{"id":10644,"date":"2025-04-06T11:41:35","date_gmt":"2025-04-06T14:41:35","guid":{"rendered":"https:\/\/mussicom.com\/sua-horta-pode-incomodar\/"},"modified":"2025-04-06T11:41:35","modified_gmt":"2025-04-06T14:41:35","slug":"sua-horta-pode-incomodar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/sua-horta-pode-incomodar\/","title":{"rendered":"Sua horta pode incomodar?"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div id=\"hd80s9wa1h892edh8192\">\n<p>As quest\u00f5es das cidades s\u00e3o cada vez mais debatidas pela ala terrorista ambiental-clim\u00e1tica que, por m\u00e1gica, transforma as escalas, ignorando deliberadamente as suas propor\u00e7\u00f5es. A mistura indevida de rela\u00e7\u00f5es entre os tamanhos das cidades em rela\u00e7\u00e3o ao da Terra, como se todas fossem megal\u00f3poles, objetiva refor\u00e7ar o discurso de que elas consigam mudar o ambiente e o clima do planeta. Essa conversa j\u00e1 remonta de longa data e \u00e9 refor\u00e7ada pelo grupo do C40, uma esp\u00e9cie de \u201cassocia\u00e7\u00e3o internacional\u201d a qual elegeu as 40 maiores cidades do mundo para aplicar as suas pol\u00edticas draconianas de controle, mesmo sabendo que das 40, apenas 20 s\u00e3o cidades realmente de vulto, mas que sequer arranham a superf\u00edcie do planeta.<\/p>\n<p>Esse tema tem tomado as pautas devido principalmente ao objetivo n\u00famero 11 dos \u201cObjetivos do Desenvolvimento Sustent\u00e1vel \u2013 ODS\u201d da <strong>Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas<\/strong>, o qual visa a discursar sobre as cidades e comunidades sustent\u00e1veis. Para o caso em quest\u00e3o, achar que instalar telhados brancos, telhados com hortas, pain\u00e9is solares e outras bobagens, resolveriam diversos problemas do planeta, incluindo o \u201caquecimento global\u201d. Neste caso, al\u00e9m da compara\u00e7\u00e3o escalar mostrar o engodo que isto representa, notamos a total falta de nexo simplesmente observando a contradi\u00e7\u00e3o do discurso entre telhado branco, detendo o \u201caquecimento global\u201d, enquanto outros ter\u00e3o telhados pretos, cheios de pain\u00e9is solares!<\/p>\n<p>J\u00e1 debatemos este assunto desde 2010, quando ent\u00e3o montamos uma for\u00e7a-tarefa para deter leis est\u00fapidas que pretendiam a imposi\u00e7\u00e3o de telhados brancos para a popula\u00e7\u00e3o, quando os legisladores com baix\u00edssimo n\u00edvel de intelig\u00eancia aceitaram discursos provenientes da ala dos Clintons e do Painel Intergovernamental sobre Mudan\u00e7as Clim\u00e1tica (IPCC) aqui no Brasil, os quais sustentavam que tais medidas seriam ben\u00e9ficas e reduziriam a temperatura do planeta em 1<sup>o<\/sup>C, sem apresentar nenhuma evid\u00eancia desta proposi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>+ Leia mais not\u00edcias do Mundo em Oeste<\/strong><\/p>\n<p>Quando os \u201cespecialistas\u201d do IPCC foram confrontados sobre clima e arquitetura, verificamos categoricamente a sua total ignor\u00e2ncia sobre o pr\u00f3prio tema que estavam a expor, n\u00e3o sabendo responder perguntas b\u00e1sicas sobre o clima, regionaliza\u00e7\u00e3o, normaliza\u00e7\u00e3o de par\u00e2metros, al\u00e9m de n\u00e3o saberem absolutamente nada sobre a geometria e din\u00e2mica das cidades brasileiras, como bem defendeu o saudoso e querido, professor Silvio Soares Macedo, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">As hortas urbanas<\/h2>\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-full\"><picture><source data-srcset=\"https:\/\/medias.revistaoeste.com\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/Imagem-Horta-1.jpg.webp 1080w, https:\/\/medias.revistaoeste.com\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/Imagem-Horta-1-300x300.jpg.webp 300w, https:\/\/medias.revistaoeste.com\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/Imagem-Horta-1-150x150.jpg.webp 150w\" data-sizes=\"(max-width: 1080px) 100vw, 1080px\" type=\"image\/webp\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1080\" height=\"1080\" src=\"https:\/\/medias.revistaoeste.com\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/Imagem-Horta-1.jpg\" alt=\"O Instituto Edward Dodd tamb\u00e9m ensina os alunos a cuidarem da horta da escola | Foto: Divulga\u00e7\u00e3o\/Igreja Crist\u00e3 Maranata\" class=\"wp-image-948021\" srcset=\"https:\/\/medias.revistaoeste.com\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/Imagem-Horta-1.jpg 1080w, https:\/\/medias.revistaoeste.com\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/Imagem-Horta-1-300x300.jpg 300w, https:\/\/medias.revistaoeste.com\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/Imagem-Horta-1-150x150.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 1080px) 100vw, 1080px\" data-eio=\"p\"\/><\/source><\/picture><figcaption class=\"wp-element-caption\">O Instituto Edward Dodd tamb\u00e9m ensina os alunos a cuidarem da horta da escola | Foto: Divulga\u00e7\u00e3o\/Igreja Crist\u00e3 Maranata<\/figcaption><\/figure>\n<p>Mas esta \u00e9 uma outra longa e boa hist\u00f3ria. No presente, queremos apresentar o resultado de uma pesquisa sobre a \u201cagricultura urbana\u201d. Denominada por AU, esta forma de uso da terra foi categorizada por ser uma aplica\u00e7\u00e3o das estruturas e lotes urbanos exclusivamente para o plantio de alimentos, mas de pequen\u00edssima escala, portanto, totalmente local. O tema, obviamente parte da premissa falsa de que CO<sub>2<\/sub> controle clima, temperatura do ar etc., argumentos estes que se mant\u00eam, mesmo que a faltem as evid\u00eancias no mundo natural e na Hist\u00f3ria do planeta, de forma a provarem as alega\u00e7\u00f5es, exceto, \u00e9 claro, os modelos do IPCC que foram programados para afirmarem isto.<\/p>\n<p>Trata-se do artigo publicado na revista <em>Nature Cities<\/em>, com o t\u00edtulo de \u201c<strong>Comparando as pegadas de carbono da agricultura urbana e convencional\u201d<\/strong>. Segundo o texto, o objetivo era realizar uma avalia\u00e7\u00e3o abrangente do desempenho ambiental da AU em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 agricultura convencional, tendo em vista que os resultados de estudos anteriores foram inconclusivos. Jason K. Hawes, principal autor do texto, disse que o foi o primeiro estudo em larga escala a \u201cresolver essa incerteza entre cidades e tipos de AU, empregando ci\u00eancia cidad\u00e3 em 73 locais de AU na Europa e nos Estados Unidos para comparar produtos de AU com alimentos de fazendas convencionais\u201d. Exaltou a nova \u201cpedra filosofal\u201d ambiental.<\/p>\n<p>O trabalho de nove p\u00e1ginas, redigido por 13 autores, pr\u00e1tica comum da ci\u00eancia realizada atualmente, resolveu na verdade quantificar o \u201cbalan\u00e7o de carbono\u201d pelo exerc\u00edcio da AU em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 agricultura convencional de larga escala, determinando a fantasiosa \u201cpegada de carbono\u201d que a atividade apresenta. Claramente j\u00e1 peca em achar que um recorte geogr\u00e1fico de determinados pa\u00edses pode ser estendido a todas as cidades do planeta, sem nenhuma distin\u00e7\u00e3o maior.<\/p>\n<p>Segundo o grupo de autores internacionais, liderados por Hawes, com alguns pertencentes \u00e0 Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, as hortas urbanas \u201cemitiriam\u201d muito mais CO<sub>2<\/sub> do que as convencionais, o que mostraria que o cultivo de alimentos, realizados em canteiros das cidades na escala dom\u00e9stica, n\u00e3o contribuiria em reduzir as emiss\u00f5es de carbono para alcan\u00e7arem o dist\u00f3pico \u201cbalan\u00e7o zero\u201d, almejado para o ano de 2030.<\/p>\n<p>Segundo seus resultados, a AU apresenta uma pegada de carbono, ou seja, emite gases de \u201cefeito-estufa\u201d at\u00e9 seis vezes mais do que a emitida pela agricultura convencional, na rela\u00e7\u00e3o de 420 gramas de CO<sub>2<\/sub> por 70, respectivamente, por por\u00e7\u00e3o, para algumas culturas relacionadas. Os principais respons\u00e1veis n\u00e3o seriam as atribui\u00e7\u00f5es dadas diretamente ao carbono, mas as suas \u201cequival\u00eancias\u201d necess\u00e1rias para a pr\u00e1tica da AU.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Uma quest\u00e3o de infraestrutura<\/h2>\n<p>O uso de infraestrutura para manter a pr\u00e1tica de AU como canteiros elevados, galp\u00f5es de jardinagem e as trilhas feitas no ch\u00e3o foram particularmente criticados, porque fazem uso intensivo de CO<sub>2<\/sub> de outras maneiras. Os compostos utilizados para adubagem mal gerenciados, fertilizantes provenientes de petr\u00f3leo e outros materiais aumentariam o \u201caquecimento global\u201d. D\u00e1 at\u00e9 para imaginar que, em breve, a insanidade v\u00e1 dizer que o seu canteiro aque\u00e7a a Terra em 0,0000000000000001<sup>o<\/sup>C, n\u00e3o \u00e9 mesmo?<\/p>\n<p>Baseando-se na vis\u00e3o absurda de que o CO<sub>2<\/sub> controle o clima, as frutas s\u00e3o 8,6 vezes mais \u201cfavor\u00e1veis ao clima\u201d, enquanto que os vegetais s\u00e3o apenas 5,8 vezes quando cultivados em larga escala. Para o lado da AU, algumas culturas como a dos tomates, quando gerenciadas em jardins individuais, superam a agricultura convencional. Segundo o artigo, essas exce\u00e7\u00f5es sugeririam que os praticantes da AU podem reduzir seus impactos clim\u00e1ticos, plantando esp\u00e9cies que normalmente s\u00e3o cultivadas em estufas ou transportadas por via a\u00e9rea, mantendo os locais de AU por muitos anos como melhores op\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Na pr\u00e1tica, pela \u00f3ptica do devaneio ambiental deste texto, alimentos cultivados em casa contribuem para a \u201cmudan\u00e7a clim\u00e1tica\u201d. Al\u00e9m disto, observamos uma ampla mistura de processos que passam a fazer parte da atividade, o que \u00e9 um absurdo, pois criam uma alavancagem escalar que n\u00e3o \u00e9 nada razo\u00e1vel. Ser\u00e1 que h\u00e1 algo a mais por tr\u00e1s deste novo problema? Ser\u00e1 que pretendem regulamentar ou almejam estabelecer uma proibi\u00e7\u00e3o global de alimentos cultivados na casa das pessoas a fim de atingir a pat\u00e9tica \u201cemiss\u00e3o zero\u201d. Essa historia est\u00e1 cheirando muito a \u201ctelhados brancos 2.0\u201d.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Al\u00e9m das AUs<\/h2>\n<p>Vejamos que al\u00e9m, de Michigan, outros autores pertencem ao Instituto de Pesquisa de Desenvolvimento Regional e Urbano, sediado em Dortmund, Alemanha, \u00f3rg\u00e3o que se denomina de \u201cpesquisa n\u00e3o universit\u00e1ria\u201d, exercendo compara\u00e7\u00f5es da mudan\u00e7a da din\u00e2mica e diversidade urbanas, de forma a contribuir para alcan\u00e7ar uma transforma\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel social, ecol\u00f3gica e econ\u00f4mica do espa\u00e7o urbano, ou seja, quando come\u00e7a assim, j\u00e1 sabemos para onde essa carruagem caminha.<\/p>\n<p>Embora diversos s\u00edtios de internet de not\u00edcias independentes tenham feito refer\u00eancia a uma poss\u00edvel \u201csugest\u00e3o\u201d de determina\u00e7\u00e3o para proibir a pr\u00e1tica da AU pelo F\u00f3rum Econ\u00f4mico Mundial (FEM), essa informa\u00e7\u00e3o n\u00e3o foi confirmada. Contudo, vale lembrar que profissionais da Universidade de Michigan s\u00e3o ass\u00edduos palestrantes deste f\u00f3rum. O fato \u00e9 que coisas deste tipo tornam-se um prato cheio para institui\u00e7\u00f5es inescrupulosas como o FEM que, por meio de seu patrono, Klaus Schwab, pode utilizar tal tema para \u201cassediar\u201d governantes que fazem parte de suas \u201cescolas\u201d. Schwab vem declarando abertamente que a \u201cmudan\u00e7a clim\u00e1tica\u201d \u00e9 a nova pandemia global, ou seja, nada mais repugnante.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O tal C40<\/h2>\n<p>Quanto ao C40, seu \u201cGrupo de Lideran\u00e7a Clim\u00e1tica das Cidades C40\u201d vem tentando comprometer os cidad\u00e3os das cidades participantes com restri\u00e7\u00f5es cada vez mais draconianas como cortar o consumo de carne e leite, reduzir o n\u00famero de aquisi\u00e7\u00f5es de pe\u00e7as de roupas das pessoas por ano, cortar os carros particulares e restringir o uso de avi\u00e3o para um voo de curta dist\u00e2ncia por pessoa a cada tr\u00eas anos. S\u00e3o todos sacrif\u00edcios que o \u201cpovo global\u201d precisa realizar para satisfazer a seita ambiental-clim\u00e1tica em prol do planeta!<\/p>\n<p>A conclus\u00e3o do trabalho abre uma brecha para aqueles que gostam de controle, sempre criando proibi\u00e7\u00f5es exacerbadas, motivadas pela fraude ambiental-clim\u00e1tica, ainda mais quando baseadas em um \u00fanico trabalho, cuja relev\u00e2ncia \u00e9 bastante question\u00e1vel, com conclus\u00f5es tortuosas e desvirtuadas por uma premissa falsa. V\u00e1rias condi\u00e7\u00f5es ambientais devido \u00e0 variabilidade clim\u00e1tica afetam o que poder\u00edamos chamar de \u201cdesempenho vegetal agr\u00edcola\u201d, par\u00e2metros estes que sequer foram avaliados em tal pesquisa, dado o volume gigantesco de op\u00e7\u00f5es e combina\u00e7\u00f5es, as quais n\u00e3o podem ser apreciadas neste simples recorte singular. No final das contas, achar que hortas urbanas podem modificar o clima planet\u00e1rio mostra, mais uma vez, o tempo de insanidade em que vivemos.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><br \/>\n<br \/>Fonte: <a href=\"https:\/\/revistaoeste.com\/mundo\/sua-horta-pode-incomodar\/\">Revista Oeste<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As quest\u00f5es das cidades s\u00e3o cada vez mais debatidas pela ala terrorista ambiental-clim\u00e1tica que, por m\u00e1gica, transforma as escalas, ignorando deliberadamente as suas propor\u00e7\u00f5es. 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