{"id":18707,"date":"2025-05-07T23:01:46","date_gmt":"2025-05-08T02:01:46","guid":{"rendered":"https:\/\/mussicom.com\/todos-os-filmes-de-denzel-washington-do-pior-ao-melhor-segundo-rolling-stone\/"},"modified":"2025-05-07T23:01:46","modified_gmt":"2025-05-08T02:01:46","slug":"todos-os-filmes-de-denzel-washington-do-pior-ao-melhor-segundo-rolling-stone","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/todos-os-filmes-de-denzel-washington-do-pior-ao-melhor-segundo-rolling-stone\/","title":{"rendered":"Todos os filmes de Denzel Washington, do pior ao melhor, segundo Rolling Stone"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>Desde a estreia de <strong>Denzel Washington<\/strong> no cinema no in\u00edcio dos anos 1980, o ator tem apresentado algumas das atua\u00e7\u00f5es mais incr\u00edveis da atualidade ao longo de mais de tr\u00eas d\u00e9cadas: quem pode negar seu trabalho cativante em filmes como <em><strong>Um Grito de Liberdade<\/strong>, <em><strong>Mais e Melhores Blues<\/strong><\/em><\/em>\u00a0ou\u00a0<strong><em>A Trag\u00e9dia de Macbeth<\/em><\/strong>? Ou cl\u00e1ssicos dos anos 90 como\u00a0<em><strong>Malcolm X<\/strong>, <strong>Mississippi Masala<\/strong><\/em>\u00a0ou\u00a0<strong><em>Mar\u00e9 Vermelha<\/em><\/strong> ? Ou ainda suas brilhantes atua\u00e7\u00f5es em filmes posteriores como <em><strong>O Plano Perfeito<\/strong>, <strong>O Voo<\/strong><\/em> e aquela incr\u00edvel atua\u00e7\u00e3o de vil\u00e3o em\u00a0<strong><em>Gladiador II<\/em><\/strong>?<\/p>\n<p><strong>Washington<\/strong> \u00e9 um talento raro que consegue transcender \u2014 e geralmente aprimorar \u2014 seu material. Ele se tornou um dos astros de cinema mais rent\u00e1veis de Hollywood, apesar de geralmente evitar sequ\u00eancias e filmes de super-her\u00f3is. Assistindo e revendo os filmes do ator \u2014 51 deles, desde 1981 \u2014 voc\u00ea \u00e9 tomado por um respeito renovado pela arte, talento e paix\u00e3o do homem em suas atua\u00e7\u00f5es. Mas isso n\u00e3o significa que n\u00e3o possamos classific\u00e1-los!<\/p>\n<p>Aqui est\u00e3o todas as atua\u00e7\u00f5es de <strong>Denzel Washington<\/strong>, da pior \u00e0 melhor, da mais sem sentido \u00e0 mais brilhante. E que trabalho impressionante!<\/p>\n<p><em>Todas as sinopses foram escritas por <strong>Bilge Ebiri<\/strong>, exceto quando indicado o contr\u00e1rio.<\/em><\/p>\n<h3>51. Assassino Virtual (1995)<\/h3>\n<p>Washington est\u00e1 completamente fora de sua zona de conforto nesse thriller de fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica colorido e absurdamente bobo, no qual interpreta um policial do futuro encarregado de capturar o vil\u00e3o cibern\u00e9tico vivido por Russell Crowe, que faz o papel de&#8230; (vamos ver se entendemos direito): uma simula\u00e7\u00e3o de computador h\u00edbrida de v\u00e1rios serial killers, que de repente conseguiu se manifestar no mundo real. Nenhum dos dois consegue acertar o tom ir\u00f4nico necess\u00e1rio para que tudo funcione; eles parecem dois peda\u00e7os de fil\u00e9 mignon \u00e0 deriva numa tigela de macarr\u00e3o instant\u00e2neo requentada. Crowe d\u00e1 sorrisos afetados. Washington encara com seriedade. E voc\u00ea n\u00e3o consegue evitar a risada.<\/p>\n<h3>50. Heart Condition (1990)<\/h3>\n<p>Ai. Esta com\u00e9dia policial barulhenta e desastrosa traz Bob Hoskins no papel de um policial racista e desprez\u00edvel que recebe um transplante de cora\u00e7\u00e3o de um advogado negro que ele tentou prender. O problema? O fantasma do advogado vem junto com o cora\u00e7\u00e3o! Bem-vindo a mais um caso de dois grandes atores desperdi\u00e7ados numa tentativa maluca de misturar humor social com com\u00e9dia f\u00edsica no estilo de <em>Tudo Por Uma Esmeralda<\/em>. Washington entrega uma atua\u00e7\u00e3o pouco inspirada: ele mant\u00e9m um ar calmo e descontra\u00eddo o tempo todo, como se o filme achasse que mostrar qualquer outra emo\u00e7\u00e3o seria problem\u00e1tico demais.<\/p>\n<h3>49. Protegendo o Inimigo (2012)<\/h3>\n<p>Um dos piores filmes da carreira do astro (mesmo tendo sido um sucesso de bilheteria) foi feito no auge de sua fama e, ainda assim, consegue desperdi\u00e7\u00e1-lo completamente \u2013 e de forma inexplic\u00e1vel. Seu personagem, Tobin Frost, \u00e9 um ex-agente da CIA que virou renegado, e voc\u00ea pensaria que esse enredo daria a esse ator t\u00e3o cheio de nuances a chance de explorar algum conflito interno, no estilo de <em>Dia de Treinamento<\/em> (mencionado nesta lista). Infelizmente, sua atua\u00e7\u00e3o se perde em meio a uma bagun\u00e7a de c\u00e2mera tr\u00eamula e uma edi\u00e7\u00e3o que parece ter sa\u00eddo de um liquidificador. \u201cSeguro\u201d definitivamente n\u00e3o \u00e9 uma palavra que usar\u00edamos aqui.<\/p>\n<h3>48. O Colecionador de Ossos (1999)<\/h3>\n<p>Este thriller sobre um serial killer \u00e9, de fato, meio bobo \u2014 mas certamente tem seus momentos. Interpretando um especialista forense da NYPD parapl\u00e9gico, Denzel passa a maior parte do filme im\u00f3vel, deitado na cama. Ainda assim, ele aproveita ao m\u00e1ximo a oportunidade, se divertindo ao provocar a investigadora novata vivida por Angelina Jolie. \u00c9 um personagem complexo: um homem revoltado, que j\u00e1 desistiu da vida, mas que continua dedicado ao trabalho que ainda lhe d\u00e1 algum sentido. A atua\u00e7\u00e3o de Washington \u00e9 o motivo pelo qual acabamos n\u00e3o s\u00f3 compreendendo o personagem, mas tamb\u00e9m gostando dele.<\/p>\n<h3>47. Possu\u00eddos (1998)<\/h3>\n<p>Um thriller de possess\u00e3o com boa atmosfera, mas que vai ficando cada vez mais rid\u00edculo a cada minuto. O policial de Washington come\u00e7a a perceber coisas estranhas ap\u00f3s a execu\u00e7\u00e3o de um assassino insano que ele ajudou a prender. Estaria um dem\u00f4nio se espalhando pela cidade \u2014 e pela for\u00e7a policial? Ou ele sempre esteve por aqui? Washington normalmente consegue tornar a curiosidade algo envolvente, mas aqui parece limitado pelo tom esquisito do filme (e por aquela reviravolta final de cair o queixo). E mesmo com tudo de tr\u00e1gico que acontece com seu personagem, ele mal demonstra emo\u00e7\u00e3o. Dir\u00edamos que Possu\u00eddos \u00e9 um filme que n\u00e3o consegue se levantar. Mas, felizmente para voc\u00ea, n\u00e3o vamos fazer isso.<\/p>\n<h3>46. O Livro de Eli (2010)<\/h3>\n<p>Interpretando um guerreiro cego e errante em um cen\u00e1rio p\u00f3s-apocal\u00edptico, Washington consegue o imposs\u00edvel: tornar-se t\u00e3o sem humor quanto o restante deste \u00e9pico de a\u00e7\u00e3o arrastado. Apesar de todo seu talento, a grande fraqueza do ator \u00e9 uma tend\u00eancia ocasional ao estoicismo vazio&#8230; e este \u00e9 um exemplo perfeito disso. Toda a pose reverente e derivativa das cenas de a\u00e7\u00e3o at\u00e9 poderia funcionar, se houvesse ao menos breves momentos de leveza ou sensibilidade. A culpa n\u00e3o recai inteiramente sobre o astro \u2014 mas ele, com certeza, n\u00e3o ajuda em nada.<\/p>\n<h3>45. Sete Homens e um Destino (2016)<\/h3>\n<p>Washington se reuniu com Antoine Fuqua, diretor de <em data-end=\"71\" data-start=\"51\">Dia de Treinamento<\/em> e <em data-end=\"86\" data-start=\"74\">O Protetor<\/em>, para este remake do cl\u00e1ssico faroeste dos anos 1960. O ator usa bem seu carisma natural de lideran\u00e7a no papel de um fora da lei que comanda um grupo de pistoleiros desajustados: sua intensidade silenciosa e calculada \u00e9 perfeita para um her\u00f3i de faroeste. O filme em si, no entanto, \u00e9 uma bagun\u00e7a ca\u00f3tica, e Fuqua se sai melhor dirigindo cenas de personagem do que grandes espet\u00e1culos de a\u00e7\u00e3o. Denzel deveria lembr\u00e1-lo disso na pr\u00f3xima vez que trabalharem juntos.<\/p>\n<h3>44. Nova York Sitiada (1998)<\/h3>\n<p>Este thriller controverso foi duramente criticado quando lan\u00e7ado por sua representa\u00e7\u00e3o de extremistas isl\u00e2micos cometendo atentados em Nova York. No mundo p\u00f3s-11 de Setembro, o filme ganhou uma resson\u00e2ncia inc\u00f4moda \u2014 e sua representa\u00e7\u00e3o de mu\u00e7ulmanos americanos inocentes sendo colocados em gaiolas por um general obcecado por poder certamente influencia como ele \u00e9 visto na era Trump. No papel do agente do FBI que tenta tanto capturar os terroristas quanto impedir o avan\u00e7o do autoritarismo em nome da seguran\u00e7a, Washington se sai bem como her\u00f3i \u2014 um profissional compassivo, heroico, mas consciente. \u00c9 uma atua\u00e7\u00e3o s\u00f3lida, embora pouco marcante, em um filme que n\u00e3o \u00e9 exatamente bom\u2026 ainda que hoje seja dif\u00edcil cham\u00e1-lo de \u201cimprov\u00e1vel\u201d, como fizemos em 1998.<\/p>\n<h3>43. O Grande Desafio (2007)<\/h3>\n<p>Washington tamb\u00e9m dirigiu este drama de \u00e9poca inspirador sobre uma equipe de debate do Wiley College, uma faculdade exclusivamente para negros no Texas durante a Grande Depress\u00e3o, e sua sinceridade transparece tanto na dire\u00e7\u00e3o quanto na sua atua\u00e7\u00e3o. O filme \u00e9 meio bagun\u00e7ado \u2013 aborda segrega\u00e7\u00e3o, t\u00e1ticas de debate, romance, rela\u00e7\u00f5es trabalhistas e conflitos familiares ao mesmo tempo, muitas vezes de forma um tanto superficial. (Seu personagem n\u00e3o \u00e9 apenas um professor e treinador inspirador, ele \u00e9 tamb\u00e9m, secretamente, um organizador sindical!) Ele tem alguns momentos incomumente emocionantes aqui; no entanto, um personagem totalmente desenvolvido raramente emerge.<\/p>\n<h3>42. A Cara do Papai (1981)<\/h3>\n<p>A estreia de Washington no cinema permanece um dos filmes mais estranhos que ele j\u00e1 fez. Ele interpreta Roger Porter, um jovem que se reconecta com o pai que nunca conheceu; o problema \u00e9 que o pai \u00e9 Walter Whitney (George Segal), um executivo branco e rico que casou com uma fam\u00edlia obcecada por status. Quando o segredo de Walter vem \u00e0 tona, ele perde tudo, e pai e filho t\u00eam que viver juntos em uma &#8220;c\u00f4mica&#8221; pobreza e mis\u00e9ria. H\u00e1 um limite para o que um ator pode fazer com um papel como esse, mas Washington tem uma cena fant\u00e1stica: seu discurso &#8220;Voc\u00ea se afastou de uma grande mulher&#8221;, perto do final, \u00e9, curiosamente, um dos seus melhores momentos em cena, e um indicativo precoce de sua futura grandeza.<\/p>\n<h3>41. Power (1986)<\/h3>\n<p>O drama sat\u00edrico de Sidney Lumet gira em torno do veterano oper\u00e1rio pol\u00edtico Richard Gere, um homem com uma habilidade not\u00e1vel de moldar a imagem das pessoas usando as t\u00e1ticas mais ardilosas. (Lembra dos dias em que a imagem de um pol\u00edtico realmente importava?) Washington interpreta o chefe de rela\u00e7\u00f5es p\u00fablicas corrupto, envolvido com xeques \u00e1rabes do petr\u00f3leo que tentam fazer com que Gere ajude a eleger o candidato escolhido por eles. Ele est\u00e1 ali apenas para ser calmo, elegante e amea\u00e7ador, mas ainda assim \u00e9 divertido ver Denzel interpretando um vil\u00e3o corporativo sofisticado. Ao assisti-lo, d\u00e1 para perceber como esse personagem chegou t\u00e3o longe: ele exala estabilidade mesmo enquanto trama para minar o processo democr\u00e1tico.<\/p>\n<h3>40. Sob o Dom\u00ednio do Mal (2004)<\/h3>\n<p>O remake de Jonathan Demme, ambientado na era de Bush, do cl\u00e1ssico sobre um soldado lavado cerebral que se torna um candidato pol\u00edtico, \u00e9 menos sobre conspira\u00e7\u00f5es trai\u00e7oeiras e mais sobre o cen\u00e1rio midi\u00e1tico moderno. Washington interpreta o papel de Sinatra: um veterano her\u00f3ico que serviu ao lado do futuro candidato a vice-presidente Raymond Shaw (Liev Schreiber). \u00c9 uma atua\u00e7\u00e3o envolvente, embora a sombra do original superior sobreponha o desenrolar da hist\u00f3ria.<\/p>\n<h3>39. O Dossi\u00ea Pelicano (1993)<\/h3>\n<p>Lembra quando n\u00e3o dava para ir ao cinema sem trope\u00e7ar em uma d\u00fazia de adapta\u00e7\u00f5es de thrillers pol\u00edtico-legais de John Grisham? Nosso homem interpreta um rep\u00f3rter de Washington DC de mente firme; ele se envolve com uma estudante de direito (Julia Roberts) que, sem querer, descobriu uma conspira\u00e7\u00e3o assassina nos n\u00edveis mais altos do governo. A qu\u00edmica entre os dois \u00e9 palp\u00e1vel, embora esse n\u00e3o seja um papel que exija muito de Washington. Mesmo assim, \u00e9 agrad\u00e1vel ver esses dois astros de cinema lentamente come\u00e7arem a se importar um com o outro.<\/p>\n<h3>38. Um Anjo em Minha Vida (1996)<\/h3>\n<p>Washington \u00e9 Dudley, um mensageiro divino que vem \u00e0 Terra para ajudar o reverendo sobrecarregado Courtney B. Vance, mas acaba passando grande parte de seu tempo com a bela e muito negligenciada esposa do homem, interpretada pela ador\u00e1vel Whitney Houston. (\u00c9 um remake da fantasia de 1947 <em data-end=\"307\" data-start=\"288\">The Bishop\u2019s Wife<\/em>, com Cary Grant e Loretta Young.) Dudley pode ser um anjo, mas n\u00e3o \u00e9 exatamente um santo; s\u00f3 porque ele tenta salvar o p\u00falpito e a congrega\u00e7\u00e3o de Vance, n\u00e3o significa que esteja livre de tend\u00eancias amorosas. Washington \u00e9 carism\u00e1tico, embora esteja tocando segundo violino diante do brilho de Houston \u2014 e n\u00e3o \u00e9 preciso atuar muito para ficar impressionado com isso.<\/p>\n<h3>37. O Protetor 2 (2018)<\/h3>\n<p>Porque um bom her\u00f3i de a\u00e7\u00e3o nunca fica para baixo, Washington retorna como Robert McCall, o bom samaritano mais mortal do mundo, na sequ\u00eancia de Antoine Fuqua para sua atualiza\u00e7\u00e3o de 2014 da antiga s\u00e9rie de TV de Edward Woodard. Enquanto dirige um Lyft em Boston, um velho colega da sua Ag\u00eancia de Intelig\u00eancia de Defesa \u00e9 assassinado na B\u00e9lgica \u2014 e \u00e9 a\u00ed que McCall come\u00e7a a socar muitas caras, cortar muitas gargantas e liberar o inferno sobre aqueles que o prejudicaram. Como acontece com tantas segundas partes de franquias, a lei dos retornos decrescentes entra em a\u00e7\u00e3o mais r\u00e1pido do que voc\u00ea gostaria, e Washington poderia fazer esse papel de bad boy calmo e dur\u00e3o at\u00e9 dormindo. (At\u00e9 mesmo sua tentativa de dar uma li\u00e7\u00e3o ao jovem Ashton Sanders gritando na cara dele e com uma arma carregada parece excessivamente familiar.) Ainda assim, o homem sabe como vender essas cenas de a\u00e7\u00e3o para a galera da AARP com uma beleza impressionante: aguente a abund\u00e2ncia de cenas sem emo\u00e7\u00e3o, e voc\u00ea vai ouvir Washington transformar uma linha como &#8220;Vou matar cada um de voc\u00eas, e a \u00fanica decep\u00e7\u00e3o nisso para mim \u00e9: s\u00f3 vou poder fazer isso uma vez&#8221; em poesia de dur\u00e3o. &#8211; David Fear<\/p>\n<h3>36. Roman J. Israel, Esq. (2017)<\/h3>\n<p>A maioria dos atores pegaria um papel como o de Roman Israel \u2014 um advogado de meia-idade e pequeno porte cujos piores inimigos s\u00e3o um sistema judicial mercen\u00e1rio, uma sociedade indiferente e ele mesmo (n\u00e3o necessariamente nessa ordem) \u2014 e tentaria suavizar as arestas. Washington, para seu cr\u00e9dito, abra\u00e7a as falhas desse homem de maneira entusi\u00e1stica; se algo, o astro faz o dobro de esfor\u00e7o para tornar mais dif\u00edcil torcer por esse her\u00f3i pat\u00e9tico. Um cruzado que viu seu progressismo justo cair em desuso assim como seus trajes marrom-avermelhados e desajustados, Roman \u00e9 um homem fora de seu tempo. Preso entre o diabo corporativo de Collin Farrell e o anjo ativista jovem de Carmen Ejogo, ele finalmente se cansa de &#8220;fazer o imposs\u00edvel pelos ingratos&#8221; e toma uma decis\u00e3o que oferece uma sensa\u00e7\u00e3o de significado de curto prazo. Isso tamb\u00e9m acabar\u00e1 levando \u00e0 sua ru\u00edna. A hist\u00f3ria do roteirista e diretor Tony Gilroy, e muito menos sua concep\u00e7\u00e3o desse g\u00eanio legal com talento para afastar aliados, \u00e9, para dizer o m\u00ednimo, confusa. Ainda assim, Washington preenche muitas das lacunas, mostrando por que \u00e9 preciso prestar aten\u00e7\u00e3o nesse exc\u00eantrico cuja &#8220;falta de sucesso \u00e9 autoimposta&#8221;. Roman chegou, viu sua ideologia se desmoronar, perdeu. E como Denzel nos lembra, h\u00e1 milhares de pessoas por a\u00ed como ele. \u2014DF<\/p>\n<h3>35. For Queen and Country (1988)<\/h3>\n<p>Em um de seus primeiros pap\u00e9is principais, Washington interpreta um soldado brit\u00e2nico destinado \u00e0 Irlanda do Norte que \u00e9 dispensado e retorna para um bairro em ru\u00ednas. Ele tenta manter a compostura em meio a gangues em guerra e uma sociedade que n\u00e3o valoriza seu servi\u00e7o. Aqui, j\u00e1 \u00e9 poss\u00edvel ver os primeiros vislumbres dos personagens her\u00f3icos de Washington que viriam mais tarde \u2013 o homem \u00edntegro em um mundo ca\u00f3tico. Este \u00e9 mais um drama social do que um thriller policial, e sua performance delicada \u00e9 o maior m\u00e9rito do filme.<\/p>\n<h3>34. O Protetor: Cap\u00edtulo Final (2023)<\/h3>\n<p>A terceira vez n\u00e3o \u00e9 exatamente a melhor para essa franquia de a\u00e7\u00e3o \u2014 mas, convenhamos, charme nunca foi o motivo pelo qual o p\u00fablico corre para ver essa s\u00e9rie em que Washington interpreta um ex-fuzileiro naval que aplica uma justi\u00e7a extremamente brutal. (O ator j\u00e1 afirmou que seu personagem vigilante, Robert McCall, continua t\u00e3o popular porque, segundo os f\u00e3s, \u201cele consegue pegar os caras maus que a gente n\u00e3o consegue.\u201d) Ap\u00f3s um ataque a um mafioso na Sic\u00edlia que o deixa gravemente ferido, McCall \u00e9 for\u00e7ado a se recuperar na It\u00e1lia at\u00e9 estar bem o suficiente para voltar aos Estados Unidos. Isso \u00e9 uma boa not\u00edcia para os moradores da pitoresca cidade onde ele se refugia \u2014 especialmente porque eles v\u00eam sendo aterrorizados por tipos nada amig\u00e1veis da Camorra. J\u00e1 para os criminosos que cruzam seu caminho, \u00e9 p\u00e9ssima not\u00edcia. Voc\u00ea j\u00e1 sabe como \u00e9: Washington e o diretor Antoine Fuqua j\u00e1 dominam esse tipo de thriller de vingan\u00e7a estilizada como uma ci\u00eancia. O que n\u00e3o quer dizer que Denzel n\u00e3o continue um excelente anti-her\u00f3i estoico \u2014 seja explicando friamente o conceito de \u201ccompliance pela dor\u201d a um valent\u00e3o tagarela ou transformando uma vin\u00edcola no palco de um massacre mafioso. \u2014DF<\/p>\n<h3>33. Um Ato de Coragem (2002)<\/h3>\n<p>Um pai no limite (adivinha quem?) faz ref\u00e9ns em parte de um hospital depois de ser passado para tr\u00e1s pelo sistema de sa\u00fade e pelos planos de seguro. Esse tipo de filme hollywoodiano sobre &#8220;o homem comum levado ao extremo&#8221; costuma exagerar no drama e, com isso, enfraquecer suas mensagens sociais \u2014 e este n\u00e3o \u00e9 exce\u00e7\u00e3o. A diferen\u00e7a \u00e9 que Washington consegue vender esse tipo de papel com os olhos fechados. Ele est\u00e1 realmente excelente aqui: repare no choque sutil que seu rosto expressa \u00e0 medida que come\u00e7a a agir \u2014 nem ele parece acreditar no que est\u00e1 fazendo.<\/p>\n<h3>32. O Protetor (2014)<\/h3>\n<p class=\"\" data-end=\"664\" data-start=\"0\">Reunido com o diretor de <em data-end=\"45\" data-start=\"25\">Dia de Treinamento<\/em>, Antoine Fuqua, o ator transforma seu ex-For\u00e7as Especiais taciturno em um especialista em indigna\u00e7\u00e3o contida \u2014 \u00e9 admir\u00e1vel como ele espera pacientemente at\u00e9 chegar o momento de come\u00e7ar a esfaquear, cortar e arrancar olhos. Mas, para seu cr\u00e9dito, Washington faz com que a atua\u00e7\u00e3o seja n\u00e3o apenas envolvente, mas genuinamente comovente. Este foi um remake da s\u00e9rie de TV estrelada por Edward Woodward, e o filme \u00e9 um tanto excessivamente niilista em sua viol\u00eancia. Ainda assim, ao ver Washington manter a calma, sentimos um homem que est\u00e1 tentando se agarrar \u00e0 paz que conquistou a duras penas pelo maior tempo poss\u00edvel.<\/p>\n<h3 data-end=\"751\" data-start=\"666\">31. Os Pequenos Vest\u00edgios (2021)<\/h3>\n<p class=\"\" data-end=\"751\" data-start=\"666\">Claro que a gente ama os filmes &#8220;Prest\u00edgio&#8221; de Denzel \u2014 <em data-end=\"73\" data-start=\"56\">Tempo de Gl\u00f3ria<\/em>, <em data-end=\"96\" data-start=\"75\">Um Limite Entre N\u00f3s<\/em>, <em data-end=\"110\" data-start=\"98\">Filad\u00e9lfia<\/em> \u2014 mas temos que admitir uma queda s\u00e9ria pelos filmes \u201cPulp\u201d de Denzel, ou seja, aqueles mais crus, sujos, centrados no g\u00eanero, em que ele est\u00e1 na cola de um suspeito e parece sempre \u00e0 beira de perder o controle. E o thriller mais recente de Washington n\u00e3o poderia ser mais pulp: ele \u00e9 Joe \u201cDeke\u201d Deacon, um xerife adjunto que patrulha uma cidadezinha ao norte de Los Angeles. Mas, tempos atr\u00e1s, ele foi um brilhante detetive de homic\u00eddios na cidade grande, at\u00e9 que um caso envolvendo um serial killer o tirou dos trilhos. Quando \u00e9 chamado para buscar evid\u00eancias em sua antiga jurisdi\u00e7\u00e3o, Deacon se depara com um assassinato que talvez esteja ligado ao criminoso que escapou. Naturalmente, ele decide ajudar um investigador mais jovem (Rami Malek) a encontrar quem est\u00e1 perseguindo e esfaqueando jovens mulheres. Washington carrega bem o cansa\u00e7o do personagem, transmitindo a sensa\u00e7\u00e3o de que se trata de um homem profundamente quebrado, cheio de dem\u00f4nios pessoais e assuntos inacabados; mesmo quando o thriller de John Lee Hancock entra em modo \u201cbanho-maria\u201d, d\u00e1 para sentir o astro acrescentando seus pr\u00f3prios toques de \u00e9minence grise, especialmente quando o suspeito exagerado de Jared Leto entra em cena. \u2014DF<\/p>\n<h3 data-end=\"751\" data-start=\"666\">30. A Hist\u00f3ria de um Soldado (1984)<\/h3>\n<p class=\"\" data-end=\"731\" data-start=\"0\">Washington \u00e9 apenas um dos membros do elenco do mist\u00e9rio indicado ao Oscar dirigido por Norman Jewison, sobre o assassinato de um oficial em um acampamento militar afro-americano durante a Segunda Guerra Mundial. Mas ele se destaca imediatamente \u2014 interpretando um dur\u00e3o de \u00f3culos cuja avers\u00e3o aos superiores \u00e9 profunda. (Washington j\u00e1 havia interpretado o mesmo papel na montagem teatral original da hist\u00f3ria, intitulada <em data-end=\"440\" data-start=\"422\">A Soldier\u2019s Play<\/em>.) Em muitos de seus primeiros pap\u00e9is, o ator chamava aten\u00e7\u00e3o pela humanidade, leveza ou melancolia envolvente que trazia aos personagens; aqui, \u00e9 a intensidade que impressiona. E, sem revelar demais, h\u00e1 um motivo para isso. Um filme essencial para entender o in\u00edcio da trajet\u00f3ria de Denzel.<\/p>\n<h3 data-end=\"822\" data-start=\"733\">29. Muito Barulho por Nada (1993)<\/h3>\n<p class=\"\" data-end=\"822\" data-start=\"733\">A adapta\u00e7\u00e3o barulhenta (e exagerada) de Kenneth Branagh para a com\u00e9dia de William Shakespeare tem uma ideia genuinamente brilhante \u2014 escalar Denzel Washington e Keanu Reeves como meio-irm\u00e3os. Como o pr\u00edncipe aragon\u00eas Dom Pedro, Washington transmite com naturalidade a leveza e sabedoria de um l\u00edder, enquanto Reeves, quase c\u00f4mico em sua rigidez, se destaca como um antagonista amargurado e trai\u00e7oeiro. Nos palcos, Washington j\u00e1 interpretou pap\u00e9is mais centrais de Shakespeare \u2014 como Otelo e Ricardo III \u2014, mas aqui ele funciona como um contraponto equilibrado e bem-vindo \u00e0 histeria apaixonada dos outros atores.<\/p>\n<h3 data-end=\"822\" data-start=\"733\">28. Sem Limites para Vingar (1991)<\/h3>\n<p class=\"\" data-end=\"1013\" data-start=\"0\">Meu Deus, quando foi a \u00faltima vez que voc\u00ea assistiu a esse del\u00edrio febril? Divulgado como apenas mais um drama policial gen\u00e9rico, essa produ\u00e7\u00e3o de Joel Silver \u00e9, na verdade, uma extravag\u00e2ncia completamente insana sobre um assassino psic\u00f3tico (John Lithgow) em busca de vingan\u00e7a contra o her\u00f3i policial \u2014 agora promotor adjunto \u2014 que o colocou atr\u00e1s das grades. Estamos falando de conspira\u00e7\u00f5es de supremacistas brancos, assassinatos encenados, fitas de sexo adulteradas, v\u00edcio em drogas for\u00e7ado&#8230; o pacote completo. Ah, e tem tamb\u00e9m uma cena logo no in\u00edcio em que Denzel tira a roupa para prender um suspeito. S\u00e9rio: esse \u00e9 um dos filmes cult perdidos dos anos 1990. (Ser\u00e1 que teria uma reputa\u00e7\u00e3o mais \u201cnossa, isso \u00e9 uma loucura deliciosa\u201d se tivesse sido feito por algu\u00e9m como Nicolas Cage ou Samuel L. Jackson?) Washington acerta em cheio no tom \u2014 come\u00e7a com uma coragem autoconfiante que aos poucos se transforma em perplexidade, paranoia e f\u00faria, conforme o filme mergulha em suas muitas reviravoltas malucas.<\/p>\n<h3 data-end=\"1102\" data-start=\"1015\">27. Voltando a Viver (2002)<\/h3>\n<p class=\"\" data-end=\"1102\" data-start=\"1015\">Em sua estreia como diretor, Washington reservou para si um papel discreto: o do psiquiatra da Marinha cuja empatia e paci\u00eancia ajudam o marinheiro problem\u00e1tico Antwone Fisher (Derek Luke) a superar suas muitas quest\u00f5es de raiva e ressentimento. (O roteiro foi escrito pelo pr\u00f3prio Fisher.) Washington passa boa parte do filme ouvindo, e sua serenidade funciona como um contraponto eficaz \u00e0 atua\u00e7\u00e3o intensa de Luke. A tranquilidade e firmeza que ele imprime ao papel de um homem \u00edntegro elevam o desempenho de todos ao seu redor.<\/p>\n<h3 data-end=\"1102\" data-start=\"1015\">26. Dose Dupla (2013)<\/h3>\n<p class=\"\" data-end=\"578\" data-start=\"0\">Neste colorido e subestimado filme de a\u00e7\u00e3o (baseado na HQ underground da Boom! Studios), Washington se une a Mark Wahlberg para interpretar uma dupla de ladr\u00f5es de banco que, sem saberem um do outro, est\u00e3o infiltrados: ele pela DEA, Wahlberg pela intelig\u00eancia naval. Mas as reviravoltas n\u00e3o param por a\u00ed. Como era de se esperar, Washington encarna o anti-her\u00f3i s\u00f3brio e calejado, mergulhado h\u00e1 tempo demais no mundo de traficantes e pilantras \u2014 servindo como o contraponto perfeito para as perip\u00e9cias descontroladas de Wahlberg. \u00c9 um filme de parceria surpreendentemente s\u00f3lido.<\/p>\n<h3 data-end=\"578\" data-start=\"0\">25. D\u00e9j\u00e0 Vu (2006)<\/h3>\n<p class=\"\" data-end=\"578\" data-start=\"0\">Um terrorista explode uma balsa cheia de marinheiros em Nova Orleans. Washington interpreta o agente da ATF encarregado da investiga\u00e7\u00e3o; gra\u00e7as a uma nova tecnologia secreta do governo que permite espiar alguns dias no passado (!), ele descobre que uma mulher cujo corpo foi encontrado ap\u00f3s o atentado supostamente j\u00e1 havia morrido antes da explos\u00e3o. Sim, ele se torna romanticamente obcecado por ela. E a\u00ed o filme mergulha de vez no absurdo. Esque\u00e7a a dire\u00e7\u00e3o fren\u00e9tica de Tony Scott \u2014 esta \u00e9 uma das performances mais vulner\u00e1veis que Washington j\u00e1 entregou, e isso ajuda <em data-end=\"580\" data-start=\"573\">muito<\/em> a fazer com que a trama totalmente insana funcione.<\/p>\n<h3 data-end=\"578\" data-start=\"0\">24. Chamas da Vingan\u00e7a (2004)<\/h3>\n<p class=\"\" data-end=\"578\" data-start=\"0\">Um ponto alto do g\u00eanero &#8220;Denzel-Mata-Todo-Mundo&#8221;, gra\u00e7as a Tony Scott. O astro interpreta um seguran\u00e7a falido e alco\u00f3latra contratado para proteger a filha (Dakota Fanning) de um rico empres\u00e1rio da Cidade do M\u00e9xico. Quando ela \u00e9 sequestrada, ele tortura, mutila e destr\u00f3i seu caminho pelo pa\u00eds para encontrar e punir os respons\u00e1veis. Washington d\u00e1 ao seu her\u00f3i uma verdadeira nobreza, um homem quebrado que sabe que est\u00e1 quebrado \u2014 e que encontra significado e gra\u00e7a no lugar mais inesperado, ou seja, em seu ardente desejo de vingan\u00e7a.<\/p>\n<h3 data-end=\"578\" data-start=\"0\">23. Duelo de Tit\u00e3s (2000)<\/h3>\n<p class=\"\" data-end=\"578\" data-start=\"0\">Denzel se diverte bastante interpretando o orgulhoso e dur\u00e3o treinador de futebol Herman Boone, que em 1971 foi contratado para liderar a rec\u00e9m-integrada escola secund\u00e1ria T.C. Woodson, na Virg\u00ednia. Com jogadores brancos e negros desconfiados uns dos outros e uma comunidade dividida, ele precisa encontrar uma maneira de vencer jogos, conquistar a confian\u00e7a dos jogadores e transform\u00e1-los em jovens homens. (Voc\u00ea j\u00e1 sabe como isso vai acabar.) \u00c9 justo creditar ao ator por trazer determina\u00e7\u00e3o e intensidade suficientes para aumentar a carga dram\u00e1tica de um filme que poderia facilmente ser uma hist\u00f3ria inspiracional de esportes com um toque mais suave.<\/p>\n<h3 data-end=\"578\" data-start=\"0\">22. Hurricane &#8211; O Furac\u00e3o (1999)<\/h3>\n<p class=\"\" data-end=\"578\" data-start=\"0\">Nunca diga que o homem n\u00e3o \u00e9 dedicado ao seu of\u00edcio: Washington perdeu 27 kg e passou por um extenso treinamento para interpretar Rubin \u201cHurricane\u201d Carter, um boxeador peso m\u00e9dio que passou duas d\u00e9cadas na pris\u00e3o por um crime que n\u00e3o cometeu. Embora seu personagem passe grande parte do filme encarcerado, o rosto e o corpo do ator transbordam emo\u00e7\u00e3o \u2013 raiva, desesperan\u00e7a, desespero, perplexidade e, \u00e0s vezes, at\u00e9 mesmo amor. Washington faz o poss\u00edvel para transcender o roteiro com di\u00e1logos desconfort\u00e1veis e as pieguices liberais; em troca, ele ganhou algumas cenas realmente impressionantes e sua quarta indica\u00e7\u00e3o ao Oscar.<\/p>\n<h3 data-end=\"578\" data-start=\"0\">21. American Gangster (2007)<\/h3>\n<p class=\"\" data-end=\"578\" data-start=\"0\">Este grande drama policial tem Washington como o not\u00f3rio traficante de drogas de Harlem, Frank Lucas, que dominou o mercado de drogas nas d\u00e9cadas de 1960 e 1970. (Seu segredo: contrabandear hero\u00edna do sudeste asi\u00e1tico nos caix\u00f5es de soldados americanos mortos no Vietn\u00e3.) O filme em si n\u00e3o consegue superar a palidez estilizada que o diretor Ridley Scott imp\u00f5e, mas isso n\u00e3o \u00e9 culpa de Washington: ele se sai bem com a \u00e9tica de trabalho estoica e incans\u00e1vel de Lucas, e gradualmente deixa a raiva emergir \u00e0 medida que as coisas come\u00e7am a desmoronar para ele. O co-estrela Russell Crowe tamb\u00e9m est\u00e1 muito bem como o policial desleixado que se tornou advogado e ajudou a derrubar Lucas. \u00c9 definitivamente uma parceria melhor entre esses dois atores do que em <em data-end=\"769\" data-start=\"757\">Virtuosity<\/em>.<\/p>\n<h3 data-end=\"578\" data-start=\"0\">20. Filad\u00e9lfia (1993)<\/h3>\n<p class=\"\" data-end=\"578\" data-start=\"0\">Embora muitos agora considerem este filme um exemplo cl\u00e1ssico de piedade liberal equivocada e condescend\u00eancia dos anos 90, o drama jur\u00eddico de Jonathan Demme sobre a AIDS tamb\u00e9m \u00e9, n\u00e3o podemos esquecer, um filme extraordinariamente bem-feito. Como o advogado homof\u00f3bico e ca\u00e7a-ambul\u00e2ncias que assume o caso de Tom Hanks, Washington d\u00e1 verdadeira personalidade e suavidade a um personagem que facilmente poderia ter sido visto como um ignorante nojento. O ator nunca nos faz sentir a transforma\u00e7\u00e3o de seu personagem de forma for\u00e7ada; este homem, de alguma forma, continua sendo fiel a si mesmo, mesmo enquanto se torna mais tolerante e justo.<\/p>\n<h3 data-end=\"578\" data-start=\"0\">19. Coragem Sob Fogo (1996)<\/h3>\n<p class=\"\" data-end=\"578\" data-start=\"0\">Um sargento do ex\u00e9rcito (Washington) investiga a morte de uma piloto de Huey (Meg Ryan) durante a primeira Guerra do Golfo, para garantir que ela merece a Medalha de Honra. Ele \u00e9 efetivamente assombrado no melodrama de guerra de Edward Zwick, que lembra <em data-end=\"264\" data-start=\"254\">Rashomon<\/em>. Mas, com sabedoria, o ator nunca exagera no turbilh\u00e3o interior; ele ainda \u00e9, afinal, um homem militar. Este \u00e9 um homem de f\u00faria e desespero contidos, levado ao \u00e1lcool e obcecado com seu caso. E ent\u00e3o ele faz com que essa obsess\u00e3o se torne a nossa tamb\u00e9m. O poder deste filme est\u00e1 completamente em sua performance.<\/p>\n<h3 data-end=\"578\" data-start=\"0\">18. O diabo veste azul (1995)<\/h3>\n<p class=\"\" data-end=\"578\" data-start=\"0\">Quem mais poderia trazer tanto charme genu\u00edno e profissionalismo casual para o papel do famoso detetive de Walter Mosley, Easy Rawlins? Encarregado de encontrar uma mulher desaparecida, Easy se v\u00ea envolvido em uma teia inesperada de intriga, assassinato e corrup\u00e7\u00e3o pol\u00edtica. Washington permeia sua atua\u00e7\u00e3o com uma sensa\u00e7\u00e3o de perplexidade \u2013 nosso her\u00f3i est\u00e1 completamente fora de sua zona de conforto, e ele sabe disso. Mas ele persiste. Um destaque: as intera\u00e7\u00f5es hil\u00e1rias de Easy com seu amigo, o impulsivo Mouse (Don Cheadle, uma revela\u00e7\u00e3o), cujo ethos de atirar primeiro e perguntar depois \u00e9 tanto uma irrita\u00e7\u00e3o quanto uma salva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h3 data-end=\"578\" data-start=\"0\">17. Jogada Decisiva (1998)<\/h3>\n<p class=\"\" data-end=\"578\" data-start=\"0\">Spike Lee sabiamente escalou Washington para interpretar o ex-jogador de basquete do filme, que \u00e9 brevemente solto da pris\u00e3o para convencer seu filho afastado e fen\u00f4meno do basquete nacional (Ray Allen) a frequentar a alma mater do diretor da pris\u00e3o. \u00c9 uma premissa propositalmente absurda, mas a sensibilidade que Washington traz para o papel desse homem ferido e dividido \u2013 com sua combina\u00e7\u00e3o de orgulho, ressentimento e vergonha \u2013 enquanto tenta se reconectar com seu filho, \u00e9 avassaladora. Sem sua atua\u00e7\u00e3o, a hist\u00f3ria poderia ter ficado presa no absurdo; ele transforma esse filme selvagem e excessivamente recheado em algo como uma grande obra humanista.<\/p>\n<h3 data-end=\"578\" data-start=\"0\">16. Por um Triz (2003)<\/h3>\n<p>Reunindo-se com o diretor de <em>Devil in a Blue Dress<\/em>, Carl Franklin, Washington brilha como um xerife de uma pequena cidade da Fl\u00f3rida, cujo caso com uma mulher casada local (Sanaa Lathan) o leva a fazer algumas coisas bastante reprov\u00e1veis \u2013 todas as quais se complicam quando cad\u00e1veres come\u00e7am a aparecer. Nosso her\u00f3i se transforma diante de nossos olhos \u2013 de um operador confiante e tranquilo que pode manipular a lei quando bem entende, para um homem desesperado que percebe que est\u00e1 sendo incriminado. Este \u00e9 um grande e subestimado noir moderno, e a performance de Washington \u00e9 uma das principais raz\u00f5es para isso.<\/p>\n<h3>15. Incontrol\u00e1vel (2010)<\/h3>\n<p>No \u00faltimo filme que Washington fez com seu diretor de longa data Tony Scott, ele interpreta um veterano maquinista de trem que precisa trabalhar com o novato Chris Pine para tentar parar um trem desgovernado carregado com produtos qu\u00edmicos perigosos. Este \u00e9 um exemplo cl\u00e1ssico da f\u00f3rmula do Denzel nos \u00faltimos anos: o profissional experiente que j\u00e1 est\u00e1 h\u00e1 tempo demais no cargo e precisa ensinar um colega mais jovem em quem ele inicialmente n\u00e3o confia. E ele \u00e9 muito tocante aqui, transmitindo tanto orgulho pelo seu trabalho quanto amargura pelo fato de ser claramente considerado substitu\u00edvel pelos seus chefes. Al\u00e9m disso, o filme \u00e9 absurdamente emocionante.<\/p>\n<h3>14. O Sequestro do Metr\u00f4 1 2 3 (2009)<\/h3>\n<p>What is it with Denzel, Tony Scott, and trains? In this estiloso remake do cl\u00e1ssico de 1974 sobre ref\u00e9ns no metr\u00f4 de Nova York, Washington interpreta um executivo do sistema de transporte que foi rebaixado ap\u00f3s um esc\u00e2ndalo de suborno. Ele tem a chance de se redimir quando o ex-policial John Travolta, com uma personalidade flamboyant e calculista, e uma equipe de criminosos sequestram um trem do metr\u00f4. Esque\u00e7a a dire\u00e7\u00e3o frequentemente fragmentada e a cacofonia visual; a performance comedida de Washington como um homem ferido tentando apenas fazer seu trabalho funciona muito bem, fazendo um \u00f3timo contraste com o vil\u00e3o exibido e barroco de Travolta.<\/p>\n<h3>13. A Trag\u00e9dia de Macbeth (2021)<\/h3>\n<p>Como a maioria dos atores que come\u00e7aram no teatro, Washington tem um longo relacionamento com as obras de Shakespeare \u2014 um de seus primeiros trabalhos profissionais foi em uma produ\u00e7\u00e3o de <em data-end=\"199\" data-start=\"188\">Coriolano<\/em> no Public Theater em 1979, atuando ao lado de Morgan Freeman. Sua interpreta\u00e7\u00e3o do homem que se tornaria rei a qualquer custo transforma um dos personagens mais complicados de Shakespeare em algu\u00e9m para quem o tempo e a hora se estendem por um dos dias mais dif\u00edceis. Tentado pelas profecias das bruxas e pela escorregadia Lady Macbeth, interpretada por Frances McDormand, seu guerreiro \u00e9 inicialmente intoxicado pela ideia de tomar o poder. Ent\u00e3o, uma vez que ele consiga chegar ao topo atrav\u00e9s de assassinatos, Washington faz com que seu rei pare\u00e7a tanto movido pela raiva quanto exausto de tudo; antes de dar um tapa e esfaquear Young Siward at\u00e9 a morte, o ator deixa seu Macbeth se afundar em seu trono, como se todo o poder adquirido o pesasse a ponto de mal conseguir se sentar direito. Pesada \u00e9 a cabe\u00e7a que usa a coroa, de fato. A adapta\u00e7\u00e3o em preto e branco dirigida por Joel Coen mant\u00e9m as coisas estilisticamente simples, mas marcantes, conferindo a essa vers\u00e3o de <em data-end=\"1199\" data-start=\"1176\">A Trag\u00e9dia de Macbeth<\/em> uma sensa\u00e7\u00e3o cinematogr\u00e1fica \u00fanica. No entanto, o grande destaque \u00e9 o prazer de ver Washington imprimir toda essa f\u00faria com uma cad\u00eancia que, de vez em quando, parece at\u00e9 um pouco emprestada de <em data-end=\"1414\" data-start=\"1394\">Dia de Treinamento<\/em>, tornando essa experi\u00eancia eletricamente envolvente. \u2014DF<\/p>\n<h3>12. Tempo de Gl\u00f3ria (1989)<\/h3>\n<p>A maioria das pessoas acredita que aquela l\u00e1grima, deslizando silenciosamente por seu rosto enquanto ele suporta desafiadoramente uma surra, foi o momento que garantiu a Washington seu primeiro Oscar no aclamado \u00e9pico de Ed Zwick sobre soldados afro-americanos na Guerra Civil. Mas como o soldado Privado Trip, um escravo fugitivo rebelde e c\u00ednico, o ator \u00e9 eletrizante do in\u00edcio ao fim. Ele torna o desprezo e a dor de Trip palp\u00e1veis \u2014 o que, por sua vez, alimenta sua crescente necessidade de pertencimento. Embora o personagem semeie o caos, ele tamb\u00e9m parece ser muitas vezes a \u00fanica pessoa que v\u00ea as coisas pelo que realmente s\u00e3o. \u00c9 uma performance de estrela, seja como ator coadjuvante ou principal.<\/p>\n<h3>11. Um Grito de Liberdade (1987)<\/h3>\n<p>O diretor Richard Attenborough n\u00e3o conseguiu fazer por Steven Biko, o ativista sul-africano m\u00e1rtir, o que fez por Gandhi neste drama ambientado na era do apartheid, mas n\u00e3o se culpe por isso. Sua interpreta\u00e7\u00e3o de Biko \u00e9 incrivelmente carism\u00e1tica, divertida, inteligente e at\u00e9 um pouco bem-humorada \u2014 assistindo \u00e0 sua performance como o lend\u00e1rio l\u00edder, fica f\u00e1cil entender por que tantas pessoas foram atra\u00eddas por ele e por que o governo o temia tanto. Ent\u00e3o, por que voc\u00ea pergunta, grande parte do foco do filme est\u00e1 realmente no jornalista branco (Kevin Kline) que escreveu o material original? (Quanto tempo voc\u00ea tem?) Kline, claro, n\u00e3o faz um papel ruim \u2014 mas o filme basicamente perde seu f\u00f4lego sempre que Washington n\u00e3o est\u00e1 em cena. Quando ele est\u00e1, no entanto&#8230; cuidado.<\/p>\n<h3>10. O Poderoso Quinn\u00a0(1989)<\/h3>\n<p>Esque\u00e7a a refer\u00eancia ao Dylan no t\u00edtulo; Washington, como o chefe de pol\u00edcia caribenho Xavier Quinn, \u00e9 um homem tentando descobrir se seu melhor amigo (Robert Townsend), suspeito de assassinato, \u00e9 culpado. O enredo segue seu curso de forma tranquila, e Denzel \u00e9 a ess\u00eancia do profissionalismo descontra\u00eddo enquanto lida com oficiais corruptos, crimes macabros, donas de casa sedutoras e suas pr\u00f3prias lealdades divididas. \u00c9 um filme estranho, mas cativante, com &#8220;um desses pap\u00e9is que cria uma estrela de cinema da noite para o dia&#8221;. Foi assim que Roger Ebert descreveu a atua\u00e7\u00e3o de Washington neste policial descontra\u00eddo e sexy. E ele n\u00e3o estava errado.<\/p>\n<h3>9. Mar\u00e9 Vermelha (1995)<\/h3>\n<p>A primeira colabora\u00e7\u00e3o do ator com o diretor Tony Scott \u00e9 o melhor filme que eles fizeram juntos \u2013 um thriller nuclear de tirar o f\u00f4lego, que coloca o s\u00e1dico capit\u00e3o de submarino Gene Hackman contra seu segundo em comando racional e respons\u00e1vel (duas tentativas). Este \u00e9 um \u00f3timo &#8220;filme de caras&#8221;, que coloca o superior, que segue as regras, contra o novato autossacrificante e moralmente \u00edntegro. Os dois atores se divertem imensamente ao se confrontarem, e o estilo elevado do diretor Scott, explorando a claustrofobia do submarino, combina perfeitamente com todo o estardalha\u00e7o macho em exibi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h3>8. Gladiador 2 (2024)<\/h3>\n<p>Adoramos o Denzel quando ele interpreta o her\u00f3i nobre, o homem de a\u00e7\u00e3o justo, a alma decente que ajudar\u00e1 a curvar o arco da hist\u00f3ria em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 justi\u00e7a. Tamb\u00e9m amamos quando a estrela de cinema tem a oportunidade de se deixar levar e se entregar totalmente ao papel de vil\u00e3o \u2014 e, cara, ele nos entrega um vil\u00e3o incr\u00edvel na sequ\u00eancia de Ridley Scott para seu vencedor do Oscar de 2000. Seu personagem, um ex-escravo que se torna um poderoso corretor de poder na Roma Antiga, chamado Macrinus, faz um pacto faustiano com o prisioneiro de guerra interpretado por Paul Mescal: &#8220;Lute por mim, e voc\u00ea ter\u00e1 n\u00e3o apenas um caminho para a liberdade, mas tamb\u00e9m a chance de vingar a morte de sua esposa.&#8221; Mas Macrinus tamb\u00e9m percebe que esse guerreiro excepcional \u00e9 sua entrada no c\u00edrculo interno do imp\u00e9rio, e ele far\u00e1 qualquer coisa \u2014 enganar, seduzir, chantagear e at\u00e9 matar \u2014 para garantir que chegue l\u00e1. Washington parece se divertir mais com esse papel de manipulador moralmente question\u00e1vel do que nunca, desde <em data-end=\"1023\" data-start=\"1009\">Training Day<\/em> \u2014 basta ouvir o jeito alegre com que ele grita por &#8220;mais vinho!&#8221; antes de interrogar um pobre coitado, ou como ele amea\u00e7a um senador dizendo: &#8220;Eu sou dono da sua casa, quero sua lealdade.&#8221; Seu Macrinus \u00e9 uma carta selvagem. Voc\u00ea realmente n\u00e3o tem ideia do que ele far\u00e1 a seguir, e isso \u00e9 antes de ele fazer um n\u00famero com uma cabe\u00e7a decapitada.<\/p>\n<h3>7. O Plano Perfeito (2006)<\/h3>\n<p>O sucesso de <em data-end=\"25\" data-start=\"13\">Inside Man<\/em>, filme de Spike Lee, \u00e9 mais do que um suspense policial \u2013 \u00e9 uma verdadeira carta de amor a Nova York. Tamb\u00e9m \u00e9 uma demonstra\u00e7\u00e3o surpreendentemente poderosa da incr\u00edvel versatilidade de Denzel Washington. Quando um grupo de criminosos faz ref\u00e9ns em um banco, o problem\u00e1tico detetive da NYPD, Keith Frazier, tenta negociar a libera\u00e7\u00e3o. Na verdade, o filme todo \u00e9 uma s\u00e9rie de negocia\u00e7\u00f5es \u2014 Frazier conversa n\u00e3o apenas com os criminosos, mas tamb\u00e9m com um pequeno ex\u00e9rcito de espectadores, oficiais pol\u00edticos, um misterioso corretor (interpretado por Jodie Foster) e, por meio de uma s\u00e9rie de flash-forwards, com os ref\u00e9ns depois de libertados. \u00c0s vezes ele \u00e9 um policial dur\u00e3o, outras vezes ele \u00e9 amig\u00e1vel, em alguns momentos \u00e9 deferente. Mas, em todos esses momentos, ele mant\u00e9m a calma, mesmo quando a situa\u00e7\u00e3o ao seu redor se torna cada vez mais desesperadora. \u00c9 o Denzel em sua melhor forma.<\/p>\n<h3>6. Mississippi Masala (1992)<\/h3>\n<p>Em uma de suas performances mais sensuais, Denzel Washington interpreta um astuto faxineiro do Mississippi que se apaixona pela imigrante indiana independente interpretada por Sarita Choudhury. O romance de Mira Nair, repleto de humanidade e desejo, coloca a &#8220;paix\u00e3o&#8221; de volta na &#8220;compaix\u00e3o&#8221;. Denzel navega pela jornada de seu personagem \u2013 de um empres\u00e1rio charmoso, confiante e at\u00e9 um pouco arrogante, para um rom\u00e2ntico incur\u00e1vel \u2013 com um magnetismo not\u00e1vel, e ele e Choudhury t\u00eam uma qu\u00edmica incr\u00edvel juntos. At\u00e9 suas conversas telef\u00f4nicas irradiam calor.<\/p>\n<h3>5. Um Limite Entre N\u00f3s (2016)<\/h3>\n<p>Washington j\u00e1 havia conquistado um Tony por interpretar Troy Maxson, o imponente patriarca no centro da pe\u00e7a de August Wilson sobre a vida negra na d\u00e9cada de 1950, na Broadway em 2010; quando chegou a hora de levar esta pe\u00e7a vencedora do Pulitzer para as telas, Denzel acabou fazendo um trabalho duplo como ator e diretor. E, desde o momento em que Washington nos conta uma hist\u00f3ria sobre lutar contra a Morte em um empate, \u00e9 poss\u00edvel perceber como ele est\u00e1 transformando o personagem de Wilson, o homem comum da classe trabalhadora, em algu\u00e9m maior que a vida. Maxson \u00e9 um homem com &#8220;mais hist\u00f3rias do que o diabo tem pecadores&#8221; \u2014 um trabalhador da limpeza urbana nos anos 50 que adora uma boa hist\u00f3ria, uma dose de bebida e sua bela esposa, Rose (a vencedora do Oscar Viola Davis), que \u00e9 sua rocha. Ele tamb\u00e9m est\u00e1 espiritualmente quebrado, sofrendo com um passado dif\u00edcil, inseguran\u00e7as pessoais e as dificuldades de ser um homem negro na Am\u00e9rica de Eisenhower. Ou seja, \u00e9 muito. Mas, ao assistir Washington recalibrando seu Troy diante da c\u00e2mera em vez de diante de uma plateia, vemos o ator se aprofundando nas profundezas de um grande papel teatral. Ele entrega cada triunfo e trag\u00e9dia do personagem, as decep\u00e7\u00f5es e arrependimentos, os momentos de alegria, e a sensa\u00e7\u00e3o de algu\u00e9m que esconde dor e raiva sob muita blufaria. E suas trocas com os colegas de elenco (notavelmente Davis, Stephen McKinley Henderson e Jovan Adepo) s\u00e3o como uma aula magistral de atua\u00e7\u00e3o em troca e resposta. Mesmo quando o filme come\u00e7a a se aproximar de suas ra\u00edzes teatrais, a performance de Washington nunca soa for\u00e7ada ou teatral demais. \u00c9 um grande ator interpretando a obra de um grande escritor e se apropriando dela ao mesmo tempo. \u2014DF<\/p>\n<h3>4. O Voo (2012)<\/h3>\n<p>O ator oferece uma de suas maiores performances como Whip Whitaker, um piloto cujos feitos heroicos durante um acidente a\u00e9reo acabam revelando, inadvertidamente, a extens\u00e3o de seu v\u00edcio em drogas e \u00e1lcool. Indignado por algu\u00e9m ousar questionar suas a\u00e7\u00f5es depois de salvar centenas de pessoas, Whip mergulha cada vez mais em raiva e ressentimento. Este \u00e9 um papel que exige uma gama impressionante de emo\u00e7\u00f5es, j\u00e1 que nosso her\u00f3i passa da confian\u00e7a para a nega\u00e7\u00e3o, do medo \u00e0 devasta\u00e7\u00e3o. Apesar de todos os efeitos incr\u00edveis e da tens\u00e3o \u2013 o diretor Robert Zemeckis encena o acidente a\u00e9reo com uma suspense de dar ataque card\u00edaco \u2013 o verdadeiro drama da hist\u00f3ria se desenrola no rosto de Denzel. Ele \u00e9 simplesmente impressionante.<\/p>\n<h3>3. Mais e Melhores Blues (1990)<\/h3>\n<p>Nem todo mundo sabia como interpretar o drama de jazz de Spike Lee, sobre um talentoso, mas egoc\u00eantrico trompetista dividido entre duas mulheres e relutante em fazer concess\u00f5es. (Era o filme do diretor seguinte a <em data-end=\"233\" data-start=\"213\">Do the Right Thing<\/em>, e muitas pessoas ainda esperavam o Spike raivoso.) Hoje, no entanto, o filme parece uma quase obra-prima: uma medita\u00e7\u00e3o \u00e9pica sobre amor, desejo, arte e amizade, tudo ancorado pela performance maravilhosamente sensual de Washington. O m\u00fasico \u00e9 um grande talento, mas tamb\u00e9m um cafajeste \u2013 e o ator nos permite ver e sentir tanto o carisma quanto a hipocrisia. Al\u00e9m disso, ele comanda absolutamente o palco durante aqueles n\u00fameros de jazz improvisados e descomplicados, nos quais assume diferentes posturas, vozes e ritmos com uma gra\u00e7a quase xam\u00e2nica. Esta \u00e9 a vers\u00e3o mais solta de Washington: uma performance surpreendentemente viva e presente no momento, uma combina\u00e7\u00e3o perfeita para um homem vivendo (e se perdendo) no agora.<\/p>\n<h3>2. Dia de Treinamento (2001)<\/h3>\n<p>O filme que rendeu a Washington seu segundo Oscar ainda \u00e9 talvez o papel mais conhecido dele. Como o impiedosamente corrupto detetive da LAPD, Alonzo Harris, que submete o novato Jake Hoyt (Ethan Hawke) ao que inicialmente parece ser o pior ritual de inicia\u00e7\u00e3o do mundo, Washington nos mant\u00e9m constantemente inseguros quanto \u00e0s suas verdadeiras inten\u00e7\u00f5es: ele est\u00e1 simplesmente ensinando Jake a sobreviver nas ruas? Ou ele tem algo mais nefasto em mente? Esse senso de nunca saber onde estamos com o personagem torna a performance irresist\u00edvel, um ato de equil\u00edbrio incr\u00edvel. E quando Harris finalmente vai para um n\u00edvel completamente exagerado, \u00e9 uma atua\u00e7\u00e3o digna de Jimmy Cagney. Na era moderna, \u00e9 dif\u00edcil imaginar algu\u00e9m al\u00e9m de Denzel conseguindo fazer isso. \u201cKing Kong n\u00e3o tem nada sobre mim!\u201d<\/p>\n<h3>1. Malcolm X (1992)<\/h3>\n<p>Esta performance monumental como o l\u00edder dos direitos civis assassinado em <em data-end=\"86\" data-start=\"75\">Malcolm X<\/em>, o aclamado filme biogr\u00e1fico de Spike Lee, continua sendo a maior realiza\u00e7\u00e3o de Denzel at\u00e9 hoje \u2013 uma jornada que abrange o homem desde pequeno criminoso at\u00e9 prisioneiro, pregador, l\u00edder e, finalmente, m\u00e1rtir. Mas este Malcolm \u00e9 um esfor\u00e7o acumulado: em cada fase, vemos fragmentos do homem que ele foi, de modo que ele est\u00e1 sempre em di\u00e1logo com seus &#8220;eus&#8221; passados. (Isso n\u00e3o \u00e9 apenas um trabalho s\u00f3lido de caracteriza\u00e7\u00e3o, mas um tema real do filme.) Lee e Washington argumentam que o que tornava Malcolm t\u00e3o magn\u00e9tico e poderoso era sua destila\u00e7\u00e3o dessas muitas experi\u00eancias \u2013 que ele realmente entendia o que significava ser pobre, despossu\u00eddo e irado na primeira metade do s\u00e9culo 20. O ator habita o papel t\u00e3o completamente em cada uma dessas transforma\u00e7\u00f5es que, na \u00e9poca, era dif\u00edcil imaginar que ele faria outro filme ap\u00f3s esse. Surpreendentemente, ele estava apenas come\u00e7ando.<\/p>\n<p><em>Artigo publicado na Rolling Stone. Para ler o original em ingl\u00eas, clique aqui.<\/em><\/p>\n<p><strong>+++LEIA MAIS: Highest 2 Lowest, novo filme de Spike Lee com Denzel Washington, ganha trailer<\/strong><\/p>\n<p><strong>+++LEIA MAIS: Denzel Washington admite que far\u00e1 pouqu\u00edssimos filmes no futuro<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<p><br \/>\n<br \/>Fonte: <a href=\"https:\/\/rollingstone.com.br\/cinema\/todos-os-filmes-de-denzel-washington-do-pior-ao-melhor\/\">rollingstone.com.br<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Desde a estreia de Denzel Washington no cinema no in\u00edcio dos anos 1980, o ator tem apresentado algumas das atua\u00e7\u00f5es mais incr\u00edveis da atualidade ao longo de mais de tr\u00eas d\u00e9cadas: quem pode negar seu trabalho cativante em filmes como Um Grito de Liberdade, Mais e Melhores Blues\u00a0ou\u00a0A Trag\u00e9dia de Macbeth? 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