{"id":15264,"date":"2025-04-24T11:36:47","date_gmt":"2025-04-24T14:36:47","guid":{"rendered":"https:\/\/mussicom.com\/mandragora-whispers-of-the-witch-tree-mistura-o-melhor-de-dois-mundos-review\/"},"modified":"2025-04-24T11:36:47","modified_gmt":"2025-04-24T14:36:47","slug":"mandragora-whispers-of-the-witch-tree-mistura-o-melhor-de-dois-mundos-review","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/mandragora-whispers-of-the-witch-tree-mistura-o-melhor-de-dois-mundos-review\/","title":{"rendered":"Mandragora: Whispers of the Witch Tree mistura o melhor de dois mundos &#8211; Review"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>Um jogo que se prop\u00f5e a misturar dois dos g\u00eaneros mais proeminentes dos videogames tem tudo para dar certo. <strong>Meio soulslike, meio metroidvania, Mandragora: Whispers of the Witch Tree<\/strong> \u00e9, ao menos at\u00e9 agora, a cria\u00e7\u00e3o que promete colocar a Primal Game Studio, uma t\u00edmida produtora h\u00fangara, nos holofotes do segmento independente.\u00a0<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 muito o que enrolar aqui: se voc\u00ea simpatiza com um dos dois estilos de jogo que mencionei acima, <strong>Whispers of the Witch Tree precisa entrar no seu radar<\/strong>. Mesmo n\u00e3o reinventando nada do que j\u00e1 vimos em Death\u2019s Gambit, Salt and Sanctuary e Ender Lilies, por exemplo, s\u00f3 para refrescar a mem\u00f3ria com alguns nomes, o game tem o seu valor.\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Mandragora faz o b\u00e1sico bem-feito e cozinha s\u00f3 com os ingredientes essenciais: \u00e9 o \u201carroz com feij\u00e3o\u201d sem enfeites no prato \u2013 o que, para muitos adeptos do g\u00eanero, como este redator que vos escreve, j\u00e1 \u00e9 mais que suficiente. Confira a nossa an\u00e1lise completa adiante!<\/p>\n<h2>Combate satisfat\u00f3rio, desafio justo<\/h2>\n<p>A proposta de Mandragora visa equilibrar elementos que comp\u00f5em o que hoje conhecemos como soulsvania. O combate em scroll lateral \u00e9 punitivo, tem peso no controle e oferece in\u00fameras formas de jogar, gra\u00e7as \u00e0 ampla sele\u00e7\u00e3o de classes e builds que podem ser montadas (e refeitas) para um mesmo personagem.\u00a0<\/p>\n<p>Voc\u00ea pode, por exemplo, moldar um piromante que tamb\u00e9m sabe se virar no corpo a corpo \u2013 no meu caso, com um cetro. Foi justamente essa build que escolhi para desbravar as <strong>quase 50 horas de conte\u00fado que a jornada resguarda a quem deseja fazer quase tudo<\/strong> \u2013 um tempo que pode dobrar no Novo Jogo+. De cumprir contratos de NPCs a ir atr\u00e1s de chefes secretos, h\u00e1 distra\u00e7\u00f5es de sobra pelo mundo de Faelduum.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/tm.ibxk.com.br\/2025\/04\/24\/24075531377005.jpg?ims=fit-in\/800x500\" width=\"800\" height=\"500\" alt=\"mandragora-22.jpg\"\/><\/p>\n<p>Existe um <strong>cuidado not\u00e1vel com o balanceamento do jogo<\/strong>: nem muito f\u00e1cil, nem de se descabelar, a dificuldade almeja o ponto doce do \u201cdesafio justo\u201d. Bloquear e esquivar s\u00e3o a\u00e7\u00f5es exigidas do jogador a todo momento, mesmo ao enfrentar inimigos simples, e voc\u00ea sempre aprende com os erros, sendo recompensado pela perseveran\u00e7a.<\/p>\n<p>E sim, as \u201cfogueiras\u201d \u2013 ou melhor, os pontos de salvamento \u2013 est\u00e3o presentes. O mesmo vale para as \u00a0\u201calmas\u201d, aqui chamadas de ess\u00eancias, que atuam no lugar dos tradicionais pontos de experi\u00eancia. Quando o protagonista morre, \u00e9 preciso retornar ao local da queda para reconquistar o XP antes de seguir em frente.\u00a0<\/p>\n<h2>Soulsvania de respeito<\/h2>\n<p>Caracter\u00edstica indispens\u00e1vel de qualquer metroidvania que se preze, <strong>a explora\u00e7\u00e3o \u00e9 o que dita o ritmo de Mandragora<\/strong> e nos incentiva a revisitar \u00e1reas j\u00e1 exploradas \u00e0 medida que destravamos novas habilidades de travessia. Por vezes, voc\u00ea vai se sentir perdido, mas nunca desamparado, j\u00e1 que o mapa cumpre bem seu papel ao destacar zonas de interesse e nos direcionar ao pr\u00f3ximo objetivo.\u00a0<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 nada mais gratificante do que ser recompensado em um jogo pelo trabalho \u201cextra\u201d, n\u00e3o \u00e9 mesmo? E Whispers of the Witch Tree faz isso muito bem. Ba\u00fas com armas e equipamentos melhores, dinheiro e mat\u00e9ria-prima valiosa s\u00e3o algumas das maneiras que Mandragora encontra de reconhecer o esfor\u00e7o dos jogadores curiosos.\u00a0<\/p>\n<p><iframe title=\"Mandragora: Whispers of the Witch Tree - Launch Trailer | PS5 Games\" width=\"800\" height=\"450\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/5s6IsGJsozE?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>Ainda sobre os elementos de metroidvania, <strong>a explora\u00e7\u00e3o em perspectiva 2.5D tamb\u00e9m \u00e9 vertical e traz desafios de plataforma inventivos<\/strong>, uma sacada bem-vinda para diversificar a jogabilidade mais centrada no combate. No entanto, os obst\u00e1culos, apesar de exigirem precis\u00e3o nos movimentos, n\u00e3o s\u00e3o t\u00e3o complexos quanto os de um Ori and the Will of the Wisps, por exemplo, que \u00e9 refer\u00eancia do g\u00eanero.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, como \u00e9 de praxe em jogos do estilo, \u00e9 comum se deparar com paredes destrut\u00edveis e caminhos ocultos, que muitas vezes passam despercebidos por quem se guia somente pelos indicadores do mapa. \u00c9 como se cada \u00e1rea aberta de Faelduum guardasse pequenas dungeons, numa din\u00e2mica que lembra um pouco o esquema e o senso de descoberta de Diablo.\u00a0<\/p>\n<h2>Mundo em decl\u00ednio<\/h2>\n<p>Mandragora n\u00e3o tem nada de soulslike quando se trata de contar sua hist\u00f3ria e d\u00e1 \u00eanfase aos muitos di\u00e1logos entre seus personagens (todos adaptados em portugu\u00eas do Brasil, vale dizer), sendo quase sempre conduzido por cutscenes desenhadas \u00e0 m\u00e3o. H\u00e1 documentos e arquivos a serem descobertos, mas eles s\u00f3 servem para dar mais contexto sobre uma narrativa que j\u00e1 est\u00e1 sendo contada.\u00a0<\/p>\n<figure class=\"image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/tm.ibxk.com.br\/2025\/04\/24\/24075531627017.jpg?ims=fit-in\/800x500\" width=\"800\" height=\"500\" alt=\"madragora-3.jpg\"\/><\/figure>\n<p>O jogo passeia pela jornada de um inquisidor em sua busca para selar a Entropia, uma for\u00e7a sobrenatural usada por Arquimagos para controlar o mundo, cujo poder, ao ser libertado, abriu portais e despertou monstros de outras dimens\u00f5es. Voc\u00ea, como um dos herdeiros do esp\u00edrito de Mandr\u00e1gora, deve expurgar a corrup\u00e7\u00e3o que assola todo o territ\u00f3rio.\u00a0<\/p>\n<p>Apesar de ter sido redigido por Brian Mitsoda, o escritor de Vampire: The Masquerade \u2013 Bloodlines, confesso que o roteiro n\u00e3o me pegou tanto. Percebo que, pelo fato de o t\u00edtulo ser mais voltado \u00e0 explora\u00e7\u00e3o e ao combate, n\u00e3o h\u00e1 espa\u00e7o para um desenvolvimento t\u00e3o profundo da hist\u00f3ria.\u00a0<\/p>\n<h2>Bonito, mas pouco inspirado<\/h2>\n<p>Por mais que Whispers of the Witch Tree tenha uma ambienta\u00e7\u00e3o bem bacana, com um estilo de arte que me lembrou Prince of Persia: The Lost Crown e certas produ\u00e7\u00f5es da Vanillaware, vide o cl\u00e1ssico Dragon&#8217;s Crown, o design de inimigos e chefes fica bem aqu\u00e9m.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/tm.ibxk.com.br\/2025\/04\/24\/24075531440007.jpg?ims=fit-in\/800x500\" width=\"800\" height=\"500\" alt=\"madragora-4.jpg\"\/><\/p>\n<p>A est\u00e9tica de fantasia medieval \u00e9 at\u00e9 bem aplicada, sobretudo na composi\u00e7\u00e3o dos cen\u00e1rios, mas faz pouco para se diferenciar de outros games com a mesma premissa. No fim das contas, o que se v\u00ea \u00e9 um t\u00edtulo que n\u00e3o se esfor\u00e7a muito para fugir de clich\u00eas, com chefes pouco originais, isto \u00e9, concebidos numa roupagem gen\u00e9rica, algo incomum para jogos independentes em que o c\u00e9u \u00e9 o limite em termos de liberdade criativa.\u00a0<\/p>\n<h2>Vale a pena?<\/h2>\n<p>Mandragora: Whispers of the Witch Tree \u00e9 um soulsvania honesto, que respeita as conven\u00e7\u00f5es do g\u00eanero e compreende o que torna a jun\u00e7\u00e3o desses estilos t\u00e3o especial, ainda que tenha um design de personagens pouco inspirado. Combate e explora\u00e7\u00e3o fluem em sintonia e s\u00e3o os elementos que conduzem a experi\u00eancia do come\u00e7o ao fim. A hist\u00f3ria, entretanto, fica relegada ao papel de coadjuvante.<\/p>\n<h2>Nota: 80<\/h2>\n<p><strong>Pontos Positivos (pr\u00f3s):<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>Combate tem peso e traz muitas possibilidades;<\/li>\n<li>Mundo amplo e interconectado;<\/li>\n<li>A explora\u00e7\u00e3o sabe como recompensar o jogador;<\/li>\n<li>Sistema de progress\u00e3o robusto;<\/li>\n<li>N\u00e3o economiza em conte\u00fado.<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>Pontos negativos (contras):<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>Faltou originalidade para compor o design de monstros e personagens;<\/li>\n<li>A hist\u00f3ria tem seus momentos, mas no geral \u00e9 esquec\u00edvel.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Mandragora: Whispers of the Witch Tree foi gentilmente cedido pela Primal Game Studio para o prop\u00f3sito de an\u00e1lise no PS5 Pro. O jogo j\u00e1 est\u00e1 dispon\u00edvel no PC, PS5 e Xbox Series S e X, com uma vers\u00e3o tamb\u00e9m anunciada para Nintendo Switch.<br \/>\u00a0<\/p>\n<\/div>\n<p><br \/>\n<br \/>Fonte: <a href=\"https:\/\/www.tecmundo.com.br\/voxel\/501234-mandragora-whispers-of-the-witch-tree-mistura-o-melhor-de-dois-mundos-review.htm\">TecMundo<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um jogo que se prop\u00f5e a misturar dois dos g\u00eaneros mais proeminentes dos videogames tem tudo para dar certo. 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