{"id":17940,"date":"2025-05-05T00:46:38","date_gmt":"2025-05-05T03:46:38","guid":{"rendered":"https:\/\/mussicom.com\/simple-minds-expressa-gratidao-por-hit-de-filme-comenta-vida-estilo-the-white-lotus-e-promete-album-novo\/"},"modified":"2025-05-05T00:46:38","modified_gmt":"2025-05-05T03:46:38","slug":"simple-minds-expressa-gratidao-por-hit-de-filme-comenta-vida-estilo-the-white-lotus-e-promete-album-novo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/simple-minds-expressa-gratidao-por-hit-de-filme-comenta-vida-estilo-the-white-lotus-e-promete-album-novo\/","title":{"rendered":"Simple Minds expressa gratid\u00e3o por hit de filme, comenta vida &#8216;estilo The White Lotus&#8217; e promete \u00e1lbum novo"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>Ap\u00f3s mais de uma d\u00e9cada sem visitar o Brasil, <strong>Simple Minds<\/strong> retorna ao pa\u00eds para show \u00fanico em S\u00e3o Paulo neste domingo, 4.\u00a0<\/p>\n<p>Em entrevista \u00e0 <em><strong>Rolling Stone Brasil<\/strong><\/em>, o vocalista <strong>Jim Kerr<\/strong> confessou estar \u201cchocado\u201d com o per\u00edodo longe dos f\u00e3s sul-americanos. \u201cSempre foi emocionante tocar no Brasil, mas depois de tanto tempo, ser\u00e1 um prazer nos reconectar e restabelecer o contato\u201d, disse.<\/p>\n<p>\u201cDon&#8217;t You (Forget About Me)\u201d, can\u00e7\u00e3o que marcou os anos 1980 como trilha sonora de <em><strong>Clube dos Cinco<\/strong><\/em> (1985), alavancou a carreira do grupo escoc\u00eas. No entanto, seus membros estavam relutantes sobre a faixa.\u00a0<\/p>\n<p>\u201cNa \u00e9poca, para os cr\u00edticos \u2014 e para a nossa autoestima tamb\u00e9m \u2014 era importante ser um artista s\u00e9rio, e isso significava escrever suas pr\u00f3prias m\u00fasicas. N\u00f3s escrev\u00edamos todas. Quando surgiu a proposta de participar do filme, achamos interessante. Mas quando disseram que j\u00e1 havia uma m\u00fasica para o filme, nossa rea\u00e7\u00e3o foi: \u201cN\u00e3o, n\u00e3o, n\u00e3o. Deixem outra banda fazer. A gente faz as nossas\u201d. Essa foi a resist\u00eancia inicial\u201d, lembrou <strong>Kerr<\/strong>.<\/p>\n<p>O cantor, por\u00e9m, afirmou que, ao conhecer o diretor do filme, \u201c<strong>John Hughes<\/strong>, e o produtor da faixa, <strong>Keith Forsey<\/strong>\u201d, percebeu que dar sonoridade ao que se tornaria um hit era um desafio que valia a pena.<\/p>\n<p><iframe title=\"Simple Minds - Don&#039;t You (Forget About Me)\" width=\"800\" height=\"450\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/CdqoNKCCt7A?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>Na mesma d\u00e9cada, a cena punk inglesa estava em ebuli\u00e7\u00e3o. Ainda que o <strong>Simple Minds<\/strong> n\u00e3o tenha se apropriado do g\u00eanero, a banda usou a fama como plataforma para o ativismo. Em 1988, por exemplo, o grupo participou de um concerto no Est\u00e1dio de Wembley, na Inglaterra, em homenagem aos 70 anos de <strong>Nelson Mandela<\/strong> e em protesto ao apartheid.<\/p>\n<p><iframe title=\"Simple Minds - Mandela Day\" width=\"800\" height=\"450\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/xfk13uUuD8Q?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>Hoje, <strong>Kerr<\/strong> acredita que \u00e9 a vez de outras gera\u00e7\u00f5es: \u201cJ\u00e1 fiz minha parte. Agora \u00e9 a vez das novas gera\u00e7\u00f5es. Sou um cara mais velho, com menos tempo \u00e0 frente. Esse \u00e9 o mundo de voc\u00eas. Minha miss\u00e3o agora \u00e9 sentar sob uma \u00e1rvore e sonhar um pouco\u201d.<\/p>\n<p>O m\u00fasico vive um de seus sonhos de inf\u00e2ncia: morar na It\u00e1lia, onde tamb\u00e9m \u00e9 dono de um hotel. O guitarrista <strong>Charlie Burchill<\/strong>, amigo e cofundador da banda, \u00e9 seu vizinho em Taormina, na Sic\u00edlia. O lugar recebeu mais aten\u00e7\u00e3o ao servir de loca\u00e7\u00e3o para a segunda temporada de <strong><em>The White Lotus<\/em><\/strong>. <strong>Kerr <\/strong>nunca assistiu \u00e0 s\u00e9rie, mas brincou dizendo que teve seu \u201csegredo\u201d descoberto pelos turistas.<\/p>\n<p><iframe title=\"The White Lotus - 2\u00aa Temporada | Trailer Legendado | HBO Max\" width=\"800\" height=\"450\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/FIyCUtZoriU?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><strong>Burchill<\/strong> e ele s\u00e3o os \u00fanicos membros originais do <strong>Simple Minds<\/strong> que resistiram aos anos. Agora, a dupla planeja lan\u00e7amentos in\u00e9ditos: \u201cTemos ideias, m\u00fasicas. Mas tamb\u00e9m estamos gravando m\u00fasicas novas: h\u00e1 duas semanas, gravamos oito faixas em Londres, ainda n\u00e3o finalizadas, mas empolgantes. E \u00e9 \u00f3timo terminar a turn\u00ea com algo novo esperando. Significa que a criatividade, que \u00e9 o cora\u00e7\u00e3o de tudo, continua viva\u201d.<\/p>\n<p>Leia abaixo a entrevista na \u00edntegra com o <strong>Simple Minds<\/strong>.<\/p>\n<hr\/>\n<p><strong>Rolling Stone Brasil: Ol\u00e1, Jim, como vai?<\/strong><br \/>Jim Kerr: Muito bem, obrigado. \u00c9 um prazer falar com voc\u00ea.<\/p>\n<p><strong>Rolling Stone Brasil: E onde voc\u00ea est\u00e1 agora?<\/strong><br \/>Jim Kerr: Estou em Londres hoje. Passamos a semana por aqui fazendo muita divulga\u00e7\u00e3o, e voc\u00ea \u00e9 a \u00faltima entrevista da semana.<\/p>\n<p><strong>Rolling Stone Brasil: Ah, estou me sentindo especial agora.<\/strong><br \/>Jim Kerr: Na verdade, n\u00e3o. Voc\u00ea \u00e9 a pen\u00faltima. Tem mais uma amanh\u00e3. Mas \u00e9 a \u00faltima de hoje.<\/p>\n<p><strong>Rolling Stone Brasil: Ok, ent\u00e3o. Estou um pouco doente, ent\u00e3o, se minha voz estiver ruim e voc\u00ea n\u00e3o entender, me avise, por favor. Mas vamos l\u00e1. J\u00e1 faz mais de uma d\u00e9cada desde a \u00faltima vez que o Simple Minds veio ao Brasil. O que voc\u00ea espera dessa pr\u00f3xima visita?<\/strong><br \/>Jim Kerr: Antes de tudo, estou chocado. Eu sabia que fazia um tempo, que n\u00e3o v\u00ednhamos desde antes da COVID, mas n\u00e3o tinha no\u00e7\u00e3o de quanto tempo exatamente. Isso faz com que tudo pare\u00e7a novo e empolgante de novo. Sempre foi emocionante tocar no Brasil, mas depois de tanto tempo, ser\u00e1 um prazer nos reconectar e restabelecer o contato. E a melhor forma de fazer isso \u00e9 com um grande show \u2014 esse \u00e9 o desafio que temos pela frente. Mas estamos confiantes. A banda tem tocado bastante e recebido \u00f3timas cr\u00edticas e rea\u00e7\u00f5es. Estamos na primavera e prontos para mais uma turn\u00ea, todos animados.<\/p>\n<p><strong>Rolling Stone Brasil: E vai sobrar um tempo para assistir a uma partida de futebol, talvez?<\/strong><br \/>Jim Kerr: Talvez, sim. Algu\u00e9m at\u00e9 comentou isso hoje mais cedo. Se der, ficaremos muito felizes.<\/p>\n<p><strong>Rolling Stone Brasil: Quando voc\u00ea come\u00e7ou a banda, meus pais ainda eram crian\u00e7as, ent\u00e3o eu nem era nascido. Entrevistei o Garbage um dia desses e contei para minha madrinha, e ela disse: \u201cSe voc\u00ea entrevistar o Simple Minds, eu morro!\u201d. E aqui estou eu, falando com voc\u00ea. Ela mandou uma pergunta: \u201cDon\u2019t You (Forget About Me)\u201d \u00e9 um hino dos anos 1980 e continua forte at\u00e9 hoje. Como \u00e9 saber que milh\u00f5es de pessoas amam essa m\u00fasica e que ela mudou vidas?<\/strong><br \/>Jim Kerr: \u00c9 uma honra ter uma m\u00fasica que se tornou um s\u00edmbolo de uma gera\u00e7\u00e3o, como voc\u00ea disse. Tamb\u00e9m \u00e9 uma grande responsabilidade, especialmente ao toc\u00e1-la ao vivo. Tocamos essa m\u00fasica milhares de vezes. E quando se faz algo tantas vezes, \u00e9 f\u00e1cil cair na rotina. Mas nunca perdemos a no\u00e7\u00e3o do que essa m\u00fasica significa para as pessoas. De alguma forma, sempre que a tocamos, sentimos como se fosse a primeira vez. Mantemos aquele entusiasmo. Conseguimos reviver a emo\u00e7\u00e3o de quando ela tocou no r\u00e1dio ou passou na MTV pela primeira vez. Voc\u00ea podia sentir que ela estava se tornando um marco geracional. E \u00e9 isso \u2014 uma honra ser associado a uma m\u00fasica assim.<\/p>\n<p><strong>Rolling Stone Brasil: Voc\u00ea acha que essa m\u00fasica tamb\u00e9m mudou sua vida? Por que voc\u00eas estavam t\u00e3o relutantes em grav\u00e1-la?<\/strong><br \/>Jim Kerr: Na \u00e9poca, para os cr\u00edticos \u2014 e para a nossa autoestima tamb\u00e9m \u2014 era importante ser um artista s\u00e9rio, e isso significava escrever suas pr\u00f3prias m\u00fasicas. N\u00f3s escrev\u00edamos todas. Quando surgiu a proposta de participar do filme, achamos interessante. Mas quando disseram que j\u00e1 havia uma m\u00fasica para o filme, nossa rea\u00e7\u00e3o foi: \u201cN\u00e3o, n\u00e3o, n\u00e3o. Deixem outra banda fazer. A gente faz as nossas\u201d. Essa foi a resist\u00eancia inicial. Mas depois conhecemos o diretor, John Hughes, e o produtor da faixa, Keith Forsey, dois caras incr\u00edveis, muito entusiasmados. Eles tinham a m\u00fasica, mas n\u00e3o tinham o som. Eles queriam o som, o clima, a emo\u00e7\u00e3o que o Simple Minds podia trazer. Vimos um desafio art\u00edstico nisso. Ainda assim, gravamos pensando: &#8220;Provavelmente isso n\u00e3o vai dar em nada&#8221;. Talvez virasse um lado B ou uma faixa esquecida em um filme qualquer. Mas ao menos poder\u00edamos dizer que tentamos. E ainda bem que tentamos.<\/p>\n<p><strong>Rolling Stone Brasil: Voc\u00ea j\u00e1 contou em outras entrevistas que planejava ir a um show dos Sex Pistols, mas acabou indo num da Patti Smith. Isso \u00e9 meio simb\u00f3lico. O que isso representa na sua carreira?<\/strong><br \/>Jim Kerr: Foi incr\u00edvel. \u00c9ramos jovens e quer\u00edamos basicamente tr\u00eas coisas: viajar \u2014 viv\u00edamos de carona, de Glasgow at\u00e9 Londres, depois Paris. \u00cdamos para onde sab\u00edamos que havia shows. Na \u00e9poca, Londres estava fervendo com o punk. Mas antes disso, nosso primeiro contato com o punk foi com a cena de Nova York \u2014 <strong>Patti Smith<\/strong>, <strong>Talking Heads<\/strong>,<strong> Television<\/strong>&#8230; Am\u00e1vamos aquilo. O punk londrino era mais &#8220;foda-se o governo&#8221;. J\u00e1 o de Nova York, tirando os <strong>Ramones<\/strong>, era mais po\u00e9tico, bo\u00eamio \u2014 e isso nos encantava. Mas ador\u00e1vamos os dois.<\/p>\n<p><strong>Rolling Stone Brasil: Mas voc\u00eas n\u00e3o seguiram exatamente o caminho do punk, n\u00e9? Ainda assim, d\u00e1 para dizer que voc\u00eas foram ativistas com suas m\u00fasicas. Voc\u00ea acha que o g\u00eanero importa nesse contexto?<\/strong><br \/>Jim Kerr: Boa pergunta. Acho que voc\u00ea sabe que participamos dos shows pelo <strong>Nelson Mandela<\/strong>, por exemplo. Muitas vezes nos pergunt\u00e1vamos: \u201cSer\u00e1 que isso muda algo? Ser\u00e1 que essa m\u00fasica realmente ajuda?\u201d Mas lembro que, ap\u00f3s <strong>Mandela<\/strong> ser liberto, ele veio a Londres e se reuniu com v\u00e1rios artistas que apoiaram o movimento anti-apartheid. E ele disse: \u201cQuando n\u00e3o t\u00ednhamos voz, ouv\u00edamos as vozes das m\u00fasicas, dos artistas, jornalistas, pintores\u2026 E isso foi o oxig\u00eanio que nos manteve vivos.\u201d Se algu\u00e9m como <strong>Mandela<\/strong> te diz isso, ent\u00e3o, sim, a m\u00fasica importa. Pode ajudar. Hoje o mundo \u00e9 outro, claro, mas uma boa m\u00fasica, ou filme, ou document\u00e1rio que conte uma hist\u00f3ria com emo\u00e7\u00e3o pode fazer o ouvinte querer se engajar, ajudar, protestar.<\/p>\n<p><strong>Rolling Stone Brasil: E hoje em dia, como voc\u00ea usa sua plataforma para falar desses temas?<\/strong><br \/>Jim Kerr: Sendo bem honesto, n\u00e3o uso. J\u00e1 fiz minha parte. Agora \u00e9 a vez das novas gera\u00e7\u00f5es. Sou um cara mais velho, com menos tempo \u00e0 frente. Esse \u00e9 o mundo de voc\u00eas. Minha miss\u00e3o agora \u00e9 sentar sob uma \u00e1rvore e sonhar um pouco.<\/p>\n<p><strong>Rolling Stone Brasil: Justo. Voc\u00ea j\u00e1 sabia que queria morar na It\u00e1lia desde adolescente, n\u00e9?<\/strong><br \/>Jim Kerr: Sim.<\/p>\n<p><strong>Rolling Stone Brasil: Como \u00e9 viver t\u00e3o longe dos rockstars de Los Angeles e Londres?<\/strong><br \/>Jim Kerr: Eu simplesmente amo. Especialmente a Sic\u00edlia, no sul. \u00c9 quase \u00c1frica \u2014 mais perto da \u00c1frica do que de Roma. H\u00e1 um cruzamento de culturas ali, com clima maravilhoso, vulc\u00f5es dram\u00e1ticos\u2026 Mas tamb\u00e9m um mundo sensual \u2014 a comida, por exemplo. Voc\u00ea morde um tomate e pensa: \u201cIsso veio do c\u00e9u\u201d. A terra \u00e9 extremamente f\u00e9rtil devido \u00e0s cinzas vulc\u00e2nicas. E os sabores s\u00e3o incr\u00edveis. As pessoas tamb\u00e9m t\u00eam esse esp\u00edrito latino \u2014 e eu adoro isso.<\/p>\n<p><strong>Rolling Stone Brasil: Voc\u00ea assistiu a <em>The White Lotus<\/em>?<\/strong><br \/>Jim Kerr: Acredite se quiser, ainda n\u00e3o. Acho que sou o \u00fanico! Mas vi o trailer, e tive duas rea\u00e7\u00f5es. Primeiro: \u201cUau, minha cidade est\u00e1 linda\u201d. Depois: \u201cN\u00e3o! Esse era meu segredo!\u201d \u00c9 onde ando de scooter todo dia. Mas sim, trouxe aten\u00e7\u00e3o para Taormina e ajudou os neg\u00f3cios.<\/p>\n<p><strong>Rolling Stone Brasil: Como voc\u00ea consegue manter a amizade com o Charlie por tantos anos? Qual o segredo?<\/strong><br \/>Jim Kerr: \u00c9 f\u00e1cil, ele \u00e9 um cara incr\u00edvel. Nos damos muito bem. Gostamos das mesmas comidas, do mesmo time de futebol, dos mesmos livros, da mesma cultura. Ele ama a It\u00e1lia tanto quanto eu. Curiosamente, n\u00f3s dois temos parceiras asi\u00e1ticas, n\u00e3o italianas \u2014 coincid\u00eancia. Mas somos bem diferentes. Ele \u00e9 m\u00fasico puro. Se vou na casa dele de manh\u00e3, ele ainda est\u00e1 de roup\u00e3o, com um viol\u00e3o ou piano ao lado. Eu sou mais das palavras, letras, hist\u00f3rias. Nossos pap\u00e9is s\u00e3o diferentes, ent\u00e3o n\u00e3o pisamos no calo um do outro. Claro, \u00e0s vezes brigamos. Discutimos sobre m\u00fasicas, ideias. \u00c0s vezes, basta uma palavra errada e\u2026 bum! Mas no fim do dia, j\u00e1 estamos com vergonha disso. No dia seguinte, tudo volta ao normal.<\/p>\n<p><strong>Rolling Stone Brasil: E ele ainda mora perto de voc\u00ea, na It\u00e1lia?<\/strong><br \/>Jim Kerr: Sim. Posso v\u00ea-lo da minha janela. Fica ali na rua. Consigo at\u00e9 saber se ele pediu pizza de novo!<\/p>\n<p><strong>Rolling Stone Brasil: \u00daltima pergunta. Agora voc\u00eas est\u00e3o na turn\u00ea de grandes hits. Voc\u00ea se sente grato pelo sucesso ou um pouco frustrado por ter que tocar sempre as mesmas m\u00fasicas, em vez das novas, como do \u00e1lbum <em>Direction of the Heart<\/em>? \u00c9 um sentimento agridoce?<\/strong><br \/>Jim Kerr: Vou com a sua primeira palavra: grato. Sempre fomos e continuamos gratos pela oportunidade. A turn\u00ea \u00e9 um servi\u00e7o ao p\u00fablico \u2014 e dentro do p\u00fablico h\u00e1 gostos variados. Claro, muitos v\u00eam para ouvir os hits, e vamos toc\u00e1-los. Mas tamb\u00e9m mostramos onde estamos agora. \u00c9 um equil\u00edbrio. E montar a setlist \u00e9 um desafio. Mas, pelo que vemos nas rea\u00e7\u00f5es do p\u00fablico, acho que estamos acertando.<\/p>\n<p><strong>Rolling Stone Brasil: Agora \u00e9 a \u00faltima mesmo, prometo! Voc\u00eas pensam em lan\u00e7ar um novo \u00e1lbum, talvez com m\u00fasicas antigas que nunca foram lan\u00e7adas?<\/strong><br \/>Jim Kerr: Como voc\u00ea soube disso? Sim, estamos planejando. Temos ideias, m\u00fasicas. Mas tamb\u00e9m estamos gravando m\u00fasicas novas: h\u00e1 duas semanas, gravamos oito faixas em Londres, ainda n\u00e3o finalizadas, mas empolgantes. E \u00e9 \u00f3timo terminar a turn\u00ea com algo novo esperando. Significa que a criatividade, que \u00e9 o cora\u00e7\u00e3o de tudo, continua viva.<\/p>\n<p><strong>Rolling Stone Brasil: Que \u00f3tima not\u00edcia! Jim, posso tirar um print com voc\u00ea para mostrar para minha madrinha?<\/strong><br \/>Jim Kerr: Claro, como fazemos?<\/p>\n<p><strong>Rolling Stone Brasil: Vou tirar aqui.<\/strong><br \/>Jim Kerr: Qual o nome da sua madrinha?<\/p>\n<p><strong>Rolling Stone Brasil: Rosana.<\/strong><br \/>Jim Kerr: Como se diz?<\/p>\n<p><strong>Rolling Stone Brasil: Rosana.<\/strong><br \/>Jim Kerr: Rosana? Que bonito! Posso mandar uma mensagem para ela?<\/p>\n<p><strong>Rolling Stone Brasil: Pode! Posso gravar?<\/strong><br \/>Jim Kerr: Claro.<\/p>\n<p><strong>Rolling Stone Brasil: Um minutinho\u2026 Pronto, gravando. Pode falar.<\/strong><br \/>Jim Kerr: Oi, Rosana! Aqui \u00e9 o <strong>Jim Kerr<\/strong>, do <strong>Simple Minds<\/strong>. Um prazer falar com voc\u00ea e quero dizer o quanto voc\u00ea deve se orgulhar da sua afilhada. Ela fez um \u00f3timo trabalho.<\/p>\n<p><strong>Rolling Stone Brasil: Muito obrigada! Ela vai ficar muito feliz. Vamos tirar o print agora. Jim, muito obrigada. Estou muito ansiosa para te ver.<\/strong><br \/>Jim Kerr: Obrigado pelas perguntas. Tchau!<\/p>\n<p><strong>Rolling Stone Brasil:<\/strong><strong>Tchau!<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<p><br \/>\n<br \/>Fonte: <a href=\"https:\/\/rollingstone.com.br\/musica\/simple-minds-entrevista\/\">rollingstone.com.br<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ap\u00f3s mais de uma d\u00e9cada sem visitar o Brasil, Simple Minds retorna ao pa\u00eds para show \u00fanico em S\u00e3o Paulo neste domingo, 4.\u00a0 Em entrevista \u00e0 Rolling Stone Brasil, o vocalista Jim Kerr confessou estar \u201cchocado\u201d com o per\u00edodo longe dos f\u00e3s sul-americanos. \u201cSempre foi emocionante tocar no Brasil, mas depois de tanto tempo, ser\u00e1 [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":17941,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_seopress_robots_primary_cat":"","_seopress_titles_title":"","_seopress_titles_desc":"","_seopress_robots_index":"","footnotes":""},"categories":[51],"tags":[],"class_list":["post-17940","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-musica"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17940","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=17940"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17940\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media\/17941"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=17940"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=17940"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=17940"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}