{"id":15915,"date":"2025-04-26T15:14:33","date_gmt":"2025-04-26T18:14:33","guid":{"rendered":"https:\/\/mussicom.com\/a-antiga-emmanuelle-esta-morta-afirma-diretora-de-nova-versao-do-classico-erotico\/"},"modified":"2025-04-26T15:14:33","modified_gmt":"2025-04-26T18:14:33","slug":"a-antiga-emmanuelle-esta-morta-afirma-diretora-de-nova-versao-do-classico-erotico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/a-antiga-emmanuelle-esta-morta-afirma-diretora-de-nova-versao-do-classico-erotico\/","title":{"rendered":"&#8216;A antiga Emmanuelle est\u00e1 morta&#8217;, afirma diretora de nova vers\u00e3o do cl\u00e1ssico er\u00f3tico"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>Quem for ao cinema assistir ao novo <em><strong>Emmanuelle<\/strong><\/em>, que est\u00e1 em cartaz no 1\u00ba Festival de Cinema Europeu Imovision, esperando por uma experi\u00eancia que remeta ao cl\u00e1ssico de 1974, pode sair frustrado. &#8220;<em>A antiga Emmanuelle est\u00e1 morta<\/em>&#8220;, afirmou a diretora <strong>Audrey Diwan<\/strong> em conversa com <strong>CineBuzz<\/strong>, parceiro de <strong>Rolling Stone Brasil<\/strong>,\u00a0sobre a novidade.<\/p>\n<p>Assim como no cl\u00e1ssico er\u00f3tico, protagonizado por <strong>Sylvia Kristel<\/strong>, o novo <em><strong>Emmanuelle<\/strong><\/em> \u00e9 inspirado no livro hom\u00f4nimo de <strong>Emmanuelle Arsan<\/strong>, que conta a hist\u00f3ria de uma mulher em uma jornada de descoberta sexual.<\/p>\n<p>No filme, <strong>Emmanuelle<\/strong>, vivida por <strong>No\u00e9mie Merlant<\/strong>, de <em>Retrato de uma Jovem em Chamas<\/em> (2019) e <em>T\u00e1r<\/em> (2022), procura por um prazer perdido. Ela voa sozinha para Hong Kong para uma viagem profissional e, neste sensual mundo urbano, multiplica experi\u00eancias ao encontrar um homem misterioso.<\/p>\n<p>Pela segunda vez no Brasil \u2014 h\u00e1 primeira foi h\u00e1 quinze anos \u2014,\u00a0<strong>Audrey<\/strong> falou sobre as suas expectativas pela recep\u00e7\u00e3o dos brasileiros com sua a reinterpreta\u00e7\u00e3o do cl\u00e1ssico er\u00f3tico. \u201cQuando se fala sobre sexualidade, eu sei que cada territ\u00f3rio e cada cultura v\u00e3o reagir de maneira diferente, mas eu n\u00e3o consigo prever qual vai ser a rea\u00e7\u00e3o&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p>No entanto, ela destacou uma surpresa positiva: \u201c<em>Tenho que dizer que, pelas conversas que tive hoje, talvez eu esteja em um dos pa\u00edses que mais entenda o que eu quis fazer.<\/em>\u201d Essa conex\u00e3o, segundo ela, \u00e9 sempre surpreendente e provoca reflex\u00f5es sobre a cultura do pa\u00eds. \u201c<em>\u00c9 \u00f3timo quando isso acontece.<\/em>\u201d<\/p>\n<figure class=\"image\"><figcaption>&#8216;A antiga Emmanuelle est\u00e1 morta&#8217;, afirma diretora da nova vers\u00e3o do cl\u00e1ssico er\u00f3tico (Divulga\u00e7\u00e3o\/Imovision)<\/figcaption><\/figure>\n<h4><strong>Rela\u00e7\u00e3o entre a sua vers\u00e3o e o antigo Emmanuelle<\/strong><\/h4>\n<p><strong>Audrey<\/strong> reconhece que a antiga vers\u00e3o de <em><strong>Emmanuelle<\/strong><\/em> \u00e9 muito conhecida no Brasil, gra\u00e7as \u00e0s exibi\u00e7\u00f5es nas madrugadas do Cine Priv\u00e9, e revela que o reconhecimento tamb\u00e9m aconte\u00e7e na Fran\u00e7a.<\/p>\n<p>No entanto, ela afirma com franqueza: <em>\u201cHonestamente, eu nunca vi o <\/em><strong>Emmanuelle<\/strong><em> antigo. S\u00f3 os primeiros 17 minutos.\u201d<\/em> Por isso, a diretora n\u00e3o baseou sua abordagem na obra anterior e nem se sentiu influenciada por ela, tamb\u00e9m n\u00e3o sabendo como os f\u00e3s da ic\u00f4nica sess\u00e3o er\u00f3tica da TV aberta poder\u00e3o reagir:<\/p>\n<blockquote class=\"citacao\"><p><em>\u201cN\u00e3o posso tentar prever como as pessoas v\u00e3o reagir em rela\u00e7\u00e3o ao filme antigo, porque eu n\u00e3o conhe\u00e7o o filme antigo&#8221;<\/em>, justificou.<\/p><\/blockquote>\n<h4><strong>Nascimento do projeto<\/strong><\/h4>\n<p>O projeto de <em><strong>Emmanuelle<\/strong><\/em> come\u00e7ou quando os produtores entregaram o livro para <strong>Audrey<\/strong>. A princ\u00edpio, ela recusou: \u201c<em>Disse: \u2018Obrigada, \u00e9 um livro engra\u00e7ado, mas n\u00e3o vou fazer um filme sobre isso.\u2019<\/em>\u201d<\/p>\n<p>Meses depois, a imagem de uma mulher com o prazer quebrado surgiu em sua mente: \u201c<em>Essa mulher ficou na minha cabe\u00e7a.<\/em>\u201d Foi nesse momento que ela decidiu seguir a jornada dessa personagem e voltou a falar com o produtor: \u201c<em>Ainda \u00e9 poss\u00edvel? Porque acabei de ver essa mulher e estou interessada nela.<\/em>\u201d<\/p>\n<figure class=\"image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"'A antiga Emmanuelle est\u00e1 morta', afirma diretora da nova vers\u00e3o do cl\u00e1ssico er\u00f3tico (Divulga\u00e7\u00e3o\/Imovision)\" height=\"773\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/rollingstone.uol.com.br\/media\/uploads\/2025\/04\/a-antiga-emmanuelle-esta-morta-afirma-diretora-da-nova-versao-do-classico-erotico-1.jpg\" width=\"773\"\/><figcaption>&#8216;A antiga Emmanuelle est\u00e1 morta&#8217;, afirma diretora da nova vers\u00e3o do cl\u00e1ssico er\u00f3tico (Divulga\u00e7\u00e3o\/Imovision)<\/figcaption><\/figure>\n<h4><strong>Adapta\u00e7\u00e3o do livro<\/strong><\/h4>\n<p>Embora o filme tenha origem no livro de <strong>Emmanuelle Arsan<\/strong>, a cineasta francesa revela que quase n\u00e3o utilizou o material original: \u201c<em>Mantive pouqu\u00edssimas coisas.<\/em>\u201d Para ela, o mais importante foi a inspira\u00e7\u00e3o conceitual: \u201c<em>O livro me inspirou porque abriu perguntas.<\/em>\u201d<\/p>\n<p><strong>Audrey<\/strong> menciona uma longa conversa entre a personagem <strong>Emmanuelle<\/strong> e um homem mais velho sobre o que \u00e9 erotismo, uma quest\u00e3o que ficou com ela: \u201c<em>Podemos usar o erotismo como uma linguagem hoje em dia? Ainda \u00e9 uma linguagem que interessa \u00e0s pessoas?<\/em>\u201d E complementa: \u201c<em>Erotismo n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 sobre cenas de sexo. \u00c9 algo que voc\u00ea tenta definir por meio da atmosfera do filme inteiro.<\/em>\u201d<\/p>\n<p><strong>Audrey<\/strong> cita como exemplo o filme <strong><em>Amor \u00e0 Flor da Pele<\/em><\/strong>, de <strong>Wong Kar Wai<\/strong>: \u201c<em>Mesmo sem mostrar corpos nus, mesmo sem sexualidade, s\u00e3o apenas pessoas se esbarrando em corredores. Isso \u00e9 erotismo.<\/em>\u201d<\/p>\n<figure class=\"image\"><img alt=\"'A antiga Emmanuelle est\u00e1 morta', afirma diretora da nova vers\u00e3o do cl\u00e1ssic\"\/><\/figure>\n<\/div>\n<p><br \/>\n<br \/>Fonte: <a href=\"https:\/\/rollingstone.com.br\/cinema\/a-antiga-emmanuelle-esta-morta-afirma-diretora-de-nova-versao-do-classico-erotico\/\">rollingstone.com.br<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quem for ao cinema assistir ao novo Emmanuelle, que est\u00e1 em cartaz no 1\u00ba Festival de Cinema Europeu Imovision, esperando por uma experi\u00eancia que remeta ao cl\u00e1ssico de 1974, pode sair frustrado. &#8220;A antiga Emmanuelle est\u00e1 morta&#8220;, afirmou a diretora Audrey Diwan em conversa com CineBuzz, parceiro de Rolling Stone Brasil,\u00a0sobre a novidade. 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