{"id":15149,"date":"2025-04-24T01:10:43","date_gmt":"2025-04-24T04:10:43","guid":{"rendered":"https:\/\/www.mussicom.com\/ghost-soa-ainda-mais-melodico-e-devoto-ao-rock-anos-80-em-skeleta-rs-ja-ouviu\/"},"modified":"2025-04-24T01:10:43","modified_gmt":"2025-04-24T04:10:43","slug":"ghost-soa-ainda-mais-melodico-e-devoto-ao-rock-anos-80-em-skeleta-rs-ja-ouviu","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/ghost-soa-ainda-mais-melodico-e-devoto-ao-rock-anos-80-em-skeleta-rs-ja-ouviu\/","title":{"rendered":"Ghost soa ainda mais mel\u00f3dico e devoto ao rock anos 80 em Skelet\u00e1; RS j\u00e1 ouviu"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>Em entrevista \u00e0 <strong>Rolling Stone Brasil<\/strong> a ser publicada em breve, os integrantes do <strong>The Hives<\/strong>, banda sueca praticante de algo definido como \u201cgarage rock\u201d, definiram seu pr\u00f3prio som como <em>\u201co meio termo entre <strong>Meshuggah<\/strong> e <strong>Abba<\/strong>\u201d<\/em>. Convidado a falar sobre um grupo conterr\u00e2neo \u2014 o <strong>Ghost<\/strong> \u2014, o vocalista <strong>Howlin\u2019 Pelle Almqvist<\/strong> comentou: <em>\u201cgosto deles, est\u00e1 do lado mais <strong>Abba<\/strong> do espectro\u201d<\/em>.<\/p>\n<p>Quase 15 anos se passaram desde <em><strong>Opus Eponymous<\/strong><\/em> (2010), \u00e1lbum de estreia da banda liderada pelo vocalista e multi-instrumentista <strong>Tobias Forge<\/strong>, e muita gente ainda n\u00e3o entendeu isso. A est\u00e9tica \u00e9 sombria, mas o som tem pouco de metal. <em><strong>Skelet\u00e1<\/strong><\/em> serve como mais um lembrete disso. Talvez o mais claro de todos.<\/p>\n<p><strong>Forge<\/strong>, tamb\u00e9m em entrevista \u00e0 <strong>Rolling Stone Brasil<\/strong> a ser publicada em breve (no impresso de tem\u00e1tica <strong>Futuro da M\u00fasica<\/strong>), nega que seu sexto disco de est\u00fadio seja uma <em>\u201ccarta de amor ao hard rock dos anos 1980\u201d<\/em>. N\u00e3o h\u00e1, por\u00e9m, como definir de outra forma o material que chega a p\u00fablico nesta sexta-feira, 25, pela Loma Vista Recordings. Quase todas as refer\u00eancias sonoras nas dez faixas v\u00eam da d\u00e9cada em que nasceu a principal mente criativa do projeto. Tem muito hard rock \u2014 e, diferentemente do antecessor <em><strong>Impera<\/strong><\/em> (2022), pouco de AOR \u2014 e pitadas de pop\/new wave daqueles tempos. Tais influ\u00eancias apareceram em outras obras, mas nunca de forma t\u00e3o aberta como agora.<\/p>\n<figure class=\"image\"><figcaption>Ghost, 2025 &#8211; Foto: Katja Ogrin \/ Redferns<\/figcaption><\/figure>\n<p>H\u00e1, por\u00e9m, uma leitura bastante franca de <strong>Tobias<\/strong> a respeito de <em><strong>Skelet\u00e1<\/strong><\/em> que se nota no desenrolar da audi\u00e7\u00e3o: aqui, o <strong>Ghost<\/strong> retorna, de certa forma, a sonoridades anteriormente exploradas. \u00c9 o repert\u00f3rio com menos novidades por parte da incans\u00e1vel mente criativa de Forge, que, curiosamente, havia pensado no conceito deste material quando ainda produzia Impera, anos atr\u00e1s.<\/p>\n<p>Se antes atuou como observador externo e sociopol\u00edtico \u2014 como os antecessores diretos <em><strong>Prequelle<\/strong><\/em> (2018) e <em><strong>Impera<\/strong><\/em> (2022) \u2014, agora ele deixa a introspec\u00e7\u00e3o tomar conta. Temas como esperan\u00e7a, arrependimento e amor comp\u00f5em a bagagem l\u00edrica deste novo trabalho. <em>\u201cHouve introspec\u00e7\u00e3o em \u00e1lbuns anteriores, mas n\u00e3o t\u00e3o completa e tem\u00e1tica quanto neste\u201d<\/em>, confirma o artista e int\u00e9rprete do <strong>Papa V Perpetua<\/strong> tamb\u00e9m \u00e0 <strong>Rolling Stone Brasil<\/strong>.<\/p>\n<h3>Skelet\u00e1, faixa a faixa<\/h3>\n<p>N\u00e3o \u00e9 inesperado um \u00e1lbum do <strong>Ghost<\/strong> come\u00e7ar com um coral t\u00edpico de igreja. Impressiona, por\u00e9m, o riff de guitarra que introduz de fato a can\u00e7\u00e3o de abertura <strong>\u201cPeacefield\u201d<\/strong>, especialmente pelo timbre carregado referente a, veja s\u00f3, hard rock dos anos 1980. Uma das melhores do disco, pareceu ter sido composta em mente para iniciar n\u00e3o apenas o tracklist, como tamb\u00e9m os shows da turn\u00ea <em><strong>Skeletour<\/strong><\/em> \u2014 o que, claro, tem sido feito. Desenrola-se de modo gradual, mas sempre com fortes ganchos mel\u00f3dicos em evid\u00eancia. A mudan\u00e7a de campo harm\u00f4nico durante e ap\u00f3s o solo soa como seu grande diferencial.<\/p>\n<p><strong>\u201cLachryma\u201d<\/strong>, uma das duas j\u00e1 conhecidas do p\u00fablico, \u00e9 talvez a faixa que melhor se enquadre no estere\u00f3tipo formado em torno do <strong>Ghost<\/strong>. Harmonicamente pegajosa, mas sem abrir m\u00e3o de riffs pesados. Poderia facilmente estar em <em><strong>Meliora<\/strong><\/em> (2015), o \u00e1lbum onde a banda conquistou maturidade criativa ap\u00f3s dois trabalhos que chamavam aten\u00e7\u00e3o mais pela est\u00e9tica do que pelas composi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Talvez o momento menos animador de Skelet\u00e1 esteja representado nas faixas tr\u00eas e quatro. <strong>\u201cSatanized\u201d<\/strong>, escolhida como primeiro single, tem digest\u00e3o f\u00e1cil, mas est\u00e1 abaixo do padr\u00e3o criativo de Forge e seu time de est\u00fadio. Evidencia, ainda, um dos pontos fracos do disco: a timbragem da bateria, em demasia artificial, a ponto de soar programada em determinadas passagens. <strong>\u201cGuiding Lights\u201d<\/strong>, \u00fanica que realmente pode ser definida como \u201cbalada\u201d no tracklist, pouco surpreende. O in\u00edcio com viol\u00e3o de a\u00e7o sincronizado com piano e mudan\u00e7as harm\u00f4nicas at\u00e9 promete, mas quando os demais instrumentos entram ap\u00f3s o primeiro refr\u00e3o, fica previs\u00edvel, seja pelo andamento cadenciado ou pela constru\u00e7\u00e3o excessivamente convencional.<\/p>\n<figure class=\"image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"Ghost no clipe de \" satanized=\"\" height=\"435\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/rollingstone.uol.com.br\/media\/uploads\/2025\/03\/ghost-2025-satanized-foto-reproducao-youtube.jpg\" width=\"774\"\/><figcaption>Ghost no clipe de &#8220;Satanized&#8221; &#8211; Foto: reprodu\u00e7\u00e3o \/ YouTube<\/figcaption><\/figure>\n<p>Demora um pouco at\u00e9 a impress\u00e3o ruim passar, ainda mais porque <strong>\u201cDe Profundis Borealis\u201d<\/strong> come\u00e7a enganando o ouvinte: seus primeiros segundos no piano parecem indicar outra balada, mas n\u00e3o \u00e9 o caso. Entra em uma passagem instrumental de ritmo quebrado por quase um minuto at\u00e9, enfim, desaguar na can\u00e7\u00e3o de batida mais acelerada at\u00e9 aqui. O refr\u00e3o, em contrapartida, \u00e9 quase pop. Uma del\u00edcia, assim como o timbre ligeiramente sintetizado que surge em arranjos e na esp\u00e9cie de \u201csolo\u201d(?) final. O t\u00edtulo, vale destacar, faz refer\u00eancia \u00e0 carta redigida pelo escritor <strong>Oscar Wilde<\/strong> na pris\u00e3o, em 1897, pelo crime de \u201catividades homossexuais\u201d.<\/p>\n<p><em>\u201cAlgu\u00e9m que morre n\u00e3o \u00e9 personificado pela entidade f\u00edsica enterrada num t\u00famulo, mas sim por parte da nossa consci\u00eancia.\u201d<\/em> Assim <strong>Tobias<\/strong> explica o que \u00e9 um cenot\u00e1fio, que nomeia <strong>\u201cCenotaph\u201d<\/strong>, faixa que soa como se o <strong>Def Leppard<\/strong> resolvesse tocar <strong>\u201cChildren of the Grave\u201d<\/strong>, do <strong>Black Sabbath<\/strong>, ap\u00f3s uma noite numa balada new wave. O riff \u201ccavalga\u201d no <\/p>\n<\/div>\n<p><br \/>\n<br \/>Fonte: <a href=\"https:\/\/rollingstone.com.br\/musica\/ghost-soa-ainda-mais-melodico-e-devoto-ao-rock-anos-80-em-skeleta-rs-ja-ouviu\/\">rollingstone.com.br<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em entrevista \u00e0 Rolling Stone Brasil a ser publicada em breve, os integrantes do The Hives, banda sueca praticante de algo definido como \u201cgarage rock\u201d, definiram seu pr\u00f3prio som como \u201co meio termo entre Meshuggah e Abba\u201d. 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