{"id":18721,"date":"2025-05-08T00:03:02","date_gmt":"2025-05-08T03:03:02","guid":{"rendered":"https:\/\/mussicom.com\/deep-purple-fala-a-rs-sobre-show-no-brasil-longevidade-alice-cooper-e-black-sabbath\/"},"modified":"2025-05-08T00:03:02","modified_gmt":"2025-05-08T03:03:02","slug":"deep-purple-fala-a-rs-sobre-show-no-brasil-longevidade-alice-cooper-e-black-sabbath","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/deep-purple-fala-a-rs-sobre-show-no-brasil-longevidade-alice-cooper-e-black-sabbath\/","title":{"rendered":"Deep Purple fala \u00e0 RS sobre show no Brasil, longevidade, Alice Cooper e Black Sabbath"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p><em>\u201cSendo brutalmente honesto: se n\u00e3o tivessem oferecido tanto dinheiro, n\u00e3o ter\u00edamos aceitado voltar\u201d,<\/em> disse \u00e0 <strong>Rolling Stone Brasil<\/strong>, aos risos, o bem-humorado vocalista <strong>Ian Gillan<\/strong> ao comentar o retorno t\u00e3o breve do <strong>Deep Purple<\/strong> ao pa\u00eds. O grupo, um dos maiores da hist\u00f3ria do hard rock e ineg\u00e1vel pioneiro do heavy metal, esteve por aqui em setembro \u00faltimo, para se apresentar no Rock in Rio e, sozinho, em S\u00e3o Paulo. Agora, retornam \u00e0 megal\u00f3pole paulista em 15 de junho para compromisso \u00fanico: eles encerram o quarto e \u00faltimo dia de Best of Blues and Rock, festival no Parque Ibirapuera. Nas outras datas, tocam <strong>Dave Matthews Band<\/strong>, <strong>Alice Cooper<\/strong>, entre outros.<\/p>\n<p>A rela\u00e7\u00e3o do Purple com o Brasil \u00e9 t\u00e3o profunda quanto a cor roxa de seu nome. Ao longo de seus orgulhosos 57 anos de carreira, a banda inglesa nos visitou 14 outras vezes \u2014 com a primeira ocasi\u00e3o em 1991 \u2014, somando mais de 70 shows. Caso rar\u00edssimo: nem o <strong>Iron Maiden<\/strong>, outro membro da turma do \u201ctraz o CPF\u201d, tocou tanto aqui. <em>\u201c\u00c9 sempre divertido estar a\u00ed\u201d<\/em>, conta <strong>Ian Paice<\/strong>, baterista e \u00fanico a participar de todas as forma\u00e7\u00f5es. <em>\u201cQuando voc\u00ea viaja para t\u00e3o longe, tem que aproveitar \u2014 leva muito tempo no avi\u00e3o, mas quando voc\u00ea chega, sabe que vai ser muito divertido.\u201d<\/em><\/p>\n<p>Os dois Ians \u2014 Gillan e Paice \u2014, o baixista <strong>Roger Glover<\/strong>, o tecladista <strong>Don Airey<\/strong> e o baterista <strong>Simon McBride<\/strong> conversaram juntos com a <strong>Rolling Stone Brasil<\/strong> diretamente de Nashville, cidade nos Estados Unidos onde trabalham no que deve se transformar em um novo \u00e1lbum, o 24\u00ba de est\u00fadio e o sucessor de <em><strong>=1<\/strong><\/em> (2024), elogiad\u00edssimo por trazer de volta uma sonoridade mais pesada. Cortesia de McBride, que se juntou \u00e0 forma\u00e7\u00e3o em 2022 no lugar deixado por <strong>Steve Morse<\/strong>. O \u201cnovinho\u201d de 46 anos \u2014 em contraste aos demais septuagen\u00e1rios \u2014 trouxe de volta algumas influ\u00eancias que remetem a tempos mais ousados, ainda com o intempestivo membro fundador <strong>Ritchie Blackmore<\/strong> no instrumento.<\/p>\n<figure class=\"image\"><figcaption>Deep Purple em 2024 &#8211; Foto: Per Ole Hagen \/ Redferns<\/figcaption><\/figure>\n<p>Sobre o disco, despistaram, com raz\u00e3o, pois o processo de concep\u00e7\u00e3o ainda se encontra em est\u00e1gios iniciais. Paice, respons\u00e1vel pela maior parte das respostas do grupo, comenta:<\/p>\n<blockquote class=\"citacao\"><p><em>\u201cAinda n\u00e3o estamos gravando, mas estamos muito, muito perto disso. Estamos selecionando as melhores m\u00fasicas que criamos. No momento, estamos aqui em Nashville com <strong>Bob Ezrin<\/strong> [produtor], e provavelmente entraremos em est\u00fadio em 10 ou 12 dias, algo assim. A\u00ed veremos o que acontece. Se for bom, voc\u00eas v\u00e3o ouvir. Se n\u00e3o for, voc\u00eas nunca v\u00e3o ouvir.\u201d<\/em><\/p><\/blockquote>\n<figure class=\"image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"Deep Purple em 2024\" height=\"435\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/rollingstone.uol.com.br\/media\/uploads\/2025\/05\/deep-purple-2024-foto-scott-legato-getty-images-2167984803.jpg\" width=\"773\"\/><figcaption>Deep Purple em 2024 &#8211; Foto: Scott Legato \/ Getty Images<\/figcaption><\/figure>\n<p>O fato de o Deep Purple ter reservado boa parte de seu 2025 para trabalhar em material in\u00e9dito transforma o show no Best of Blues and Rock em algo ainda mais especial. Neste ano, a banda s\u00f3 se apresentar\u00e1 em S\u00e3o Paulo, em junho, e na Ge\u00f3rgia e Emirados \u00c1rabes Unidos, em novembro. Os m\u00fasicos ainda n\u00e3o definiram o repert\u00f3rio, mas h\u00e1 chances de surgir algo diferente do que se ouviu ano passado, no Rock in Rio e na data solo em S\u00e3o Paulo. Ali\u00e1s, ao relembrar o festival carioca, o quinteto relata ter visto e cumprimentado <strong>Neal Schon<\/strong>, guitarrista da tamb\u00e9m atra\u00e7\u00e3o <strong>Journey<\/strong>. Paice, em observa\u00e7\u00e3o mais longa, elogia o evento:<\/p>\n<blockquote class=\"citacao\"><p><em>\u201c\u00c9 impressionante o tamanho do Rock in Rio. Quando voc\u00ea est\u00e1 l\u00e1, \u00e9 como se mudar para uma cidade diferente, com os muros ao redor, todos os palcos, a comida e a bebida. \u00c9 uma produ\u00e7\u00e3o incr\u00edvel. Acho que n\u00e3o existe nada t\u00e3o grande quanto isso, nunca vi em nenhum lugar do mundo.\u201d<\/em><\/p><\/blockquote>\n<h2>O amigo Alice Cooper \u2014 e a longevidade<\/h2>\n<p>Deep Purple e Alice Cooper, atra\u00e7\u00f5es principais do segundo fim de semana de Best of Blues and Rock, s\u00e3o amigos de longa data. J\u00e1 se apresentaram juntos em ocasi\u00f5es diversas, compartilham o mesmo produtor \u2014 o j\u00e1 mencionado Bob Ezrin \u2014 e Cooper, rei do shock rock, contou com a presen\u00e7a dos amigos na sua festa de 75 anos, em 2023. Naquela noite, o Purple comp\u00f4s <strong>\u201cShow Me\u201d<\/strong>, faixa que abre o \u00e1lbum <em><strong>=1<\/strong><\/em>.<\/p>\n<p>Ian Paice afaga o colega de profiss\u00e3o:<\/p>\n<blockquote class=\"citacao\"><p><em>\u201cAlice \u00e9 um dos artistas de n\u00edvel mais alto, dif\u00edcil de se estar no mesmo patamar. \u00c9 um cara ador\u00e1vel, muito divertido de se estar junto. Sempre que nos vemos, \u00e9 uma noite agrad\u00e1vel, seja pelo lado musical ou por apenas bater papo.\u201d<\/em><\/p><\/blockquote>\n<p>Em comum, al\u00e9m do som pesado e da consagra\u00e7\u00e3o mundial, ambos come\u00e7aram suas carreiras ainda na d\u00e9cada de 1960 e seguem se apresentando muito bem. Para Ian Gillan, tamanha longevidade n\u00e3o \u00e9 coincid\u00eancia, pois, em suas palavras, <em>\u201cexiste uma comunh\u00e3o absoluta entre p\u00fablico e artista\u201d<\/em>. Ele complementa: <em>\u201cH\u00e1 um elemento de confian\u00e7a ali. N\u00e3o \u00e9 falso. \u00c9 real. N\u00e3o se esconde isso com publicidade, truques ou qualquer tipo de artif\u00edcio\u201d.<\/em><\/p>\n<p>Seu colega baterista aponta algo t\u00e3o importante quanto: ele e os parceiros se divertem muito fazendo o que fazem. A palavra \u201caposentadoria\u201d sequer foi entrevistada na pergunta, mas ele deixa claro: est\u00e1 fora dos planos interromper as atividades, como haviam cogitado na d\u00e9cada anterior com uma turn\u00ea de despedida agora revogada.<\/p>\n<blockquote class=\"citacao\"><p><em>\u201cCome\u00e7amos ainda garotos tocando em pubs, ou na garagem, porque era divertido. At\u00e9 hoje, subir no palco e fazer tudo isso nos deixa felizes. Algumas noites s\u00e3o mais problem\u00e1ticas do que outras, mas, via de regra, voc\u00ea est\u00e1 fazendo algo que gosta. N\u00e3o se tem a obriga\u00e7\u00e3o de ir para o escrit\u00f3rio \u00e0s 8h30 de segunda-feira. Somos aben\u00e7oados por ter encontrado algo em nossas vidas que nos faz felizes. E parece que isso tamb\u00e9m faz muitas outras pessoas felizes. Todos ganham. Um dia, esperan\u00e7osamente em um futuro distante, n\u00e3o seremos mais capazes de fazer isso. Ent\u00e3o, enquanto pudermos fazer isso e nos divertir, por que diabos parar\u00edamos?\u201d<\/em><\/p><\/blockquote>\n<h2>Uma pergunta para cada integrante<\/h2>\n<p>Ao fim do bate-papo, uma pergunta sobre temas nada relacionados ao Deep Purple foi dedicada a cada m\u00fasico. S\u00f3 assim para ouvir algo de todos. Neste caso, ser\u00e3o apresentadas as \u00edntegras da quest\u00e3o e da resposta.<\/p>\n<h3><strong>Ian Gillan e Black Sabbath<\/strong><\/h3>\n<p><strong>Rolling Stone Brasil: Ian Gillan, recentemente Tony Iommi disse que pretende remixar seu \u00fanico \u00e1lbum com o Black Sabbath, <em>Born Again<\/em> (1984), para relan\u00e7\u00e1-lo com uma nova sonoridade. Voc\u00ea sempre criticou as mixagens deste \u00e1lbum, mas acha que um remix pode de alguma forma melhorar as m\u00fasicas? E tamb\u00e9m, qual \u00e9 a sua opini\u00e3o sobre as m\u00fasicas em si?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Ian Gillan:<\/strong><em>\u201cAcho as m\u00fasicas \u00f3timas. S\u00f3 achei rid\u00edculo. A mixagem ficou absurda. Um dia, o engenheiro desapareceu do est\u00fadio. E algu\u00e9m assumiu. N\u00e3o vou dizer quem, porque o baixista deve permanecer em segredo. Mas acho que foi remixado e s\u00f3 dava para ouvir o grave. Se voc\u00ea j\u00e1 viu o filme <strong>This is Spinal Tap<\/strong> (1984), essa \u00e9 a hist\u00f3ria de <strong>Born Again<\/strong>. A mo\u00e7a da gravadora ou o assessor de imprensa disse ao empres\u00e1rio: \u2018N\u00e3o d\u00e1 para tocar\u2019. E foi exatamente isso que aconteceu. O n\u00edvel do grave era t\u00e3o alto que n\u00e3o dava para tocar no r\u00e1dio. Havia sido logo depois do surgimento da m\u00fasica digital. Ent\u00e3o, as pessoas ainda usavam agulhas. E era imposs\u00edvel. Eu tenho uma fita cassete com uma mixagem do retorno que \u00e9 10 vezes melhor que o som do \u00e1lbum. Se eles v\u00e3o remixar, \u00e9 um pouco tarde. Mas sim, provavelmente para aficionados, colecionadores ou algo assim\u2026 n\u00e3o sei. Mas tem algumas m\u00fasicas l\u00e1 que eu realmente acho \u00f3timas. \u00c9 sempre uma alegria compor com Tony e certamente nos divertimos muito fazendo o disco. Tem uma m\u00fasica l\u00e1 chamada <strong>\u2018Trashed\u2019<\/strong>, que foi composta no dia seguinte ao que quer que esteja por tr\u00e1s da hist\u00f3ria. Foi uma \u00e9poca fant\u00e1stica. Eu curti a turn\u00ea. Foi a festa mais longa em que j\u00e1 estive. Durou um ano. Acho o \u00e1lbum realmente \u00f3timo. Sempre \u00e9 tempo. Sempre reconhecemos o fato de que <strong>Ozzy<\/strong> \u00e9 o vocalista do Black Sabbath. E as pessoas se identificaram com isso. Ent\u00e3o foi uma situa\u00e7\u00e3o meio h\u00edbrida e estranha. Mas, no geral, gra\u00e7as a Deus eles v\u00e3o remixar.\u201d<\/em><\/p>\n<figure class=\"image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"Black Sabbath com Ian Gillan em 1984\" height=\"435\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/rollingstone.uol.com.br\/media\/uploads\/2025\/05\/black-sabbath-ian-gillan-1984-chris-walter-wireimage-74705175.jpg\" width=\"774\"\/><figcaption>Black Sabbath com Ian Gillan em 1984 &#8211; Foto: Chris Walter \/ WireImage<\/figcaption><\/figure>\n<h3><strong>Roger Glover e a \u00f3pera rock esquecida<\/strong><\/h3>\n<p><strong>RS: Roger Glover, recentemente perdemos o baterista Les Binks e antes de se juntar ao Judas Priest, ele tocou com voc\u00ea no \u00e1lbum <em>The Butterfly Ball and the Grasshopper\u2019s Feast<\/em> (1974). Dizem que ele conseguiu entrar no Judas Priest atrav\u00e9s de voc\u00ea. Que lembran\u00e7as voc\u00ea tem do Les Binks?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Roger Glover:<\/strong><em>\u201cAntes de entrar para a Purple, eu era de uma banda pop. Mas compor era realmente meu principal desejo. Com o Purple, \u00e9ramos conhecidos por um estilo espec\u00edfico. Ent\u00e3o, quando sa\u00ed da banda (em 1973), estava livre para fazer o que quisesse. E isso simplesmente surgiu. Foi divertido me afastar do Purple e fazer experimentos com diferentes tipos de m\u00fasicas e cantores (<strong>David Coverdale<\/strong>, <strong>Glenn Hughes<\/strong>, <strong>John Lawton<\/strong>, <strong>Tony Ashton<\/strong>, <strong>Barry St. John<\/strong>, <strong>Ronnie James Dio<\/strong>, entre outros) e tipos de m\u00fasicas. \u00c9 algo que continua vivo de alguma forma e continua voltando at\u00e9 mim. Um dia, provavelmente ser\u00e1 um musical de teatro, ou algo assim. Quem sabe?\u201d<\/em><\/p>\n<figure class=\"image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"Roger Glover em 1974\" height=\"435\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/rollingstone.uol.com.br\/media\/uploads\/2025\/05\/roger-glover-deep-purple-1974-foto-watal-asanuma-shinko-music-getty-images-1752120922.jpg\" width=\"774\"\/><figcaption>Roger Glover em 1974 &#8211; Foto: Watal \/ Asanuma \/ Shinko Music \/ Getty Images<\/figcaption><\/figure>\n<h3><strong>Don Airey e o \u00e1lbum segurado pela pandemia<\/strong><\/h3>\n<p><strong>RS: Don Airey, voc\u00ea lan\u00e7ou recentemente um novo \u00e1lbum solo, <em>Pushed to the Edge<\/em>. O que voc\u00ea pode nos contar sobre este \u00e1lbum? Como foi cri\u00e1-lo e grav\u00e1-lo?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Don Airey:<\/strong> \u201c<em><strong>Pushed to the Edge<\/strong> foi gravado h\u00e1 bastante tempo, em 2019. Mas foi pego pela covid, ent\u00e3o, s\u00f3 terminei em 2022. Nesse meio tempo, Simon McBride entrou para o Purple e lan\u00e7ar\u00edamos um \u00e1lbum do Purple, ent\u00e3o <strong>Pushed to the Edge<\/strong> foi \u2018colocado de canto\u2019. N\u00e3o achei que lan\u00e7aria, cheguei a dizer para meu filho: \u2018depois que eu partir, certifique-se de trazer esse \u00e1lbum de volta\u2019. De repente, recebemos a not\u00edcia de que o lan\u00e7ar\u00edamos. Foi uma grande surpresa. Soa muito bom. Estou satisfeito.\u201d<\/em><\/p>\n<figure class=\"image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"Don Airey em 2024\" height=\"435\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/rollingstone.uol.com.br\/media\/uploads\/2025\/05\/don-airey-2024-foto-frank-hoensch-redferns-2178681140.jpg\" width=\"774\"\/><figcaption>Don Airey em 2024 &#8211; Foto: Frank Hoensch \/ Redferns<\/figcaption><\/figure>\n<h3><strong>Simon McBride e as grava\u00e7\u00f5es guardadas<\/strong><\/h3>\n<p><strong>RS: Simon McBride, voc\u00ea tamb\u00e9m lan\u00e7ou um \u00e1lbum, <em>Recordings 2020-2025<\/em>, com covers de Duran Duran, The Cure, Free, entre outros, al\u00e9m de m\u00fasicas originais. O que voc\u00ea pode nos contar sobre esse \u00e1lbum?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Simon McBride:<\/strong><em>\u201cEu tinha guardadas todas essas m\u00fasicas que gravei. E como este ano o Purple daria uma pausa, quis fazer turn\u00eas por conta pr\u00f3pria. O agente e a equipe queriam algo para lan\u00e7ar neste ano, ent\u00e3o tinha essa cole\u00e7\u00e3o de coisas guardadas. Havia esses v\u00e1rios covers que fiz para a gravadora, foram lan\u00e7ados em pequenos EPs nos \u00faltimos cinco anos. E tamb\u00e9m havia esse set gravado ao vivo em est\u00fadio com minha banda em Hamburgo. Ent\u00e3o, decidimos juntar tudo. Por isso o t\u00edtulo <strong>Recordings 2020-2025<\/strong> \u2014 poderia ter pensado em um t\u00edtulo melhor, mas n\u00e3o me incomodei.&#8221;<\/em><\/p>\n<figure class=\"image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"Simon McBride em 2024\" height=\"435\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/rollingstone.uol.com.br\/media\/uploads\/2025\/05\/simon-mcbride-2024-foto-frank-hoensch-redferns-2178681172.jpg\" width=\"774\"\/><figcaption>Simon McBride em 2024 &#8211; Foto: Frank Hoensch \/ Redferns<\/figcaption><\/figure>\n<h3><strong>Ian Paice e a \u00fanica demiss\u00e3o de sua vida<\/strong><\/h3>\n<p><strong>RS: Por \u00faltimo, mas n\u00e3o menos importante&#8230; Ian Paice, \u00e9 verdade que voc\u00ea foi demitido do Whitesnake em 1982? A \u00fanica demiss\u00e3o da sua vida?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Ian Paice:<\/strong><em>\u201c[Risos] Eu n\u00e3o gostei. Acho que aconteceu porque David Coverdale estava tentando manter um perfil alto na m\u00eddia com a banda, o que significava para ele que pessoas deveriam ser vistas na cena noturna de Londres o tempo todo. Bem, esse n\u00e3o sou eu. E eu n\u00e3o estava preparado para mudar minha vida pelos desejos do David. <strong>Cozy Powell<\/strong> estava dispon\u00edvel e morava na cidade. Ele estava sempre por perto. Era mais a vida dele do que a minha. Ent\u00e3o, n\u00e3o acredito que tenha sido uma decis\u00e3o musical. Foi algo que o David achou que seria bom para ele e para a banda se ele tivesse algu\u00e9m para sair todas as noites. N\u00e3o tive qualquer ressentimento. Eu me diverti muito com o Whitesnake durante aqueles dois ou tr\u00eas anos, seja l\u00e1 o que for (nota do editor: entre 1979 e 1982). Aproveitei a maior parte. E olha, as coisas mudam o tempo todo. Fui demitido uma vez.\u201d<\/em><\/p>\n<p><strong>Roger Glover:<\/strong><em>\u201cAt\u00e9 agora. [Risos]\u201d<\/em><\/p>\n<figure class=\"image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"Whitesnake com Ian Paice em 1980\" height=\"435\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/rollingstone.uol.com.br\/media\/uploads\/2025\/05\/whitesnake-ian-paice-1980-paul-natkin-getty-images-1271957485.jpg\" width=\"774\"\/><figcaption>Whitesnake com Ian Paice em 1980 &#8211; Foto: Paul Natkin \/ Getty Images<\/figcaption><\/figure>\n<h2>Servi\u00e7o \u2014 Best of Blues and Rock 2025<\/h2>\n<p><strong>Local:<\/strong> Parque Ibirapuera, S\u00e3o Paulo<\/p>\n<p><strong>Lineup:<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>S\u00e1bado, 7 de junho: Dave Matthews Band, Richard Ashcroft, Cachorro Grande, Vitor Kley<\/li>\n<li>Domingo, 8 de junho: Dave Matthews Band, Richard Ashcroft, Bar\u00e3o Vermelho, Soul Lee: Paula Lima canta Rita Lee<\/li>\n<li>S\u00e1bado, 14 de junho: Alice Cooper, Black Pantera, Charlie Brown Jr Marc\u00e3o Britto &amp; Thiago Castanho<\/li>\n<li>Domingo, 15 de junho: Deep Purple, Judith Hill, Hurricanes<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>Ingressos:<\/strong>Eventim<\/p>\n<p><strong>+++ LEIA MAIS: A inspiradora reflex\u00e3o de Ian Paice (Deep Purple) sobre envelhecer tocando bateria<br \/>+++ LEIA MAIS: Black Sabbath, Deep Purple ou Led Zeppelin: quem \u00e9 mais importante segundo Ian Gillan<br \/>+++ LEIA MAIS: A m\u00fasica do Deep Purple mais dif\u00edcil de se cantar segundo Ian Gillan<br \/>+++ LEIA MAIS: Outras entrevistas conduzidas pelo jornalista Igor Miranda para a Rolling Stone Brasil<br \/>+++ Siga a Rolling Stone Brasil @rollingstonebrasil no Instagram<br \/>+++ Siga o jornalista Igor Miranda @igormirandasite no Instagram<br \/><\/strong><\/p>\n<\/div>\n<p><script async src=\"\/\/www.instagram.com\/embed.js\"><\/script><br \/>\n<br \/><br \/>\n<br \/>Fonte: <a href=\"https:\/\/rollingstone.com.br\/musica\/deep-purple-fala-a-rs-sobre-show-no-brasil-longevidade-alice-cooper-e-black-sabbath\/\">rollingstone.com.br<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cSendo brutalmente honesto: se n\u00e3o tivessem oferecido tanto dinheiro, n\u00e3o ter\u00edamos aceitado voltar\u201d, disse \u00e0 Rolling Stone Brasil, aos risos, o bem-humorado vocalista Ian Gillan ao comentar o retorno t\u00e3o breve do Deep Purple ao pa\u00eds. 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