{"id":12971,"date":"2025-04-15T17:39:27","date_gmt":"2025-04-15T20:39:27","guid":{"rendered":"https:\/\/www.mussicom.com\/o-rock-morreu-o-que-atrai-o-publico-para-shows-hoje-nando-reis-opina\/"},"modified":"2025-04-15T17:39:27","modified_gmt":"2025-04-15T20:39:27","slug":"o-rock-morreu-o-que-atrai-o-publico-para-shows-hoje-nando-reis-opina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/o-rock-morreu-o-que-atrai-o-publico-para-shows-hoje-nando-reis-opina\/","title":{"rendered":"O rock morreu? O que atrai o p\u00fablico para shows hoje? Nando Reis opina"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>A discuss\u00e3o sobre a \u201cmorte\u201d do rock existe em todo o planeta. No Brasil, contempla n\u00e3o apenas artistas e bandas do exterior, como tamb\u00e9m os grandes nomes nacionais. Ao mesmo tempo em que grupos do g\u00eanero n\u00e3o surgem no mainstream como em outros momentos, os cl\u00e1ssicos de outras d\u00e9cadas ainda despertam grande interesse.<\/p>\n<p>Diante de tudo isso, qual a avalia\u00e7\u00e3o de <strong>Nando Reis<\/strong>? O rock morreu? O que realmente atrai f\u00e3s para os shows nos dias de hoje?<\/p>\n<p>O assunto foi abordado em entrevista ao podcast <em>Futeboteco<\/em>. Conforme transcri\u00e7\u00e3o da Rolling Stone Brasil, Nando aponta, inicialmente, que n\u00e3o enxerga o rock \u2014 mesmo segmentado para a d\u00e9cada de 1980 \u2014 como um \u201cmovimento\u201d e que o mercado musical est\u00e1 sempre passando por transforma\u00e7\u00f5es, a ponto de, agora, atrair p\u00fablico sob uma estrat\u00e9gia de \u201ceventos exclusivos\u201d.<\/p>\n<blockquote class=\"citacao\"><p><em>\u201cAcho que s\u00e3o todas as transforma\u00e7\u00f5es. N\u00e3o penso muito em \u2018movimento\u2019, n\u00e3o gosto muito dessa ideia. [&#8230;] Acho que o showbusiness est\u00e1 num momento onde o que atrai s\u00e3o esses eventos. \u2018<strong>Tit\u00e3s<\/strong>, o reencontro\u2019, <strong>Gilberto Gil<\/strong> fazendo uma \u00faltima grande turn\u00ea. N\u00e3o acho que seja s\u00f3 nostalgia, s\u00e3o coisas exclusivas que voc\u00ea olha e fala: \u2018isso n\u00e3o acontecer\u00e1 de novo, essa \u00e9 uma oportunidade\u2019.\u201d<\/em><\/p><\/blockquote>\n<figure class=\"image\"><figcaption>Nando Reis com os Tit\u00e3s em 2023 &#8211; Foto: Pedro Gomes \/ Getty Images<\/figcaption><\/figure>\n<p>Reis deixou claro que sua an\u00e1lise \u00e9 \u201cintuitiva\u201d e tem \u201cachismo\u201d, pois n\u00e3o d\u00e1 para saber como tudo funciona no universo musical. O artista refor\u00e7ou, tamb\u00e9m, que a forma como as pessoas consomem m\u00fasica passou por enorme mudan\u00e7a nas \u00faltimas d\u00e9cadas, seja pelas plataformas de streaming, a exemplo de Spotify e YouTube, ou pelas redes sociais, como TikTok.<\/p>\n<p>Fato \u00e9 que, na opini\u00e3o de Nando, \u201ch\u00e1 gosto para tudo\u201d no momento atual. A m\u00fasica pesada serve como exemplo:<\/p>\n<blockquote class=\"citacao\"><p><em>\u201cAcho que tem gosto para tudo. O rock tem nichos, como o heavy metal, milh\u00f5es de nomenclaturas [subg\u00eaneros] que devem ter seu p\u00fablico fiel, uma cena.\u201d<\/em><\/p><\/blockquote>\n<h3><strong>Como o rock brasileiro cresceu nos anos 1980, segundo Nando Reis<\/strong><\/h3>\n<p>Ainda durante sua reflex\u00e3o, Nando Reis apontou por que a d\u00e9cada de 1980 se mostrou t\u00e3o prol\u00edfica para a m\u00fasica brasileira, sobretudo o rock. Para ele, uma s\u00e9rie de acontecimentos em cadeia levou \u00e0 ascens\u00e3o de artistas e bandas aclamados at\u00e9 os dias de hoje \u2014 a come\u00e7ar pelas r\u00e1dios, como ele explica:<\/p>\n<blockquote class=\"citacao\"><p><em>\u201cHavia um contexto onde se encaixou o rock dos anos 1980 e 1990. N\u00e3o era nem o rock, era a m\u00fasica que o Brasil produzia naquele momento. [&#8230;] A m\u00fasica brasileira, em l\u00edngua portuguesa, passou a tocar na r\u00e1dio FM. At\u00e9 ent\u00e3o, n\u00e3o tocava, s\u00f3 na AM. A r\u00e1dio FM era uma coisa de flashbacks.\u201d<\/em><\/p><\/blockquote>\n<p>Outras situa\u00e7\u00f5es combinadas contribu\u00edram. O artista relembra:<\/p>\n<blockquote class=\"citacao\"><p><em>\u201cAo mesmo tempo, come\u00e7a-se a ter uma compreens\u00e3o. As bandas tocavam na danceteria. Come\u00e7ou a haver uma mudan\u00e7a da infraestrutura de equipamentos depois do Rock in Rio. Houve aumento de qualidade no equipamento, relacionado \u00e0 abertura das importa\u00e7\u00f5es, depois que veio com Fernando Collor.\u201d<\/em><\/p><\/blockquote>\n<p><iframe title=\"TOMANDO UMA \u00c1GUA com NANDO REIS #216\" width=\"800\" height=\"450\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/0_b1XsvET9U?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><strong>+++ LEIA MAIS: A famosa tese sobre drogas na arte que Nando Reis refuta<br \/>+++ LEIA MAIS: O arrependimento de Nando Reis com seus primeiros anos fora do Tit\u00e3s<br \/>+++ Siga a Rolling Stone Brasil @rollingstonebrasil no Instagram<br \/>+++ Siga o jornalista Igor Miranda @igormirandasite no Instagram<br \/><\/strong><\/p>\n<\/div>\n<p><script async src=\"\/\/www.instagram.com\/embed.js\"><\/script><br \/>\n<br \/><br \/>\n<br \/>Fonte: <a href=\"https:\/\/rollingstone.com.br\/musica\/o-rock-morreu-o-que-atrai-o-publico-para-shows-hoje-nando-reis-opina\/\">rollingstone.com.br<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A discuss\u00e3o sobre a \u201cmorte\u201d do rock existe em todo o planeta. 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