornou ainda mais melanc\u00f3lica.<\/p>\n<h2>5) &#8220;FX&#8221;, Vol. 4 (1972)<\/h2>\n<p><strong>Banda: Black Sabbath<\/strong><\/p>\n<p>O ditado diz que &#8220;coca\u00edna \u00e9 um inferno de droga.&#8221; O Black Sabbath estava cheirando praticamente por gal\u00f5es quando gravaram Vol. 4 no Record Plant em L.A. em 1972. Numa noite particularmente insana, ap\u00f3s as horas no est\u00fadio, eles arrancaram suas roupas e come\u00e7aram a dan\u00e7ar. Um crucifixo que o guitarrista Tony Iommi usava ao redor do pesco\u00e7o esfregou contra a corda da guitarra, fazendo um som distinto.<\/p>\n<p>&#8220;Todo mundo ent\u00e3o dan\u00e7ou em volta da guitarra, batendo nela,&#8221; Iommi escreveu em sua autobiografia, Iron Man. &#8220;Eu sempre colocava tanto trabalho em cada m\u00fasica, colocando todas as mudan\u00e7as diferentes e tudo, e acabamos com uma faixa que surgiu acidentalmente porque alguns caras chapados estavam batendo na minha guitarra.&#8221; Isso certamente foi bom para uma risada no est\u00fadio, mas colocar essa faixa em Vol. 4, ao lado de m\u00fasicas leg\u00edtimas como \u201cChanges\u201d e \u201cSnowblind,\u201d \u00e9 uma decis\u00e3o que s\u00f3 quatro caras cegos pela l\u00f3gica e raz\u00e3o por causa da &#8220;neve&#8221; poderiam tomar.<\/p>\n<h2>4) &#8220;Jamaica Jerk-Off&#8221;, Goodbye Yellow Brick Road (1973)<\/h2>\n<p><strong>Artista: Elton John<\/strong><\/p>\n<p>Elton John e Bernie Taupin originalmente planejaram gravar seu LP duplo de 1973, Goodbye Yellow Brick Road, no mesmo est\u00fadio na Jamaica onde os Rolling Stones gravaram Goat\u2019s Head Soup no come\u00e7o daquele ano. \u201cN\u00e3o tinha uma boa vibe,\u201d Taupin contou \u00e0 Rolling Stone em 2013. \u201cEu me lembro de muito arame farpado ao redor do est\u00fadio e guardas armados. Passamos muito tempo reunidos ao redor da \u00e1rea da piscina do hotel, sentindo que havia seguran\u00e7a em n\u00fameros.\u201d<\/p>\n<p>Eles eventualmente se retiraram de volta para o ambiente mais seguro do Ch\u00e2teau d\u2019H\u00e9rouville, na Fran\u00e7a, e terminaram o \u00e1lbum em quest\u00e3o de semanas. A \u00fanica marca de suas aventuras jamaicanas pode ser encontrada na profundamente infeliz m\u00fasica \u201cJamaica Jerk-Off,\u201d onde John canta versos como \u201cWe\u2019re all happy in Jamaica\/Do Jamaica jerk-off that way\u201d com um forte sotaque de ilha.<\/p>\n<p>Essa faixa n\u00e3o tem lugar no mesmo \u00e1lbum de verdadeiras obras-primas como \u201cFuneral for a Friend\/Love Lies Bleeding,\u201d \u201cCandle in the Wind,\u201d \u201cSweet Painted Lady\u201d e \u201cHarmony.\u201d John nunca a tocou ao vivo, e Taupin afirma n\u00e3o se lembrar nem de t\u00ea-la escrito. Isso \u00e9 provavelmente para o bem de todos.<\/p>\n<h2>3) &#8220;My World&#8221;, Use Your Illusion 2 (1991)<\/h2>\n<p><strong>Banda: Guns N\u2019 Roses<\/strong><\/p>\n<p>Incont\u00e1veis f\u00e3s do Guns N&#8217; Roses se depararam com a faixa final de Use Your Illusion II ao longo dos anos e tiveram a mesma pergunta: &#8220;O que, em nome de Deus, \u00e9 essa insana m\u00fasica industrial \u2018My World,\u2019 onde Axl Rose est\u00e1 rapping?&#8221; O guitarrista fundador Izzy Stradlin teve a mesma d\u00favida, mesmo tocando no \u00e1lbum e coescrevendo v\u00e1rias das faixas. &#8220;Eu nem sabia que ela estava nele at\u00e9 ser lan\u00e7ada&#8221;, disse ele \u00e0 Rolling Stone em 1992. &#8220;Eu ouvi e pensei, \u2018Que porra \u00e9 essa?\u2019&#8221; A resposta \u00e9 uma m\u00fasica que Rose criou em apenas tr\u00eas horas enquanto estava sob o efeito de cogumelos.<\/p>\n<p>&#8220;Voc\u00ea quer entrar no meu mundo?&#8221;, ele rosnou. &#8220;\u00c9 um estado s\u00f3cio-psic\u00f3tico de \u00eaxtase\/ Voc\u00ea foi atrasado no mundo real\/ Quantas vezes voc\u00ea acertou e errou?&#8221; A m\u00fasica \u00e9 t\u00e3o horrivelmente, ridiculamente ruim que precisa ser ouvida para ser acreditada. E decis\u00f5es como \u201cMy World\u201d tiveram um papel na sa\u00edda de Stradlin da banda no meio da turn\u00ea de Use Your Illusion. Ele havia vivido no mundo de Axl por tempo demais e estava pronto para sair.<\/p>\n<h2>2) &#8220;Seamus&#8221;, Meddle (1971)<\/h2>\n<p><strong>Banda: Pink Floyd<\/strong><\/p>\n<p>O LP Meddle de 1971 do Pink Floyd \u00e9 iniciado e finalizado por dois cl\u00e1ssicos do prog rock: &#8220;One of These Days&#8221; e &#8220;Echoes&#8221;. As faixas experimentais no meio do \u00e1lbum n\u00e3o atingem esses picos, mas &#8220;Fearless&#8221;, &#8220;A Pillow Full of Winds&#8221; e &#8220;St. Tropez&#8221; s\u00e3o amadas pelos f\u00e3s do Floyd e envelheceram extremamente bem. O mesmo n\u00e3o pode ser dito sobre &#8220;Seamus&#8221;. A m\u00fasica blues de novidadade apresenta o border collie de Steve Marriot, Seamus, uivando por intermin\u00e1veis dois minutos, e foi basicamente inclu\u00edda como uma piada. Mas n\u00e3o foi engra\u00e7ada em 1971, e definitivamente n\u00e3o \u00e9 engra\u00e7ada agora. \u00c9 apenas a m\u00fasica rid\u00edcula que todos pulam para poder ouvir &#8220;Echoes&#8221;, e uma forte candidata ao t\u00edtulo de pior m\u00fasica de todo o cat\u00e1logo do Pink Floyd. (Desculpa, Seamus. Temos certeza de que voc\u00ea era um bom menino.)<\/p>\n<h2>1) &#8220;Mother&#8221;, Synchronicity (1983)<\/h2>\n<p><strong>Banda: The Police<\/strong><\/p>\n<p>O guitarrista do Police, Andy Summers, teve uma m\u00e3e extremamente controladora. \u201cEu era meio que \u2018o filho dourado\u2019\u201d, ele disse, \u201ce l\u00e1 estava eu, meio que realizando todos os sonhos dela ao ser uma estrela pop no Police. Eu sentia uma certa press\u00e3o dela.\u201d Foi certamente uma situa\u00e7\u00e3o dif\u00edcil, e ele escreveu a man\u00edaca \u201cMother\u201d para desabafar, utilizando uma assinatura de tempo desconcertante em 7\/8 e cantando ele mesmo. \u201cBem, toda garota com quem eu saio\/Acaba se tornando minha m\u00e3e no final\u201d, ele grita. \u201cOh, oh, m\u00e3e\/Oh, querida m\u00e3e, por favor ou\u00e7a\/E n\u00e3o me devore.\u201d Essas s\u00e3o as coisas que voc\u00ea diz para um terapeuta. Voc\u00ea n\u00e3o coloca isso no \u00e1lbum final do Police ao lado de \u201cKing of Pain\u201d, \u201cEvery Breath You Take\u201d, \u201cMurder by Numbers\u201d e outros cl\u00e1ssicos. \u00c9 compreens\u00edvel que Sting tenha sentido a necessidade de agradar seu guitarrista dando-lhe uma m\u00fasica no \u00e1lbum, mas n\u00e3o precisava ser esse fiasco constrangedor.<\/p>\n<\/div>\n<p><br \/>\n<br \/>Fonte: <a href=\"https:\/\/rollingstone.com.br\/musica\/50-musicas-terriveis-presentes-em-albuns-incriveis-segundo-rolling-stone\/\">rollingstone.com.br<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sempre tem uma. \u00c9 aquela \u00fanica m\u00fasica em um disco excelente que \u00e9 t\u00e3o ruim, mas t\u00e3o ruim, que quase parece uma piada de mau gosto. 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