{"id":14329,"date":"2025-04-20T20:48:36","date_gmt":"2025-04-20T23:48:36","guid":{"rendered":"https:\/\/www.mussicom.com\/a-musica-que-o-scorpions-ignorou-em-brasilia-mas-resolveu-tocar-em-sao-paulo\/"},"modified":"2025-04-20T20:48:36","modified_gmt":"2025-04-20T23:48:36","slug":"a-musica-que-o-scorpions-ignorou-em-brasilia-mas-resolveu-tocar-em-sao-paulo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/a-musica-que-o-scorpions-ignorou-em-brasilia-mas-resolveu-tocar-em-sao-paulo\/","title":{"rendered":"A m\u00fasica que o Scorpions ignorou em Bras\u00edlia, mas resolveu tocar em S\u00e3o Paulo"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>O <strong>Scorpions<\/strong> se apresentou na noite de s\u00e1bado, 19, como atra\u00e7\u00e3o principal do <strong>Monsters of Rock 2025<\/strong>. O festival, que celebra seus 30 anos de exist\u00eancia, aconteceu no Allianz Parque, em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Tr\u00eas dias antes, a banda subiu ao palco do <strong>Arena of Rock<\/strong>, evento em Bras\u00edlia, e surpreendeu ao deixar de tocar um de seus maiores sucessos: <strong>\u201cStill Loving You\u201d<\/strong>. A can\u00e7\u00e3o do \u00e1lbum <em><strong>Love at First Sting<\/strong><\/em> (1984) se tornou extremamente popular em especial no Brasil, ap\u00f3s ter entrado na trilha sonora da novela <em><strong>Corpo a Corpo<\/strong><\/em>, da TV Globo.<\/p>\n<p>Na capital paulistana, o grupo n\u00e3o deixou sua superbalada de fora. A m\u00fasica foi tocada como a \u00faltima antes do bis. Confira v\u00eddeo a seguir.<\/p>\n<h3>Como foi o show do Scorpions no Monsters of Rock 2025<\/h3>\n<p>Sessenta anos de carreira. Quais outros artistas e bandas al\u00e9m do <strong>Scorpions<\/strong> chegaram a uma marca t\u00e3o representativa como esta? <strong>Rolling Stones<\/strong> e os membros dos <strong>Beatles<\/strong> \u2014 <strong>Paul McCartney<\/strong> e <strong>Ringo Starr<\/strong> \u2014 s\u00e3o as respostas mais f\u00e1ceis. H\u00e1 ainda <strong>Beach Boys<\/strong>, <strong>Stevie Wonder<\/strong>, <strong>Bob Dylan<\/strong>, <strong>Roberto Carlos<\/strong> e alguns outros.<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 tantos exemplos assim. A gigantesca maioria fica pelo caminho, em meio a aposentadorias e falecimentos. E s\u00e3o ainda mais raros os casos como o do grupo alem\u00e3o de hard rock, que n\u00e3o apenas mant\u00e9m-se ativo, como tamb\u00e9m excursiona por todo o mundo.<\/p>\n<p><strong>Klaus Meine<\/strong> (voz), <strong>Rudolf Schenker<\/strong> (guitarra r\u00edtmica), <strong>Matthias Jabs<\/strong> (guitarra solo), <strong>Pawel Maciwoda<\/strong> (baixo) e <strong>Mikkey Dee<\/strong> (bateria), ali\u00e1s, seriam bobos se n\u00e3o viajassem pelo menos para a Am\u00e9rica Latina com frequ\u00eancia. Sua maior base de f\u00e3s est\u00e1 aqui. S\u00e3o Paulo \u00e9 a cidade no mundo que mais ouve seus 19 \u00e1lbuns de est\u00fadio por meio do Spotify, principal plataforma de streaming global. O ranking \u00e9 completo por Cidade do M\u00e9xico (2\u00ba), Santiago (3\u00ba) e Bogot\u00e1 (4\u00ba).<\/p>\n<figure class=\"image\"><figcaption data-gramm=\"false\" data-lt-tmp-id=\"lt-110284\" spellcheck=\"false\">Scorpions (Foto: Fernando Moraes)<\/figcaption><\/figure>\n<p>Todas essas localidades foram contempladas pela atual turn\u00ea latino-americana, que chegou no s\u00e1bado, 19, \u00e0 capital paulistana por meio do <strong>Monsters of Rock<\/strong>. Mas a rela\u00e7\u00e3o especial do <strong>Scorpions<\/strong> \u2014 atra\u00e7\u00e3o principal do festival, que dividiu o palco com <strong>Judas Priest<\/strong>, <strong>Europe<\/strong>, <strong>Savatage<\/strong>, <strong>Queensr\u00ffche<\/strong>, <strong>Opeth<\/strong> e <strong>Stratovarius<\/strong> \u2014 \u00e9 mesmo com o Brasil. Trata-se do oitavo pa\u00eds no planeta onde mais tocaram at\u00e9 hoje, com mais de 50 apresenta\u00e7\u00f5es somadas e uma estreia improv\u00e1vel no <strong>Rock in Rio<\/strong> 1985, quando estavam no auge e toparam vir, mesmo com a falta de tradi\u00e7\u00e3o regional na realiza\u00e7\u00e3o de grandes eventos internacionais.<\/p>\n<p>Esta conex\u00e3o se prova n\u00e3o apenas por n\u00fameros. Os f\u00e3s que encheram o Allianz Parque para assisti-los, mesmo ap\u00f3s seis outros shows e sob uma inc\u00f4moda chuva, curtiram a performance de 100 minutos do grupo, que, efeitos pontuais da idade \u00e0 parte, n\u00e3o soa como se tivesse sido criado em 1965 \u2014 ainda que <strong>Rudolf<\/strong> seja o \u00fanico remanescente da primeir\u00edssima forma\u00e7\u00e3o, com <strong>Klaus<\/strong> entrando em 1969, <strong>Matthias<\/strong> em 1978 e os demais j\u00e1 no s\u00e9culo 21.<\/p>\n<figure class=\"image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" height=\"1375\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/rollingstone.uol.com.br\/media\/uploads\/2025\/04\/scorpions-foto-fernando-moraes-2.jpg\" width=\"774\"\/><figcaption data-gramm=\"false\" data-lt-tmp-id=\"lt-742380\" spellcheck=\"false\">Scorpions (Foto: Fernando Moraes)<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>Meine<\/strong>, ali\u00e1s, \u00e9 quem demonstra naturalmente lidar com as consequ\u00eancias dos anos de estrada. No alto de seus 76 anos, o cantor vez ou outra tem alguma dificuldade para manter os tons mais agudos e opta por uma presen\u00e7a de palco mais contida. Nada que incomode o p\u00fablico, visto que sua performance ainda segue de alto n\u00edvel. Ainda \u00e9 emocionante ouvi-lo cantar hits como a balada\u00e7a \u201cSend Me an Angel\u201d, a otimista \u201cWind of Change\u201d, a divertida \u201cBig City Nights\u201d e a direta\u00e7a e derradeira \u201cRock You Like a Hurricane\u201d, executada com um enorme escorpi\u00e3o ao fundo ap\u00f3s \u201cBlackout\u201d, outra p\u00e9rola.\u00a0<\/p>\n<p>J\u00e1 os demais integrantes s\u00e3o como garotos. <strong>Rudolf<\/strong>, tamb\u00e9m 76, \u00e9 energia pura e oferece a base necess\u00e1ria para o brilho de <strong>Matthias<\/strong>, 69, talvez um dos guitarristas mais subestimados da hist\u00f3ria do hard rock. Se \u00e9 raro v\u00ea-lo em listas de mais celebrados ou influentes no instrumento, \u00e9 comum ficar de queixo ca\u00eddo ao ouvi-lo executar arranjos precisos e solos afiados com um timbre refinado, de clareza incomum no segmento.<\/p>\n<figure class=\"image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" height=\"1375\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/rollingstone.uol.com.br\/media\/uploads\/2025\/04\/design-sem-nome.jpg\" width=\"774\"\/><figcaption>Scorpions (Foto: Fernando Moraes)<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>Mikkey<\/strong>, 61, segue uma usina de energia bater\u00edstica e, inegavelmente, deu g\u00e1s novo desde sua chegada em 2016, pouco tempo ap\u00f3s a morte de <strong>Lemmy Kilmister<\/strong> e o fim do <strong>Mot\u00f6rhead<\/strong>, grupo que integrava at\u00e9 ent\u00e3o. Soa, inclusive, plenamente recuperado da recente cirurgia no p\u00e9, necess\u00e1ria diante de uma grave infec\u00e7\u00e3o generalizada contra\u00edda no fim de 2024. <strong>Pawel<\/strong>, 58, \u00e9 o ca\u00e7ula da forma\u00e7\u00e3o \u2014 embora esteja h\u00e1 mais tempo do que o baterista \u2014 e o mais discreto, ainda que colabore com <strong>Schenker<\/strong> ao oferecer sustenta\u00e7\u00e3o para <strong>Meine<\/strong>, <strong>Jabs<\/strong> e <strong>Dee<\/strong> brilharem cada um a seu modo.<\/p>\n<p>Quanto ao setlist executado em S\u00e3o Paulo, h\u00e1 pr\u00f3s e contras. De modo majorit\u00e1rio, os cl\u00e1ssicos est\u00e3o l\u00e1. At\u00e9 \u201cStill Loving You\u201d, limada do setlist de Bras\u00edlia tr\u00eas dias antes, retornou. Entre as aus\u00eancias mais sentidas, est\u00e3o \u201cHoliday\u201d, fora desde 2020, e \u201cNo One Like You\u201d, cortada a partir de 2022. Fora isso, seria legal ouvir mais material da d\u00e9cada de 1970? Com certeza. Mas o repert\u00f3rio flui bem, em especial, por ter poucas m\u00fasicas lentas \u2014 s\u00f3 tr\u00eas \u2014 e priorizar uma abordagem mais pesada. Os resgates de \u201cLoving You Sunday Morning\u201d, ap\u00f3s quase 9 anos sem toc\u00e1-la, e o medley de \u201cTop of the Bill\u201d + \u201cSteamrock Fever\u201d + \u201cSpeedy\u2019s Coming\u201d + \u201cCatch Your Train\u201d, em celebra\u00e7\u00e3o \u00e0 fase com <strong>Uli Jon Roth<\/strong>, fazem sentido.<\/p>\n<figure class=\"image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" height=\"1375\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/rollingstone.uol.com.br\/media\/uploads\/2025\/04\/design-sem-nome-1.jpg\" width=\"774\"\/><figcaption>Scorpions (Foto: Fernando Moraes)<\/figcaption><\/figure>\n<p>S\u00e3o detalhes que podem render algum tipo de debate entre f\u00e3s mais dedicados. Nada muito al\u00e9m. O <strong>Scorpions<\/strong> entrou vitorioso j\u00e1 nas primeiras notas de \u201cComing Home\u201d e, conforme o desenrolar do set, apenas concentrou ainda mais as aten\u00e7\u00f5es do p\u00fablico \u2014 extasiado nos momentos finais com o escorpi\u00e3o infl\u00e1vel gigante no palco e as cl\u00e1ssicas \u201cBlackout\u201d e \u201cRock You Like a Hurricane\u201d. S\u00e3o sessenta anos de carreira, quarenta anos de rela\u00e7\u00e3o direta com o Brasil, mas o sentimento \u00e9 de casal rec\u00e9m-formado.<\/p>\n<p>1. Coming Home<br \/>2. Gas in the Tank<br \/>3. Make It Real<br \/>4. The Zoo<br \/>5. Coast to Coast<br \/>6. Top of the Bill \/ Steamrock Fever \/ Speedy\u2019s Coming \/ Catch Your Train (medley)<br \/>7. Bad Boys Running Wild<br \/>8. Send Me an Angel<br \/>9. Wind of Change<br \/>10. Loving You Sunday Morning<br \/>11. I\u2019m Leaving You<br \/>12. Solos de baixo e bateria<br \/>13. Tease Me Please Me<br \/>14. Big City Nights<br \/>15. Still Loving You<br \/><strong>Bis:<\/strong><br \/>16. Blackout<br \/>17. Rock You Like a Hurricane<\/p>\n<p><strong>+++ LEIA MAIS: Judas Priest no Brasil: Richie Faulkner fala \u00e0 RS sobre shows, setlist e futuro<br \/>+++ LEIA MAIS: Scorpions fala \u00e0 RS sobre shows no Brasil, Judas Priest, Mikkey Dee e cinebiografia<br \/>+++ LEIA MAIS: Europe: Joey Tempest fala \u00e0 RS sobre shows no Brasil, novo \u00e1lbum, filme e mudan\u00e7as<br \/>+++ LEIA MAIS: Savatage no Brasil: tr\u00eas membros contam \u00e0 RS tudo sobre os shows<br \/>+++ LEIA MAIS: Opeth no Brasil: Fredrik \u00c5kesson fala \u00e0 RS sobre shows, Ghost e disco solo<br \/>+++ LEIA MAIS: Outras entrevistas conduzidas pelo jornalista Igor Miranda para a Rolling Stone Brasil<br \/>+++ Siga a Rolling Stone Brasil @rollingstonebrasil no Instagram<br \/>+++ Siga o jornalista Igor Miranda @igormirandasite no Instagram<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<p><script async src=\"\/\/www.instagram.com\/embed.js\"><\/script><br \/>\n<br \/><br \/>\n<br \/>Fonte: <a href=\"https:\/\/rollingstone.com.br\/musica\/a-musica-que-o-scorpions-ignorou-em-brasilia-mas-resolveu-tocar-em-sao-paulo\/\">rollingstone.com.br<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Scorpions se apresentou na noite de s\u00e1bado, 19, como atra\u00e7\u00e3o principal do Monsters of Rock 2025. 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