{"id":15226,"date":"2025-04-24T08:17:15","date_gmt":"2025-04-24T11:17:15","guid":{"rendered":"https:\/\/www.mussicom.com\/conheca-os-25-artistas-selecionados-em-2025\/"},"modified":"2025-04-24T08:17:15","modified_gmt":"2025-04-24T11:17:15","slug":"conheca-os-25-artistas-selecionados-em-2025","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/conheca-os-25-artistas-selecionados-em-2025\/","title":{"rendered":"Conhe\u00e7a os 25 artistas selecionados em 2025"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>&#8220;O que adianta ser o melhor do mundo e n\u00e3o fortalecer a pr\u00f3pria \u00e1rea?\u201d, questio na <strong>BK\u2019<\/strong>, um dos 25 artistas presentes na segunda edi\u00e7\u00e3o do <strong>Futuro da M\u00fasica<\/strong> no Brasil, na m\u00fasica \u201c<strong>Bloco 7<\/strong>\u201d, do \u00e1lbum <em><strong>O L\u00edder em Movimento<\/strong><\/em> (2020).<\/p>\n<p>Os grandes artistas movimentam legi\u00f5es de f\u00e3s nos shows ao vivo e lan\u00e7amentos de m\u00fasicas e discos de est\u00fadio. Mas todo mundo tem que come\u00e7ar de algum lugar, certo?<\/p>\n<p>N\u00e3o apenas celebrar o passado, mas olhar para frente \u00e9 algo de extrema valia para algu\u00e9m perpetuar a pr\u00f3pria arte atrav\u00e9s do p\u00fablico e fazer um trabalho de qualidade \u2014 sejam nomes veteranos ou iniciantes. Afinal, os artistas brasileiros s\u00e3o sucessores de \u00edcones como <strong>Gilberto Gil<\/strong>, <strong>Erasmo Carlos<\/strong>, <strong>Gal <\/strong><strong>Costa<\/strong>, <strong>Raul Seixas<\/strong> e muito mais.<\/p>\n<p>O presente tamb\u00e9m \u00e9 muito importante. Com a chegada das plataformas de streaming de m\u00fasica e a populariza\u00e7\u00e3o das redes sociais, fica cada vez mais f\u00e1cil disponibilizar seu trabalho e cada vez mais dif\u00edcil se destacar \u2014 pela concorr\u00eancia, pelo algoritmo e pelas estrat\u00e9gias esmagadoras de nomes maiores dominando os plays.<\/p>\n<p>Com a nova MPB, a evolu\u00e7\u00e3o do rap nacional, a ascens\u00e3o do trap, os desdobramento do rock (pela influ\u00eancia das m\u00fasicas cl\u00e1ssicas), a redescoberta das ra\u00edzes do samba, e a m\u00fasica extrema ganhando destaque (e muito mais), os 25 escolhidos pela <em><strong>Rolling Stone Brasil<\/strong><\/em> refletem aquilo que h\u00e1 de melhor na ind\u00fastria fono\u00a0gr\u00e1fica brasileira agora.<\/p>\n<p>Abaixo, veja a lista completa do <strong>Futuro da M\u00fasica<\/strong>, feita pela <strong><em>Rolling Stone Brasil<\/em><\/strong>, e tamb\u00e9m dispon\u00edvel na edi\u00e7\u00e3o impressa especial de <strong>Seu Jorge<\/strong> (compre a revista <strong>neste link<\/strong>).<\/p>\n<h2>BK&#8217;<\/h2>\n<p>Por <strong>Felipe Grutter<\/strong><\/p>\n<figure class=\"image\"><figcaption>Foto: Bruna Sussekind<\/figcaption><\/figure>\n<p>\u00c9 praticamente imposs\u00edvel falar de rap contempor\u00e2neo sem passar por Abebe Bikila Costa Santos, mais conhecido como BK\u2019. Seja com Castelos &amp; Ru\u00ednas (2016), Gigantes (2018), O L\u00edder em Movimento (2020) ou Icarus (2022), o artista carioca sempre se reinventou com m\u00fasicas que impactaram os mais diversos amantes do g\u00eanero.<\/p>\n<p>Em 2025, ele conseguiu manter o alto n\u00edvel musical com o aclamado Diamantes, L\u00e1grimas e Rostos para Esquecer, lan\u00e7ado em 28 de janeiro, acompanhado de um filme gravado na Eti\u00f3pia, \u00c1frica. Com 16 faixas ao todo, o trabalho vai muito al\u00e9m do rap, com samples brilhantes de grandes artistas como Djavan, Fat Family e Milton Nascimento, passando por diversos g\u00eaneros musicais, como samba, R&amp;B e trap.<\/p>\n<p>Os n\u00fameros do disco explodiram, como disse \u00e0 Rolling Stone Brasil, nas plataformas digitais. Pouco mais de uma semana ap\u00f3s o lan\u00e7amento, contando Spotify, YouTube, Deezer, Apple Music e Amazon Music, somou mais de 44 milh\u00f5es de reprodu\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>\u201cA galera estava com expectativa de um trabalho bom e interessante ap\u00f3s Icarus, mas [o resultado] foi muito superior. A rea\u00e7\u00e3o do p\u00fablico est\u00e1 bem maneira. Agora, o foco \u00e9 todo no primeiro show do disco, no nosso festival, Gigantes\u201d, adiantou.<\/p>\n<p>Essa caminhada para se manter em evid\u00eancia n\u00e3o foi f\u00e1cil, visto que o carioca corre do lado de diversos destaques do rap da gera\u00e7\u00e3o dele, como Djonga, Filipe Ret e Froid. BK\u2019 n\u00e3o \u00e9 apenas um rapper que olha para o atual e respeita o passado, mas mira o futuro e sempre busca fortalecer jovens nomes da cena, seja FYE, Luccas Carlos ou Ebony.<\/p>\n<p>\u201cMeu rap \u00e9 uma f\u00e1brica e estamos criando l\u00edderes\u201d, canta na m\u00fasica \u201cAbebe Bikila\u201d, do \u00e1lbum Gigantes.<br \/>No que Racionais MC\u2019s questiona \u201cviver pouco como um rei ou muito como um z\u00e9?\u201d, BK\u2019 define em \u201cS\u00f3 Eu Sei\u201d, de DLRE: \u201cViver muito como um rei, essa \u00e9 minha resposta\u201d.<\/p>\n<h2>Melly<\/h2>\n<p>Por <strong>Felipe Grutter<\/strong><\/p>\n<figure class=\"image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"Melly\" height=\"966\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/rollingstone.uol.com.br\/media\/uploads\/2025\/04\/post-futuro-da-musica4.jpg\" width=\"773\"\/><figcaption>Foto: Edgar Azevedo<\/figcaption><\/figure>\n<p>Ainf\u00e2ncia e a pr\u00e9-adolesc\u00eancia talvez sejam os per\u00edodos mais doces e coloridos da vida. Por\u00e9m, ao longo dos anos, as responsabilidades aumentam e o amadurecimento fica mais dif\u00edcil e amargo. \u00c9 sobre crescer que Melly canta no primeiro disco de est\u00fadio da carreira, Amar\u00edssima (2024), indicado como Melhor \u00c1lbum de Pop Contempor\u00e2neo em L\u00edngua Portuguesa no Grammy Latino 2024.<\/p>\n<p>Apesar de muito jovem, com apenas 23 anos, ela sempre se mostrou uma artista bastante madura e consciente de si. Produtora, cantora e compositora autodidata, Melly se descreve como uma pessoa muito minuciosa. \u201cEu tenho muito preciosismo com o meu trabalho, porque eu enxergo como a\u00a0 m\u00fasica vai ser no fim\u201d, explicou ela, que ser\u00e1 uma das atra\u00e7\u00f5es do Jo\u00e3o Rock 2025, em entrevista \u00e0 Rolling Stone Brasil. \u201cMesmo que n\u00e3o esteja pronta, consigo entender o sonoro visual de como aquilo ali vai ficar. A\u00ed me meto em todas as etapas\u201d.<\/p>\n<p>No entanto, ap\u00f3s os primeiros anos de carreira e amadurecimento art\u00edstico, a artista entendeu que n\u00e3o dava espa\u00e7o para outras perspectivas. Ent\u00e3o, come\u00e7ou a colaborar com mais pessoas para ter um segundo olhar a respeito do trabalho. \u201cO seu olhar de uma mesma coisa, para mim, \u00e9 completamente diferente, n\u00e9? A mesma cor que eu vejo n\u00e3o \u00e9 a mesma cor que voc\u00ea v\u00ea, mas ainda assim \u00e9 azul, ou amarelo, sabe?\u201d<\/p>\n<p>Assim, nasceu Amar\u00edssima V2 (2025), remix do \u00e1lbum de 2024, que foi repensado, tanto em melodia quanto arranjos, por outros artistas, como Luccas Carlos, Duda Beat, Russo Passapusso, Manigga, Liniker, Carlos do Complexo e Karol Conk\u00e1.<\/p>\n<h2>Flor<\/h2>\n<p>Por <strong>Aline Carlin Cordaro<\/strong><\/p>\n<figure class=\"image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"Flor\" height=\"966\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/rollingstone.uol.com.br\/media\/uploads\/2025\/04\/post-futuro-da-musica6.jpg\" width=\"773\"\/><figcaption>Foto: Marina Novelli<\/figcaption><\/figure>\n<p>Flor, nome art\u00edstico de Flor de Maria Jorge, cresceu imersa em m\u00fasica. Filha de Seu Jorge, a cantora e compositora de 22 anos encontrou sua identidade art\u00edstica misturando R&amp;B, jazz, soul, funk, bossa nova e samba. Em setembro de 2024, lan\u00e7ou o EP Prima, criado ao lado dos amigos Ayush Garg<br \/>e Mateo Pitkin. No m\u00eas seguinte, apresentou o single \u201cA LA MISMA VEZ\u201d, colabora\u00e7\u00e3o com Al\u00e9 Araya, pela Rostrum Records.<\/p>\n<p>A transi\u00e7\u00e3o entre l\u00ednguas \u00e9 uma marca de sua musicalidade. \u201cAlinhar os idiomas em minha\u00a0 personalidade \u00e9 o maior desafio at\u00e9 agora ao juntar as duas, principalmente no mundo da m\u00fasica\u201d, afirmou \u00e0 Hypebeast BR em 2024.<\/p>\n<p>Prima surgiu de encontros despretensiosos em sua casa, seja na sala de estar ou quarto\u2026 literalmente em qualquer canto. Com ajuda dos amigos, criou no fluxo de ideias, sem pensar demais em nada. \u201cDemorou um tempo at\u00e9 que percebemos o que est\u00e1vamos fazendo. Foi algo muito de repente. A partir da\u00ed, constru\u00edmos focando nos detalhes de cada faixa.\u201d<\/p>\n<p>Apesar do sobrenome, Flor busca ser reconhecida pelo pr\u00f3prio trabalho. \u201cSou uma nepo baby para caralho! N\u00e3o escolhi, nasci. Mas estou fazendo meu pr\u00f3prio neg\u00f3cio, tenho minha vis\u00e3o de m\u00fasica, estou confiante\u201d, disse ao O Globo.<\/p>\n<p>Para Seu Jorge, que acompanhou de perto o crescimento art\u00edstico da filha, ela tem uma musicalidade \u00fanica, que ele diz que nem sabe fazer. Em novembro de 2024, os dois dividiram palco no Rock The Mountain, em uma das muitas apresenta\u00e7\u00f5es da turn\u00ea que realizavam juntos. \u201cA ideia \u00e9 promover o disco para o resto da vida, indo devagar, cantando nos shows, espalhando a palavra do EP.\u201d<\/p>\n<h2>Yohan Kisser<\/h2>\n<p>Por <strong>Igor Miranda<\/strong><\/p>\n<figure class=\"image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"Yohan Kisser\" height=\"966\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/rollingstone.uol.com.br\/media\/uploads\/2025\/04\/post-futuro-da-musica8.jpg\" width=\"773\"\/><figcaption>Foto: Ju Missagia<\/figcaption><\/figure>\n<p>O sobrenome tem peso. Yohan Kisser \u00e9 filho de Andreas Kisser, guitarrista do Sepultura, maior banda de metal do Brasil. Mas sua vibe \u00e9 outra. As influ\u00eancias v\u00e3o de Frank Zappa a Richard Strauss, passando por \u00cdgor Stravinski e Hermeto Pascoal.<\/p>\n<p>Pode ser consequ\u00eancia de seu estudo formal em m\u00fasica, visto que \u00e9 graduado pelo conservat\u00f3rio de m\u00fasica da Funda\u00e7\u00e3o das Artes de S\u00e3o Caetano do Sul. Ou pode ser reflexo de uma alma inquieta, claramente parte da gen-Z, do tipo que j\u00e1 pensa no segundo \u00e1lbum solo com o primeiro, The Rivals Are Fed and Rest, rec\u00e9m-lan\u00e7ado.<\/p>\n<p>O disco em quest\u00e3o surgiu ap\u00f3s passagens por bandas de metal, como Sioux 66, Antrvm e Kisser Clan. Em meio \u00e0s letras em ingl\u00eas e portugu\u00eas, h\u00e1 piano substituindo a guitarra e um som que percorre prog-rock, MPB, jazz e at\u00e9 mesmo hip hop.<\/p>\n<p>\u201cPrecisava gritar isso que vem de dentro\u201d, disse \u00e0 Rolling Stone Brasil. Ainda garante: este<br \/>trabalho n\u00e3o poderia ser feito com banda. \u201cVoc\u00ea comp\u00f5e seu beb\u00ea Frankenstein&#8230; quando mostra para a banda, logo arrancam uma perna\u201d.<\/p>\n<h2>Amaro Freitas<\/h2>\n<p>Por <strong>Rodrigo Tammaro<\/strong><\/p>\n<figure class=\"image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"Amaro Freitas\" height=\"966\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/rollingstone.uol.com.br\/media\/uploads\/2025\/04\/post-futuro-da-musica10.jpg\" width=\"773\"\/><figcaption>Foto: Micael Hocherman<\/figcaption><\/figure>\n<p>Nascido na periferia de Recife, Amaro Freitas entrou no universo da m\u00fasica aos 12 anos para participar da banda da igreja que frequentava. L\u00e1, aprendeu que a m\u00fasica tem o poder de tocar as pessoas. Aos 33, o pianista \u00e9 respons\u00e1vel por discos como Sangue Negro (2016), Rasif (2018) e<br \/>Sankofa (2021), que prop\u00f5em uma conex\u00e3o com as ra\u00edzes brasileiras.<\/p>\n<p>O trabalho continua no internacionalmente aclamado Y\u2019Y (2024), criado ap\u00f3s uma passagem pela Amaz\u00f4nia. \u201cEu descobri outro Brasil que n\u00e3o tive acesso; a gente n\u00e3o aprende sobre o nosso territ\u00f3rio\u201d, disse \u00e0 Rolling Stone Brasil. Apaixonado pelo estudo do piano, Amaro explora limites, cria texturas e une experimenta\u00e7\u00e3o, complexidade e simplicidade.<\/p>\n<p>Vencedor do Pr\u00eamio Multishow 2024 como Instrumentista do Ano, define o jazz como o g\u00eanero do<br \/>\u201cj\u00e1\u201d. Na m\u00fasica do agora, semeia o futuro. \u201cEssa \u00e9 a import\u00e2ncia desse trabalho: o qu\u00e3o empolgados e interessados estamos em transformar para melhor, mesmo que talvez n\u00e3o o mundo, mas uma pequena comunidade\u201d.<\/p>\n<h2>Febem<\/h2>\n<p>Por <strong>Felipe Grutter<\/strong><\/p>\n<figure class=\"image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"Febem\" height=\"966\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/rollingstone.uol.com.br\/media\/uploads\/2025\/04\/post-futuro-da-musica12.jpg\" width=\"773\"\/><figcaption>Foto: Luq Dias<\/figcaption><\/figure>\n<p>Ao longo dos cinco discos de est\u00fadio solo da carreira, intitulados Elevador (2016), Prata (2017), Running (2019), Jovem OG (2021) e Abaixo do Radar (2024), Febem voou alto com rimas inteligentes e letras que retratam tudo aquilo que permeia as ruas, vida urbana e periferias.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, apesar de ser um dos melhores rappers brasileiros da atualidade, o artista n\u00e3o atingiu o tal do mainstream. Ao longo da carreira, ainda fez sucesso com dois discos colaborativos: o marcante Brime! (2020), feito com Fleezus e CESRV, e o cometa Highboyz, produzido ao lado de Sain.<\/p>\n<p>Com as mais diversas influ\u00eancias do hip hop, que passam pelo rap e boom bap, e \u201chomenagem aos privil\u00e9gios que n\u00e3o tive\u201d, Abaixo do Radar \u00e9 o melhor disco de Febem e um marco na carreira dele. \u201cFoi meu maior passo para o reconhecimento art\u00edstico,\u201d disse \u00e0 Rolling Stone Brasil. \u201cO material que ele carrega furou a bolha do meu nicho. Tem muita alma dentro desse disco, muitas pessoas a mais ainda v\u00e3o se identificar porque tem um conte\u00fado atemporal\u2026 \u00e9 sobre ser humano\u201d.<\/p>\n<p>Ao longo das 10 faixas, ele canta sobre sa\u00fade mental e sanidade, papel do hip hop na arte dele, necessidade de continuar trabalhando e consequ\u00eancias de se posicionar e ser aut\u00eantico em uma ind\u00fastria que busca cada vez mais moldar os artistas. O artista busca se afastar de r\u00f3tulos da ind\u00fastria, mas diz que entende \u201cque o mercado precisa organizar tudo em prateleiras\u201d.<\/p>\n<p>\u201cContinuarei sendo a mesma metamorfose ambulante, s\u00f3 que mais dedicado. Perdi muito tempo n\u00e3o produzindo nada usando desculpa de estar na estrada. Ent\u00e3o j\u00e1 me encontro em est\u00fadio planejando o que pode ser talvez meu pr\u00f3ximo \u00e1lbum.\u201d<\/p>\n<h2>Crypta<\/h2>\n<p>Por <strong>Igor Miranda<\/strong><\/p>\n<figure class=\"image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"Fernanda Lira, da banda Crypta\" height=\"967\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/rollingstone.uol.com.br\/media\/uploads\/2025\/04\/post-futuro-da-musica14.jpg\" width=\"773\"\/><figcaption>Foto: Estevam Romera<\/figcaption><\/figure>\n<p>Mudan\u00e7as de forma\u00e7\u00e3o n\u00e3o pararam a Nervosa, banda que por quase uma d\u00e9cada contou com Fernanda Lira. Tamb\u00e9m n\u00e3o devem frear a Crypta, criada pouco antes de a vocalista e baixista deixar o grupo anterior junto da baterista Luana Dametto, em 2020.<\/p>\n<p>No \u00faltimo dia 10 de mar\u00e7o, a guitarrista J\u00e9ssica Di Falchi, integrante desde 2022, teve sa\u00edda anunciada. Nenhum compromisso ser\u00e1 afetado.\u00a0Nos pr\u00f3ximos shows, Fernanda, Luana e a tamb\u00e9m guitarrista Tain\u00e1 Bergamaschi ter\u00e3o diferentes mulheres na vaga de Di Falchi at\u00e9 que uma substituta definitiva seja escolhida. Um novo \u00e1lbum, o terceiro, deve sair no segundo semestre de 2026.<\/p>\n<p>O mundo do metal extremo anseia pela continuidade desta banda, que conseguiu<br \/>grandes feitos com Shades of Sorrow (2023). O segundo \u00e1lbum do grupo de death metal<br \/>entrou nas paradas americanas Emerging Artists (\u201cartistas emergentes\u201d) e Top Current Album Sales (novos discos mais vendidos em formatos tradicionais nos EUA), nas posi\u00e7\u00f5es 41 e 71, respectivamente. S\u00f3 em 2024, realizaram mais de 130 shows nas Am\u00e9ricas do Norte e Sul e Europa.<\/p>\n<p>\u201cJamais esperei que, com um disco de death metal, pud\u00e9ssemos alcan\u00e7ar mais de uma categoria das paradas americanas bem posicionadas\u201d, admitiu Lira \u00e0 Rolling Stone Brasil. \u201cOu que tocar\u00edamos em alguns dos maiores festivais em t\u00e3o pouco tempo, sendo uma banda de death metal latino-americana. Achei que levaria muitos anos para esse tipo de conquista, mas serve como combust\u00edvel: se cheguei aqui, tem muito mais que posso realizar.\u201d<\/p>\n<h2>Yunk Vino<\/h2>\n<p>Por <strong>Aline Carlin Cordaro<\/strong><\/p>\n<figure class=\"image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"Yunk Vino\" height=\"967\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/rollingstone.uol.com.br\/media\/uploads\/2025\/04\/post-futuro-da-musica16.jpg\" width=\"773\"\/><figcaption>Foto: Bruno Gordilho<\/figcaption><\/figure>\n<p>Yunk Vino, nome art\u00edstico de Marcos Vin\u00edcius Albano, tem se consolidado como um dos principais nomes do trap brasileiro. Aos 27 anos, o rapper de Carapicu\u00edba, na Grande S\u00e3o Paulo, lan\u00e7ou a mixtape M.A.D. 2, sequ\u00eancia do projeto Meu Amigo Di\u00e1rio (2023). Com distribui\u00e7\u00e3o pela Universal Music Brasil e o selo Labbel Records, o trabalho traz colabora\u00e7\u00f5es de Ryu, The Runner e Alee e<br \/>refor\u00e7a seu estilo narrativo.<\/p>\n<p>\u201cDesde 2023 vi que era bom para mim ser um pouco mais pessoal na minha arte, tentar falar um pouco de coisas que muitas vezes a gente n\u00e3o consegue comunicar bem\u201d, afirmou \u00e0 Rolling Stone Brasil. \u201cMinha cabe\u00e7a me ajuda a tentar fazer m\u00fasicas em que eu consiga desabafar e facilite a compreens\u00e3o do p\u00fablico.\u201d<\/p>\n<p>M.A.D. 2 se destaca por explorar diferentes atmosferas musicais, transitando entre faixas introspectivas e batidas mais pulsantes. \u201cVai ter m\u00fasica que vai ser mais festa, mais brincalhona, e outras mais s\u00e9rias, envolvendo algo \u00edntimo, como uma amizade que voc\u00ea tinha e n\u00e3o fala mais\u201d, explicou.<\/p>\n<p>O rapper, que subir\u00e1 ao Palco Fortalecendo A Cena do Jo\u00e3o Rock 2025, evoluiu na sonoridade ao experimentar elementos diferentes.Por exemplo, algumas faixas possuem um tom mais natural, enquanto outras ter\u00e3o um pitch \u201ctotalmente diferente, bem modificado, com uma textura meio maluca\u201d.<\/p>\n<p>\u201cO Volume 1 foi respons\u00e1vel para o p\u00fablico come\u00e7ar a entender o que queria fazer, o que viria depois e pr\u00f3ximos passos. Agora, \u00e9 sobre aprofundar essa conex\u00e3o e mostrar novas possibilidades\u201d.<\/p>\n<h2>Zaynara<\/h2>\n<p>Por <strong>Daniela Swidrak<\/strong><\/p>\n<figure class=\"image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"Zaynara\" height=\"967\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/rollingstone.uol.com.br\/media\/uploads\/2025\/04\/post-futuro-da-musica18.jpg\" width=\"773\"\/><figcaption>Foto: Anthony Ara\u00fajo<\/figcaption><\/figure>\n<p>N\u00e3o \u00e9 todo dia que Joelma, a Rainha do Norte, decide amadrinhar uma nova artista. Mas Zaynara, nascida e criada em Camet\u00e1, no cora\u00e7\u00e3o do Par\u00e1, n\u00e3o \u00e9 qualquer artista. Com apenas 23 anos, j\u00e1 se consolida como um dos grandes nomes da nova gera\u00e7\u00e3o da m\u00fasica brasileira, levando o ritmo do Norte para todo o pa\u00eds com o g\u00eanero que ajudou a popularizar: o beat melody.<\/p>\n<p>Mas, afinal, o que \u00e9 o beat melody? \u201cDesenvolvi esse ritmo a partir do brega paraense e com influ\u00eancias da m\u00fasica de Camet\u00e1, que \u00e9 de onde eu sou. Sobre algumas das caracter\u00edsticas posso destacar a levada do beat melody que tem um kit de bateria muito espec\u00edfico, que n\u00e3o \u00e9 o mesmo do calypso, mas tamb\u00e9m n\u00e3o est\u00e1 presente no tecnomelody, por exemplo. Ainda tem toda sonoridade eletr\u00f4nica e de m\u00fasica pop. \u00c9 a fus\u00e3o de tudo o que cresci ouvindo e me construiu como artista at\u00e9 aqui, com m\u00fasica paraense, cametaense, eletr\u00f4nica e pop nacional e internacional, mas tudo em um ritmo s\u00f3\u201d.<\/p>\n<p>Com uma presen\u00e7a de palco magn\u00e9tica, Zaynara j\u00e1 brilhou em festivais como o Rock in Rio e Psica. Em 2025, est\u00e1 confirmada no Rock The Mountain e no espet\u00e1culo Amaz\u00f4nia Para Sempre, ao lado de nomes como Mariah Carey, Ivete Sangalo e Gaby Amarantos.<\/p>\n<p>Desde pequena, Zaynara mostra seu talento. Em 2022, lan\u00e7ou seu primeiro \u00e1lbum, \u00c9 Beat Melody, e ganhou proje\u00e7\u00e3o nacional em 2023 com Quem Manda em Mim. Em 2024, refor\u00e7ou sua ascens\u00e3o com \u201cSou do Norte\u201d, hino paraense que celebra suas ra\u00edzes. Com talento, carisma e uma sonoridade que faz qualquer um dan\u00e7ar, Zaynara n\u00e3o s\u00f3 representa o Norte, mas tamb\u00e9m pavimenta seu caminho como um dos maiores nomes da nova m\u00fasica brasileira. Esse furac\u00e3o paraense veio para ficar.\u00a0<\/p>\n<h2>Yago Oproprio<\/h2>\n<p>Por <strong>Rodrigo Tammaro<\/strong><\/p>\n<figure class=\"image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"Yago Oproprio\" height=\"967\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/rollingstone.uol.com.br\/media\/uploads\/2025\/04\/post-futuro-da-musica20.jpg\" width=\"773\"\/><figcaption>Foto: Gleeson Paulino<\/figcaption><\/figure>\n<p>Yago Oproprio gosta de fazer m\u00fasica do jeito que o cora\u00e7\u00e3o pede. Ap\u00f3s grandes sucessos com o single \u201cImprevisto\u201d (2022) e o EP Inquilino (2023), o primeiro \u00e1lbum dele, Oproprio, chegou em 2024. \u201cEu quis fazer um disco que fosse eu de verdade, sem ignorar o que me inspira\u201d, disse \u00e0 Rolling Stone Brasil. O resultado foi uma sonoridade aut\u00eantica, que rendeu indica\u00e7\u00f5es no Grammy Latino e no pr\u00eamio Multishow. Todo esse reconhecimento tem seu valor, mas ele garante que seguir\u00e1 guiado pela pr\u00f3pria verdade.<\/p>\n<p>No cora\u00e7\u00e3o, quem d\u00e1 o compasso \u00e9 a mistura. \u201cCombinar diferentes ritmos enriquece e me permite explorar novos lugares. Fica mais f\u00e1cil de traduzir meus sentimentos.\u201d Com influ\u00eancias de rap, boom bap, salsa e reggaeton, Yago Oproprio foge dos r\u00f3tulos. Assim, ele espera furar as bolhas musicais e contribuir para um \u201cmovimento de artistas que n\u00e3o t\u00eam medo de experimentar.\u201d<\/p>\n<h2>Rog\u00ea<\/h2>\n<p>Por <strong>Henrique Nascimento<\/strong><\/p>\n<figure class=\"image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"Rog\u00ea\" height=\"967\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/rollingstone.uol.com.br\/media\/uploads\/2025\/04\/post-futuro-da-musica21.jpg\" width=\"773\"\/><figcaption>Foto: Natalie John<\/figcaption><\/figure>\n<p>&#8220;Minha origem \u00e9 o samba\u201d, me disse Rog\u00ea, antes de qualquer coisa. Nascido no Rio de Janeiro, conterr\u00e2neo de Arlindo Cruz, que o influenciou a abra\u00e7ar o g\u00eanero musical. Aos 10 anos, dedilhava o viol\u00e3o em busca de acordes que contassem o que via e ouvia no mundo: o voo de um p\u00e1ssaro, o jeito de andar de um malandro, a magia de um drible em uma partida de futebol.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 isso que nos faz querer fazer m\u00fasica\u201d, explicou. \u00c9 o cotidiano que motiva Rog\u00ea: tocar, estudar, produzir e continuar crescendo, al\u00e9m dos seus mais de 20 anos de carreira. O sucesso \u00e9 consequ\u00eancia. \u201cN\u00e3o \u00e9 para isso que eu fa\u00e7o arte\u201d, afirmou o artista, que preza pela relev\u00e2ncia e a representatividade da cultura brasileira que a sua obra pode ter, e o potencial de aquilo se tornar algo que transcenda o tempo, como acontece com Caetano Veloso, Gilberto Gil, Chico Buarque e Jorge Ben Jor, outros grandes \u00eddolos seus. Para Rog\u00ea, o futuro \u00e9 agora.<\/p>\n<h2>Caio<\/h2>\n<p>Por <strong>Henrique Nascimento<\/strong><\/p>\n<figure class=\"image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"Caio\" height=\"967\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/rollingstone.uol.com.br\/media\/uploads\/2025\/04\/post-futuro-da-musica22.jpg\" width=\"773\"\/><figcaption>Foto: Jean Affeld<\/figcaption><\/figure>\n<p>Descendente de pretos, ind\u00edgenas e brancos, Caio canta para resgatar a pr\u00f3pria hist\u00f3ria. Nascido em Minas Gerais, filho de uma cabeleireira e um t\u00e9cnico de inform\u00e1tica, o artista sempre conviveu com a<br \/>m\u00fasica, desde os servi\u00e7os de adora\u00e7\u00e3o na igreja evang\u00e9lica aos domingos na casa da av\u00f3, regados a churrasco e samba, que o levaram a querer fazer o seu pr\u00f3prio som, influenciado tamb\u00e9m por Clara Nunes, Cartola, Candeia e Jorge Ben Jor.<\/p>\n<p>Caio n\u00e3o tem pressa para saber o que h\u00e1 no futuro, e n\u00e3o se importa com as press\u00f5es externas ou imposi\u00e7\u00f5es sobre como fazer a sua m\u00fasica, que acredita ser \u201cum convite para se orgulhar da nossa brasilidade, mas com respeito ao tempo de cada coisa. \u00c0s mem\u00f3rias que nos antecedem. Aos protagonistas que abriram passagem para o nosso pr\u00f3prio viver\u201d.<\/p>\n<p>Com coragem, e no seu pr\u00f3prio ritmo, o artista j\u00e1 teve a honra de trabalhar com grandes nomes da M\u00fasica Popular Brasileira como Daniela Mercury e Vanessa da Mata. \u201cN\u00e3o \u00e9 que a vida me trouxe coisas bonitas?\u201d, celebrou \u00e0 Rolling Stone Brasil.<\/p>\n<h2>Ador\u00e1vel Clich\u00ea<\/h2>\n<p>Por <strong>Igor Miranda<\/strong><\/p>\n<figure class=\"image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"Ador\u00e1vel Clich\u00ea\" height=\"967\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/rollingstone.uol.com.br\/media\/uploads\/2025\/04\/post-futuro-da-musica23.jpg\" width=\"773\"\/><figcaption>Foto: MAR+VIN<\/figcaption><\/figure>\n<p>Leva tempo para o trabalho de uma banda se consolidar perante o p\u00fablico. Ador\u00e1vel Clich\u00ea \u00e9 prova: o grupo surgiu em 2013, em Blumenau\u2013SC, mas s\u00f3 agora colhe os louros com seu segundo \u00e1lbum, Sonhos Que Nunca Morrem (2024), que rendeu uma s\u00e9rie de shows pelo pa\u00eds \u2014 com data sold-out em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Gabrielle Philippi (voz), Marlon Lopes (guitarra), Gabriel Geisler (baixo) e Felipe Protski (guitarra) praticam som ancorado em shoegaze e dream pop. Hoje, soam mais acess\u00edveis do que no trabalho anterior, intitulado O Que Existe Dentro de Mim (2018).<\/p>\n<p>Notou que nenhum baterista foi citado, n\u00e9? O disco de 2024 nasceu sem ter algu\u00e9m na fun\u00e7\u00e3o, antes<br \/>ocupada por Diogo Leal. Como reflexo, acabou composto na frente do computador. Satisfat\u00f3rio mas,<br \/>para Lopes, n\u00e3o t\u00e3o espont\u00e2neo se comparado a um material concebido em ensaios ao vivo. O pr\u00f3ximo \u00e1lbum, que j\u00e1 est\u00e1 em produ\u00e7\u00e3o, ser\u00e1 mais cru e din\u00e2mico. \u201cAlgo que converse com quem esteja ouvindo em casa, mas que seja de f\u00e1cil transposi\u00e7\u00e3o para o show\u201d, diz.<\/p>\n<h2>Tuyo<\/h2>\n<p>Por <strong>Felipe Grutter<\/strong><\/p>\n<figure class=\"image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"Tuyo\" height=\"967\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/rollingstone.uol.com.br\/media\/uploads\/2025\/04\/post-futuro-da-musica24.jpg\" width=\"773\"\/><figcaption>Foto: Lais Dantas<\/figcaption><\/figure>\n<p>No ambiente de uma escola estadual de S\u00e3o Paulo, ap\u00f3s receber convite para participar de uma discuss\u00e3o sobre sociedade, com exibi\u00e7\u00e3o e sess\u00e3o de perguntas e respostas sobre o videoclipe de \u201cPaisagem\u201d, Lio celebra um disco que existe na rua, no boca a boca, al\u00e9m do ambiente digital, e descreve o momento da Tuyo como \u201cprivil\u00e9gio que demoramos muito para consolidar\u201d.<\/p>\n<p>A banda, tamb\u00e9m formada por Lay e Machado, criou ra\u00edzes na internet, onde o trio divulgou os primeiros trabalhos e conseguiu sua rede fiel de f\u00e3s, antes de conquistar uma indica\u00e7\u00e3o ao Grammy Latino de 2021 pelo \u00f3timo Chegamos Sozinhos em Casa (2021).<\/p>\n<p>Tr\u00eas anos depois, veio Paisagem, que ficou na quarta posi\u00e7\u00e3o do ranking de 10 melhores \u00e1lbuns nacionais de 2024 da Rolling Stone Brasil. O terceiro disco do grupo \u00e9 um tanto quanto otimista, carregado de significados, crescimento art\u00edstico e reflex\u00f5es sobre vida e tempo.<\/p>\n<p>Tuyo tamb\u00e9m se aventurou com o infantil Quem Eu Quero Ser (2024), que trouxe um exerc\u00edcio de recuperar mem\u00f3rias ainda mais antigas. \u201cEscrever um \u00e1lbum para um p\u00fablico com o qual at\u00e9 ent\u00e3o a gente s\u00f3 tinha flertado deu medo, mas desse tipo de medo que provoca a gente a arriscar\u201d.<\/p>\n<p>Uma parceira muito importante neste per\u00edodo tem sido Erica Silva, que dirige os shows de Paisagem e Quem Eu Quero Ser, e apoiou no estudo intensivo de teoria musical e pesquisas de timbre para os shows ac\u00fasticos emocionantes da banda.<\/p>\n<p>\u201cCelebrar nosso pr\u00f3prio repert\u00f3rio \u00e9 o objetivo desse show, e tamb\u00e9m dividir com novas audi\u00eancias segredos antigos da banda, can\u00e7\u00f5es inacabadas, ensaios para pr\u00f3ximos \u00e1lbuns\u2026 a nossa intimidade sem rodeios.\u201d<\/p>\n<h2>Sofia Freire<\/h2>\n<p>Por <strong>Aline Carlin Cordaro<\/strong><\/p>\n<figure class=\"image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"Sofia Freire\" height=\"967\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/rollingstone.uol.com.br\/media\/uploads\/2025\/04\/post-futuro-da-musica25.jpg\" width=\"773\"\/><figcaption>Foto: Camila Coimbra<\/figcaption><\/figure>\n<p>Com um som que transita entre dark pop, MPB e experimenta\u00e7\u00f5es eletr\u00f4nicas, Sofia Freire consolida a pr\u00f3pria identidade art\u00edstica na cena musical brasileira. Pernambucana, cantora, compositora e produtora, a artista lan\u00e7ou em 2024 o terceiro \u00e1lbum, Ponta da L\u00edngua, que reflete sobre bloqueios<br \/>criativos, amadurecimento e autodescoberta.<\/p>\n<p>O disco, que foi eleito um dos 50 melhores pela APCA (Associa\u00e7\u00e3o Paulista de Cr\u00edticos de Arte), nasceu de um per\u00edodo de introspec\u00e7\u00e3o e experimenta\u00e7\u00e3o. Ponta da L\u00edngua explora camadas vocais sobrepostas, sintetizadores atmosf\u00e9ricos e uma est\u00e9tica on\u00edrica, com nove faixas compostas e produzidas pela pr\u00f3pria Sofia.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 estimulante pensar nesse futuro da m\u00fasica brasileira em que me parece que a experimenta\u00e7\u00e3o ganha cada vez mais espa\u00e7o e, com isso, nossa identidade se fortalece; n\u00e3o se perde, ao contr\u00e1rio do que se poderia pensar. E que me considerem parte desse movimento \u00e9 de uma alegria imensa!\u201d, afirmou \u00e0 Rolling Stone Brasil.<\/p>\n<p>Desde Garimpo (2015) e Rom\u00e3 (2017), Sofia se destacava pelo uso criativo da m\u00fasica pop, combinando poesia e harmonias sofisticadas. Em Ponta da L\u00edngua, a sonoridade se expande ainda mais ao evidenciar sua maturidade art\u00edstica. O trabalho marcou sua estreia como produtora solo e fortaleceu sua assinatura musical.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da carreira solo, Sofia integrou a banda de Gilberto Gil na turn\u00ea Refavela 40 e participou<br \/>de discos de Eddie, Flaira Ferro e Babi Jacques e Lasserre. Em 2025, coroou a trajet\u00f3ria ao subir no palco principal do Lollapalooza Brasil.<\/p>\n<h2>Curumim<\/h2>\n<p>Por <strong>Daniela Swid<\/strong><strong>rak<\/strong><\/p>\n<figure class=\"image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"Curumim\" height=\"967\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/rollingstone.uol.com.br\/media\/uploads\/2025\/04\/post-futuro-da-musica26.jpg\" width=\"773\"\/><figcaption>Foto: J\u00e9ssica Junq<\/figcaption><\/figure>\n<p>Em um momento no qual o mundo busca novas formas de se equilibrar ap\u00f3s tempos dif\u00edceis, a transforma\u00e7\u00e3o e a reconex\u00e3o com as origens surgem como caminhos naturais. \u00c9 nesse contexto que<br \/>Curumin apresenta seu quinto \u00e1lbum, Pedra de Selva, um convite para desacelerar, sentir e lembrar que certas tecnologias humanas \u2014 intui\u00e7\u00e3o, sensibilidade e conex\u00e3o com a Terra \u2014 n\u00e3o podem ser substitu\u00eddas.<\/p>\n<p>Pedra de Selva reflete a busca do artista por reconex\u00e3o com a sensibilidade e a ess\u00eancia humana. O disco nasceu durante a pandemia, per\u00edodo em que Curumin mergulhou novamente no estudo da bateria e do viol\u00e3o, resgatando sua rela\u00e7\u00e3o com a m\u00fasica de forma mais introspectiva. O \u00e1lbum dialoga diretamente com reflex\u00f5es filos\u00f3ficas sobre o impacto do desenvolvimento industrial na sociedade capitalista.<\/p>\n<p>O m\u00fasico destaca a influ\u00eancia de pensadores como Ailton Krenak e Salloma Salom\u00e3o e ressalta a necessidade de reavaliar nossa rela\u00e7\u00e3o com natureza e esp\u00edrito. \u201cFomos nos encantando com as m\u00e1quinas enquanto outras tecnologias poderiam ter avan\u00e7ado, mas entregamos para as m\u00e1quinas. Precisamos nos rever dentro do sistema capitalista e voltar para as outras coisas: a Terra e o que<br \/>importa\u201d, reflete.<\/p>\n<p>Musicalmente, o artista mant\u00e9m sua identidade plural, explorando sonoridades experimentais que transitam entre hip hop, funk, jazz, bossa nova e samba. O resultado \u00e9 uma obra provocativa e instigante, que tamb\u00e9m prop\u00f5e um olhar para dentro, refor\u00e7ando a necessidade de desenvolver o<br \/>esp\u00edrito e resgatar o que foi atrofiado pelo mundo moderno.<\/p>\n<h2>Chico Bernardes<\/h2>\n<p>Por <strong>Felipe Grutter<\/strong><\/p>\n<figure class=\"image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"Chico Bernardes\" height=\"967\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/rollingstone.uol.com.br\/media\/uploads\/2025\/04\/post-futuro-da-musica27.jpg\" width=\"773\"\/><figcaption>Foto: Berro<\/figcaption><\/figure>\n<p>Filho de Maur\u00edcio Pereira, compositor, cantor e grande nome da m\u00fasica independente brasileira,<br \/>e irm\u00e3o mais novo de Tim Bernardes, conhecido como integrante da banda O Terno e expoente da m\u00fasica alternativa, Chico Bernardes cresceu cercado pela arte, mas n\u00e3o pensava em seguir uma carreira como os parentes.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, na hora de escolher um curso superior, Chico recebeu um chamado da m\u00fasica e descartou outras op\u00e7\u00f5es que analisava, como jornalismo e psicologia. \u201cJ\u00e1 fui direto fazer provas e entrei<br \/>na faculdade\u201d, relembrou em entrevista \u00e0 Rolling Stone Brasil. \u201cFoi um caminho que engatou muito r\u00e1pido e, olhando hoje para tr\u00e1s, era isso mesmo que eu precisava fazer\u201d.<\/p>\n<p>O artista vive a era do seu segundo disco de est\u00fadio, Outros Fios, lan\u00e7ado em 28 de junho de 2024 nas plataformas digitais. O trabalho foi descrito como um desafio grande, muito maior do que o \u00e1lbum de estreia, Chico Bernardes (2019). Ele justifica esse processo mais complexo porque, no segundo disco, os artistas precisam decidir se v\u00e3o repetir aquilo que fizeram e aprenderam anteriormente: \u201cPara mim, decidir como e o que eu ia fazer foi um dilema grande\u201d, disse. \u201cS\u00f3 que a\u00ed fui gravando, interessando-me e encontrando essas sonoridades diferentes. Como eu gravava na minha casa, e n\u00e3o em est\u00fadio, eu realmente tinha tempo infinito para me debru\u00e7ar e explorar\u201d.<\/p>\n<h2>Bruna Black<\/h2>\n<p>Por <strong>Igor Miranda<\/strong><\/p>\n<figure class=\"image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"Bruna Black\" height=\"967\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/rollingstone.uol.com.br\/media\/uploads\/2025\/04\/post-futuro-da-musica28.jpg\" width=\"773\"\/><figcaption>Foto: Felipe Mazzucato<\/figcaption><\/figure>\n<p>&#8220;Sou apaixonada por sua voz e por sua verdade. Amo ver como voc\u00ea \u00e9 original, sempre est\u00e1 buscando fazer coisas novas. Acho incr\u00edvel como voc\u00ea \u00e9 gentil com a m\u00fasica e sempre se preocupa com o que a can\u00e7\u00e3o pede.\u201d Tais palavras foram usadas por ningu\u00e9m menos que do Iza para descrever Bruna Black durante sua participa\u00e7\u00e3o na temporada 2020 do The Voice Brasil.<\/p>\n<p>Nascida em Diadema, na Grande S\u00e3o Paulo, em uma fam\u00edlia mineira, Bruna come\u00e7ou a cantar na igreja e at\u00e9 tentou fugir da arte (ela quase se tornou jogadora de basquete), mas encontrou-se na m\u00fasica, mais especificamente na MPB e em suas ramifica\u00e7\u00f5es, como bossa nova e samba. Poucos anos antes de sua participa\u00e7\u00e3o no talent show da TV Globo, deu in\u00edcio a uma carreira solo e formou o duo<br \/>\u00c0vu\u00e0, com Jota.p\u00ea.<\/p>\n<p>Seja sozinha ou com o parceiro, tem al\u00e7ado voos t\u00e3o extensos quanto o alcance de sua linda voz: indica\u00e7\u00e3o ao Grammy Latino com o duo, grava\u00e7\u00e3o de seu mais recente \u00e1lbum V\u00e3 Revela\u00e7\u00e3o (2024), em Nova York, numa colabora\u00e7\u00e3o com John Finbury e assinatura com o selo Slap, da Som Livre. A nova fase junto \u00e0 gravadora foi iniciada com o single \u201cContinue\u201d, faixa a ser inclu\u00edda em seu pr\u00f3ximo disco.<\/p>\n<p>E, sim, o contrato inclui tamb\u00e9m o \u00c0vu\u00e0. O expediente de trabalho de Bruna \u00e9 como sua voz: n\u00e3o tem limites. \u201cMinha vida \u00e9 uma loucura. Geralmente as pessoas focam em um \u00fanico trabalho e seguem nesse caminho. Mas eu sou uma artista m\u00faltipla, e as pessoas v\u00e3o ter que entender que eu sou cantora, int\u00e9rprete, compositora, poeta, criadora de conte\u00fado, falo de cabelo e autoestima. Sou essa pessoa. Essa multiplicidade \u00e9 um ato de resist\u00eancia e uma forma de sobreviv\u00eancia. Ser multiartista me trouxe at\u00e9 aqui\u201d, contou ao Uol Splash.<\/p>\n<h2>Gabriel Froede<\/h2>\n<p>Por <strong>Rodrigo Tammaro<\/strong><\/p>\n<figure class=\"image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"Gabriel Froede\" height=\"967\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/rollingstone.uol.com.br\/media\/uploads\/2025\/04\/post-futuro-da-musica29.jpg\" width=\"773\"\/><figcaption>Foto: Pedro Micelli<\/figcaption><\/figure>\n<p>Gabriel Froede \u00e9 a pr\u00f3pria defini\u00e7\u00e3o de \u201cpolivalente\u201d. Dividido entre duas carreiras incompat\u00edveis \u00e0 primeira vista, o mineiro transformou a m\u00fasica e a medicina nos seus rem\u00e9dios, e em maneiras de transformar a vida das pessoas. Ainda que a rotina de m\u00fasico\/m\u00e9dico seja extremamente desgastante, Gabriel se considera sortudo por poder seguir os dois caminhos. Pelo menos at\u00e9 onde der.<\/p>\n<p>Como artista, lan\u00e7ou alguns singles antes de publicar, em 2024, o \u00e1lbum de estreia, Por Que N\u00e3o Dizer Te Amo Agora?. No ano anterior, apresentou-se no Rock in Rio, uma experi\u00eancia que at\u00e9 hoje parece um sonho. Em maio, ele participa do projeto Rolling Stone Novas Vozes no Blue Note, em S\u00e3o Paulo. Ao melhor estilo multifacetado, Gabriel Froede define a versatilidade como sua principal qualidade.<\/p>\n<p>\u201cSempre ouvi e apreciei diferentes g\u00eaneros musicais, e isso me ajudou a construir um som \u00fanico. Apesar de transitar pelo pop com influ\u00eancias de MPB, bossa nova, R&amp;B e at\u00e9 rock, sou aberto a explorar outros estilos simplesmente porque amo m\u00fasica. Essa versatilidade me faz ir muito al\u00e9m\u201d, disse \u00e0 Rolling Stone Brasil.<\/p>\n<p>Enquanto se conecta com os f\u00e3s, cuida dos pacientes e divide a rotina com mais de um milh\u00e3o de seguidores nas redes sociais, ele aprende que as experi\u00eancias s\u00e3o mais completas quando vividas com intensidade. \u201cO mundo est\u00e1 cheio de pessoas vazias, com medo de se entregar, de arriscar. Eu nunca fui assim. Sempre acreditei que, se algo faz sentido dentro de mim, devo confiar e seguir. No fim, sempre d\u00e1 certo.\u201d Ser artista e m\u00e9dico talvez seja a prova disso.\u00a0<\/p>\n<h2>Os Garotin<\/h2>\n<p>Por <strong>Aline Carlin Cordaro<\/strong><\/p>\n<figure class=\"image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"Os Garotin\" height=\"967\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/rollingstone.uol.com.br\/media\/uploads\/2025\/04\/post-futuro-da-musica30.jpg\" width=\"773\"\/><figcaption>Foto: Divulga\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<p>Em S\u00e3o Gon\u00e7alo, cidade fluminense marcada pela efervesc\u00eancia cultural e pelos bailes charme, tr\u00eas vozes se encontraram para criar algo que ainda n\u00e3o existia no cen\u00e1rio musical brasileiro. Cupertino, Anchietx e L\u00e9o Guima cresceram cercados por refer\u00eancias da black music, R&amp;B e soul. F\u00e3s de Tim Maia, Cassiano, Djavan, Gilberto Gil e Caetano Veloso, tamb\u00e9m foram moldados pelo rap, pelo funk e pela MPB, construindo um som que caminha entre o passado e o futuro.<\/p>\n<p>O trio se formou de maneira org\u00e2nica. Cupertino conheceu Anchietx em um sarau no Rio, e logo depois o apresentou a L\u00e9o Guima. A sintonia foi imediata e, no primeiro encontro, compuseram \u201cPouco a Pouco\u201d, um pren\u00fancio do que viria. Por um tempo, seguiram caminhos individuais, mas Os Garotin passou a existir oficialmente em 2022.<\/p>\n<p>Em 2024, o grupo lan\u00e7ou o \u00e1lbum de estreia, Os Garotin de S\u00e3o Gon\u00e7alo, produzido por J\u00falio Raposo. O trabalho n\u00e3o s\u00f3 conquistou o p\u00fablico, mas tamb\u00e9m rendeu ao trio tr\u00eas indica\u00e7\u00f5es ao Grammy Latino, de onde sa\u00edram vitoriosos na categoria Melhor \u00c1lbum Pop Contempor\u00e2neo em Portugu\u00eas.<\/p>\n<p>\u201cVejo com muito otimismo o futuro da m\u00fasica brasileira. Sinto que o p\u00fablico que consome m\u00fasica t\u00e1 cada vez mais em busca de ser surpreendido. O que vem muito dentro da caixinha, vem perdendo espa\u00e7o para coisas mais ousadas. Gosto disso\u201d, disseram \u00e0 Rolling Stone Brasil.<\/p>\n<p>Mas o reconhecimento n\u00e3o veio s\u00f3 dos pr\u00eamios. Caetano Veloso, encantado com a sonoridade do trio, quis gravar com eles, resultando no single \u201cNossa Resenha\u201d. Para Os Garotin, estar nessa jornada sem abdicar da ess\u00eancia \u00e9 o que mais importa.<\/p>\n<p>De S\u00e3o Gon\u00e7alo para os maiores palcos do pa\u00eds, Os Garotin segue construindo um caminho \u00fanico, no qual a m\u00fasica fala mais alto do que qualquer tend\u00eancia.<\/p>\n<h2>Luiza Brina<\/h2>\n<p>Por\u00a0<strong>Daniela Swidrak<\/strong><\/p>\n<figure class=\"image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"Luiza Brina\" height=\"967\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/rollingstone.uol.com.br\/media\/uploads\/2025\/04\/post-futuro-da-musica31.jpg\" width=\"773\"\/><figcaption>Foto: Daniela Paoliello<\/figcaption><\/figure>\n<p>Luiza Brina tem se consolidado entre os nomes mais interessantes da m\u00fasica brasileira contempor\u00e2nea. A artista mineira de m\u00faltiplos talentos transita entre composi\u00e7\u00e3o, interpreta\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o, criando um universo sonoro que mescla brasilidade, poesia e experimenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Seu \u00e1lbum mais recente, Prece, carrega uma s\u00e9rie de ora\u00e7\u00f5es n\u00e3o religiosas, guiadas por um olhar humanista e sens\u00edvel sobre a vida. O disco n\u00e3o demorou a ser amplamente reconhecido, tanto no Brasil quanto no exterior. Indicado ao pr\u00eamio Women Music Event (WME) em duas categorias \u2013 Melhor \u00c1lbum do Ano e Melhor Compositora do Ano \u2013 e destaque da APCA (Associa\u00e7\u00e3o Paulista de Cr\u00edticos de Arte), o trabalho ultrapassou fronteiras.<\/p>\n<p>Apontado como um dos melhores lan\u00e7amentos do ano pela NPR (National Public Radio), foi o \u00fanico \u00e1lbum brasileiro a figurar entre os 50 melhores da lista da emissora, o que apenas refor\u00e7a o alcance e o impacto da obra. Luiza n\u00e3o s\u00f3 conquistou os cr\u00edticos, mas Prece tamb\u00e9m rendeu colabora\u00e7\u00f5es de peso. A mexicana Silvana Estrada, vencedora do Grammy Latino, participa.<\/p>\n<p>Em suas palavras, a m\u00fasica de Brina \u00e9 \u201cum feiti\u00e7o de amor que voc\u00ea espera que nunca se quebre\u201d. Vinda de uma fam\u00edlia de m\u00fasicos, ela carrega essa heran\u00e7a art\u00edstica com autenticidade, criando obras que ressoam profundamente em quem as escuta. Seu caminho na m\u00fasica \u00e9 uma trajet\u00f3ria de descobertas e conex\u00f5es, refletindo uma artista que, com delicadeza e intensidade, continua a expandir os horizontes da can\u00e7\u00e3o brasileira.<\/p>\n<h2>Bruna Mendez<\/h2>\n<p>Por <strong>Rodrigo Tammaro <\/strong><\/p>\n<figure class=\"image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"Bruna Mendez\" height=\"967\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/rollingstone.uol.com.br\/media\/uploads\/2025\/04\/post-futuro-da-musica32.jpg\" width=\"773\"\/><figcaption>Foto: Alile Dara Onawale<\/figcaption><\/figure>\n<p>Bruna Mendez sonha com o b\u00e1sico: ter uma carreira sustent\u00e1vel e continuar lan\u00e7ando discos. O simples, no entanto, \u00e9 um desafio para artistas independentes como ela, inseridos em um ecossistema cada vez mais imediatista e insustent\u00e1vel. \u201cO sonho agora \u00e9 conseguir viver de m\u00fasica, e n\u00e3o s\u00f3 sobreviver. O medo de faltar, de n\u00e3o ter trabalho ou de ser esquecida \u00e9 constante, porque a gente n\u00e3o consegue corresponder a esses novos moldes de mercado\u201d, explica em entrevista \u00e0<br \/>Rolling Stone Brasil.<\/p>\n<p>Ainda assim, ser independente tem algumas vantagens. Poder se permitir \u00e9 uma delas, e algo que a artista nascida em Goi\u00e2nia faz de sobra no seu \u00e1lbum mais recente \u2014 e consciente \u2014 Nem Tudo \u00e9 Amor (2024). O disco traz uma reflex\u00e3o literal, direta e urgente sobre sentimentos, uma abordagem que s\u00f3 foi poss\u00edvel com a maturidade e que nasceu ap\u00f3s um convite para participar do projeto internacional Colors Show.<\/p>\n<p>Com uma sonoridade muito influenciada pelo indie pop, mas tamb\u00e9m com elementos de MPB, eletr\u00f4nica, funk e ritmos latinos, a vontade de experimentar conduz o trabalho de Mendez, que pensa a m\u00fasica como uma oportunidade de criar universos e se descobrir.<\/p>\n<p>\u201cContinuo fazendo m\u00fasica porque, no fim das contas, fa\u00e7o principalmente para mim. \u00c9 cansativo e desgastante, mas nunca penso que n\u00e3o valeu a pena. Meu of\u00edcio sempre visa a constru\u00e7\u00e3o de obras das quais me sinta orgulhosa, esse \u00e9 o crit\u00e9rio.\u201d<\/p>\n<h2>Exclusive Os Cabides<\/h2>\n<p>Por <strong>Igor Miranda<\/strong><\/p>\n<figure class=\"image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"Exclusive Os Cabides\" height=\"967\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/rollingstone.uol.com.br\/media\/uploads\/2025\/04\/post-futuro-da-musica33.jpg\" width=\"773\"\/><figcaption>Foto: Lucas Bellaguarda<\/figcaption><\/figure>\n<p>Ser\u00e1 que d\u00e1 para levar a s\u00e9rio uma banda chamada Exclusive Os Cabides? Que tem em seu cat\u00e1logo uma m\u00fasica de t\u00edtulo \u201cAAAAAAAAA\u201d (9 vezes a letra \u201cA\u201d)? E que, ao ser perguntada sobre seus trabalhos atuais, responde \u201cencaixar mochilas e instrumentos num porta-malas de um Corsa chamado Bob que<br \/>pertence \u00e0 Mait\u00ea\u201d? O pior \u00e9 que d\u00e1.<\/p>\n<p>Hoje com Jo\u00e3o Paulo Pretto (voz\/guitarra), Ant\u00f4nio dos Anjos (voz\/percuss\u00e3o), Eduardo Possa (guitarra), Mait\u00ea Fontalva (baixo) e Carolina Werutsky (bateria), este grupo catarinense foi formado em 2018, entre uma aula de m\u00fasica em conjunto e uma sess\u00e3o assistindo ao document\u00e1rio Supersonic, do Oasis. \u201cJo\u00e3o ficouconvencido que precisava de um sobrancelhudo mais alto que ele para cantar junto. Por sorte, eu estava do lado\u201d, diz Ant\u00f4nio.<\/p>\n<p>A sonoridade funde rock alternativo com psicodelia de um jeito, digamos, despojado. As letras s\u00e3o bem-humoradas e bem simpl\u00f3rias. Tem seu charme \u2014 descoberto por um p\u00fablico mais amplo em 2021, quando a banda, j\u00e1 tendo um EP e um \u00e1lbum de est\u00fadio, ganhou tra\u00e7\u00e3o no TikTok com o single viral \u201cLagartixa Tropical\u201d. A can\u00e7\u00e3o entrou em Coisas Estranhas (2024), disco mais recente, que traz mais nove faixas.<\/p>\n<p>A repercuss\u00e3o on e offline levou o quinteto a tocar em outros estados, com direito a um show em maio no Popload Festival, em S\u00e3o Paulo. \u201cMuitos jovens aparecem no nosso show falando que est\u00e3o fazendo banda por causa da gente\u201d, conta dos Anjos, mostrando que o porta-malas de Bob tende a ficar entupido ao longo do ano.<\/p>\n<h2>Alan Bernardes<\/h2>\n<p>Por <strong>Rodrigo Tammaro<\/strong><\/p>\n<figure class=\"image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"Alan Bernardes\" height=\"967\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/rollingstone.uol.com.br\/media\/uploads\/2025\/04\/post-futuro-da-musica34.jpg\" width=\"773\"\/><figcaption>Foto: Raiany Black<\/figcaption><\/figure>\n<p>O Brasil \u00e9 a mat\u00e9ria-prima do trabalho de Alan Bernardes. Fauna, flora, ritmos, folclore e f\u00e9 s\u00e3o alguns<br \/>dos elementos que inspiram o artista nascido em Campo Grande, bairro mais populoso do pa\u00eds, localizado na Zona Oeste do Rio de Janeiro. \u201cGosto de cantar o que \u00e9 nosso. Estou atento ao meu redor porque tudo \u00e9 m\u00fasica\u201d, explicou \u00e0 Rolling Stone Brasil.<\/p>\n<p>Desde a estreia, com o disco 867 (2016), o m\u00fasico faz uma viagem pa\u00eds adentro. O esfor\u00e7o para valorizar as tradi\u00e7\u00f5es nacionais continuou em Mar\u00e9 Vazante (2020), no EP Fruto Bruto (2021) e no lan\u00e7amento mais recente, Menino Brasil (2024). O \u00faltimo \u00e1lbum, no entanto, traz uma vers\u00e3o amadurecida do artista, mais consciente sobre o papel da arte como uma ferramenta de transforma\u00e7\u00e3o social.<\/p>\n<p>\u201cEntender isso me fez olhar para o meu trabalho com mais responsabilidade e cuidado ao pensar em cada palavra e inten\u00e7\u00e3o. Nunca podemos esquecer que m\u00fasica \u00e9 arte e artif\u00edcio.\u201d Enquanto trabalha para entreter, mas tamb\u00e9m educar e conscientizar, Alan Bernardes busca alcan\u00e7ar cada vez mais pessoas, ainda que n\u00e3o tenha a ambi\u00e7\u00e3o de agradar a todos. O mais importante \u00e9 que o processo continue acontecendo de forma org\u00e2nica.<\/p>\n<p>\u201cPisar no ch\u00e3o devagarzinho \u00e9 uma sabedoria, faz a gente ganhar prest\u00edgio antes da fama. E isso para<br \/>mim n\u00e3o tem pre\u00e7o. O inverso pode ser cruel. Por isso eu cuido dessa \u00e1rvore com muito carinho. Ela<br \/>pode n\u00e3o ser vista por muitos ainda, mas garanto que faz sombra e tem ra\u00edzes profundas.\u201d\u00a0<\/p>\n<h2>Gabriele Leite<\/h2>\n<p>Por <strong>Aline Carlin Cordaro<\/strong><\/p>\n<figure class=\"image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"Gabriele Leite\" height=\"967\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/rollingstone.uol.com.br\/media\/uploads\/2025\/04\/post-futuro-da-musica35.jpg\" width=\"773\"\/><figcaption>Foto: Diego Bresani<\/figcaption><\/figure>\n<p>Primeira violonista cl\u00e1ssica a ser destacada na Forbes Under 30, Gabriele Leite \u00e9 uma das figuras mais importantes da nova gera\u00e7\u00e3o da m\u00fasica erudita brasileira. A instrumentista come\u00e7ou no Instituto Guri e construiu carreira internacional na Manhattan School of Music, onde concluiu o mestrado com bolsa integral. Depois, fez doutorado na Stony Brook University, em Nova York.<\/p>\n<p>Em 2024, foi indicada ao Pr\u00eamio da M\u00fasica Brasileira na categoria Revela\u00e7\u00e3o, celebrando o impacto de seu \u00e1lbum de estreia, Territ\u00f3rios (2023), lan\u00e7ado pela Rocinante, no qual interpreta obras de Heitor Villa-Lobos, Edino Krieger, S\u00e9rgio Assad e William Walton, transitando entre diferentes escolas e per\u00edodos da m\u00fasica cl\u00e1ssica.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 uma alegria saber que o futuro da m\u00fasica pode ser representado por uma mulher preta com seu viol\u00e3o. Aqui, uma reflex\u00e3o: no come\u00e7o, segui muito a minha intui\u00e7\u00e3o, guiada pelos meus pais. Hoje, tamb\u00e9m posso dizer que escutei a minha ancestralidade\u201d, afirmou \u00e0 Rolling Stone Brasil.<\/p>\n<p>Gabriele tamb\u00e9m se destaca como cofundadora da Brazilian Classical Guitar Community (BCGC), iniciativa dedicada \u00e0 difus\u00e3o da m\u00fasica brasileira. Seu reconhecimento atravessa fronteiras: j\u00e1 representou o Brasil na cerim\u00f4nia de posse do pa\u00eds no Conselho de Seguran\u00e7a da ONU e na gala \u201cPerson of the Year\u201d, da Brazilian-American Chamber of Commerce, em NY.<\/p>\n<p>Com uma abordagem inovadora e um olhar atento \u00e0 representatividade, Gabriele refor\u00e7a o compromisso com a diversidade na m\u00fasica: \u201cA m\u00fasica brasileira do amanh\u00e3 se constr\u00f3i a partir de m\u00faltiplas possibilidades \u2014 encontros, regionalidades, saberes e visibilidade\u201d.<\/p>\n<p><strong>+++LEIA MAIS: Os 10 melhores \u00e1lbuns nacionais de 2024<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<p><br \/>\n<br \/>Fonte: <a href=\"https:\/\/rollingstone.com.br\/musica\/futuro-da-musica-conheca-os-25-artistas-selecionados-em-2025\/\">rollingstone.com.br<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;O que adianta ser o melhor do mundo e n\u00e3o fortalecer a pr\u00f3pria \u00e1rea?\u201d, questio na BK\u2019, um dos 25 artistas presentes na segunda edi\u00e7\u00e3o do Futuro da M\u00fasica no Brasil, na m\u00fasica \u201cBloco 7\u201d, do \u00e1lbum O L\u00edder em Movimento (2020). 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