{"id":15246,"date":"2025-04-24T09:52:45","date_gmt":"2025-04-24T12:52:45","guid":{"rendered":"https:\/\/mussicom.com\/colegio-de-radiologia-afirma-seguranca-das-tomografias-computadorizas\/"},"modified":"2025-04-24T09:52:45","modified_gmt":"2025-04-24T12:52:45","slug":"colegio-de-radiologia-afirma-seguranca-das-tomografias-computadorizas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/colegio-de-radiologia-afirma-seguranca-das-tomografias-computadorizas\/","title":{"rendered":"Col\u00e9gio de Radiologia afirma seguran\u00e7a das tomografias computadorizas"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>O uso da tomografia computadorizada para o diagn\u00f3stico de doen\u00e7as <strong>\u00e9 seguro, eficaz e contribui para a redu\u00e7\u00e3o das taxas de mortalidade e para o aumento da expectativa de vida. <\/strong>A avalia\u00e7\u00e3o \u00e9 do <strong>Col\u00e9gio Brasileiro de Radiologia e Diagn\u00f3stico por Imagem (CBR).<\/strong><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1640041&amp;o=node\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><\/p>\n<p>Em nota p\u00fablica, divulgada nesta quinta-feira (24), a entidade <strong>refor\u00e7a que a tomografia computadorizada impacta positivamente na queda no n\u00famero de cirurgias invasivas, interna\u00e7\u00f5es desnecess\u00e1rias e tempo de perman\u00eancia hospitalar.<\/strong><\/p>\n<p>A nota p\u00fablica foi editada depois que um artigo, publicado no peri\u00f3dico <em>JAMA Internal Medicine<\/em>, sugeriu que, se <strong>pr\u00e1ticas atuais de dosagem e utiliza\u00e7\u00e3o de radia\u00e7\u00e3o forem mantidas, c\u00e2nceres associados \u00e0 tomografia computadorizada poderiam, eventualmente, representar 5% de todos os novos diagn\u00f3sticos da doen\u00e7a ao ano.<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cOs pacientes devem continuar realizando tomografias computadorizadas sempre que indicadas por seus m\u00e9dicos, com di\u00e1logo transparente sobre benef\u00edcios e riscos envolvidos\u201d, refor\u00e7ou o CBR.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>De acordo com a entidade, o estudo se baseia em modelagens matem\u00e1ticas derivadas de dados de sobreviventes das bombas at\u00f4micas de Hiroshima e Nagasaki, cuja exposi\u00e7\u00e3o \u00e0 radia\u00e7\u00e3o foi aguda, de origem n\u00e3o m\u00e9dica, e em circunst\u00e2ncias portanto muito distintas das que ocorrem em exames.<\/p>\n<p>Ainda segundo o CBR, o modelo utilizado no<strong> estudo assume que qualquer dose de radia\u00e7\u00e3o, por menor que seja, aumenta proporcionalmente o risco de c\u00e2ncer.<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cEssa premissa, no entanto, \u00e9 controversa, especialmente no caso de doses baixas repetidas, como as utilizadas na maioria das tomografias computadorizadas realizadas atualmente. Importante destacar que o estudo n\u00e3o apresenta um levantamento baseado em observa\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas diretas, mas sim de estimativas te\u00f3ricas.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>O CBR cita ainda que entidades internacionais tamb\u00e9m se manifestaram sobre o tema no mesmo sentido, incluindo o Col\u00e9gio Americano de Radiologia (ACR) e a <strong>Associa\u00e7\u00e3o Americana de F\u00edsicos em Medicina (AAPM), organiza\u00e7\u00e3o em f\u00edsica m\u00e9dica que representa mais de 9 mil profissionais em 96 pa\u00edses.<\/strong><\/p>\n<p>Confira, a seguir, a \u00edntegra da nota p\u00fablica sobre a seguran\u00e7a das tomografias computadorizadas:<\/p>\n<p>De acordo com o <strong>presidente do CBR, Rubens Chojniak<\/strong>, o Col\u00e9gio Brasileiro de Radiologia e Diagn\u00f3stico por Imagem <strong>considera fundamental esclarecer a popula\u00e7\u00e3o e os profissionais de sa\u00fade sobre os dados divulgados na mat\u00e9ria publicada recentemente na imprensa a partir de estudo da Universidade da Calif\u00f3rnia (UCSF).<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201c\u00c9 essencial contextualizar adequadamente os dados divulgados para evitar interpreta\u00e7\u00f5es alarmistas que possam gerar receios infundados e at\u00e9 preju\u00edzos \u00e0 sa\u00fade da popula\u00e7\u00e3o. O estudo mencionado se baseia em modelagens matem\u00e1ticas derivadas de dados de sobreviventes das bombas at\u00f4micas de Hiroshima e Nagasaki, cuja exposi\u00e7\u00e3o \u00e0 radia\u00e7\u00e3o foi aguda, de origem n\u00e3o m\u00e9dica, e em circunst\u00e2ncias portanto muito distintas das que ocorrem em exames\u201d, disse Rubens Chojniak.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Ele explicou ainda que o modelo utilizado assume que qualquer dose de radia\u00e7\u00e3o, por menor que seja, aumenta proporcionalmente o risco de c\u00e2ncer. Essa premissa, no entanto, \u00e9 controversa, especialmente no caso de doses baixas repetidas, como as utilizadas na maioria das TCs realizadas atualmente. <strong>Importante destacar que o estudo n\u00e3o apresenta um levantamento baseado em observa\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas diretas, mas sim de estimativas te\u00f3ricas.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Boas pr\u00e1ticas<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cO CBR valoriza o debate cient\u00edfico e reconhece a import\u00e2ncia de promover o uso consciente e criterioso da radia\u00e7\u00e3o m\u00e9dica. Por isso, edita regularmente materiais educativos e estimula discuss\u00f5es permanentes sobre boas pr\u00e1ticas no uso dos exames de imagem. Tamb\u00e9m apoia iniciativas internacionais como o Image Wisely e o Image Gently, que orientam profissionais e pacientes sobre a seguran\u00e7a e a adequa\u00e7\u00e3o do uso da radia\u00e7\u00e3o, especialmente em popula\u00e7\u00f5es mais sens\u00edveis\u201d, ressaltou ainda Chojniak.<\/p>\n<p>Outras importantes organiza\u00e7\u00f5es internacionais tamb\u00e9m se manifestaram sobre o tema no mesmo sentido, como o Col\u00e9gio Americano de Radiologia (ACR) e a Associa\u00e7\u00e3o Americana de F\u00edsicos em Medicina (AAPM), organiza\u00e7\u00e3o em f\u00edsica m\u00e9dica que representa mais de 9 mil profissionais em 96 pa\u00edses.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>O uso das tomografias computadorizadas e outros exames de imagem qualifica muito a sa\u00fade da popula\u00e7\u00e3o, afirma o CBR, que na <strong>nota faz algumas recomenda\u00e7\u00f5es aos pacientes e seus familiares para que tudo seja realizado de forma ainda mais segura e eficiente. <\/strong>Entre as recomenda\u00e7\u00f5es est\u00e1 conversar com seu m\u00e9dico sobre o funcionamento de cada um dos diferentes tipos de procedimentos e as vantagens e os riscos envolvidos.<\/p>\n<p>No contato com o m\u00e9dico, o paciente ou familiar pode indagar sobre alternativas ao uso de tomografias computadorizadas <strong>que n\u00e3o utilizam radia\u00e7\u00e3o e s\u00e3o igualmente eficazes, como resson\u00e2ncia magn\u00e9tica ou ultrassonografia, certificando-se do grau de especificidade desejado pelo m\u00e9dico para cada caso.<\/strong><\/p>\n<p>Outra medida importante \u00e9 verificar a infraestrutura do local onde os exames ser\u00e3o realizados (padr\u00f5es dos equipamentos, avalia\u00e7\u00f5es regulares, posse de certifica\u00e7\u00f5es e confirma\u00e7\u00e3o de que os laudos s\u00e3o emitidos por m\u00e9dicos radiologistas com rigorosos crit\u00e9rios de forma\u00e7\u00e3o e treinamento). Por fim, o <strong>CBR orienta que os resultados dos exames de imagens sejam guardados para compara\u00e7\u00f5es posteriores.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Ferramenta \u00fatil<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>As tomografias computadorizadas produzem imagens detalhadas do corpo, oferecendo mais informa\u00e7\u00f5es do que exames de raios-X comuns. \u201cO uso da tomografia computadorizada \u00e9 seguro, eficaz e amplamente reconhecido pela comunidade m\u00e9dica como ferramenta fundamental para o diagn\u00f3stico precoce, acompanhamento e tratamento de diversas doen\u00e7as. Evid\u00eancias mostram, por exemplo, que a TC reduz drasticamente erros diagn\u00f3sticos em casos como apendicite, al\u00e9m de ser decisiva na triagem e detec\u00e7\u00e3o precoce de c\u00e2nceres como o de pulm\u00e3o\u201d, disse o presidente do Col\u00e9gio.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>No contexto brasileiro, o principal desafio da sa\u00fade p\u00fablica \u00e9, muitas vezes, o acesso a esse tipo de exame em determinadas regi\u00f5es. A <strong>indisponibilidade da tomografia, representa um risco real e mais imediato \u00e0 sa\u00fade da popula\u00e7\u00e3o do que os efeitos te\u00f3ricos do uso respons\u00e1vel da radia\u00e7\u00e3o m\u00e9dica. <\/strong>\u201cO Col\u00e9gio Brasileiro de Radiologia e Diagn\u00f3stico por Imagem segue atento aos avan\u00e7os cient\u00edficos e tecnol\u00f3gicos, e permanece \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o da sociedade e dos gestores da sa\u00fade p\u00fablica e privada para contribuir com informa\u00e7\u00f5es baseadas em evid\u00eancias, que assegurem o acesso dos brasileiros a um diagn\u00f3stico por imagem seguro, \u00e9tico e de excel\u00eancia\u201d, conclui o CBR em sua nota.<\/p>\n<p>      <!-- Relacionada --><br \/>\n            <!-- Relacionada -->\n    <\/div>\n<p><br \/>\n<br \/>Fonte: <a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/saude\/noticia\/2025-04\/colegio-de-radiologia-afirma-seguranca-das-tomografias-computadorizas\">Ag\u00eancia Brasil<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O uso da tomografia computadorizada para o diagn\u00f3stico de doen\u00e7as \u00e9 seguro, eficaz e contribui para a redu\u00e7\u00e3o das taxas de mortalidade e para o aumento da expectativa de vida. A avalia\u00e7\u00e3o \u00e9 do Col\u00e9gio Brasileiro de Radiologia e Diagn\u00f3stico por Imagem (CBR). 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