{"id":16787,"date":"2025-04-30T12:34:35","date_gmt":"2025-04-30T15:34:35","guid":{"rendered":"https:\/\/mussicom.com\/no-governo-lula-a-divida-fala-mais-alto\/"},"modified":"2025-04-30T12:34:35","modified_gmt":"2025-04-30T15:34:35","slug":"no-governo-lula-a-divida-fala-mais-alto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/no-governo-lula-a-divida-fala-mais-alto\/","title":{"rendered":"&#8216;No governo Lula, a d\u00edvida fala mais alto&#8217;"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div id=\"hd80s9wa1h892edh8192\">\n<p>Sob o governo Luiz In\u00e1cio Lula da Silva, a d\u00edvida bruta brasileira deve ultrapassar a marca de R$ 10 trilh\u00f5es em 2026, e o pagamento de juros pode chegar a R$ 1 trilh\u00e3o j\u00e1 neste ano, conforme levantamento do jornal <em>Estado de S. Paulo<\/em>.<\/p>\n<p>O n\u00famero representa um marco hist\u00f3rico na s\u00e9rie estat\u00edstica do <strong>Banco Central<\/strong>, iniciada em 2001, e intensifica a preocupa\u00e7\u00e3o com a sustentabilidade fiscal do pa\u00eds.<\/p>\n<p>O endividamento p\u00fablico mais que dobrou nos \u00faltimos dez anos, saltando de R$ 3,25 trilh\u00f5es em 2014 para R$ 8,98 trilh\u00f5es no fim de 2023. Em rela\u00e7\u00e3o ao PIB, a d\u00edvida passou de 56,28% para 76,5%. Proje\u00e7\u00f5es do mercado coletadas pelo Banco Central revelam que, em 2028, ela poder\u00e1 alcan\u00e7ar R$ 11,31 trilh\u00f5es. Isso \u00e9 equivalente a 89,27% do PIB.<\/p>\n<p>Em editorial publicado nesta quarta-feira, 30, o <em>Estad\u00e3o<\/em> sustenta que os n\u00fameros escancaram a fragilidade do novo arcabou\u00e7o fiscal e a necessidade urgente de um ajuste nas contas p\u00fablicas. <\/p>\n<p>Para o jornal, embora o governo do presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva afirme que n\u00e3o h\u00e1 risco de insolv\u00eancia \u2014 cen\u00e1rio que tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 considerado iminente por analistas financeiros \u2014, a d\u00edvida elevada imp\u00f5e custos altos \u00e0 economia brasileira. <\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Reflexos do endividamento<\/h2>\n<p>De acordo com o BTG Pactual, apenas a Bol\u00edvia capta mais recursos que o Brasil para refinanciar sua d\u00edvida.<\/p>\n<p>Ainda segundo o editorial, o aumento do endividamento impacta diretamente na infla\u00e7\u00e3o, exigindo do Banco Central a manuten\u00e7\u00e3o de juros elevados por mais tempo. Isso, por sua vez, compromete o crescimento e afasta investimentos. <\/p>\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cCom uma meta de infla\u00e7\u00e3o a perseguir, o BC n\u00e3o pode simplesmente baixar os juros para impedir que a d\u00edvida e seu custo aumentem mais\u201d, afirma o <em>Estad\u00e3o<\/em>. \u201cO governo, no entanto, ajudaria muito se trabalhasse em conjunto com o BC para fazer da pol\u00edtica fiscal uma aliada da pol\u00edtica monet\u00e1ria, e n\u00e3o sua oponente.\u201d<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Economistas e o pr\u00f3prio jornal defendem a retomada dos super\u00e1vits prim\u00e1rios como caminho para conter o avan\u00e7o da d\u00edvida e aliviar a press\u00e3o sobre a pol\u00edtica monet\u00e1ria.<\/p>\n<p>O jornal tamb\u00e9m critica a falta de sintonia entre as pol\u00edticas fiscal e monet\u00e1ria. Nas palavras do presidente do Banco Central, Gabriel Gal\u00edpolo, a aus\u00eancia de coordena\u00e7\u00e3o exige \u201cdoses mais elevadas do rem\u00e9dio\u201d \u2014 ou seja, juros ainda mais altos \u2014 para obter os mesmos resultados no controle da infla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Governo Lula n\u00e3o est\u00e1 preocupado com a economia<\/h2>\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-full is-resized\"><picture><source data-srcset=\"https:\/\/medias.revistaoeste.com\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/54208156966_15cdf1ee2d_c.jpg.webp 799w, https:\/\/medias.revistaoeste.com\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/54208156966_15cdf1ee2d_c-300x200.jpg.webp 300w, https:\/\/medias.revistaoeste.com\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/54208156966_15cdf1ee2d_c-150x100.jpg.webp 150w\" data-sizes=\"(max-width: 799px) 100vw, 799px\" type=\"image\/webp\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"799\" height=\"533\" src=\"https:\/\/medias.revistaoeste.com\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/54208156966_15cdf1ee2d_c.jpg\" alt=\"Presidente da Rep\u00fablica, Luiz In\u00e1cio Lula da Silva, durante reuni\u00e3o com o Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em S\u00e3o Paulo, em alus\u00e3o \u00e0 mat\u00e9ria sobre o d\u00e9ficit p\u00fablico em fun\u00e7\u00e3o dos juros\" class=\"wp-image-1814988\" style=\"width:580px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/medias.revistaoeste.com\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/54208156966_15cdf1ee2d_c.jpg 799w, https:\/\/medias.revistaoeste.com\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/54208156966_15cdf1ee2d_c-300x200.jpg 300w, https:\/\/medias.revistaoeste.com\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/54208156966_15cdf1ee2d_c-150x100.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 799px) 100vw, 799px\" data-eio=\"p\"\/><\/source><\/picture><figcaption class=\"wp-element-caption\">Presidente da Rep\u00fablica, Luiz In\u00e1cio Lula da Silva, durante reuni\u00e3o com o Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em S\u00e3o Paulo | Foto: Ricardo Stuckert\/PR<\/figcaption><\/figure>\n<p>Ainda de acordo com o <em>Estad\u00e3o<\/em>, o governo demonstra pouca disposi\u00e7\u00e3o para enfrentar o problema. A ministra do Planejamento, Simone Tebet, chegou a admitir que o atual arcabou\u00e7o fiscal precisar\u00e1 ser revisto, mas somente em 2027, depois das elei\u00e7\u00f5es presidenciais. <\/p>\n<p>At\u00e9 l\u00e1, afirma o jornal, o governo deveria ao menos preservar a arrecada\u00e7\u00e3o, o que tamb\u00e9m estaria sendo negligenciado.<\/p>\n<p>A publica\u00e7\u00e3o destaca a substitui\u00e7\u00e3o da prometida reforma do Imposto de Renda por um projeto que amplia a faixa de isen\u00e7\u00e3o at\u00e9 R$ 5 mil mensais e aponta a exclus\u00e3o de programas priorit\u00e1rios do Or\u00e7amento, como o P\u00e9-de-Meia e o Aux\u00edlio G\u00e1s.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, menciona medidas de est\u00edmulo ao cr\u00e9dito e ao consumo, como a amplia\u00e7\u00e3o do consignado privado e novas faixas para financiamento habitacional no programa Minha Casa Minha Vida \u2014 medidas que v\u00e3o na contram\u00e3o da pol\u00edtica de aperto do BC.<\/p>\n<p>Por fim, o jornal critica a estrat\u00e9gia do governo de responsabilizar o ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto pelas altas taxas de juros, destacando que a ret\u00f3rica se manteve mesmo depois das \u00faltimas reuni\u00f5es do Copom sob nova dire\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201c\u00c9 por essas e outras que o mercado financeiro passou a acompanhar a evolu\u00e7\u00e3o da d\u00edvida bruta com lupa nos \u00faltimos meses\u201d, acrescenta o <em>Estad\u00e3o<\/em>. \u201cPouco importa alardear o cumprimento da meta de d\u00e9ficit zero quando v\u00e1rias despesas s\u00e3o exclu\u00eddas do c\u00e1lculo. A d\u00edvida fala mais alto.\u201d<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>+ Leia mais not\u00edcias de Imprensa em Oeste<\/strong><\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><br \/>\n<br \/>Fonte: <a href=\"https:\/\/revistaoeste.com\/economia\/iestadao-i-no-governo-lula-a-divida-fala-mais-alto\/\">Revista oeste<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sob o governo Luiz In\u00e1cio Lula da Silva, a d\u00edvida bruta brasileira deve ultrapassar a marca de R$ 10 trilh\u00f5es em 2026, e o pagamento de juros pode chegar a R$ 1 trilh\u00e3o j\u00e1 neste ano, conforme levantamento do jornal Estado de S. Paulo. 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