{"id":14871,"date":"2025-04-23T03:46:33","date_gmt":"2025-04-23T06:46:33","guid":{"rendered":"https:\/\/www.mussicom.com\/o-ultimo-periodo-de-paz-no-pink-floyd-classico-segundo-david-gilmour\/"},"modified":"2025-04-23T03:46:33","modified_gmt":"2025-04-23T06:46:33","slug":"o-ultimo-periodo-de-paz-no-pink-floyd-classico-segundo-david-gilmour","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/o-ultimo-periodo-de-paz-no-pink-floyd-classico-segundo-david-gilmour\/","title":{"rendered":"O \u00faltimo per\u00edodo de paz no Pink Floyd cl\u00e1ssico, segundo David Gilmour"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>A trajet\u00f3ria do <strong>Pink Floyd<\/strong> ficou marcada por m\u00fasicas geniais e tretas intensas. At\u00e9 a fase de maior sucesso da banda se notabilizou pelas discord\u00e2ncias entre os integrantes, especialmente <strong>Roger Waters<\/strong>, baixista e principal compositor, e <strong>David Gilmour<\/strong>, guitarrista.<\/p>\n<p>Mas nem sempre foi assim. Relatos distintos apontam que, at\u00e9 certo momento, havia relativa paz no grupo completo por <strong>Nick Mason<\/strong> (bateria) e <strong>Richard Wright<\/strong> (teclados). Gilmour compartilhou mais detalhes em entrevista de 2002 \u00e0 <strong>La Repubblica<\/strong> (via <strong>Far Out<\/strong>).<\/p>\n<p>Segundo o guitarrista, at\u00e9 o \u00e1lbum <em><strong>Animals<\/strong><\/em> (1977) o grupo <em>\u201cse manteve firme\u201d<\/em>. <strong>Waters<\/strong> e ele at\u00e9 discordavam de algumas quest\u00f5es, mas a rela\u00e7\u00e3o s\u00f3 azedou depois disso, com o \u00e1lbum <em><strong>The Wall<\/strong><\/em> (1979) e sua respectiva turn\u00ea.<\/p>\n<blockquote class=\"citacao\"><p><em>\u201c[O <strong>Pink Floyd<\/strong> se manteve firme] at\u00e9 <strong>Animals<\/strong>. Ent\u00e3o, talvez por causa daquele veneno de corrup\u00e7\u00e3o de que eu estava falando, n\u00f3s ru\u00edmos. De fato, cada um ruiu \u00e0 sua maneira. O per\u00edodo que abrangeu e incluiu <strong>The Wall<\/strong> foi o pior da nossa hist\u00f3ria. Perdemos o sentido do nosso trabalho.\u201d<\/em><\/p><\/blockquote>\n<figure class=\"image\"><figcaption>Pink Floyd em 1973 &#8211; Foto: Michael Ochs Archives \/ Getty Images<\/figcaption><\/figure>\n<p>A tal corrup\u00e7\u00e3o citada por <strong>David<\/strong> veio em resposta a uma pergunta sobre <em><strong>The Dark Side of the Moon<\/strong><\/em> (1973), primeiro \u00e1lbum do <strong>Pink Floyd<\/strong> a realmente fazer sucesso. Ele explica:<\/p>\n<blockquote class=\"citacao\"><p><em>\u201c\u00c9ramos fortes e arrogantes. [&#8230;] Tivemos a sensa\u00e7\u00e3o de que t\u00ednhamos conseguido fazer uma obra-prima, algo que mudaria a nossa hist\u00f3ria primeiro, e depois a do mundo ao nosso redor tamb\u00e9m. \u00c9ramos de certo modo corruptos, como se por um momento realmente ach\u00e1ssemos que poder\u00edamos fazer qualquer coisa. O dinheiro te corr\u00f3i por dentro.\u201d<\/em><\/p><\/blockquote>\n<p>Em entrevista mais recente, ao canal de <strong>Rick Beato<\/strong>, o engenheiro de som <strong>Alan Parsons<\/strong> \u2014 que trabalhou com o <strong>Pink Floyd<\/strong> em <em><strong>Atom Heart Mother<\/strong><\/em> (1970) e <em><strong>T<\/strong><strong>he Dark Side of the Moon<\/strong><\/em> \u2014 confirma que <strong>Roger Waters<\/strong> e <strong>David Gilmour<\/strong> eram amigos nesse per\u00edodo. Existia uma avalia\u00e7\u00e3o cr\u00edtica interna em rela\u00e7\u00e3o ao trabalho deles, mas nada fora do normal. <strong>Parsons<\/strong> afirma (via <strong>site Igor Miranda<\/strong>):<\/p>\n<blockquote class=\"citacao\"><p><em>\u201cEles eram cr\u00edticos em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s performances uns dos outros e n\u00e3o tinham medo de dizer. Se <strong>David Gilmour<\/strong> tivesse criado um solo de guitarra incr\u00edvel, <strong>Roger<\/strong> s\u00f3 diria um \u2018acho que est\u00e1 bom, <strong>David<\/strong>, obrigado\u2019 [Risos]. Era um \u2018parab\u00e9ns\u2019 bem discreto. Mas eles se deram muito bem. Fazer <strong>Dark Side<\/strong> foi uma alegria. Todo mundo estava interessado no que estavam fazendo. Todo mundo era amig\u00e1vel. \u00c9 terrivelmente triste que exista uma rixa entre eles agora.\u201d<\/em><\/p><\/blockquote>\n<h3><strong>O pior per\u00edodo do Pink Floyd, segundo David Gilmour<\/strong><\/h3>\n<p>Em entrevista de 1987 \u00e0 <em>Rolling Stone EUA<\/em> (via <em>site Igor Miranda<\/em>), <strong>David Gilmour<\/strong> definiu o per\u00edodo que gerou o \u00e1lbum <em><strong>The Final Cut<\/strong><\/em> (1983) como o ponto mais baixo da trajet\u00f3ria do <strong>Pink Floyd<\/strong>.<\/p>\n<p>O sucessor do multiplatinado <em><strong>The Wall<\/strong><\/em> (1979) n\u00e3o conseguiu repetir o padr\u00e3o de sucesso alcan\u00e7ado pela banda nos anos anteriores. Com letras inspiradas na Guerra das Malvinas e uma s\u00e9rie de refer\u00eancias \u00e0 hist\u00f3ria pessoal de Waters, o disco vendeu menos que todos aqueles lan\u00e7ados ap\u00f3s <em><strong>Meddle<\/strong><\/em> (1971).<\/p>\n<p>Gilmour comenta:<\/p>\n<blockquote class=\"citacao\"><p><em>\u201c[Foi um per\u00edodo] Muito miser\u00e1vel. At\u00e9 Roger diz que foi um per\u00edodo miser\u00e1vel \u2014 e foi ele quem o tornou assim, pelo menos na minha opini\u00e3o.\u201d<\/em><\/p><\/blockquote>\n<figure class=\"image\"><img decoding=\"async\" alt=\"Pink Floyd durante show da turn\u00ea The Wall, em 1981\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/rollingstone.uol.com.br\/media\/uploads\/2025\/03\/pink-floyd-1981-foto-pete-still-redferns.jpg\"\/><figcaption>Pink Floyd durante show da turn\u00ea The Wall, em 1981 &#8211; Foto: Pete Still \/ Redferns<\/figcaption><\/figure>\n<p>As discord\u00e2ncias entre ambos eram fundamentadas, basicamente, na dire\u00e7\u00e3o criativa do <strong>Pink Floyd<\/strong>. <strong>David<\/strong> acreditava que v\u00e1rias m\u00fasicas de <em><strong>The Final Cut<\/strong><\/em> n\u00e3o se mostravam boas o suficiente para entrar no disco. O baixista, por sua vez, criticava o guitarrista por deixar de ajudar nas composi\u00e7\u00f5es, deixando tudo em suas costas.<\/p>\n<p>Em outra entrevista, nos anos 2000, <strong>Gilmour<\/strong> refor\u00e7a o seu ponto. Apesar das letras n\u00e3o estarem de acordo com seus posicionamentos, o problema era outro.<\/p>\n<blockquote class=\"citacao\"><p><em>\u201cHavia todo tipo de discuss\u00e3o sobre assuntos pol\u00edticos, e eu n\u00e3o partilhava das vis\u00f5es dele. Mas nunca, jamais, quis ficar no caminho dele de expressar a hist\u00f3ria de <strong>The Final Cut<\/strong>. Eu simplesmente n\u00e3o achava que algumas das m\u00fasicas estavam \u00e0 altura.\u201d<\/em><\/p><\/blockquote>\n<p><strong>+++ LEIA MAIS: O hit do Pink Floyd que David Gilmour se nega a tocar e at\u00e9 discorda da letra<br \/>+++ LEIA MAIS: O guitarrista pouco lembrado que David Gilmour adora: \u201csempre amei\u201d<br \/>+++ LEIA MAIS: A pior \u00e9poca do Pink Floyd, segundo David Gilmour<br \/>+++ Siga a Rolling Stone Brasil @rollingstonebrasil no Instagram<br \/>+++ Siga o jornalista Igor Miranda @igormirandasite no Instagram<br \/><\/strong><\/p>\n<\/div>\n<p><script async src=\"\/\/www.instagram.com\/embed.js\"><\/script><br \/>\n<br \/><br \/>\n<br \/>Fonte: <a href=\"https:\/\/rollingstone.com.br\/musica\/o-ultimo-periodo-de-paz-no-pink-floyd-classico-segundo-david-gilmour\/\">rollingstone.com.br<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A trajet\u00f3ria do Pink Floyd ficou marcada por m\u00fasicas geniais e tretas intensas. 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