{"id":14974,"date":"2025-04-23T12:21:25","date_gmt":"2025-04-23T15:21:25","guid":{"rendered":"https:\/\/www.mussicom.com\/stf-analisa-uso-de-buscas-no-google-como-prova-criminal\/"},"modified":"2025-04-23T12:21:25","modified_gmt":"2025-04-23T15:21:25","slug":"stf-analisa-uso-de-buscas-no-google-como-prova-criminal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/stf-analisa-uso-de-buscas-no-google-como-prova-criminal\/","title":{"rendered":"STF analisa uso de buscas no Google como prova criminal"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div id=\"hd80s9wa1h892edh8192\">\n<p>O <strong>Supremo Tribunal Federal (STF)<\/strong> retoma nesta quarta-feira, 23, o julgamento que discute se a Justi\u00e7a pode autorizar o acesso a dados de usu\u00e1rios que realizam buscas em ferramentas como o Google.<\/p>\n<p>O caso envolve as investiga\u00e7\u00f5es sobre o assassinato da vereadora Marielle Franco, do Psol, e pode definir os par\u00e2metros legais para a coleta de informa\u00e7\u00f5es digitais em apura\u00e7\u00f5es criminais.<\/p>\n<p><strong>+ Leia mais not\u00edcias de Pol\u00edtica em Oeste <\/strong><\/p>\n<p>A discuss\u00e3o gira em torno da possibilidade de quebra de sigilo de dados de forma ampla e, se permitida, em quais circunst\u00e2ncias ela pode ocorrer.<\/p>\n<p>O ministro Andr\u00e9 Mendon\u00e7a, que havia pedido vista do processo em outubro de 2024, deve apresentar uma postura intermedi\u00e1ria entre as teses j\u00e1 apresentadas. Nesse sentido, segundo interlocutores pr\u00f3ximos, Mendon\u00e7a entende que as posi\u00e7\u00f5es em an\u00e1lise seguem extremos opostos.<\/p>\n<p>De um lado, h\u00e1 uma negativa total ao acesso das ferramentas. Do outro, uma flexibiliza\u00e7\u00e3o ampla defendida por ministros como Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>STF vive embate entre privacidade e seguran\u00e7a<\/strong><\/h2>\n<p>A relatora original do caso, a ministra Rosa Weber, hoje aposentada, votou contra o fornecimento generalizado de dados. Para ela, o Marco Civil da Internet exige que ordens judiciais sejam individualizadas.<\/p>\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cN\u00e3o \u00e9 admiss\u00edvel quebrar o sigilo telem\u00e1tico de dados de pessoas aleat\u00f3rias sobre as quais n\u00e3o recaiam ind\u00edcios de cometimento de il\u00edcitos penais, sob pena de legitimar devassa indiscriminada \u00e0 privacidade de terceiros em rela\u00e7\u00e3o aos quais inexistem quaisquer suspeitas\u201d, disse a magistrada.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Moraes, ao divergir, sustentou que o acesso pode ocorrer desde que haja ind\u00edcios da pr\u00e1tica de crime, justificativa fundamentada e delimita\u00e7\u00e3o temporal.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-embed aligncenter is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\">\n<div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"perfmatters-lazy-youtube\" data-src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/g_opqQqgsbc\" data-id=\"g_opqQqgsbc\" data-query=\"feature=oembed\" onclick=\"perfmattersLazyLoadYouTube(this);\">\n<div><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.ytimg.com\/vi\/g_opqQqgsbc\/hqdefault.jpg\" alt=\"YouTube video\" width=\"480\" height=\"360\" data-pin-nopin=\"true\" nopin=\"nopin\"\/><\/div>\n<\/div>\n<p><noscript><iframe title=\"EXCLUSIVO: defesa confirma presen\u00e7a de Filipe Martins em julgamento no STF\" width=\"800\" height=\"450\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/g_opqQqgsbc?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/noscript>\n<\/div>\n<\/figure>\n<p>Para ele, a medida n\u00e3o exp\u00f5e informa\u00e7\u00f5es ao p\u00fablico, mas apenas a \u00f3rg\u00e3os como o Minist\u00e9rio P\u00fablico e a autoridade judicial.<\/p>\n<p>Zanin acompanhou o entendimento de Moraes, mas sugeriu ajustes. Segundo ele, a autoriza\u00e7\u00e3o para acesso a dados s\u00f3 deve ocorrer quando houver \u201craz\u00f5es que fundamentem uma suspeita em face de pessoa determin\u00e1vel\u201d.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Caso Marielle pode s<\/strong>e tornar refer\u00eancia nacional <\/h2>\n<p>A origem do julgamento est\u00e1 nas investiga\u00e7\u00f5es sobre a morte de Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, ocorrida em 2018. Na ocasi\u00e3o, a Justi\u00e7a determinou que o Google entregasse dados de todos os usu\u00e1rios que pesquisaram termos ligados \u00e0 vereadora e sua agenda, incluindo endere\u00e7os e nomes.<\/p>\n<p>Como resultado, tribunais inferiores mantiveram a decis\u00e3o, al\u00e9m do <strong>Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ)<\/strong>, que entendeu que a medida respeitou os limites temporais e geogr\u00e1ficos da investiga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>+ Leia tamb\u00e9m: \u201cMoraes autoriza visita de Magno Malta a Daniel Silveira\u201d <\/strong><\/p>\n<p>O STJ argumenta que apura\u00e7\u00f5es de crimes graves justificam a restri\u00e7\u00e3o a direitos fundamentais e que os investigadores devem descartar os dados caso n\u00e3o encontrem v\u00ednculo com o caso. O Google, em contrapartida, contesta a ordem. A empresa alega que buscas por nomes p\u00fablicos e termos gen\u00e9ricos n\u00e3o devem ser utilizadas para rastrear usu\u00e1rios.<\/p>\n<p>A empresa argumenta que isso representa viola\u00e7\u00e3o \u00e0 privacidade de pessoas inocentes. O per\u00edodo abrangido pela medida judicial foi de 96 horas. O julgamento tem repercuss\u00e3o geral, o que significa que o entendimento adotado deve valer para todos os processos semelhantes no pa\u00eds.<\/p>\n<p>A expectativa \u00e9 que o voto de Mendon\u00e7a proponha crit\u00e9rios mais rigorosos para equilibrar o combate ao crime com a prote\u00e7\u00e3o de dados dos cidad\u00e3os.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-embed aligncenter is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\">\n<div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"perfmatters-lazy-youtube\" data-src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/sz1JI2_LEys\" data-id=\"sz1JI2_LEys\" data-query=\"feature=oembed\" onclick=\"perfmattersLazyLoadYouTube(this);\">\n<div><img decoding=\"async\" alt=\"YouTube video\" width=\"480\" height=\"360\" data-pin-nopin=\"true\" nopin=\"nopin\" class=\"perfmatters-lazy\" src=\"https:\/\/i.ytimg.com\/vi\/sz1JI2_LEys\/hqdefault.jpg\"\/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.ytimg.com\/vi\/sz1JI2_LEys\/hqdefault.jpg\" alt=\"YouTube video\" width=\"480\" height=\"360\" data-pin-nopin=\"true\" nopin=\"nopin\"\/><\/div>\n<\/div>\n<p><noscript><iframe title=\"&#039;STF precisa ser estudado como caso psiqui\u00e1trico&#039;\" width=\"800\" height=\"450\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/sz1JI2_LEys?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/noscript>\n<\/div>\n<\/figure><\/div>\n<p><br \/>\n<br \/>Fonte: <a href=\"https:\/\/revistaoeste.com\/politica\/stf-analisa-uso-de-buscas-no-google-como-prova-criminal\/\">Ag\u00eancia Brasil<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) retoma nesta quarta-feira, 23, o julgamento que discute se a Justi\u00e7a pode autorizar o acesso a dados de usu\u00e1rios que realizam buscas em ferramentas como o Google. 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