{"id":14128,"date":"2025-04-19T22:25:37","date_gmt":"2025-04-20T01:25:37","guid":{"rendered":"https:\/\/www.mussicom.com\/judas-priest-faz-show-digno-de-deuses-do-metal-no-monsters-of-rock-2025\/"},"modified":"2025-04-19T22:25:37","modified_gmt":"2025-04-20T01:25:37","slug":"judas-priest-faz-show-digno-de-deuses-do-metal-no-monsters-of-rock-2025","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/judas-priest-faz-show-digno-de-deuses-do-metal-no-monsters-of-rock-2025\/","title":{"rendered":"Judas Priest faz show digno de deuses do metal no Monsters of Rock 2025"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>Para os deuses do metal, n\u00e3o basta chegar aos 55 anos de carreira: \u00e9 preciso atingir tal n\u00famero em um n\u00edvel de qualidade surpreendente. Quem assistiu ao espet\u00e1culo oferecido pelo <strong>Judas Priest<\/strong> na noite de s\u00e1bado, 19, como antepen\u00faltima atra\u00e7\u00e3o do <strong>Monsters of Rock<\/strong>, no Allianz Parque, em S\u00e3o Paulo, saiu de queixo ca\u00eddo. Por variadas raz\u00f5es.<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 como deixar de come\u00e7ar com <strong>Rob Halford<\/strong>. O homem que fez por merecer o apelido de \u201cMetal God\u201d justifica, a cada turn\u00ea, seu car\u00e1ter praticamente imortal na m\u00fasica \u2014 pesada ou n\u00e3o. Aos 73 anos, ainda canta que \u00e9 uma barbaridade. Com o mesmo f\u00f4lego e disposi\u00e7\u00e3o de d\u00e9cadas passadas? A resposta \u00e9 \u00f3bvia. N\u00e3o apenas seria rid\u00edculo esperar por isso, como sequer \u00e9 necess\u00e1rio, pois o que apresenta \u00e9 mais do que suficiente para, refor\u00e7o, deixar queixos ca\u00eddos.<\/p>\n<p>Ciente de que segue em alto n\u00edvel, <strong>Halford<\/strong> n\u00e3o alivia para si. Encara m\u00fasicas de execu\u00e7\u00e3o complicad\u00edssima sem fugir de explorar sua voz. \u201cPainkiller\u201d, faixa-t\u00edtulo do \u00e1lbum cuja tour os colocou no Brasil pela primeira vez \u2014 Rock in Rio 1991 \u2014, continua no setlist com performance vocal digna de aplausos. Lados B como \u201cDevil\u2019s Child\u201d e \u201cRiding on the Wind\u201d podem soar desafiadoras para outros cantores, mas <strong>Rob<\/strong> mata no peito. E o que dizer do agudo de \u201cVictim of Changes\u201d, executado ap\u00f3s breve homenagem no tel\u00e3o a <strong>Glenn Tipton<\/strong>, guitarrista afastado desde 2018 em fun\u00e7\u00e3o do Parkinson? Que outros septuagen\u00e1rios conseguem fazer algo assim?<\/p>\n<figure class=\"image\"><canvas class=\"lt-highlighter__canvas\" height=\"17\" style=\"display: none; top: 0px !important; left: 76px !important;\" width=\"141\"\/><figcaption data-gramm=\"false\" data-lt-tmp-id=\"lt-195173\" spellcheck=\"false\">Judas Priest (Foto: Fernando Moraes\/@fercruzmoraes)<\/figcaption><\/figure>\n<p>A ironia do destino \u00e9 que o <strong>Priest<\/strong> foi fundado em 1969 por outro cantor: <strong>Al Atkins<\/strong>, junto de outros m\u00fasicos que jamais participariam de outras forma\u00e7\u00f5es. No ano seguinte, o vocalista original uniu for\u00e7as ao guitarrista <strong>K.K. Downing<\/strong> e ao baixista <strong>Ian Hill<\/strong>, mas como prova de que os deuses do metal escrevem certo por linhas tortas, caiu fora em 1973, devido a problemas financeiros no grupo. <strong>Halford<\/strong>, irm\u00e3o da namorada de <strong>Hill<\/strong> \u00e0 \u00e9poca, acabou chamado para substitu\u00ed-lo. D\u00e1 para imaginar a hist\u00f3ria da m\u00fasica pesada sem <strong>Rob<\/strong>? Pior: sem <strong>Rob<\/strong> no <strong>Judas Priest<\/strong>?<\/p>\n<p><strong>Hill<\/strong>, 74, \u00fanico m\u00fasico al\u00e9m de <strong>Halford<\/strong> a permanecer desde ent\u00e3o, parece dispens\u00e1vel neste contexto. N\u00e3o \u00e9: o baixista fornece solidez musical e sabe que precisa dar um passo atr\u00e1s para que os demais brilhem. Al\u00e9m do vocalista, ficam sob constantes holofotes os guitarristas \u201cnovinhos\u201d <strong>Richie Faulkner<\/strong>, 45, e <strong>Andy Sneap<\/strong>, 55. Cada um deles merece men\u00e7\u00e3o \u00e0 parte.<\/p>\n<figure class=\"image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" height=\"1379\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/rollingstone.uol.com.br\/media\/uploads\/2025\/04\/judas_11_fernando_moraes_fercruzmoraes.png\" width=\"774\"\/><figcaption>Judas Priest (Foto: Fernando Moraes\/@fercruzmoraes)<\/figcaption><\/figure>\n<p>O primeiro, substituto de <strong>Downing<\/strong> quando este resolveu se aposentar no fim de 2010, meio que se tornou o segundo membro de maior destaque quando <strong>Tipton<\/strong> teve de se afastar. Assume a maior carga dos solos e jamais demonstra qualquer tipo de sequela dos recentes problemas de sa\u00fade, desde o aneurisma da aorta que sofreu em pleno palco em 2021 \u00e0 s\u00e9rie de AVCs que, segundo o pr\u00f3prio, lhe deixaram danos cerebrais.<\/p>\n<p>O segundo, ocupante do posto de <strong>Glenn<\/strong> a partir de 2018, \u00e9 tamb\u00e9m um produtor renomado que inclusive gravou o pr\u00f3prio <strong>Judas<\/strong> antes de se juntar \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de turn\u00eas. Curiosamente, quase n\u00e3o esteve nos planos para 2022 em diante. Em uma j\u00e1 admitida pisada na bola, <strong>Halford<\/strong> anunciou no in\u00edcio do ano citado que o <strong>Priest<\/strong> seguiria como quarteto, tendo apenas <strong>Faulkner<\/strong> nas seis cordas. Como esta banda depende que o instrumento em quest\u00e3o esteja em formato duplo, n\u00e3o fez o menor sentido \u2014 e a decis\u00e3o acabou revertida. Deuses tamb\u00e9m erram, mas logo corrigem. Embora mais discreto que <strong>Richie<\/strong>, <strong>Andy<\/strong> parece estar mais \u00e0 vontade no palco: tem circulado mais, assumido novos solos e at\u00e9 deixado o cabelo crescer dentro de suas limita\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas.<\/p>\n<figure class=\"image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" height=\"1375\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/rollingstone.uol.com.br\/media\/uploads\/2025\/04\/judas_09_fernando_moraes_fercruzmoraes-png.jpg\" width=\"774\"\/><figcaption>Judas Priest (Foto: Fernando Moraes\/@fercruzmoraes)<\/figcaption><\/figure>\n<p>H\u00e1 ainda <strong>Scott Travis<\/strong>, 63, simplesmente o criador da linha de bateria da j\u00e1 mencionada \u201cPainkiller\u201d. Embora esteja sentado o tempo todo, \u00e9 quem mais se parece com um garoto, tendo em vista a energia de sua performance. Soa como, no bom sentido, uma m\u00e1quina, tamanha a precis\u00e3o.<\/p>\n<figure class=\"image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" height=\"1379\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/rollingstone.uol.com.br\/media\/uploads\/2025\/04\/judas_10_fernando_moraes_fercruzmoraes-ong.jpg\" width=\"774\"\/><canvas class=\"lt-highlighter__canvas\" height=\"17\" style=\"display: none; top: 0px !important; left: 76px !important;\" width=\"141\"\/><figcaption data-gramm=\"false\" data-lt-tmp-id=\"lt-485687\" spellcheck=\"false\">Judas Priest (Foto: Fernando Moraes\/@fercruzmoraes)<\/figcaption><\/figure>\n<p>Cl\u00e1ssicos de fora \u00e0 parte \u2014 \u201cScreaming for Vengeance\u201d, \u201cThe Sentinel\u201d, \u201cMetal Gods\u201d, \u201cThe Ripper\u201d e afins \u2014, tamb\u00e9m \u00e9 cir\u00fargica a escolha do setlist, ainda que nem tanto a sequ\u00eancia em que se monta. Primeiro, os m\u00e9ritos: dez dos 19 \u00e1lbuns de est\u00fadio s\u00e3o contemplados, com \u00f3bvio foco nas d\u00e9cadas de 1970 e 1980. Fora da\u00ed, apenas \u201cPainkiller\u201d e tr\u00eas do novo disco <strong><em>Invincible Shield<\/em><\/strong>: a faixa-t\u00edtulo, \u201cCrown of Horns\u201d, e \u201cPanic Attack\u201d, esta posicionada na abertura, quando o p\u00fablico ainda parece embasbacado com o visual e a estrutura do palco. \u00c9 quase como um aquecimento para o que vem, especialmente em seguida, com \u201cYou\u2019ve Got Another Thing Comin\u2019\u201d, \u201cRapid Fire\u201d e \u201cBreaking the Law\u201d. Que show terminaria mal com um in\u00edcio t\u00e3o avassalador?<\/p>\n<p>Lembra, por\u00e9m, da chata conversa sobre sequ\u00eancia? \u00c9 fato que as rea\u00e7\u00f5es esfriam um pouquinho no miolo do set, considerada a s\u00e9rie de can\u00e7\u00f5es menos conhecidas emendadas, da quinta \u00e0 nona: \u201cRiding on the Wind\u201d, \u201cLove Bites\u201d, \u201cDevil\u2019s Child\u201d, \u201cCrown of Horns\u201d e \u201cSinner\u201d, algumas delas j\u00e1 citadas. Mas agrada os f\u00e3s mais dedicados e, novamente, parece servir de preparo para uma explos\u00e3o ainda mais grandiosa com mais cl\u00e1ssicos emendados, da hard rocker \u201cTurbo Lover\u201d \u00e0 raiz \u201cVictim of Changes\u201d, fora o bis com \u201cElectric Eye\u201d, entrada da motoca de <strong>Halford<\/strong>, \u201cHell Bent for Leather\u201d e \u201cLiving After Midnight\u201d.<\/p>\n<p>Estes deuses tamb\u00e9m escrevem certo por linhas tortas. Seja na montagem do setlist ou em quase toda a hist\u00f3ria de sua carreira. O <strong>Priest<\/strong> sofreu com altos e baixos mais do que outras grandes bandas de som pesado. Demoraram quase uma d\u00e9cada para conquistar o devido sucesso; tiveram diversas mudan\u00e7as na bateria at\u00e9 se estabilizarem com o hoje falecido <strong>Dave Holland<\/strong>; pareceram fora de tom por vezes com experimentos mais acess\u00edveis na d\u00e9cada de 1980; perderam <strong>Rob Halford<\/strong> justo num bom momento com o \u00e1lbum <strong><em>Painkiller<\/em><\/strong>; mesmo com a volta do cantor nos anos 2000, levaram tempo consider\u00e1vel at\u00e9 produzirem um disco realmente bom (<strong><em>Firepower<\/em><\/strong>, 2018); anunciaram turn\u00ea de despedida s\u00f3 para voltarem atr\u00e1s\u2026 tudo isso para chegarem em 2025 como a banda de metal mais respeitada em atividade e certamente um dos maiores nomes da hist\u00f3ria do g\u00eanero que ajudaram a moldar. Pois o que fica s\u00e3o os acertos. E nesse quesito eles s\u00e3o\u2026 deuses. Am\u00e9m.<\/p>\n<ol>\n<li>Panic Attack<\/li>\n<li>You\u2019ve Got Another Thing Comin\u2019<\/li>\n<li>Rapid Fire<\/li>\n<li>Breaking the Law<\/li>\n<li>Riding on the Wind<\/li>\n<li>Love Bites<\/li>\n<li>Devil&#8217;s Child<\/li>\n<li>Crown of Horns<\/li>\n<li>Sinner<\/li>\n<li>Turbo Lover<\/li>\n<li>Invincible Shield<\/li>\n<li>Victim of Changes<\/li>\n<li>The Green Manalishi (With the Two Prong Crown) (cover de Fleetwood Mac)<\/li>\n<li>Painkiller<br \/><strong>Bis:<\/strong><\/li>\n<li>The Hellion + Electric Eye<\/li>\n<li>Hell Bent for Leather<\/li>\n<li>Living After Midnight<\/li>\n<\/ol>\n<\/div>\n<p><br \/>\n<br \/>Fonte: <a href=\"https:\/\/rollingstone.com.br\/musica\/judas-priest-faz-show-de-deuses-do-metal-no-monsters-of-rock-2025\/\">rollingstone.com.br<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para os deuses do metal, n\u00e3o basta chegar aos 55 anos de carreira: \u00e9 preciso atingir tal n\u00famero em um n\u00edvel de qualidade surpreendente. 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