{"id":10601,"date":"2025-04-06T06:31:03","date_gmt":"2025-04-06T09:31:03","guid":{"rendered":"https:\/\/www.mussicom.com\/ainda-estou-aqui-resgata-a-importancia-de-contar-os-horrores-do-regime-militar-brasileiro-a-uma-nova-geracao\/"},"modified":"2025-04-06T06:31:03","modified_gmt":"2025-04-06T09:31:03","slug":"ainda-estou-aqui-resgata-a-importancia-de-contar-os-horrores-do-regime-militar-brasileiro-a-uma-nova-geracao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/ainda-estou-aqui-resgata-a-importancia-de-contar-os-horrores-do-regime-militar-brasileiro-a-uma-nova-geracao\/","title":{"rendered":"Ainda Estou Aqui resgata a import\u00e2ncia de contar os horrores do regime militar brasileiro a uma nova gera\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<blockquote class=\"citacao\"><p>Um dia, os ditadores v\u00e3o sumir no esgoto da Hist\u00f3ria, mas os livros e os filmes ficar\u00e3o.<\/p><\/blockquote>\n<p>A declara\u00e7\u00e3o \u00e9 de <strong>Walter Salles<\/strong> (<em>Central do Brasil<\/em>), que assinou recentemente sua contribui\u00e7\u00e3o poderosa \u00e0 lista de filmes sobre o regime militar no Brasil, o aplaudido <strong><em>Ainda Estou Aqui<\/em><\/strong>, dispon\u00edvel no cat\u00e1logo do <strong>Globoplay\u00a0<\/strong>a partir deste domingo, dia 6 de abril.<\/p>\n<p>Centrado no efeito do poder aterrorizante, onipresente e sem rosto definido dos militares sobre a sociedade brasileira de 1964 at\u00e9 os finais dos anos 1980, o filme percorre a conhecida hist\u00f3ria da fam\u00edlia <strong>Paiva<\/strong>, que teve o patriarca, o ex-deputado <strong>Rubens Paiva<\/strong>, desaparecido ap\u00f3s ser levado de casa por soldados do ex\u00e9rcito brasileiro em janeiro de 1971.<\/p>\n<p><em><strong>\u201cNaquela casa, as janelas estavam sempre abertas, e a porta nunca tinha chave\u201d<\/strong><\/em>, afirma o diretor <strong>Walter Salles<\/strong>, evocando a sensa\u00e7\u00e3o de liberdade presente e a mistura dos grupos de amigos e discuss\u00f5es pol\u00edticas que caracterizavam os encontros que aconteciam no local.<\/p>\n<p><strong>Rubens<\/strong>, vivido por <strong>Selton Mello<\/strong> (<em>Jean Charles<\/em>, <em>O Palha\u00e7o<\/em>), nunca mais foi encontrado. No lar, ficaram <strong>Eunice Paiva<\/strong>, interpretada por <strong>Fernanda Torres<\/strong> (<em>Terra Estrangeira<\/em>), e seus cinco filhos, entre eles um ainda jovem <strong>Marcelo Rubens Paiva<\/strong>, que viria a se tornar o autor do livro hom\u00f4nimo que serviu de base para o roteiro escrito pelo pr\u00f3prio <strong>Walter Salles<\/strong> em conjunto com <strong>Murilo Hauser<\/strong> e <strong>Heitor Lorega<\/strong>.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s o desaparecimento do marido, <strong>Eunice<\/strong> se v\u00ea sozinha, sem o provedor do lar, com dificuldades financeiras e um medo incessante da presen\u00e7a intimidadora dos agentes das for\u00e7as de repress\u00e3o do ex\u00e9rcito militar, que ficam \u00e0 espreita de sua casa.<\/p>\n<h3><strong>O Estado e o sil\u00eancio da verdade<\/strong><\/h3>\n<p>Diante da presen\u00e7a constante deste inimigo cercando a casa dos <strong>Paiva<\/strong>, resta a <strong>Eunice<\/strong> represar sentimentos e esconder a verdade dos filhos. <em><strong>\u201cO Estado imp\u00f5e a ela um sil\u00eancio, uma n\u00e3o resposta sobre a morte do marido. E ela faz o mesmo com os filhos, de outra maneira, ela se mant\u00e9m em sil\u00eancio. Creio que para preservar a inoc\u00eancia dos filhos, porque era um ato t\u00e3o arbitr\u00e1rio, t\u00e3o injusto [o desaparecimento do pai]\u2026 Como explicar isso para crian\u00e7as de 9 a 18 anos?\u201d<\/strong><\/em>, indaga <strong>Fernanda Torres<\/strong>.<\/p>\n<p>A atriz declara que se viu desafiada a captar a dualidade de <strong>Eunice<\/strong>: uma mulher que, embora vinculada ao lar, possui uma for\u00e7a e uma resist\u00eancia not\u00e1veis. Sua habilidade de manter a convic\u00e7\u00e3o e o sorriso em meio \u00e0 trag\u00e9dia foi uma caracter\u00edstica marcante que ela teve de transmitir. <strong>Fernanda<\/strong> enfrentou o desafio de interpretar <strong>Eunice<\/strong> com um enfoque na subtra\u00e7\u00e3o, evitando o melodrama excessivo.<\/p>\n<figure class=\"image\"><figcaption>Walter Salles e Fernanda Torres na 97\u00aa cerim\u00f4nia do Oscar, que premiou Ainda Estou Aqui e rendeu a primeira estatueta de ouro do Brasil (Foto: Getty Images)<\/figcaption><\/figure>\n<p><em><strong>\u201cA Eunice \u00e9 uma personagem complexa, uma pessoa complexa\u201d<\/strong><\/em>, declarou <strong>Fernanda Torres<\/strong> em conversa com a <strong>Rolling Stone Brasil<\/strong>, destacando a import\u00e2ncia de entender o que movia aquela mulher, especialmente em um momento t\u00e3o conturbado da hist\u00f3ria do pa\u00eds. A profundidade emocional de <strong>Eunice<\/strong>, conforme revelado por <strong>Fernanda<\/strong>, \u00e9 ancorada em uma for\u00e7a persuasiva que, mesmo em sil\u00eancio, dominava seus interlocutores.<\/p>\n<blockquote class=\"citacao\"><p><em>Ela tinha sempre no rosto dela um sorriso e uma contund\u00eancia que dobrava o seu oponente, sempre com uma enorme intelig\u00eancia e um sorriso irremov\u00edvel. Ela n\u00e3o se movia da sua convic\u00e7\u00e3o.<\/em><\/p><\/blockquote>\n<p>A cena em que a revista <em>Manchete<\/em> visita a fam\u00edlia para uma entrevista, seguida de uma foto, demonstra isso.<\/p>\n<p>Essa imobilidade em suas cren\u00e7as e a forma com que ela lidava com a trag\u00e9dia de sua fam\u00edlia tornam <strong>Eunice<\/strong> uma personagem de dif\u00edcil interpreta\u00e7\u00e3o, algo que o pr\u00f3prio diretor <strong>Walter Salles<\/strong> ajudou a moldar ao longo das filmagens.<\/p>\n<p><strong><em>\u201cO Walter vinha e falava, est\u00e1 faltando sorriso, est\u00e1 faltand<em>o a<\/em><\/em><em> Eunice<\/em>\u201d<\/strong>, relembra <strong>Fernanda<\/strong>, descrevendo como foi necess\u00e1rio ajustar sua atua\u00e7\u00e3o para refletir a suavidade e o controle emocional que definiam <strong>Eunice<\/strong>.<\/p>\n<h3><strong>O horror subjetivo da realidade<\/strong><\/h3>\n<p><strong><em>Ainda Estou Aqui<\/em><\/strong> vem na esteira de uma produ\u00e7\u00e3o cinematogr\u00e1fica consistente que, nas \u00faltimas d\u00e9cadas, tem acertado ao representar a desola\u00e7\u00e3o que o per\u00edodo da Ditadura Militar imprimiu ao pa\u00eds. Seja em document\u00e1rios como <strong><em>Cabra Marcado Para Morrer<\/em><\/strong> (1984), de <strong>Eduardo Coutinho<\/strong>, ou em obras baseadas em fatos, como <strong><em>Marighella<\/em><\/strong> (2019), de <strong>Wagner Moura<\/strong>, ou <strong><em>O Que \u00c9 Isso, Companheiro?<\/em><\/strong> (1997) \u2014 que j\u00e1 contara com <strong>Mello<\/strong> e <strong>Torres<\/strong> no elenco \u2014, s\u00e3o in\u00fameros os exemplos das hist\u00f3rias contadas sobre aqueles afetados pelo autoritarismo da \u00e9poca no pa\u00eds.<\/p>\n<p>Como uma ironia triste, o filme come\u00e7a com uma reuni\u00e3o quente e calorosa entre fam\u00edlia e amigos. Alguns momentos d\u00e3o pistas de que algo n\u00e3o est\u00e1 correto, mas o momento \u00e9 afetuoso e amistoso, uma pulsa\u00e7\u00e3o de vida e di\u00e1logo. A cena ser\u00e1 ressignificada at\u00e9 o fim do longa, n\u00e3o sem antes ser sucedida por um ponto de virada claro, que ocorre quando <strong>Rubens Paiva<\/strong> \u00e9 levado para interrogat\u00f3rio.<\/p>\n<p>Com a trag\u00e9dia da perda do patriarca, pai e marido, h\u00e1 uma quebra nesse mundo id\u00edlico. A casa se fecha, representando a chegada da opress\u00e3o. <em><strong>\u201cA partir desse momento, tudo muda: a luz se subtrai, o som se abafa, e a linguagem se torna mais subjetiva\u201d<\/strong><\/em>, explica <strong>Walter Salles<\/strong>. A presen\u00e7a da m\u00fasica, t\u00e3o vibrante no in\u00edcio, d\u00e1 lugar ao sil\u00eancio e \u00e0 ang\u00fastia, exigindo uma nova abordagem na filmagem, com c\u00e2meras mais fixas e espa\u00e7os escuros que refletem a tens\u00e3o do per\u00edodo.<\/p>\n<figure class=\"image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"Walter Salles, diretor de Ainda Estou Aqui, com o primeiro Oscar do Brasil (Foto: Getty Images)\" height=\"435\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/rollingstone.uol.com.br\/media\/uploads\/2025\/03\/walter-salles-vitoria-ainda-estou-aqui-oscar-2025-foto-jason-armond-los-angeles-times-via-getty-images.jpg\" width=\"773\"\/><figcaption>Walter Salles, diretor de Ainda Estou Aqui, com o primeiro Oscar do Brasil (Foto: Getty Images)<\/figcaption><\/figure>\n<p>Vale destacar a forma com que os agentes da ditadura s\u00e3o retratados no filme. Em vez de serem mostrados como brutais, <strong>Walter Salles<\/strong> opta por apresent\u00e1-los como seres complexos, tornando as cenas de viol\u00eancia ainda mais perturbadoras. N\u00e3o que <strong><em>Ainda Estou Aqui<\/em><\/strong> explore a viol\u00eancia f\u00edsica; ela \u00e9 trabalhada de forma mais psicol\u00f3gica e perturbadora, ganhando ares de um filme de terror angustiante. As cenas de <strong>Eunice Paiva<\/strong> no Departamento de Ordem Pol\u00edtica e Social\u00a0(Dops) s\u00e3o sufocantes e revoltantes. Os sons ao fundo lembram algo j\u00e1 feito em <strong><em>Zona de Interesse<\/em><\/strong>, filme vencedor do Oscar de Melhor Som no Oscar 2024: sabemos do que acontece por ali, embora nunca sejamos testemunha ocular daquele terror.<\/p>\n<h3><strong>Uma ponte para a pr\u00f3pria hist\u00f3ria<\/strong><\/h3>\n<p><strong><em>Ainda Estou Aqui<\/em><\/strong> n\u00e3o for\u00e7a uma resposta emocional do p\u00fablico; ao contr\u00e1rio, a conten\u00e7\u00e3o nas atua\u00e7\u00f5es e na dire\u00e7\u00e3o cria uma cumplicidade com as personagens, permitindo que o p\u00fablico sinta a arbitrariedade da vida e do poder. O filme tamb\u00e9m se destaca por sua abordagem \u00fanica, que contrasta com a fragmenta\u00e7\u00e3o da narrativa t\u00edpica das produ\u00e7\u00f5es modernas. Em tempos de <em>streaming<\/em> e conte\u00fado r\u00e1pido, <strong><em>Ainda Estou Aqui<\/em><\/strong> prop\u00f5e uma experi\u00eancia cinematogr\u00e1fica que valoriza o tempo e a profundidade, permitindo que o p\u00fablico se conecte verdadeiramente com os personagens e suas hist\u00f3rias.<\/p>\n<blockquote class=\"citacao\"><p><em>Este filme pode ajudar a entender por que a democracia \u00e9 vital.&#8221;<\/em><br \/>(<strong>Fernanda Torres<\/strong>)<\/p><\/blockquote>\n<p>No entanto, <strong><em>Ainda Estou Aqui<\/em><\/strong> n\u00e3o se limita a contar a hist\u00f3ria de <strong>Eunice<\/strong> ou o desaparecimento de <strong>Rubens<\/strong>, refletindo tamb\u00e9m sobre uma era marcada pela luta e a busca por um Brasil mais justo. A partir disso, <strong>Walter<\/strong> observa que, na ess\u00eancia do cinema, est\u00e1 a capacidade de conectar pessoas, e isso ficou evidente durante as filmagens, onde todos os envolvidos se tornaram uma <em>\u201cgrande fam\u00edlia de cinema\u201d<\/em>.<\/p>\n<p>Al\u00e9m das cenas planejadas, a equipe tamb\u00e9m filmou ensaios, permitindo que a energia e a espontaneidade dos atores fossem preservadas na tela. Essa abordagem trouxe uma nova dimens\u00e3o ao filme, proporcionando uma sensa\u00e7\u00e3o de frescor e autenticidade, fazendo com que as emo\u00e7\u00f5es dos personagens se tornassem palp\u00e1veis. Nesses momentos, quem mais brilha \u00e9 <strong>Selton Mello<\/strong>, ator conhecido por papeis c\u00f4micos como o <strong>Chic\u00f3<\/strong> de <strong><em>O Auto da Compadecida<\/em><\/strong> (2000) e o <strong>Lel\u00e9u<\/strong> de <strong><em>Lisbela e o Prisioneiro<\/em><\/strong> (2003). Em <strong><em>Ainda Estou Aqui<\/em><\/strong>, ele assume o papel de uma figura querida, o famoso \u201cpaiz\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p><strong>Selton<\/strong> compartilhou sua experi\u00eancia de transforma\u00e7\u00e3o para o personagem, destacando n\u00e3o apenas a mudan\u00e7a f\u00edsica, que envolveu o ganho de 20 quilos, mas tamb\u00e9m a internaliza\u00e7\u00e3o da personalidade de <strong>Rubens Paiva<\/strong>. Ele reflete sobre como essa metamorfose foi essencial para dar vida \u00e0 figura de <strong>Rubens<\/strong>, estendendo-se \u00e0 compreens\u00e3o profunda do papel.<\/p>\n<p>Apesar de n\u00e3o ter muitas refer\u00eancias, visuais ou sonoras, de <strong>Rubens Paiva<\/strong>, o ator buscou entender como capturar o esp\u00edrito dele na tela. O desafio foi encontrar um equil\u00edbrio entre as nuances espirituais e t\u00e9cnicas da atua\u00e7\u00e3o. <strong>Selton<\/strong> reconhece que a dire\u00e7\u00e3o de <strong>Walter Salles<\/strong> foi essencial para criar um trabalho aut\u00eantico e tocante, pois o cineasta alia delicadeza e precis\u00e3o.<em><strong> \u201cN\u00e3o foi s\u00f3 o meu carisma\u201d<\/strong><\/em>, brinca <strong>Selton<\/strong>.<\/p>\n<p>Com o sucesso nacional e internacional do longa, as vit\u00f3rias no <strong>Festival de Veneza<\/strong>, no <strong>Globo de Ouro<\/strong> e, posteriormente, no <strong>Oscar<\/strong>, a maior premia\u00e7\u00e3o do cinema, os realizadores notam um momento raro para o cinema brasileiro, em que as hist\u00f3rias humanas e familiares est\u00e3o alcan\u00e7ando um p\u00fablico mais amplo. Essa conex\u00e3o emocional com o p\u00fablico, n\u00e3o s\u00f3 no Brasil, mas em grandes centros internacionais, \u00e9 um sinal de que o filme ressoa com quest\u00f5es universais de opress\u00e3o, liberdade e a busca por dignidade.<\/p>\n<p>A equipe expressou sua esperan\u00e7a de que <strong><em>Ainda Estou Aqui<\/em><\/strong>\u00a0possa servir como uma ponte para que as novas gera\u00e7\u00f5es entendam as li\u00e7\u00f5es do passado, especialmente em um momento em que h\u00e1 um fen\u00f4meno crescente de jovens que desconhecem a realidade da ditadura.<\/p>\n<p><strong><em>\u201cEste filme pode ajudar a entender por que a democracia \u00e9 vital\u201d<\/em><\/strong>, afirma <strong>Fernanda Torres<\/strong>, reconhecendo que as dificuldades da vida democr\u00e1tica n\u00e3o devem ser confundidas com os horrores de um regime autorit\u00e1rio. <strong><em>\u201cEu tenho certeza que esses jovens n\u00e3o gostariam de viver no pa\u00eds que eu vivi. E talvez esse filme ajude-os a perceber o porqu\u00ea.\u201d<\/em><\/strong><\/p>\n<p><iframe title=\"Ainda Estou Aqui | Trailer Oficial | 7 de novembro nos cinemas\" width=\"800\" height=\"450\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/_NzqP0jmk3o?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<h4><strong>Especial de cinema da Rolling Stone Brasil<\/strong><\/h4>\n<p>O texto acima est\u00e1 presente no especial impresso da <strong>Rolling Stone Brasil<\/strong>, que ainda traz uma entrevista <strong>Francis Ford Coppola<\/strong>, que chega aos 85 anos em meio ao lan\u00e7amento de seu novo filme, <strong><em>Megal\u00f3polis<\/em><\/strong>, empreitada ousada e milion\u00e1ria financiada por ele pr\u00f3prio;\u00a0um bate-papo sobre trilhas sonoras com o maestro <strong>Jo\u00e3o Carlos Martins<\/strong>; uma lista exclusiva com os 100 melhores filmes da hist\u00f3ria (50 nacionais, 50 internacionais) e muito mais.<\/p>\n<p>O especial de cinema da <strong>Rolling Stone Brasil<\/strong> j\u00e1 est\u00e1 nas bancas de jornal, mas tamb\u00e9m pode ser comprado na loja da editora Perfil por R$ 29,90. Confira:<\/p>\n<p><strong>LEIA TAMB\u00c9M:<\/strong><em>Ainda Estou Aqui<\/em>, vencedor do primeiro Oscar brasileiro, estreia no Globoplay<\/p>\n<blockquote class=\"amdb-polls\" contenteditable=\"false\" data-sid=\"\/polls\/14\/embed\/\">\n<p>Qual foi o melhor filme de 2025 at\u00e9 agora? Vote no seu favorito!<\/p>\n<ul>\n<li>Baby<\/li>\n<li>Babygirl<\/li>\n<li>MMA &#8211; Meu Melhor Amigo<\/li>\n<li>Anora<\/li>\n<li>Conclave<\/li>\n<li>Acompanhante Perfeita<\/li>\n<li>Capit\u00e3o Am\u00e9rica: Admir\u00e1vel Mundo Novo<\/li>\n<li>Flow<\/li>\n<li>O Brutalista<\/li>\n<li>Um Completo Desconhecido<\/li>\n<li>Mickey 17<\/li>\n<li>Vit\u00f3ria<\/li>\n<li>Pequenas Coisas Como Estas<\/li>\n<li>O Melhor Amigo<\/li>\n<li>Mar\u00e9 Alta<\/li>\n<li>Branca de Neve<\/li>\n<li>Novocaine: \u00c0 Prova de Dor<\/li>\n<li>Oeste Outra Vez<\/li>\n<li>Um Filme Minecraft<\/li>\n<li>Presen\u00e7a<\/li>\n<\/ul>\n<\/blockquote>\n<hr\/>\n<\/div>\n<p><br \/>\n<br \/>Fonte: <a href=\"https:\/\/rollingstone.com.br\/cinema\/ainda-estou-aqui-especial-cinema-rolling-stone-brasil-globoplay-estreia\/\">rollingstone.com.br<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um dia, os ditadores v\u00e3o sumir no esgoto da Hist\u00f3ria, mas os livros e os filmes ficar\u00e3o. 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