{"id":15874,"date":"2025-04-26T11:46:29","date_gmt":"2025-04-26T14:46:29","guid":{"rendered":"https:\/\/mussicom.com\/falta-de-diagnostico-e-obstaculo-para-eliminacao-da-malaria-no-brasil\/"},"modified":"2025-04-26T11:46:29","modified_gmt":"2025-04-26T14:46:29","slug":"falta-de-diagnostico-e-obstaculo-para-eliminacao-da-malaria-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/falta-de-diagnostico-e-obstaculo-para-eliminacao-da-malaria-no-brasil\/","title":{"rendered":"Falta de diagn\u00f3stico \u00e9 obst\u00e1culo para elimina\u00e7\u00e3o da mal\u00e1ria no Brasil"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>Um dos grandes entraves para a elimina\u00e7\u00e3o da mal\u00e1ria \u00e9 a falta de diagn\u00f3stico adequado, alerta o chefe do Laborat\u00f3rio de Pesquisa em Mal\u00e1ria da Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz, Claudio Tadeu Daniel-Ribeiro. Na \u00faltima\u00a0sexta-feira (25), por ocasi\u00e3o do Dia Mundial da Mal\u00e1ria, o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade divulgou que os casos comprovados da doen\u00e7a ca\u00edram 26,8% entre janeiro e mar\u00e7o deste ano na compara\u00e7\u00e3o com o mesmo per\u00edodo do ano passado. Ainda assim, foram 25.473 registros em apenas tr\u00eas meses.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1640335&amp;o=node\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><\/p>\n<p>Daniel-Ribeiro comp\u00f5e o comit\u00ea de especialistas que assessora o governo federal nas a\u00e7\u00f5es de controle da doen\u00e7a e considera que <strong>as metas de reduzir em 90% os novos casos at\u00e9 2030 e eliminar a transmiss\u00e3o no pa\u00eds at\u00e9 2035 s\u00e3o fact\u00edveis, desde que a vigil\u00e2ncia seja fortalecida em todo o Brasil<\/strong>.<\/p>\n<p>&#8220;Embora 99% dos casos de mal\u00e1ria ocorram na Amaz\u00f4nia, o mosquito transmissor da doen\u00e7a vive em 80% do territ\u00f3rio nacional. Ent\u00e3o,\u00a0a mal\u00e1ria \u00e9 um problema fora da Amaz\u00f4nia tamb\u00e9m, porque hoje as pessoas t\u00eam grande facilidade para se locomover, inclusive da Amaz\u00f4nia para a \u00e1rea extra-amaz\u00f4nica, ou vindo de outras \u00e1reas end\u00eamicas, como a \u00c1frica, pro Brasil&#8221;, refor\u00e7a o imunologista.<\/p>\n<p>A mal\u00e1ria \u00e9 causada por protozo\u00e1rios do g\u00eanero plasmodium, transmitidos a partir da picada do mosquito Anopheles, popularmente chamado de mosquito-prego. Um viajante infectado pode demorar at\u00e9 30 dias para manifestar sintomas e se tornar uma fonte de novas infec\u00e7\u00f5es, ao ser picado por f\u00eameas do mosquito, que v\u00e3o sugar o protozo\u00e1rio junto com o sangue, e transmiti-lo para outras pessoas.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, <strong>pessoas infectadas pela primeira vez tendem a desenvolver quadros mais graves, com chance maior de morte, por n\u00e3o terem nenhuma imunidade contra a doen\u00e7a<\/strong>. Por isso, Daniel-Ribeiro refor\u00e7a a import\u00e2ncia do diagn\u00f3stico adequado:<\/p>\n<blockquote>\n<p>&#8220;\u00c9 preciso que os m\u00e9dicos fora da Amaz\u00f4nia tenham consci\u00eancia de que um sujeito com febre, dor de cabe\u00e7a, sudorese e calafrios, pode ter mal\u00e1ria&#8221;.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Quase todos os casos registrados no Brasil s\u00e3o causados por duas esp\u00e9cies de Plasmodium, a vivax e a falciparum. A primeira tem maior potencial de infec\u00e7\u00e3o, e responde por 80% dos casos, mas a segunda representa maior risco de morte. Antes de eliminar totalmente a transmiss\u00e3o, o Brasil tamb\u00e9m espera acabar com as infec\u00e7\u00f5es pelo Plasmodium falciparum at\u00e9 2030.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\"><!-- scald=274300:cheio_8colunas --><br \/>\n            <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/0ZEsll0Ks7_-UKRHxFmw5ueFkx8=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/image1170x530cropped_1_0.jpg?itok=WYKdm3GS\" alt=\"Unicef\/Bagla&#13;&#10;Um trabalhador borrifa inseticida nas superf\u00edcies de um abrigo para controlar a propaga\u00e7\u00e3o de mosquitos e diminuir o risco de mal\u00e1ria\" title=\"Unicef\/Bagla\"\/><br \/>\n        <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/0ZEsll0Ks7_-UKRHxFmw5ueFkx8=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/image1170x530cropped_1_0.jpg?itok=WYKdm3GS\" alt=\"Unicef\/Bagla&#13;&#10;Um trabalhador borrifa inseticida nas superf\u00edcies de um abrigo para controlar a propaga\u00e7\u00e3o de mosquitos e diminuir o risco de mal\u00e1ria\" title=\"Unicef\/Bagla\"\/><br \/>\n    <!-- END scald=274300 --><\/div>\n<p><h6 class=\"meta\">Um trabalhador borrifa inseticida nas superf\u00edcies de um abrigo para controlar a propaga\u00e7\u00e3o de mosquitos e diminuir o risco de mal\u00e1ria &#8211; <strong>Unicef\/Bagla<\/strong><!--END copyright=274300--><\/h6>\n<\/p>\n<\/div>\n<p>O especialista da Fiocruz explica que a pessoa infectada pelo plasmodium vivax j\u00e1 pode transmitir a doen\u00e7a a partir do primeiro dia, enquanto aquela infectada por falciparum s\u00f3 desenvolver\u00e1 a forma infecciosa do protozo\u00e1rio ap\u00f3s sete dias de contamina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;<strong>Ent\u00e3o, se voc\u00ea tratar rapidamente a mal\u00e1ria, voc\u00ea n\u00e3o deixa aquele indiv\u00edduo infectar novos mosquitos<\/strong>. Mas se n\u00e3o fizer o diagn\u00f3stico r\u00e1pido e n\u00e3o correr para a regi\u00e3o onde ele foi infectado para fazer a\u00e7\u00f5es de bloqueio de transmiss\u00e3o, voc\u00ea pode ter um novo surto ou at\u00e9 a reimplanta\u00e7\u00e3o da mal\u00e1ria em um lugar onde ela j\u00e1 foi eliminada&#8221;, ele complementa.<\/p>\n<p>Hoje em dia, os servi\u00e7os de sa\u00fade contam com rem\u00e9dios bastante eficazes para tratar a mal\u00e1ria e interromper a cadeia de transmiss\u00e3o, al\u00e9m de testes de diagn\u00f3stico r\u00e1pido, que podem ser realizados com apenas uma gota de sangue. Mas, h\u00e1 um grande desafio no horizonte: as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas.<\/p>\n<p>&#8220;A gente eliminou muito mais rapidamente a mal\u00e1ria na Europa e na Am\u00e9rica do Norte, tamb\u00e9m porque o mosquito e o pr\u00f3prio plasmodium tem uma sensibilidade maior ao clima temperado. Ent\u00e3o, se voc\u00ea aquecer demais a temperatura, a gente pode ter a reimplata\u00e7\u00e3o da mal\u00e1ria em \u00e1reas onde ela j\u00e1 foi eliminada. E n\u00e3o h\u00e1 d\u00favida nenhuma que as altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas podem facilitar o desenvolvimento e o aumento da transmiss\u00e3o em \u00e1reas onde a doen\u00e7a ainda existe, porque as condi\u00e7\u00f5es ambientais v\u00e3o dificultar o controle do mosquito&#8221;<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>      <!-- Relacionada --><\/p>\n<p>            <!-- Relacionada -->\n    <\/div>\n<p><br \/>\n<br \/>Fonte: <a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/saude\/noticia\/2025-04\/falta-de-diagnostico-e-obstaculo-para-eliminacao-da-malaria-no-brasil\">Ag\u00eancia Brasil<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um dos grandes entraves para a elimina\u00e7\u00e3o da mal\u00e1ria \u00e9 a falta de diagn\u00f3stico adequado, alerta o chefe do Laborat\u00f3rio de Pesquisa em Mal\u00e1ria da Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz, Claudio Tadeu Daniel-Ribeiro. 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