{"id":14315,"date":"2025-04-20T18:46:34","date_gmt":"2025-04-20T21:46:34","guid":{"rendered":"https:\/\/mussicom.com\/a-opiniao-da-rolling-stone-brasil-sobre-cada-show-do-monsters-of-rock-2025\/"},"modified":"2025-04-20T18:46:34","modified_gmt":"2025-04-20T21:46:34","slug":"a-opiniao-da-rolling-stone-brasil-sobre-cada-show-do-monsters-of-rock-2025","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/a-opiniao-da-rolling-stone-brasil-sobre-cada-show-do-monsters-of-rock-2025\/","title":{"rendered":"A opini\u00e3o da Rolling Stone Brasil sobre cada show do Monsters of Rock 2025"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>Os monstros se reuniram mais uma vez. A oitava edi\u00e7\u00e3o do <strong>Monsters of Rock<\/strong>, promovida em celebra\u00e7\u00e3o \u00e0s tr\u00eas d\u00e9cadas de funda\u00e7\u00e3o do evento no Brasil, aconteceu no \u00faltimo s\u00e1bado, 19, no Allianz Parque, em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Apresentaram-se <strong>Scorpions<\/strong>, <strong>Judas Priest<\/strong>, <strong>Europe<\/strong>, <strong>Savatage<\/strong>, <strong>Queensr\u00ffche<\/strong>, <strong>Opeth<\/strong> e <strong>Stratovarius<\/strong>. Tais grupos ofereceram cerca de 12 horas de m\u00fasica pesada \u2014 seja hard rock, heavy metal ou ramifica\u00e7\u00f5es do segundo g\u00eanero citado.<\/p>\n<p>A <strong>Rolling Stone Brasil<\/strong> acompanhou os shows e aponta destaques sobre cada um deles. Confira a seguir.<\/p>\n<h2><strong>Monsters of Rock 2025<\/strong><\/h2>\n<h3>1) Stratovarius, a \u201cabertura\u201d de peso<\/h3>\n<p>Um festival que coloca uma banda do porte do <strong>Stratovarius<\/strong> para abrir os trabalhos n\u00e3o est\u00e1 para brincadeira. A banda finlandesa de power metal, ali\u00e1s, pareceu ter sido uma das principais respons\u00e1veis por atrair uma massa consider\u00e1vel de f\u00e3s bem cedo \u2014 as depend\u00eancias do Allianz Parque j\u00e1 estavam relativamente cheias \u00e0s 11h30, quando subiram ao palco <strong>Timo Kotipelto<\/strong> (voz), <strong>Jens Johansson<\/strong> (teclados), <strong>Lauri Porra<\/strong> (baixo; e, sim, este \u00e9 o sobrenome dele), <strong>Matias Kupiainen<\/strong> (guitarra) e <strong>Rolf Pilve<\/strong> (bateria). Timo, ali\u00e1s, se mostrou surpreso pr\u00f3ximo do fim da apresenta\u00e7\u00e3o ao dizer: \u201cn\u00e3o esperava tanta gente aqui de manh\u00e3\u201d. Pois \u00e9.<\/p>\n<p>Como n\u00e3o h\u00e1 album novo para promover \u2014 <em><strong>Survive<\/strong><\/em>, o mais recente, saiu em 2022 \u2014, o Stratovarius p\u00f4de concentrar os esfor\u00e7os de seu setlist nos cl\u00e1ssicos. Apenas duas faixas do disco recente foram tocadas: a faixa-t\u00edtulo e <strong>\u201cWorld on Fire\u201d<\/strong>. O cl\u00e1ssico <em><strong>Visions<\/strong><\/em> (1997), acabou por se tornar o registro mais representando no repert\u00f3rio, com a introdut\u00f3ria <strong>\u201cForever Free\u201d<\/strong>, <strong>\u201cParadise\u201d<\/strong> e a cl\u00e1ssica <strong>\u201cBlack Diamond\u201d<\/strong>. De outros trabalhos, destacaram-se as grudentas <strong>\u201cEagleheart\u201d<\/strong> e <strong>\u201cHunting High and Low\u201d<\/strong>, que, como outras can\u00e7\u00f5es, tiveram boa execu\u00e7\u00e3o tanto em instrumental afiado quanto nos vocais de Kotipelto.<\/p>\n<h3>2) Opeth, o \u201cdiferent\u00e3o\u201d<\/h3>\n<p>At\u00e9 <strong>Mikael \u00c5kerfeldt<\/strong>, vocalista e guitarrista, demonstrou saber que o <strong>Opeth<\/strong> n\u00e3o se encaixaria naturalmente a um lineup mais orientado ao hard rock e ramifica\u00e7\u00f5es mais tradicionais do heavy metal. Seu grupo, vindo da Su\u00e9cia, pratica um som que vai do rock progressivo ao death metal de modo natural, com direito a uso eventual de vocais guturais e pedais duplos mais constantes. O frontman destacou, ainda, que a banda era a mais \u201cnova\u201d da escala\u00e7\u00e3o. \u201cE eu tenho 51 anos\u201d, emendou ele.<\/p>\n<p>Circula nos bastidores que o quinteto completo por <strong>Mart\u00edn M\u00e9ndez<\/strong> (baixo), <strong>Fredrik \u00c5kesson<\/strong> (guitarra), <strong>Joakim Svalberg<\/strong> (teclado) e <strong>Waltteri V\u00e4yrynen<\/strong> (bateria) tinha uma turn\u00ea solo pelo Brasil devidamente agendada quando pintou o convite do Monsters of Rock. Desmarcaram os shows \u00e0 parte para tocar no festival porque desejavam expor sua obra a um novo \u2014 e amplo \u2014 p\u00fablico.<\/p>\n<p>Deu certo? S\u00f3 o tempo dir\u00e1. Mas a impress\u00e3o passada foi a de que o Opeth agradou quem resolveu prestar aten\u00e7\u00e3o em seu som, repleto de nuances, mudan\u00e7as de tempo e varia\u00e7\u00f5es de \u201chumor\u201d, indo do peso a momentos lentinhos e af\u00e1veis a ponto de se ter rodas na plateia que tamb\u00e9m iam dos empurr\u00f5es a bracinhos para o alto. A plateia reagiu bem a can\u00e7\u00f5es que dispensavam os guturais, como <strong>\u201c\u00a73\u201d<\/strong>, onde parece haver uma curiosa mudan\u00e7a de afina\u00e7\u00e3o de instrumentos em seu miolo, e a \u201cbalada\u201d <strong>\u201cIn My Time of Need\u201d<\/strong>, introduzida ap\u00f3s \u00c5kerfeldt dizer que o baterista original do grupo, <strong>Anders Nordin<\/strong>, \u00e9 brasileiro (foi adotado por pais suecos), e sonhava em tocar no Brasil com seus colegas. Mesmo que \u00e0 dist\u00e2ncia \u2014 visto que saiu da forma\u00e7\u00e3o em 1997 \u2014, ser\u00e1 que tem orgulho dos antigos parceiros?<\/p>\n<p>1. \u00a71<br \/>2. Master&#8217;s Apprentices<br \/>3. \u00a73<br \/>4. In My Time of Need<br \/>5. Ghost of Perdition<br \/>6. Sorceress<br \/>7. Deliverance<\/p>\n<h3>3) Queensr\u00ffche e as escolhas ousadas<\/h3>\n<p>Bandas cl\u00e1ssicas eventualmente s\u00e3o alvo de reclama\u00e7\u00f5es dos f\u00e3s por limarem determinadas m\u00fasicas de seus repert\u00f3rios. Ainda assim, s\u00e3o raros os casos como do <strong>Queensr\u00ffche<\/strong>, que tirou seu maior hit, a balada <strong>\u201cSilent Lucidity\u201d<\/strong>, do setlist executado no Monsters of Rock. <strong>\u201cJet City Woman\u201d<\/strong>, segunda mais ouvida do grupo no Spotify \u2014 a primeira sendo a can\u00e7\u00e3o j\u00e1 mencionada \u2014, tamb\u00e9m caiu fora.<\/p>\n<p>Ambas pertencem ao \u00e1lbum <em><strong>Empire<\/strong><\/em> (1990), representado na tarde de s\u00e1bado, 19, apenas por sua faixa-t\u00edtulo. O quinteto composto por <strong>Todd La Torre<\/strong> (voz), <strong>Michael Wilton<\/strong> (guitarra), <strong>Mike Stone<\/strong> (guitarra), <strong>Eddie Jackson<\/strong> (baixo) e <strong>Casey Grillo<\/strong> (bateria) vem de uma turn\u00ea que celebra o EP hom\u00f4nimo de 1983 e o \u00e1lbum de estreia <em><strong>The Warning<\/strong><\/em> (1984), logo, as escolhas fazem algum sentido. Quatro das 12 faixas tocadas no Allianz Parque vieram desses dois trabalhos.<\/p>\n<p>\u00c9 fato, tamb\u00e9m, que <em><strong>Operation: Mindcrime<\/strong><\/em> (1988) carregou outras cinco can\u00e7\u00f5es para o set, com destaque para a grudenta <strong>\u201cI Don\u2019t Believe in Love\u201d<\/strong> e o encerramento com <strong>\u201cEyes of a Stranger\u201d<\/strong>, com direito a La Torre pegar o celular para filmar a enorme plateia enquanto cantava. O vocalista ocupa desde 2012 a vaga deixada pelo frontman original <strong>Geoff Tate<\/strong>, rompido com os ex-colegas ap\u00f3s um show em S\u00e3o Paulo marcado por briga verbal e at\u00e9 uma cusparada em dire\u00e7\u00e3o ao antigo baterista <strong>Scott Rockenfield<\/strong>. Todd \u00e9 um \u00f3timo substituto para Geoff, a ponto de emular precisamente o timbre de seu antecessor, e serve como cereja do bolo para um instrumental afiado, conduzido pelo habilidoso Wilton e en\u00e9rgico Grillo.<\/p>\n<p>1. Queen of the Reich<br \/>2. Operation: Mindcrime<br \/>3. Walk in the Shadows<br \/>4. I Don&#8217;t Believe in Love<br \/>5. Warning<br \/>6. The Needle Lies<br \/>7. The Mission<br \/>8. Nightrider<br \/>9. Take Hold of the Flame<br \/>10. Empire<br \/>11. Screaming in Digital<br \/>12. Eyes of a Stranger<\/p>\n<h3>4) A emocionante volta do Savatage<\/h3>\n<p>Uma banda realiza sua \u00faltima turn\u00ea em 2002. O show derradeiro, em 2015. \u00a0Decide se reunir, enfim, para uma nova excurs\u00e3o. A primeira parada? O Brasil, por incr\u00edvel que pare\u00e7a. Esta \u00e9 a hist\u00f3ria do retorno do <strong>Savatage<\/strong>, at\u00e9 ent\u00e3o considerado improv\u00e1vel devido aos recorrentes problemas de sa\u00fade do vocalista, tecladista e l\u00edder, <strong>Jon Oliva<\/strong>.<\/p>\n<p>De forma s\u00e1bia, Jon deu um passo atr\u00e1s e pediu para que os demais integrantes \u2014 <strong>Zak Stevens<\/strong> (voz), <strong>Al Pitrelli<\/strong> (guitarra), <strong>Chris Caffery<\/strong> (guitarra), <strong>Johnny Lee Middleton<\/strong> (baixo) e <strong>Jeff Plate<\/strong> (bateria) \u2014 excursionassem sem ele, com dois tecladistas: o colombiano <strong>Paulo Cuevas<\/strong> e o americano <strong>Shawn McNair<\/strong> (<em>informa\u00e7\u00e3o via site Igor Miranda<\/em>). Soou t\u00e3o certo que os f\u00e3s at\u00e9 se esqueceram do tempo perdido at\u00e9 que isso, enfim, ocorresse.<\/p>\n<p>N\u00e3o d\u00e1 para negar que o quinteto parecia desconfort\u00e1vel nas primeiras m\u00fasicas. Execu\u00e7\u00e3o perfeita, mas gestual de quem n\u00e3o tocava aquele repert\u00f3rio junto havia algum tempo. L\u00e1 para a metade do set, com <strong>\u201cChance\u201d<\/strong> e suas bandeiras no tel\u00e3o \u2014 tendo a do Brasil no final \u2014, todo esse receio havia passado de vez. O Savatage est\u00e1 de volta.<\/p>\n<p>Como o tempo era reduzido (aproximadamente uma hora), o grupo preparou um setlist que trouxe os principais cl\u00e1ssicos \u2014 como <strong>\u201cEdge of Thorns\u201d<\/strong>, <strong>\u201cJesus Saves\u201d<\/strong> e <strong>\u201cHall of the Mountain King\u201d<\/strong> \u2014 ao mesmo tempo em que p\u00f4s luz a can\u00e7\u00f5es gravadas j\u00e1 com Stevens nos vocais, oriundas dos \u00e1lbuns <em><strong>Handful of Rain<\/strong><\/em> (1994), <em><strong>Dead Winter Dead<\/strong><\/em> (1995) e <em><strong>The Wake of Magellan<\/strong><\/em> (1997). O heavy metal de tom progressivo e por vezes erudito cativou, emocionou e fez muita gente concluir o que j\u00e1 foi dito no par\u00e1grafo anterior: o Savatage est\u00e1, mesmo, de volta.<\/p>\n<p>Mas \u00e9 imposs\u00edvel deixar de destacar <strong>\u201cBelieve\u201d<\/strong>. A balada\u00e7a teve sua execu\u00e7\u00e3o inicial a partir de um v\u00eddeo com Jon Oliva cantando e tocando piano, antes da entrada ao vivo dos demais m\u00fasicos. Ao longo do solo, imagens do guitarrista <strong>Criss Oliva<\/strong>, falecido em 1993, surgiram no tel\u00e3o. Quem n\u00e3o ficou pelo menos com n\u00f3 na garganta, ou n\u00e3o conhece a hist\u00f3ria do grupo \u2014 o que est\u00e1 tudo bem \u2014, ou tem cora\u00e7\u00e3o de pedra.<\/p>\n<p>1. The Ocean<br \/>2. Welcome<br \/>3. Jesus Saves<br \/>4. The Wake of Magellan<br \/>5. Dead Winter Dead<br \/>6. Handful of Rain<br \/>7. Chance<br \/>8. Gutter Ballet<br \/>9. Edge of Thorns<br \/>10. Believe<br \/>11. Sirens<br \/>12. Hall of the Mountain King<\/p>\n<h3>5) Europe, muito al\u00e9m do hard rock farofa<\/h3>\n<p>Um recorte espec\u00edfico da discografia do <strong>Europe<\/strong> \u2014 o de maior sucesso, h\u00e1 de se reconhecer \u2014 faz com que a banda sueca seja rotulada como parte do movimento glam metal oitentista. A sonoridade de \u00e1lbuns como <em><strong>The Final Countdown<\/strong><\/em> (1986) e <em><strong>Out of This World<\/strong><\/em> (1988) se alinha, sim, a este segmento, mas como julgar a trajet\u00f3ria de um grupo de 45 anos com base em menos de uma d\u00e9cada?<\/p>\n<p>Especialmente a partir de sua volta no in\u00edcio dos anos 2000, ap\u00f3s 11 anos de hiato, o Europe \u00e9 outro tipo de animal. Mais pesado, orientado ao blues e ao hard rock setentista, com as guitarras de <strong>John Norum<\/strong> em vez dos teclados de <strong>Mic Michaeli<\/strong> na linha de frente. E, mais uma vez, o quinteto completo por <strong>Joey Tempest<\/strong> (voz), <strong>Ian Haughland<\/strong> (bateria) e <strong>John Lev\u00e9n<\/strong> (baixo) mostrou ao p\u00fablico brasileiro que oferece mais do que refr\u00e3es grudentos e arranjos de teclas.<\/p>\n<p><strong>\u201cSuperstitious\u201d<\/strong>, por exemplo, ganhou uma roupagem mais heavy ao ser executada \u2014 apesar do p\u00f3s-solo estendido com direito a trecho de <strong>\u201cNo Woman No Cry\u201d<\/strong> (<strong>Bob Marley &amp; the Wailers<\/strong>). <strong>\u201cReady or Not\u201d<\/strong>, naturalmente mais direta, fica robusta com Joey na segunda guitarra. <strong>\u201cWalk the Earth\u201d<\/strong>, faixa-t\u00edtulo do \u00e1lbum mais recente, lan\u00e7ado em 2017, \u00e9 quase derivada de <strong>\u201cKashmir\u201d<\/strong>, do <strong>Led Zeppelin<\/strong>.<\/p>\n<p>Mas quando \u00e9 para soar como nos anos 1980, eles conseguem. Seja no hit imortal <strong>\u201cThe Final Countdown\u201d<\/strong>, na balada a\u00e7ucarada <strong>\u201cCarrie\u201d<\/strong> ou na pegajosa <strong>\u201cCherokee\u201d<\/strong>. Se soa mais pesado ou radiof\u00f4nico, os destaques s\u00e3o os mesmos: a voz caracter\u00edstica e a presen\u00e7a de palco extremamente en\u00e9rgica de Tempest, a fus\u00e3o entre t\u00e9cnica e apuro mel\u00f3dico de John Norum \u2014 um dos gigantes da guitarra hard rock \u2014 e a \u201ccereja do bolo\u201d que s\u00e3o os teclados e backing vocals de Mic Michaeli, apesar de pequenos erros aqui e acol\u00e1.<\/p>\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li>On Broken Wings<\/li>\n<li>Rock the Night<\/li>\n<li>Walk the Earth<\/li>\n<li>Scream of Anger<\/li>\n<li>Sign of the Times<\/li>\n<li>Hold Your Head Up<\/li>\n<li>Carrie<\/li>\n<li>Last Look At Eden<\/li>\n<li>Ready Or Not<\/li>\n<li>Superstitious (com trecho de \u201cNo Woman, no Cry\u201d, de Bob Marley &amp; The Wailers)<\/li>\n<li>Cherokee<\/li>\n<li>The Final Countdown<\/li>\n<\/ol>\n<h3>6) Judas Priest, os deuses do metal<\/h3>\n<p>Para os deuses do metal, n\u00e3o basta chegar aos 55 anos de carreira: \u00e9 preciso atingir tal n\u00famero em um n\u00edvel de qualidade surpreendente. Quem assistiu ao espet\u00e1culo oferecido pelo\u00a0<strong>Judas Priest<\/strong>\u00a0como antepen\u00faltima atra\u00e7\u00e3o do\u00a0Monsters of Rock saiu de queixo ca\u00eddo. Por variadas raz\u00f5es.<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 como deixar de come\u00e7ar com\u00a0<strong>Rob Halford<\/strong>. O homem que fez por merecer o apelido de \u201cMetal God\u201d justifica, a cada turn\u00ea, seu car\u00e1ter praticamente imortal na m\u00fasica \u2014 pesada ou n\u00e3o. Aos 73 anos, ainda canta que \u00e9 uma barbaridade. Com o mesmo f\u00f4lego e disposi\u00e7\u00e3o de d\u00e9cadas passadas? A resposta \u00e9 \u00f3bvia. N\u00e3o apenas seria rid\u00edculo esperar por isso, como sequer \u00e9 necess\u00e1rio, pois o que apresenta \u00e9 mais do que suficiente para, refor\u00e7o, deixar queixos ca\u00eddos.<\/p>\n<p>Ciente de que segue em alto n\u00edvel,\u00a0Halford\u00a0n\u00e3o alivia para si. Encara m\u00fasicas de execu\u00e7\u00e3o complicad\u00edssima sem fugir de explorar sua voz. <strong>\u201cPainkiller\u201d<\/strong>, faixa-t\u00edtulo do \u00e1lbum cuja tour os colocou no Brasil pela primeira vez \u2014 Rock in Rio 1991 \u2014, continua no setlist com performance vocal digna de aplausos. Lados B como <strong>\u201cDevil\u2019s Child\u201d<\/strong> e <strong>\u201cRiding on the Wind\u201d<\/strong> podem soar desafiadoras para outros cantores, mas\u00a0Rob\u00a0mata no peito. E o que dizer do agudo de <strong>\u201cVictim of Changes\u201d<\/strong>, executado ap\u00f3s breve homenagem no tel\u00e3o a\u00a0<strong>Glenn Tipton<\/strong>, guitarrista afastado desde 2018 em fun\u00e7\u00e3o do Parkinson? Que outros septuagen\u00e1rios conseguem fazer algo assim?<\/p>\n<p>Al\u00e9m do vocalista, ficam sob constantes holofotes os guitarristas \u201cnovinhos\u201d\u00a0<strong>Richie Faulkner<\/strong>, 45, e\u00a0<strong>Andy Sneap<\/strong>, 55. Cada um deles merece men\u00e7\u00e3o \u00e0 parte. O primeiro, substituto de\u00a0<strong>K.K. Downing<\/strong>\u00a0quando este resolveu se aposentar no fim de 2010, meio que se tornou o segundo membro de maior destaque quando\u00a0Tipton\u00a0teve de se afastar. Assume a maior carga dos solos e jamais demonstra qualquer tipo de sequela dos recentes problemas de sa\u00fade, desde o aneurisma da aorta que sofreu em pleno palco em 2021 \u00e0 s\u00e9rie de AVCs que, segundo o pr\u00f3prio, lhe deixaram danos cerebrais.<\/p>\n<p>O segundo, ocupante do posto de\u00a0Glenn\u00a0a partir de 2018, \u00e9 tamb\u00e9m um produtor renomado que inclusive gravou o pr\u00f3prio\u00a0Judas\u00a0antes de se juntar \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de turn\u00eas. Embora mais discreto que\u00a0Richie,\u00a0Andy\u00a0parece estar mais \u00e0 vontade no palco: tem circulado mais, assumido novos solos e at\u00e9 deixado o cabelo crescer dentro de suas limita\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas.<\/p>\n<figure class=\"image\"><canvas class=\"lt-highlighter__canvas\" height=\"17\" style=\"display: none; top: 0px !important; left: 76px !important;\" width=\"141\"\/><figcaption data-gramm=\"false\" data-lt-tmp-id=\"lt-195173\" spellcheck=\"false\">Judas Priest (Foto: Fernando Moraes\/@fercruzmoraes)<\/figcaption><\/figure>\n<p>H\u00e1 ainda\u00a0<strong>Scott Travis<\/strong>, 63, simplesmente o criador da linha de bateria da j\u00e1 mencionada <strong>\u201cPainkiller\u201d<\/strong>. Embora esteja sentado o tempo todo, \u00e9 quem mais se parece com um garoto, tendo em vista a energia de sua performance. Soa como, no bom sentido, uma m\u00e1quina, tamanha a precis\u00e3o.<\/p>\n<p>Diante do p\u00fablico paulistano, o Judas Priest mostrou como chegou em 2025 como a banda de m\u00fasica pesada mais respeitada em atividade e certamente um dos maiores nomes da hist\u00f3ria do g\u00eanero que ajudaram a moldar. Celebrem os deuses do metal. (<span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>Vers\u00e3o resumida de artigo completo dispon\u00edvel aqui<\/strong><\/span>)<\/p>\n<figure class=\"image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" height=\"1378\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/rollingstone.uol.com.br\/media\/uploads\/2025\/04\/judas_11_fernando_moraes_fercruzmoraes.png\" width=\"773\"\/><figcaption>Judas Priest (Foto: Fernando Moraes\/@fercruzmoraes)<\/figcaption><\/figure>\n<ol>\n<li>Panic Attack<\/li>\n<li>You\u2019ve Got Another Thing Comin\u2019<\/li>\n<li>Rapid Fire<\/li>\n<li>Breaking the Law<\/li>\n<li>Riding on the Wind<\/li>\n<li>Love Bites<\/li>\n<li>Devil&#8217;s Child<\/li>\n<li>Crown of Horns<\/li>\n<li>Sinner<\/li>\n<li>Turbo Lover<\/li>\n<li>Invincible Shield<\/li>\n<li>Victim of Changes<\/li>\n<li>The Green Manalishi (With the Two Prong Crown) (cover de Fleetwood Mac)<\/li>\n<li>Painkiller Bis:<\/li>\n<li>The Hellion + Electric Eye<\/li>\n<li>Hell Bent for Leather<\/li>\n<li>Living After Midnight<\/li>\n<\/ol>\n<h3>7) Scorpions, um encerramento glorioso<\/h3>\n<p>Sessenta anos de carreira. Quais outros artistas e bandas al\u00e9m do\u00a0<strong>Scorpions<\/strong>\u00a0chegaram a uma marca t\u00e3o representativa como esta? S\u00e3o raros os exemplos \u2014 e mais incomuns ainda os que seguem em turn\u00eas mundiais como o grupo alem\u00e3o composto por <strong>Klaus Meine<\/strong>\u00a0(voz),\u00a0<strong>Rudolf Schenker<\/strong>\u00a0(guitarra r\u00edtmica),\u00a0<strong>Matthias Jabs<\/strong>\u00a0(guitarra solo),\u00a0<strong>Pawel Maciwoda<\/strong>\u00a0(baixo) e\u00a0<strong>Mikkey Dee<\/strong>\u00a0(bateria).<\/p>\n<p>Os f\u00e3s que encheram o Allianz Parque para assisti-los, mesmo ap\u00f3s seis outros shows e sob uma inc\u00f4moda chuva, apreciaram a performance de 100 minutos do grupo, que, efeitos pontuais da idade \u00e0 parte, n\u00e3o soa como se tivesse sido criado em 1965 \u2014 ainda que\u00a0Rudolf\u00a0seja o \u00fanico remanescente da primeir\u00edssima forma\u00e7\u00e3o, com\u00a0Klaus\u00a0entrando em 1969,\u00a0Matthias\u00a0em 1978 e os demais j\u00e1 no s\u00e9culo 21. Meine, ali\u00e1s, \u00e9 quem demonstra naturalmente lidar com as consequ\u00eancias dos anos de estrada. No alto de seus 76 anos, o cantor vez ou outra tem alguma dificuldade para manter os tons mais agudos e opta por uma presen\u00e7a de palco mais contida. Nada que incomode o p\u00fablico, visto que sua performance ainda segue de alto n\u00edvel. Ainda \u00e9 emocionante ouvi-lo cantar hits como a balada\u00e7a <strong>\u201cSend Me an Angel\u201d<\/strong>, a otimista <strong>\u201cWind of Change\u201d<\/strong>, a divertida <strong>\u201cBig City Nights\u201d<\/strong> e a direta\u00e7a e derradeira <strong>\u201cRock You Like a Hurricane\u201d<\/strong>, executada com um enorme escorpi\u00e3o ao fundo ap\u00f3s <strong>\u201cBlackout\u201d<\/strong>, outra p\u00e9rola.\u00a0<\/p>\n<p>J\u00e1 os demais integrantes s\u00e3o como garotos.\u00a0Rudolf, tamb\u00e9m 76, \u00e9 energia pura e oferece a base necess\u00e1ria para o brilho de\u00a0Matthias, 69, talvez um dos guitarristas mais subestimados da hist\u00f3ria do hard rock. Se \u00e9 raro v\u00ea-lo em listas de mais celebrados ou influentes no instrumento, \u00e9 comum ficar de queixo ca\u00eddo ao ouvi-lo executar arranjos precisos e solos afiados com um timbre refinado, de clareza incomum no segmento.<\/p>\n<p>Mikkey, 61, segue uma usina de energia bater\u00edstica e, inegavelmente, deu g\u00e1s novo desde sua chegada em 2016, pouco tempo ap\u00f3s a morte de\u00a0<strong>Lemmy Kilmister<\/strong>\u00a0e o fim do\u00a0<strong>Mot\u00f6rhead<\/strong>, grupo que integrava at\u00e9 ent\u00e3o. Soa, inclusive, plenamente recuperado da recente cirurgia no p\u00e9, necess\u00e1ria diante de uma grave infec\u00e7\u00e3o generalizada contra\u00edda no fim de 2024.\u00a0Pawel, 58, \u00e9 o ca\u00e7ula da forma\u00e7\u00e3o \u2014 embora esteja h\u00e1 mais tempo do que o baterista \u2014 e o mais discreto, ainda que colabore com\u00a0Schenker\u00a0ao oferecer sustenta\u00e7\u00e3o para\u00a0Meine,\u00a0Jabs\u00a0e\u00a0Dee\u00a0brilharem cada um a seu modo.<\/p>\n<figure class=\"image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" height=\"1374\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/rollingstone.uol.com.br\/media\/uploads\/2025\/04\/scorpions-foto-fernando-moraes-1.jpg\" width=\"773\"\/><figcaption data-gramm=\"false\" data-lt-tmp-id=\"lt-110284\" spellcheck=\"false\">Scorpions (Foto: Fernando Moraes)<\/figcaption><\/figure>\n<p>Quanto ao setlist executado em S\u00e3o Paulo, h\u00e1 pr\u00f3s e contras. De modo majorit\u00e1rio, os cl\u00e1ssicos est\u00e3o l\u00e1. At\u00e9 <strong>\u201cStill Loving You\u201d<\/strong>, limada do setlist de Bras\u00edlia tr\u00eas dias antes, retornou. Entre as aus\u00eancias mais sentidas, est\u00e3o <strong>\u201cHoliday\u201d<\/strong>, fora desde 2020, e <strong>\u201cNo One Like You\u201d<\/strong>, cortada a partir de 2022. Fora isso, seria legal ouvir mais material da d\u00e9cada de 1970? Com certeza. Mas o repert\u00f3rio flui bem, em especial, por ter poucas m\u00fasicas lentas \u2014 s\u00f3 tr\u00eas \u2014 e priorizar uma abordagem mais pesada. Os resgates de <strong>\u201cLoving You Sunday Morning\u201d<\/strong>, ap\u00f3s quase 9 anos sem toc\u00e1-la, e o medley de <strong>\u201cTop of the Bill\u201d + \u201cSteamrock Fever\u201d + \u201cSpeedy\u2019s Coming\u201d + \u201cCatch Your Train\u201d<\/strong>, em celebra\u00e7\u00e3o \u00e0 fase com\u00a0<strong>Uli Jon Roth<\/strong>, fazem sentido.<\/p>\n<p>S\u00e3o detalhes que podem render algum tipo de debate entre f\u00e3s mais dedicados. Nada muito al\u00e9m. O\u00a0Scorpions\u00a0entrou vitorioso j\u00e1 nas primeiras notas de <strong>\u201cComing Home\u201d<\/strong> e, conforme o desenrolar do set, apenas concentrou ainda mais as aten\u00e7\u00f5es do p\u00fablico \u2014 extasiado nos momentos finais com o escorpi\u00e3o infl\u00e1vel gigante no palco e as cl\u00e1ssicas <strong>\u201cBlackout\u201d<\/strong> e <strong>\u201cRock You Like a Hurricane\u201d<\/strong>. S\u00e3o sessenta anos de carreira, quarenta anos de rela\u00e7\u00e3o direta com o Brasil, mas o sentimento \u00e9 de casal rec\u00e9m-formado. (<strong><span style=\"text-decoration: underline;\">Vers\u00e3o resumida de artigo completo dispon\u00edvel aqui<\/span><\/strong>)<\/p>\n<figure class=\"image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" height=\"1374\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/rollingstone.uol.com.br\/media\/uploads\/2025\/04\/design-sem-nome.jpg\" width=\"773\"\/><figcaption>Scorpions (Foto: Fernando Moraes)<\/figcaption><\/figure>\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li>Coming Home<\/li>\n<li>Gas in the Tank<\/li>\n<li>Make It Real<\/li>\n<li>The Zoo<\/li>\n<li>Coast to Coast<\/li>\n<li>Top of the Bill \/ Steamrock Fever \/ Speedy\u2019s Coming \/ Catch Your Train (medley)<\/li>\n<li>Bad Boys Running Wild<\/li>\n<li>Send Me an Angel<\/li>\n<li>Wind of Change<\/li>\n<li>Loving You Sunday Morning<\/li>\n<li>I\u2019m Leaving You<\/li>\n<li>Solos de baixo e de bateria<\/li>\n<li>Tease Me Please Me<\/li>\n<li>Big City Nights<\/li>\n<li>Still Loving You<\/li>\n<\/ol>\n<p>Bis:<\/p>\n<ol class=\"wp-block-list\" start=\"17\">\n<li>Blackout<\/li>\n<li>Rock You Like a Hurricane<\/li>\n<\/ol>\n<p><strong>+++ LEIA MAIS: Judas Priest no Brasil: Richie Faulkner fala \u00e0 RS sobre shows, setlist e futuro<br \/>+++ LEIA MAIS: Scorpions fala \u00e0 RS sobre shows no Brasil, Judas Priest, Mikkey Dee e cinebiografia<br \/>+++ LEIA MAIS: Europe: Joey Tempest fala \u00e0 RS sobre shows no Brasil, novo \u00e1lbum, filme e mudan\u00e7as<br \/>+++ LEIA MAIS: Savatage no Brasil: tr\u00eas membros contam \u00e0 RS tudo sobre os shows<br \/>+++ LEIA MAIS: Opeth no Brasil: Fredrik \u00c5kesson fala \u00e0 RS sobre shows, Ghost e disco solo<br \/>+++ LEIA MAIS: Outras entrevistas conduzidas pelo jornalista Igor Miranda para a Rolling Stone Brasil<br \/>+++ Siga a Rolling Stone Brasil @rollingstonebrasil no Instagram<br \/>+++ Siga o jornalista Igor Miranda @igormirandasite no Instagram<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<p><script async src=\"\/\/www.instagram.com\/embed.js\"><\/script><br \/>\n<br \/><br \/>\n<br \/>Fonte: <a href=\"https:\/\/rollingstone.com.br\/musica\/a-opiniao-da-rolling-stone-brasil-sobre-cada-show-do-monsters-of-rock-2025\/\">rollingstone.com.br<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os monstros se reuniram mais uma vez. 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